domingo, abril 05, 2020

Vinho de Colares e Outros

Em 2012, era assim que o "rio das Maçãs", se referia a um interessante projecto de dois jovens enólogos;
"É com grande satisfação que a população de Almoçageme vê a "sua" Adega voltar a produzir o famoso vinho que a tornou conhecida internacionalmente .Actualmente a Adega Viuva Gomes, de Almoçageme é utilizada como armazém.
Este interessante projecto  empresarial utiliza as melhores uvas de cada região de Portugal. A Região Demarcada de Colares, a segunda mais antiga a seguir à Região Demarcada do Douro, é uma região vitivinícola conhecida pela suas castas Ramisco e Malvasia, plantadas em chão de areia que produzem o famoso vinho de Colares"

AdegaAlmoçageme22092012dBlogue  ."De regresso a Almoçageme, os enólogos da “Casca  Wines", Tito Gomes e Helder Cunha,  mais uma vez na Adega Viuva Gomes, para  a produção 2012 do Vinho de Colares - o branco Malvasia e o tinto Ramisco, ambos  plantadas   em chão de areia."
AdegaAlmoçageme22092012cBlogue No ano de 2010, tivemos também a possibilidade de acompanhar a actividade destes dois enólogos em Almoçageme - aqui

10 anos depois

Este Domingo no programa "Essência" da RTP3, voltámos a encontrar Helder Cunha, com a explicação da mudança de rumo que o projecto, agora empresa tem tido nestes últimos 10 anos:
Foto RTP3

"A origem do projecto foi na região de Colares. As uvas sem estarem certificadas como biológicas sempre foram biológicas em Colares, porque os  os tratamentos  que os viticultores/agricultores fazem  são tratamentos como há 100 anos atrás. Não há qualquer tipo de químico a entrar dentro da vinha - e essa foi a nossa origem, sempre nos mantivemos junto de quem protege o sítio onde vive."

Foto RTP3

Em 2020:
"Pela necessidade de ter um certificado, fomos para a região onde é fácil certificar as uvas/vinhas biológicas - a Beira interior."

Post relacionado:
https://riodasmacas.blogspot.com/2012/09/vinho-de-colares-2012.html

sexta-feira, abril 03, 2020

Estado de emegência com novas medida



03 abril 2020

O Governo aprovou, esta quinta-feira, a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República e lança um novo conjunto de medidas extraordinárias em resposta à situação epidemiológica do Covid-19.
As novas medidas estarão em vigor durante mais duas semanas de Estado de Emergência, que foi prolongado até 17 de abril. As medidas decretadas em 19 de março continuam em vigor.
Conheça os principais pontos do que foi anunciado:

Páscoa
Destacam-se as restrições às deslocações das pessoas, que, no período da Páscoa, entre 9 e 13 de abril ficam limitadas ao concelho de residência, sendo também proibido ajuntamentos de mais do que cinco pessoas.
A excepção é para quem tem de se deslocar para o local de trabalho, que deverá fazer-se acompanhar de uma declaração que o comprove.
No mesmo período, serão encerrados para tráfego de passageiros todos os aeroportos nacionais. Mantêm-se os voos de carga, voos de natureza humanitária, voos de repatriamento de portugueses ou voos de Estado e natureza militar.

Trabalho

Reforço das competências da Autoridade para as Condições do Trabalho. Os inspectores passarão a ter poderes para suspender qualquer despedimento com indícios de ilegalidade.

Taxas moderadoras

Isenção das taxas moderadoras para todos os doentes com Covid-19.

Limpeza das matas

Prorrogação do prazo para os proprietários procederem às limpezas das matas. Este prazo terminava a 15 de abril.

Consultas para quem chega a Portugal

Ministra da Saúde e ministro da Administração Interna irão designar países ou territórios cuja origem determina necessariamente uma consulta médica para quem chega a Portugal proveniente desses locais.

Penas de prisão 

Para proteger reclusos e quem trabalha em estabelecimentos prisionais vão ser tomadas medidas para reduzir o número de presos nas cadeias. O Presidente da República pode conceder, por razões humanitárias - a pessoas idosas ou particularmente vulneráveis -, indultos em relação às penas que estão a cumprir.
recorde-se que as medidas decretadas em 19 de março continuam em vigor até 17 de abril.
  • Via CMS

quinta-feira, abril 02, 2020

Apontamento histórico sobre o rio das Maçãs

Riodas Maças2012Bloguefinal

"As fontes árabes, tais como as portuguesas até ao séc XVI, evidenciam a importância que então detinha na região, o denominado Rio de Colares ou das Maçãs. Sabe-se hoje que, na Antiguidade, existia um esteiro navegável que ocupava todo o vale entre a actual Praia das Maçãs e  o Banzão. No período islâmico tal esteiro não estava ainda completamente assoreado, pois em Colares encontrámos e escavámos silos dessa época que continham numerosas conchas de moluscos que apenas vivem em água salobras e relativamente paradas. Aliás o profundo e rápido assoreamento da costa portuguesa a meio da respectiva fachada Atlântica é um fenómeno que sobrevem apenas a partir do séc XV, como está já largamente estudado e comprovado. A foz do Rio de Colares e o esteiro que a continuava e ligava ao mar, formavam então uma enseada que proporcionava à nossa região um verdadeiro porto e lhe estreitava os laços quotidianos com o Oceano, de uma forma que hoje nos custa a compreender privados que estamos, desde há séculos, dessa estrada natural de penetração.(...)"

Do "O Foral Afonsino de Sintra -Alguns contributos para a sua renovada intepretação e respectivo enquadramento histórico" da autoria de José Cardim Ribeiro

segunda-feira, março 30, 2020

Vergílio Ferreira em Sintra (reedição)

Monumento em homenagem a Vergílio Ferreira em Fontanelas,local onde o escritor viveu

Sintra tem o sagrado do outro lado da vida imediata e utilitária. A convulsão apazigua-se, o ruído afoga-se no silêncio da floresta, o tempo abranda-se numa lentidão genesíaca. Um banco e uma sombra tranquiliza-nos do nosso excesso e é possivel então ouvir em nós a voz que outras vozes ensurdeceram.Vergílio FerreiraSintra Património Mundial



sábado, março 28, 2020

Porque hoje é Sábado...



Onde Pus a Esperança

Onde pus a esperança, as rosas
Murcharam logo.
Na casa, onde fui habitar,
O jardim, que eu amei por ser
Ali o melhor lugar,
E por quem essa casa amei -
Decerto o achei,
E, quando o tive, sem razão para o ter

Onde pus a feição, secou
A fonte logo.
Da floresta, que fui buscar
Por essa fonte ali tecer
Seu canto de rezar -
Quando na sombra penetrei,
Só o lugar achei
Da fonte seca, inútil de se ter.

Para quê, pois, afeição, esperança,
Se tê-las sabe a não as ter?
Que as uso, a causa para as usar,
Se tê-las sabe a não as ter?
Crer ou amar -
Até à raiz, do peito onde alberguei
Tais sonhos e os gozei,
O vento arranque e leve onde quiser
E eu os não possa achar!
Fernando Pessoa*Imagem:Pinturas de Vicent Van Gogh