quinta-feira, Abril 24, 2014

25 de Abril, sempre!

Manuscrito de  Sophia Mello Breyner Andresen/ Biblioteca Nacional


Foto publicada no Diário de Notícias em 26 de Abril de 1974

Bivalves, toxinas & informação


 Foto:Mexilhões na Praia das Maçãs em 2009

Na véspera da sexta-feira Santa, 18 de Abril, dia em que a tradição "obriga" a apanhar mexilhão, enviámos à Capitania de Cascais o seguinte  pedido de informações sobre a situação:

Enviada: quinta-feira, 17 de Abril de 2014 21:20
Para: CAP P CASCAIS - Capitania
Assunto: Apanha de Bivalves

Boa noite,
Sendo autor de um blog da região de Sintra, tomei conhecimento durante o final de tarde da interdição da apanha de bivalves em virtude da existência de toxinas. Havendo nesta zona do litoral a tradição da apanha lúdica de mexilhão nas sextas-feiras Santas. Gostaria de saber quais as medidas previstas para evitar a apanha e a posterior venda de mexilhão, para todos que desconhecem os perigos para a saúde da ingestão de bivalves nesta altura.
Cumprimentos

http://www.riodasmacas.blogspot.com

 http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/interdita-apanha-do-mexilhao.html

A resposta da Capitania de Cascais-recebida hoje, 23 de Abril de 2014:


Junto se transcreve o teor do despacho do Capitão do Porto exarado no seu email:

                                                                                  “DESPACHO
  1. Ciente
  2. Para alem da informação disponibilizada no sitio da internet do IPMA e da Capitania, foi igualmente promulgado o respectivo Edital por este Órgão Local da Autoridade Maritima, ao qual foi dada a divulgação habitual.
  3. Para além disso, a Policia Maritima, em articulação com outras entidades, nomeadamente a Policia Municipal de Cascais, tem vindo a desenvolver acções informativas, no âmbito das acções de policiamento dos espaços marítimos sob jurisdição nacional.
  4. Por fim, relembro que a venda de organismos marinhos provenientes da apanha lúdica é proibida por lei.
  5. Informe-se o cidadão.

                                                                       Assinado pelo Capitão do Porto
                                                                        Dario de Oliveira Pinto Moreira
                                                                                  Capitão-tenente”

quarta-feira, Abril 23, 2014

Postal de Cintra

"Os principais monumentos nacionais que se encontram dentro dos limites do Plano de Urbanização- o Palácio Nacional, a igreja de Stª Maria e a Capela de S.Lázaro - já estão cercados por um perímetro de protecção estabelecido pela Direcção dos Monumentos e Edifícios Nacionais, no interior  do qual toda a construcção está severamente  fiscalizada(...)"
in Urbanização de Sintra -Ante-plano  1949


"Julgamos necessário ampliar  a zona de protecção do Palácio Nacional, porque prevemos a formação de novos bairros de extensão ao norte deste Palácio, sobre colinas donde a silhueta deste edifício se perfila duma maneira muito bonita sobre a montanha do Castelo dos Mouros(...)"
in Urbanização de Sintra -Ante-plano 1949
Diário da República nº114 IIª Série de 16 de Maio de 1996

terça-feira, Abril 22, 2014

Os trabalhos das Abelhas

 Foto.zangão em visita a Colares

O aumento da mortalidade das abelhas requer "medidas urgentes" avisa o Parlamento Europeu


O Parlamento Europeu (PE) lançou um alerta em 2011,quanto à necessidade de “medidas urgentes” no controlo da morte das abelhas, que tem vindo a aumentar, o que pode ter grandes impactos na agricultura.
O comunicado vem no seguimento do relatório aprovado pela Comissão Europeia, que alerta para o “impacto negativo profundo na agricultura, na produção e segurança alimentares” que poderá representar o aumento da taxa de mortalidade das abelhas na União Europeia (UE).
De acordo com o comunicado, 76% da produção alimentar e 84% das espécies vegetais da UE dependem da polinização das abelhas. O argumento é do PE, que lança várias propostas à Comissão Europeia para o bem da biodiversidade, da sustentabilidade ambiental e dos ecossistemas. Os apelos mais prementes prendem-se com o apoio à investigação para prevenção e controlo de doenças que vitimam as abelhas e com a atribuição de mais recursos financeiros à apicultura.

Fonte.Público
 http://www.publico.pt/sociedade/noticia/aumento-da-mortalidade-das-abelhas-requer-medidas-urgentes-dizem-eurodeputados-1521061




Foto. Abelha em actividade  em Colares


Os trabalhos do zangão

O zangão  é o macho das diversas espécies de abelhas sociais, especialmente da abelha-europeia. Caracteriza-se pelo porte superior às obreiras e pela ausência de ferrão.Numa incursão a Colares possibilitou-nos registar alguns momentos da sua  veloz actividade de polinização

*Fotos de um zangão numa doce flor em Colares 20/04/2014



A única função dos zangões é a fecundação das rainhas virgens. O zangão é o único macho da colméia, não possui ferrão e, nasce de ovos não fecundados depositados pela rainha.

Por não possuir órgãos de trabalho, o zangão não faz outra coisa a não ser voar à procura de uma rainha virgem para fecundá-la.

Os zangões nascem 24 dias após a postura do ovo e atingem a maturidade sexual aos 12 dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias e dependem única e exclusivamente das abelhas operárias para sobreviver: são alimentados por elas, e por elas são expulsos da colméia nos períodos de falta de alimento - normalmente no outono e no inverno - morrendo de fome e frio.
Quase duas vezes maiores do que as operárias, a presença de zangões numa colméia é sinal de que a colónia está em franco desenvolvimento e de que há alimento em abundância.
Apesar de não possuir órgães de defesa ou de trabalho, o zangão é dotado de aparelhos sensitivos excepcionais: pode identificar, pelo olfacto ou pela visão, rainhas virgens a dez quilómetros de distâncias.
Os zangões costumam agrupar-se em determinados pontos próximos às colméias onde ficam a espera de rainhas virgens. Quando descobrem a princesa partem todos em perseguição à rainha, para copular em pleno vôo, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura. No vôo nupcial, uma média de oito a dez zangões conseguem realizar a façanha - exatamente os mais fortes e vigorosos. Mas eles pagam um preço alto pela proeza: após a cópula, seu órgão genital é rompido, ficando preso a câmara do ferrão da rainha. Logo após, o zangão morre.
Fonte:
Zangão


segunda-feira, Abril 21, 2014

Escola Portuguesa de Arte Equestre nos Jardins do Palácio de Queluz





Todas as quartas-feiras, às 11h00, têm lugar nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) com a duração de 20 a 30 minutos. Estes espetáculos, organizados com os cavalos e cavaleiros da EPAE, estão acessíveis a todos os visitantes do Palácio e/ou Jardins de Queluz.


A Escola Portuguesa de Arte Equestre

domingo, Abril 20, 2014

No Tempo das Borboletas


A Primavera é o tempo das Borboletas.Em Colares elas chegaram agora, mas  em  menor número que em outras Primaveras. As mudanças climáticas e a intervenção do homem muito  têm contribuido para a redução destas espécies, que além da sua função na biodiversidade, dão um cor  especial aos campos e jardins.

Fotos de 19/04/2014 no Mucifal/Colares


"As borboletas, são insectos da ordem Lepidoptera classificados nas superfamílias Hesperioidea e Papilionoidea, que constituem o grupo informal "Rhopalocera". Como outros insectos de holometabolismo, o seu ciclo de vida consiste em quatro fases: ovo, larva, pupa e imago (Adulto). Os fósseis mais antigos conhecidos de borboletas são do meio do Eoceno, entre 40-50 milhões de anos atrás2 .
As borboletas demonstram polimorfismo, mimetismo e aposematismo. Algumas, como a Borboleta-monarca, migram longas distâncias. Algumas borboletas desenvolveram relações simbióticas e parasíticas com insectos sociais tais como as formigas. Algumas espécies são pestes pois enquanto larvas podem danificar culturas ou árvores; porém, algumas espécies são agentes de polinização de algumas plantas e as lagartas de algumas borboletas (e.g. as da subfamília Miletinae) comem insectos nefastos. Culturalmente, as borboletas são um tema popular nas artes visuais e literárias."
(texto da Wikipédia)



Principais ameaças para as borboletas
Actualmente, muitas espécies de borboletas estão a desaparecer. Os maiores perigos que as borboletas enfrentam são a perda dos seus habitats. Nos locais onde antigamente existiam plantas e flores autóctones que serviam de alimento às borboletas, hoje em dia existem outras plantas invasoras que não fornecem comida às borboletas. Elas são obrigadas a procurar outros locais ou acabam por morrer devido à falta de alimento.

A poluição, o uso de pesticidas e fertilizantes na agricultura e o abate de árvores também estão a colocar muitas espécies de borboletas em perigo de desaparecerem.

As alterações climáticas são outra ameaça para as borboletas.

sábado, Abril 19, 2014

Porque hoje é Sábado...

TRINTA DINHEIROS

No bengaleiro do mercado público
penduraram o coração.
Vestem o fato dos domingos fáceis.
Não têm rosto
têm sorrisos muitos sorrisos
aprendidos no espelho da própria podridão.
Têm palavras como sanguessugas.
Curvam-se muito.
As mãos parecem prostitutas.
Alma não têm. Penduraram a alma.
Por fora parecem homens.
Custam apenas trinta dinheiros.

Manuel Alegre/Praça da Canção/1968




sexta-feira, Abril 18, 2014

Informação em velocidade de tartaruga sobre as toxinas dos bivaldes

Publicado  pela capitania de Cascais,durante este final de tarde  (18/04/2014)com a data de ontem,a informação sobre a questão dos bivaldes e das toxinas.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=858115970881533&set=a.787182457974885.1073741828.749584825067982&type=1&stream_ref=10


Aguardamos desde ontem uma resposta sobre o assunto que dirigimos em e-mail à Capitania de Cascais.


Post relacionado-Interdita a apanha do mexilhão

http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/interdita-apanha-do-mexilhao.html