sábado, fevereiro 18, 2017

Garça Nocturna

Garça -nocturna
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Tivemos a sorte de observar e fotografar em 2012 uma Garça Nocturna, ou Goraz a alimentar-se no Rio das Macãs/Várzea de Colares. Sendo de uma espécie escassa em Portugal, e com uma distribuição muito fragmentada, foi realmente uma oportunidade que dificilmente se irá repetir.

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Notas sobre a Garça Nocturna ou Goraz:
Identificação
É uma garça de dimensão intermédia. O seu pescoço curto confere-lhe um ar atarracado. As asas e o
barrete preto contrastam com o dorso cinzento e com o ventre esbranquiçado. As patas são amarelas e os
olhos são vermelhos. Os juvenis são malhados de castanho e também têm as patas amarelas.

Abundância e calendário
Actualmente o goraz é uma espécie muito escassa em Portugal, com uma distribuição muito fragmentada.
O litoral centro e o vale do Tejo, onde se conhecem algumas colónias, constituem as suas principais áreas
de ocorrência. Nidifica colonialmente em árvores, nas imediações de zonas húmidas, em associação com
outras espécies de garças.
É uma espécie estival, que está presente no país sobretudo de Abril a Setembro. Ocasionalmente
observa-se durante o Inverno.
Informação das Aves de Portugal "Esta garça de hávitos crepusculares e nocturnos é frequentemente avistada ao fim do dia, quando voa para as suas zonas de alimentação. Passa grande parte do dia empoleirada nas árvores, passando por isso fácilmente despercebida."
Fonte :Aves de Portugal

Lisboa e Vale do Tejo é a principal zona de ocorrência desta espécie em Portugal

Fonte do texto, aqui:
http://www.avesdeportugal.info/nycnyc.html








sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Rua D.João de Castro - Sintra, Património Mundial, hoje

Fotos em 17 de Fevereiro de 2017

"A poda é sempre uma operação desvitalizante, elimina uma grande parte da copa das árvores chegando nos casos mais drásticos à eliminação total. Como consequência, a superfície fotossinteticamente ativa é parcial ou totalmente eliminada, pelo que a árvore fica bastante debilitada. Esta gravidade, causada pela poda, estimula um tipo de mecanismo de sobrevivência no sentido da árvore se recompor do traumatismo sofrido, recorrendo para tal às suas reservas energéticas. Se a árvore não dispõe de tais reservas em abundância, ficará gravemente debilitada, podendo em muitos casos morrer.

Uma árvore debilitada fica mais vulnerável ao ataque de pragas e doenças, sendo que alguns insetos e fungos acabam por se aproveitar destas fragilidades e instalam-se, acelerando nalguns casos a morte das árvores. Uma árvore decapitada fica completamente desfigurada e debilitada, e jamais recuperará por completo a sua forma natural. A decapitação é uma prática incoerente com a fisiologia das árvores, cientificamente errada e socialmente inaceitável."

IN "Artigo de opinião de Rosa Pinho, investigadora do Departamento de Biologia e responsável pelo Herbário da Universidade de Aveiro."
Foto em 17/02/2017
Foto em 17/02/2017
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/02/sobre-as-podas-radicais.html

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

7ª edição do Córtex - Festival de Curtas-Metragens de Sintra

"A 7ª edição do Córtex – Festival de Curtas-Metragens de Sintra, regressa ao Centro Olga Cadaval, de 16 a 19 de fevereiro, e apresenta uma retrospetiva à realizadora neozelandesa Jane Campion. Assim, na abertura desta 7ª edição, dia 16, serão apresentadas quatro curtas-metragens, realizadas por Campion na primeira metade dos anos 80.
Uma das novidades deste ano é a sessão especial “Cintra 35mm”, uma projeção de filmes em 35mm realizados nas décadas de 20 e 30 do século XX. Trata-se de um raro e precioso registo cinematográfico que dá a conhecer ao público a Sintra de há 100 anos, numa sessão musicada ao vivo pelo Quarteto de Saxofones do Conservatório de Música de Sintra.
Na secção “Hemisfério” deste ano, o Córtex dá carta branca ao London Short Film Festival, uma das principais mostras de talentos britânicos do cinema independente, que programou seis curtas exibidas na última edição deste festival. Philip Ilson, diretor artístico do London Film Festival, estará em Sintra para apresentar este programa.
No ano em que a organização do Córtex recebeu um número recorde de inscrições, foram selecionadas 16 curtas portuguesas para a competição nacional e outras 16 curtas para competição internacional. Estas obras foram todas produzidas entre 2015 e 2016 e representam o que melhor se faz no formato da curta-metragem.
O painel de júri desta 7ª edição é composto por Leonor Silveira, Anabela Moreira, Cláudia Varejão, Cíntia Gil e Vasco Viana."
Texto da organização do Cortex.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

O voo do Falcão

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O Falcão Peneireiro,é visto frequentemente na região de Colares - hoje encontrado, talvez à procura de presa em Fontanelas, permitiu o registo que publicamos, e é também um sinónimo da bidiversidade local.
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Foto em 15 de Fevereiro de 2017
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Fotos em 15 de Fevereiro de 2017
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O Peneireiro é um pequeno falcão que deve o seu nome à capacidade de peneirar, parecendo que fica suspenso no ar. Desta forma observa o chão procurando as suas potenciais refeições, geralmente a pouca distância do solo. O falcão Peneireiro, caça persistentemente, voando e peneirando, de cauda aberta, acima do solo. Assim que a sua presa é localizada, “mergulha” a pique para a atacar. As suas longas asas pontiagudas permitem-lhe um voo possante, rápido e ágil. A sua cauda é longa e as asas são arqueadas em forma de foice.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

O estado da Escola Ferreira Dias

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Pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede, no hall da Escola Ferreira Dias (ex.Escola Industrial e Comercial de Sintra). Encontra-se profundamente integrada na arquitectura da escola e no espírito da época.

"Ferreira Dias reivindica obras de requalificação" - comunidade educativa  admite "encerramento simbólico" após o Carnaval, é o título de um artigo de  João Carlos Sebastião, no Jornal da Região  de 8 a 14 de Fevereiro de 2017.
"A associação de Pais  e Encarregados de Educação da Escola Secundária Ferreira Dias (ESFD), em Agualva-Cacém, admite "o enverramento simbólico" do estabelecimento se, até à pausa das férias de Carnaval, o Ministério da Educação (ME) não der uma garantia quanto ao avanço das obras de requalificação. Com 57 anos de actividade e dois mil alunos, a escola debate-se com problemas infra-estruturais: chove dentro das salas de aula e no interior da biblioteca, com o exterior a apresentar zonas delimitadas por questões de segurança."


*Post relacionado sobre a Escola Ferreira Dias/ Escola Industrial e Comercial de Sintra:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/11/escola-industrial-e-comercial-de-sintra.html</

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Praia da Adraga numa Segunda-feira com Sol

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Fotos em 13 de Fevereiro de 2017
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"A Praia da Adraga, com um côncavo dourado de areia entre dois morros formidáveis. De um destaca-se uma pedra enorme caída no mar e o outro parece ser um monstro petrificado. O que aqui é mais interessante é o contraste entre as falésias cortadas a pique e a areia onde o mar banzeiro se espraia. O que aqui é admirável é a onda dum verde translúcido que se despedaça em rolos de espuma sobre as patas do monstro ante-diluviano.Do meio da praia a ilusão é perfeita. Vêem-se-lhe nitidamente a cabeça, os olhos, as ventas, o focinho aguçado, a boca enorme que mergulha na água- como se a fera sedenta tivesse descido há séculos da montanha e houvesse ficado ali a tragar o oceano para toda a eternidade."

Raul Proença -Guia de Portugal -Lisboa e arredores-Ed.1924
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Gaivota da Adraga -Foto em 13 de Fevereiro de 2017
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As cores da Adraga com sol de Inverno , esta Segunda-feira.

domingo, fevereiro 12, 2017

Praia e o rio das Maçãs ao longo do tempo

"Corre este rio, que nasce no termo de Cintra, no logar de Lourel, de nascente para poente, e recebendo as aguas que se despenham do alto da serra. e de dois riachos que lhe entram, um junto á quinta da Breja, e outro junto ao tanque da varzea da mesma villa, depois de haver feito mover varias azenhas, e fertilizando os pomares que ficam nas suas margens, com as suas aguas ( as quaes usavam por distribuição do almoxarife, sem pensão, os povos d'esta villa), tomando o nome de Gallamares deste sítio de Ponte Redonda. à Varzea, e d'esta até ao Oceano o de rio das Maçãs, vae aí morrer na praia denominada das Maçãs"

In Cintra Pinturesca/Memoria Descritiva das Villas de Cintra e Collares e seus arredores/Antonio A.R. da Cunha/1905
A foz do rio da Maçãs e o braço de mar que terá chegado a Galamares, criando em Colares um porto de mar num antigo mapa (Séc.XV?), apresentado no dia 13 de Novembro de 2016 no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares, durante o colóquio: "Colares- Uma evocação histórica".

"As fonte Árabes, tais como as portuguesas até ao séc XVI. evidenciam a importância que então detinha na região, o denominado Rio de Colares ou das Maçãs. Sabe-se hoje que. na Antiguidade, existia um esteiro navegável que ocupava todo o vale entre a actual Praia das Maçãs e o Banzão. No período islâmico tal esteiro não estava ainda completamente assoreado, pois em Colares encontrámos silos dessa época que continham numerosas conchas de moluscos que apenas vivem em águas salobras e relativamente paradas. Alias, o profundo e rápido assoreamento da costa portuguesa a meio da respectiva fachada Atlântica é um fenómeno que sobrevem apenas a partir do séc.XV, como está já largamento estudado e comprovado. A foz do Rio de Colares e o esteiro que a continuava e ligava ao mar, formavam então uma enseada que proporcionava à nossa região um verdadeiro porto e lhe estreitava os laços quotidianos com o Oceano, de uma forma que hoje nos custa a compreender privados que estamos, desde há séculos, dessa estrada natural de penetração."
Em "O Foral Afonsino de Sintra" de José Cardim Ribeiro, Director do MASMO


Aguarela de Roque Gameiro (1864-1934), com uma imagem do percurso do Rio das Maçãs junto à foz.

Postal antigo (não datado) com o curso do rio da Maçãs a dividir o areal da Praia das Maçãs
Num postal antigo ( não datado), o curso do rio das Maçãs já como conhecemos nos nossos dias
"(...) Descendo a costa, encontramos o Rio das Maçãs, cujos afluentes da margem direita drenam a vertente Sul do citado planalto.(planalto de S.João das Lampas)

O Rio das Maçãs é o mais importante curso de água desta vertente.Nasce no Castanheiro, a cerca de 200 m. de altitude, passa em S.Romão, depois em Lourel, tomando o nome desse povoado até à ponte Redonda, para depois ser conhecido com o nome de Ribeira de Galamares, até à várzea de Colares.
.Nesta secção descreve um largo meandro envolvendo o Vinagre e, retomando a direcção dominante SE-NW. passa a denominar-se Rio das Maçãs, embocando no oceano na praia assim chamada.
(...)
O Rio das Maçãs, com cerca de 13,5 Km. de extensão, recebe pela margem direita alguns afluentes vindos dos contrafortes  do planalto de S.João das Lampas, como as ribeiras de Janas,Mucifal, Morelinho, Carrascal e Cabriz.
Pela margem esquerda, muito abrupta recebe as ribeiras do Covão, Colares,Monserrate e a do Duche, ou Rio do Porto, que corre num apertado vale de fractura onde se nota  uma interessante inversão estratigráfica.(...)" 
em "Sintra e o seu Termo" de José de Oliveira Boléo,1940