Terça-feira, Maio 21, 2013

Pequeno-almoço em Colares

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Os passarinhos, tão engraçados
fazem os ninhos com mil cuidados

são prós filhinhos que estão p'ra ter
que os passarinhos os vão fazer

nos bicos trazem coisas pequenas
e os ninhos fazem de musgo e penas

nunca se faça mal a um ninho
à linda graça dum passarinho

que nos lembremos sempre também
do pai que temos e da nossa mãe!
(...)

Afonso Lopes Vieira

Segunda-feira, Maio 20, 2013

Lenda do Palácio da Vila de Sintra

 photo PaccedilodeSintracondSabugosablogue_zps99afc31e.jpg No Palácio Nacional de Sintra existe uma sala cujo o tecto está pintado com diversos desenhos de pegas. Diz-se que o rei e a rainha que lá viviam nessa época fizeram casar mais de um cento de mulheres, entrando na conta as que ele próprio casou também, seguindo tão bons exemplos. Não havia uma ligação ilícita, nem um adultério conhecido. A corte era uma escola. D. Filipa, pregando ao peito o seu véu de esposa casta, com os olhos levantados ao céu, não perdoava. Terrível, na sua mansidão, trazia o marido sobre espinhos. Certo dia, segundo reza a lenda, em Sintra, o rei esqueceu-se, e furtivamente pregava um beijo na face de uma das aias, quando apareceu logo, acusadora e grave, sem uma palavra, mas com um ar medonho, a rainha casta e loura. D. João, enfiado, titubeando, disse-lhe uma tolice: "Foi por bem!!!". A rainha saiu solenemente. Eram ciúmes? Não, ciúmes só sente quem está apaixonado, e não era o caso. Apenas sentia o seu orgulho ferido. Rapidamente a notícia se espalhou pelo palácio, e toda a criadagem andava com a frase "Foi por bem" na boca. Chateado com a situação, o rei decidiu tomar uma iniciativa, mandou construir uma sala para a criadagem. Todos ficaram radiantes e contando os dias que faltavam para a sala estar pronta. Finalmente chegou o dia, iam conhecer a sala. Qual não foi o espanto de todos ao verem que o tecto de tal sala estava todo pintado com pegas, que tinham escrito no bico "Pour Bien". (traduza-se por bem).  photo PaccediloRealsalapegas_zpsb415cb52.jpg Gravuras retiradas do livro "O Paço de Cintra", Desenhos da  Rainha Dona Amélia - Apontamentos Históricos e Archeológicos do Conde de Sabugosa - Colaboração artística de Enrique Casanova e Raúl Lino. - Lisboa - Imprensa Nacional - 1903. Reimpressão Anastática da Edição Original - Câmara Municipal de Sintra - Gabinete de Estudos Históricos e Documentos - 1989-1990.
Lenda do Palácio da Vila de Sintra encontrada -aqui

Sexta-feira, Maio 17, 2013

Biodiversidade

 photo 935561_566961396660349_1919307729_n_zpsf15f2d19.jpg Biodiversidade do Rio das Maçãs - um rio (ainda) vivo photo 7390571834_c3ab4ec2d3_z_zps91819551.jpg
 photo 7390589514_88c2efd1d8_z_zps52b32dbe.jpg
 Garça Nocturna/Goraz e Pato Real  photo PatoReal_zpsbc9b5b94.jpg photo 600990_10151470232718924_1078562102_n_zpsb8fd8406.png

Quinta-feira, Maio 16, 2013

Postal de Cintra

 photo Estefania_zpsd3e37621.jpg Cintra -Villa Estephania
A villa Estephania é uma recordação que a rainha do mesmo nome esposa de D.Pedro V, deixou na sua breve passagem por Portugal, onde viveu pouco, arrebatada pela morte prematura aos disvellos do seu querido esposo e á sympathia que em pouco tempo soube ganhar ao povo portuguez.
Foi esta rainha que fundou a villa Estephania situada á entrada de Cintra, d'onde apenas dista menos de 1 kilometro, ou 24 kilometros ao norte de Lisboa.

D.Estephania, indo por vezes a Cintra passar algum tempo no palacio real, dava repetidos passeios pelos arrabaldes da villa e, vendo aquella grande extensão de matto, onde não havia uma barraca sequer, não obstante o sitío ter condições para ser habitado, nutriu a idéa de fundar alli uma pequena  villa, dispondo para isso do mais que podesse do seu bolso e, de acordo com o monarcha seu marido, tratou de pôr em pratica a sua idéa.
(...)
Publicado na Revista Occidente nº237 de 21 de Julho de 1885
*Ortografia e acentuação conforme o original

Créditos
 colaboração de Luís Borges da Gama