quinta-feira, março 26, 2015

Notícias da Quinta da Ribafria

A notícia boa e a notícia má
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A boa notícia
A Quinta da Ribafria vai  abrir ao público no dia 25 de Abril com um programa de animação e uma exposição de escultura de Laranjeira Santos, adianta o Jornal da Região, na última edição (25 a 31 de Março).

Jornal da Região:
https://drive.google.com/file/d/0B6Dt2bqkL0hybG1qazRzdnVyZ1k/view?pli=1

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A má notícia

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Também informa  o Jornal da Região, que a "autarquia vai avançar, ainda com um concurso para adaptação dos imóveis para uma unidade hoteleira de luxo.
(...)
A ideia é transformar (a Ribafria) num belíssimo Grande Hotel, aproveitando as antigas instalações do IPSD, que devem dar cerca de 30 quartos e o próprio palácio até um máximo de 50 quartos" segundo informou ao Jornal da Região, Rui Pereira, vereador da cultura da autarquia sintrense.

*Foto baixo relevo a lembrar escultura de cariz medieval na capela-mor do palácio.
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Sobre a Quinta da Ribafria
"A histórica quinta no Lourel, cuja casa e torre foram edificadas no século XVI, pertenceu à família Mello e foi vendida em 1988 à Fundação Friedrich Naumann, através do IPSD, devido a condicionalismos para investimentos germânicos no exterior. A fundação alemã retirou-se de Portugal na década de 1990 e os dois terrenos que compõem a propriedade, no total de 13,3 hectares, acabaram vendidos a uma sociedade imobiliária de João Vale e Azevedo, ex-dirigente do Benfica.
O IPSD conseguiu a anulação judicial da venda, alegando que Vale e Azevedo tinha efectuado "negócio consigo próprio", em vez de transferir a quinta para o seu verdadeiro dono, a fundação alemã. O Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) recusou, em 2001, exercer o direito de preferência sobre a Ribafria - opção legal nos imóveis classificados -, mas a Câmara de Sintra aproveitou para comprar a quinta por 2,1 milhões de euros."
in jornal Público/Fugas

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Uma visita à Quinta da Ribafria em 10 de Abril de 2014
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/08/visita-quinta-da-ribafria.html

...e o Hotel Netto na Vila Velha (na actualidade)
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/02/debate-sobre-os-20-anos-de-sintra-como.html

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As armas dos Ribafria no páteo interior

quarta-feira, março 25, 2015

Festival do Mexilhão na Praia das Maçãs


 Foto:Mexilhões na Praia das Maçãs em 2009

Praia das Maçãs recebe em Abril, pela segunda vez o Festival do Mexilhão, desta vez com animação musical.

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terça-feira, março 24, 2015

A morte de um poeta

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Texto no Diário Digital com Lusa:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=765470

Considerado um dos maiores poetas portugueses, Herberto Helder, que morreu segunda-feira aos 84 anos, deu a sua última entrevista em 1968 e recusou o Prémio Pessoa na década de noventa, rejeitando quase sempre o mediatismo literário.

"Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira nasceu a 23 de novembro de 1930 no Funchal, ilha da Madeira, no seio de uma família de origem judaica.
Aos 16 anos viajou para Lisboa para frequentar o liceu, tendo posteriormente ingressado na Faculdade de Direito de Coimbra.
Em 1949, mudou para a Faculdade de Letras, onde frequentou o curso de Filologia Romântica, que não chegou a concluir.
De regresso a Lisboa, passou a viver "por razões pessoais" numa 'casa de passe' e começou a trabalhar na Caixa Geral de Depósitos e posteriormente como angariador de publicidade.
Em 1954, data da publicação do seu primeiro poema, em Coimbra, regressou à Madeira, onde trabalhou como meteorologista.
Quando regressou a Lisboa, em 1955, frequentou o grupo do Café Gelo, formado por figuras como Mário Cesariny, Luiz Pacheco, Hélder Macedo, João Vieira e António José Forte.
Trabalhou como delegado de propaganda médica e redator de publicidade durante três anos e em 1958 publicou o seu primeiro livro, “O Amor em Visita”.
Nos anos seguintes viveu em França, Holanda e Bélgica, como operário, empregado numa cervejaria, cortador de legumes, empacotador de aparas de papel e policopista, tendo mesmo vivido na clandestinidade em Antuérpia, onde foi guia de marinheiros no submundo da prostituição.
Regressado a Portugal em 1960, tornou-se encarregado das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, profissão que o fez percorrer vilas e aldeias do Baixo Alentejo, Beira Alta e Ribatejo.
Foi para Angola em 1971, trabalhar numa revista. Como repórter de guerra, sofreu um grave acidente e esteve hospitalizado três meses.
Regressou a Lisboa e partiu novamente, agora para os Estados Unidos, em 1973, ano em que publicou “Poesia Toda”, reunindo a sua produção poética até à data, e fez uma tentativa falhada de publicar “Prosa Toda”.
A Portugal, voltaria só depois do 25 de Abril, já em 1975, para trabalhar na rádio e em revistas, como meio de sobrevivência, tendo sido editor da revista literária Nova, de que se publicaram apenas dois números.
Da sua poesia, escreveu o crítico literário e responsável pela primeira edição brasileira da poesia de Herberto Helder publicada no Brasil, em 2000, Jorge Henrique Bastos, que o poeta “impulsiona a viva encantação das palavras [e que] o abalo que a sua poesia provoca é um dos mais profundos que a literatura de língua portuguesa já sofreu”.
Já neste século, o poeta voltou a editar pela Porto Editora, nomeadamente a sua poesia completa em "Poemas completos", obra que segue a fixação empregue na edição anterior, "Ofício cantante", e inclui os esgotados "Servidões", que foi considerado pela crítica literária como o livro do ano em 2013, e "A morte sem mestre", o livro de inéditos escrito em 2013 e publicado em 2014, numa edição limitada.
Herberto Helder morreu na segunda-feira aos 84 anos na sua casa em cascais e segundo fonte familiar haverá uma cerimónia fúnebre privada apenas para a família."

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=765470

segunda-feira, março 23, 2015

Notas sobre Pelourinho de Colares II

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Várias fotos antigas do pelourinho de Colares chegaram até aos nossos dias - hoje publicamos mais um interessante registo (1926) do Arquivo Municipal de Sintra.

"Na exiguidade espaço da praça colarense que se concentram os edifícios e instituições indispensáveis à máquina administrativa do concelho (de Colares*) e da justiça. A casa da câmara e a cadeia ficaram no "castelo", ou seja, na estrutura de origem medieval, e, para isso, ter-se-ão procedido, talvez logo em 1516, a melhoramentos vários.
(...)
Ter-se-á, igualmente edificado em frente à Casa da Câmara, o elegante pelourinho ou «forca» - como é designado na gíria popular - que ainda hoje, domina o centro da pequena  "praça", símbolo de poder e de jurisdição e local de punição de criminosos. Desconhece-se, no entanto, se o pelourinho mantém a sua localização primitiva, porquanto duas das pedras do degrau inferior da plataforma - e prolongando-se sob a mesma - consistem em fragmentos de uma inscrição datável do seculo XVII, indicando que sofreu ulteriores trabalhos de beneficiação, embora em data incerta."

in "Colares"/Maria Teresa Caetano

*Nota do blog sobre o antigo Concelho de Colares extinto em 24 de Outubro de 1855, em consequência de Reforma Administrativa de 1834.
**Notas sobre o Pelourinho de Colares:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/01/notas-sobre-o-pelourinho-de-colares.html
***Castelo de Colares:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2009/04/o-castelo-de-colares.html

domingo, março 22, 2015

A noite do Baile das Camélias

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Na abertura do Baile das Camélias 2015, os presidentes e o vereador da CMS
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A Sociedade União Sintrense teve ontem mais um momento alto com a realização pela 74ª edição do tradicional Baile das Camélias, numa sala decorada com  extrema dedicação com a flor que  dá o nome à festa; as Camélias. Abrilhantada pelo conjunto musical, Vice-Versa  e com a lotação esgotada, como acontece sempre  ao longo dos anos nesta realização da Sociedade União Sintrense.
 
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. A tradição da noite das Camélias remonta a 19 de Março de 1941, quando um grupo de sintrenses decidiu organizar esta festa. Na época havia grande rivalidade entre os jardineiros das quintas, e a noite das camélias era preparada pelos trabalhadores das quintas existentes em Sintra que queriam exibir as flores mais bonitas. Por isso e após a festa, decorria o baile dos jardineiros.
 
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"Os artistas tinham orgulho em vir ao Baile das Camélias, e os cartazes eram muitas vezes feito por artistas que vinham a titulo gracioso, pelo prazer de estarem presentes num baile tão famoso, onde a beleza da decoração do Salão estava em sintonia com os vestidos elegantes das senhoras, e dos melhores fatos apresentados pelos cavalheiros. A afluência era enorme, para se chegar do salão ao bar, chegava a levar-se mais que uma hora. Hoje isso não seria possível por quebra visível das mais elementares normas de segurança, com excesso de pessoas dentro de um espaço fechado, felizmente nunca sucedeu nada nem mesmo num dia em que faltou a Luz mais de duas horas e ninguém arredou pé e à luz de coutos (velas) dentro do maior civismo tudo se resolveu."
É deste modo que Carlos José Santos - Caínhas,  testemunha um acontecimento, em que muitas vezes participou também como baterista dos Diamantes Negros.

sábado, março 21, 2015

Porque hoje é Sábado...


 **

Equinócio da Primavera

Da noite a aragem tépida refrescando vem
surpreender as luzes que, interiores, se apagam
lentamente, uma após outra, como em madrugada
ao longe as luzes de outra margem - rio
descido pelas águas tenuemente crespas,
sombras passando, e escorre matutina,
ainda sem brilho, a vibração das águas,
enquanto rósea apenas de uma aurora ausente,
a crista das montanhas reverdece.

Por sobre a plácida e pensante aragem física
das vibrações diurnas, de amarguras,
vilezas vistas e traições sonhadas,
notícias de jornal e desafios,
guerra eminente ou, mais que dolorosa,
cravada nas imagens de uma paz sombria,
perpassa a noite véus de primavera,
glicínias que amanhã estarão floridas,
e folhas verdes, muito frágeis, tenras,
e o azular-se o mar, o distanciar-se o céu
na crua luz que juvenis sorrisos,
braços ligeiros de alegria funda,
devora lentamente, e as rugas ficam...
- ao longe as luzes de outra margem, rio
onde a noite se esconde até à morte.

 

in Pedra Filosofal (1950) - Jorge de Sena

*A Primavera começou na  sexta-feira  (20/03/2015), no hemisfério Norte, onde se inclui Portugal. Habitualmente, a passagem do inverno para a Primavera ocorre a 21 de Março, mas o facto de o planeta Terra ser uma esfera imperfeita não permite que o movimento de rotação seja sempre idêntico e este ano a mudança antecipou-se.
**Foto Praia Grande

 

sexta-feira, março 20, 2015

Quinta da Regaleira entre os 250 jardins mais notáveis do Mundo

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Os jardins da Quinta da Regaleira constam da lista dos 250 jardins mais notáveis do mundo, apresentados no livro “The Gardener's Garden”, numa edição da britânica Phaidon Press dedicada ao universo dos jardins.
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O Parque de Serralves, no Porto, o jardim do Palácio dos Marqueses de Fronteira, em Lisboa, a Quinta do Palheiro, no Funchal e o Parque Terra Nostra, nas Furnas são os outros quatro jardins portugueses  incluídos no livro “The Gardener´s Garden” e no qual constam também oTaj Mahal, na Índia, os Kew Gardens, em Inglaterra, os jardins de Versalhes, em França, jardins do Alhambra, em Espanha,  a High Line de Nova Iorque, nos EUA e ainda o sítio de Roberto Burle Marx, no Brasil, entre outros

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Referência sobre a Quinta da Regaleira in “Guia do Viajante , em Portugal e suas colónias em Africa” de 1907:
“..Seguindo a estrada (de Collares) , do lado esquerdo fica a Quinta da Regaleira, que , além da sua excellente agua, reputada a melhor de Cintra, tem uma vista admirável, e possue bellezas naturaes ,muito apreciaveis; as suas modernas construcções , em estylo manuelino, são dignas de se admirarem.A Quinta da Regaleira, póde ser visitada todos os dias, com permissão do Sr, Dr. Carvalho Monteiro.”

(Ortografia e acentuação conforme o original)