segunda-feira, novembro 11, 2019

Castanhas e dia de S.Martinho


«No dia de São Martinho, pão, castanhas e vinho!», assim reza o provérbio popular. A tradição manda que, em tempo de São Martinho, se façam magustos.

A castanha está protegida por uma «capa» cheia de picos: o chamado ouriço da castanha.
Fotos das castanhas da Produção  de 2019.

Assar castanhas em Fontanelas

sábado, novembro 09, 2019

O Eucaliptus Oblíqua do Parque da Pena

"finalmente em frente a árvore máxima deste conjunto; é o Eucalyptus Oblíqua plantado quase sobre a linha de água no dia do casamento de D.Fernando II e Condessa d'Edla em 10 de Junho de 1869."
in Monografia do Parque da Pena/1960/Mário Azevedo Gomes

 "num dia de temporal, ajudado pelo vento forte, decidiu deitar-se sobre ele e adormecer para sempre".

Por iniciativa de  Emilia Reis e colaboração dos Parques de Sintra -Monte da Lua, e  com o empenho do Engº Nuno Oliveira - realizou-se ontem no Parque da Pena, uma singela homenagem, através da plantação de um novo "Eucalyptus Oblíqua L'Her”  no local onde existia a árvore,  de origem australiana, com 141 anos que marcava o casamento de D.Fernando II e Condessa d'Edla em 1869 e que foi derrubado em 2010 por um temporal.


Emilia Reis  e técnicos do PSML,durante a plantação do pequeno "Obliqua"


Elementos de um ramo do eucalipto centenário, memória bem guardada pela Emilia Reis

*Publicamos um texto da autoria de Emília reis, que faz um interessante  relato do dia em que o Parque da Pena voltou a ter um  Eucalyptus Oblíqua:

" Para assinalar a efeméride dos 150 anos do casamento do rei D.Fernando II com Elise Hensler, já condessa d’Edla, que ocorre em 2019, foi hoje plantado ao fim da tarde, no Parque da Pena, um pequeno "Eucalyptus Oblíqua L'Her” que vai continuar o testemunho da velhinha árvore que ‘Os Dois’ tinham plantado em 11 de Junho de 1869, derrubada num dia incerto do mês de Março de 2010, por um violento temporal. Ficou agora a pequena árvore, perto do pedaço do majestoso tronco que repousa, deitado, num espaço da Feteira da Condessa.
Desejo-lhe uma vida longa sem as várias vicissitudes por que passou o velhinho “Oblíqua” que, aquando da sua queda, segundo o testemunho de uma tília que lhe estava perto, se terá suicidado por amor (1).

 (1) Aguardou durante 134 anos, silencioso e triste, que lhe reconhecessem o valor de ser, no Parque da Pena, a única testemunha viva do casamento celebrado em 10 de Junho de 1869, entre D. Fernando II e Elise Hensler, Condessa d’Edla, até que, esse dia lhe pareceu ter chegado. Foi em 13 de Junho de 2003 e, nessa data, uma nova alma lhe nasceu. Varreram todos os caminhos que estavam em seu redor, limparam a Feteira, que os seus ramos, lá do alto, podiam agora contemplar e, finalmente, numa cerimónia simples mas bonita, colocaram-lhe perto uma placa que assinalava a efeméride e o seu valor. Mas, depois, o tempo foi passando e de novo o esquecimento voltou aquele lugar. A placa envelheceu, desbotou, já se não lia e só mesmo os apaixonados pela história que ele contava o iam visitar. Entristeceu de novo e agora com o peso da idade, começou a inclinar-se, suavemente. Apaixonou-se pelo pequeno regato que lhe corria aos pés e que lhe tinha dado de beber durante tantos anos e, num dia de temporal, ajudado pelo vento forte, decidiu deitar-se sobre ele e adormecer para sempre. Contou a tília que lhe estava perto que o “Oblíqua” se tinha suicidado por amor. (Este texto publiquei-o como comentário em 3 de Abril de 2010, no Blogue “Sintra Acerca de” 

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Emília Reis (09/11/2019)


O grupo que acompanhou e esteve presente na plantação da nova árvore

Porque hoje é Sábado...



As Pessoas Sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa

Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'

quinta-feira, novembro 07, 2019

Sophia de Mello Breyner Andresen

"E livres habitamos a substância do tempo"



A 6 de Novembro de 1919, nascia no Porto a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, figura incontornável da literatura portuguesa do séc.XX.

.A Alagamares em parceria com o Chão de Oliva realizou ontem, dia do seu nascimento uma sessão  literária na Casa de Teatro de Sintra, que teve como oradores Miguel Real, escritor, ensaísta e critico literário, a jornalista Isabel Nery, biógrafa de Sophia, e moderação de Fernando Morais Gomes.

Durante a sessão foram ainda lidos poemas da autora de"Menina do Mar" pela actiz Regina Gaspar.

"Vemos ouvimos e lemos não podemos ignorar"

quarta-feira, novembro 06, 2019

Regresso da Garça da Várzea de Colares

Foto de ontem 05/11/2019

Desde o mês de Abril, que não havia notícias da garça-real da Várzea de Colares. Garça que há 5 anos tinha escolhido aquele local para viver permanentemente.

Esta semana depois da longa ausência, a garça está de regresso ao local que escolheu para viver e tornar mais alegre o cenário da Várzea de Colares - esperemos que seja por muito tempo.

Ontem tivemos a sorte de  a voltar a fotografar.
Foto em 05/11/2019

segunda-feira, novembro 04, 2019

Cinco artistas em Sintra


 "Cinco artistas em Sintra" de João Cristino da Silva, 1829-1877, Museu do Chiado.(Foto rio das Maçãs)

 Os cinco artistas em Sintra, de 1855, (retratados: Anunciação, Cristino, Metrass, José Rodrigues e o escultor Vitor Bastos à distância o Palácio da Pena recentemente concluído)

 Excerto de um texto de Maria Júdice Borralho:
 "(...)Articulada por caprichosas arquitecturas, e envolvida num manto vegetal de belo colorido, a região sintrense desprende tão delicado encanto, que a poesia e a pintura, o exaltam século após século. João Cristino da Silva, pintor do século XIX ampliou a já dilatada fama do lugar com uma obra seleccionada para representar Portugal na exposição Universal de Paris de 1855. Um jornal francês dedicou-lhe palavras elogiosas: O colorido é formoso...Pela desenvoltura vê-se logo que são artistas, ...a obra do senhor Cristino da Silva é uma das mais notáveis que foi apresentada no grande concurso. Mas talvez não seja este, o episódio mais significativo da história do quadro, nem mesmo o facto de o rei artista D. Fernando II, o ter comprado para enriquecer a valiosa colecção particular que possuía. A tela , denominada Cinco Artistas em Sintra, nasceu de uma aventura intelectual, e a Natureza foi a protagonista dessa proeza.
 O artista esquece facilmente convenções que têm a chancela de séculos e por isso é sempre difícil prever a rota que as artes seguem. Ao tempo, a pintura realizava-se no estúdio, e os temas escolhidos eram sobretudo históricos, religiosos, ou patrióticos. De repente eis que algo muda e o artista procura a Natureza para tema das suas obras. A tela de Cristino, exibindo cinco artistas que contemplam a paisagem sintrense e registam elementos desse espaço , violou cânones e ignorou os mestres, mas sugeriu as alternativas: a Natureza passava a ser a escola, a luz natural que dava à cena outra força e vivacidade substituía a luz artificial, o artista expressava as suas emoções. Curiosamente e dando mais força à mensagem, os artistas presentes na tela não nasceram da fantasia do pintor. Eles são companheiros de Cristino da Silva na querela artística e conhece-se o percurso artístico de cada um. Tomás da Anunciação que ocupa o lugar nobre, notabilizou-se na pintura de animais, atrás, de paleta na mão, está Metrass, o mais viajado do grupo e, por isso, informador dos caminhos que a arte trilhava no estrangeiro, junto à enorme rocha, que dá intimidade ao quadro, estão os restantes, José Rodrigues, pintor de costumes populares e Vitor Bastos o autor da estátua de Camões, entre um e outro, está Cristino da Silva."
 Texto integral (A Natureza, os Artistas e os Outros)- Aqui

sábado, novembro 02, 2019

Feira da Maçã Reineta em Fontanelas

Fotos em 01/11/2019

Decorre até Domingo, 3 de Novembro o VII Feira da Maçã Reineta em Fontanelas

Presente o tradicional doce do Arrobe, em que a maçã reineta é um dos componentes

Presença da Escola de Hotelaria de Colares