sexta-feira, julho 29, 2016

quarta-feira, julho 27, 2016

Memórias Sintrenses (Reedição)

Com a prestimosa colaboração de Carlos Santos (Caínhas), publicamos hoje mais um interessante retrato de uma Sintra antiga.

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Este Semanário "O DESPERTAR", do Partido Republicano da Esquerda Democrática do Concelho de Sintra, tinha a Sua Administração, e sede de Partido na Rua das Padarias nº 1 Sintra- Vila. É uma casa grande, que fica situada no primeiro andar em frente da Piriquita, tem frente para o Largo Rainha D.Amélia, por baixo, era um forno de padeiro do Sr. António Melo, mais tarde convertido numa casa de nome A TIBORNA, hoje tem outro nome e dedica-se à venda de produtos de artesanato.
Nesta casa onde era a sede do Partido Republicano, veio a ser mais tarde a residência do Sr. José Alfredo da Costa Azevedo, onde veio a falecer.

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Aqui foi a Sede do Centro Republicano de Sintra,(no primeiro andar), e a última residência do Sr.José Alfredo Azevedo.Onde hoje é a Loja do largo (por baixo) era o forno do padeiro (a lenha), e o posto de venda era onde se situa hoje a cafetaria das Padarias Reunidas de Sintra, no Largo da Vila -Foto de Carlos Santos

Sobre o Dr. Carlos França posso acrescentar que conforme O DESPERTAR de 2-10-1926 indica, em reunião efectuada nos Paços do Concelho desta Vila de Sintra, ficou acordado que fosse mandado erigir um monumento em Sintra em homenagem ao ilustre médico.
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Monumento esse que está edificado no Largo Dr. Carlos França aos Pizões, na Vila Velha, a Rua de ligação ao largo do Victor também foi chamada de Rua Dr. Carlos França, tendo nos anos 70 sido alterada para Maria Eugénia Reis Ferreira Navarro.
Esse monumento foi inaugurado nos anos 34 ou 35, (não fui lá ver) do século passado, tendo sido uma menina da escola feminina de São Pedro de Sintra, de seu nome Maria Vitória da Silva Mata, indicada para fazer o descerramento do dito monumento.

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Créditos:
Texto de Carlos Santos (Caínhas) e foto do Centro Republicano de Sintra
Reproduções do Jornal "O Despertar" (colecção Carlos Santos)
Foto do monumento ao Dr.Carlos França -Obras de José Alfredo da Costa Azevedo -VI

terça-feira, julho 26, 2016

Brumas do Monte da Lua

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Hoje  à tarde visto do IC19, o Monte da Lua sem Pena. Explicação para o tempo sombrio que temos em Colares.

Sintra Antiga (Reedição)

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Foto  sem data do Arquivo Municipal de Sintra - Produção, Rocchini,F


Crónica da semana (1927) por Norberto Lopes
Queijadas de Sintra
Há a água de Sintra, o Paço de Sintra, o Palácio de Sintra, a Serra de Sintra – e as Queijadas de Sintra.
Nem todas as pessoas que vão á vila nobre bebem água da Sabuga ou da Passarinhos, nem todos sobem à Pena, entram no Paço de D.JoãoI e dão a volta ao Parque.
Mas ninguém deixa de comer as queijadas. As queijadas são o símbolo de Sintra mais transparente de verdade. A única cousa mesmo, a única, que se traz para Lisboa, a única que irradia nas cidades e é copiada, plagiada, limitada, especulada.

Acresce que as queijadas são também apesar da doçura contemplativa da linda vila real – a única cousa autenticamente doce. E quasi dizemos a única realmente humana, porque também elas, como nós, veem numa condessinha.

Em verdade, nós gostamos tanto das queijadas, somos filhos da Matilde. A Matilde é que noz faz gulosos; a Matilde é que nos dá a recordação transitória de Sintra. A Matilde é que, por pouco dinheiro nos defende muitas vezes quando a gente diz que foi a Sintra passar a tarde, que perdeu o último combóio, que teve de lá ficar.

-Toma filho! Aqui estão as queijadas.


É o documento que não admite dúvida. Queijada de Sintra há em toda a parte. Da Matilde, a valer só em Sintra.

A Matilde devia ter um monumento. O casino devia chamar-se “Casino da Matilde”. Sintra mesmo assim devia dividir-se assim: de um lado a Estefânia, do outro lado a Matilde.
A Estefânia é a vila nova, a Matilde a vila velha, a tradição, a guloseima, a nobreza, a talassaria, a graça de Sintra.

Está provado que Byron gostava de queijadas. Sem elas o seu estômago saxónico não teria disposição para fazer versos.

E depois, há que não esquecer : a Matilde foi uma Mulher. A melhor queijada do seu tempo. A uma rapariga que veraneie em Sintra não será ofensa chamar-lhe em vez de flor, de amor, simplesmente uma “Matilde”. Também há a “Sapa”. Mas é da Matilde que tratamos. Os nome tem influência.
Enfim: Sintra para nós é uma queijada, embrulhada no papel de cor ou branco, com a gravura da Pena ou do Paço.

Pode cair tudo: a Vereação Municipal e o Casino, o projecto do elevador, o Castelo dos Mouros, as árvores da estação e o Sr.Adriano Coelho.

Enquanto houver queijadas de Sintra, daquelas que eu te trouxe ontem, minha “Matilde” do meu coração – Sintra não acaba. São pequeninas como tu, cabem dentro da nossa boca – e fazem da nossa vida a mais doce queijada da existência.

Norberto Lopes

Publicado no "O Domingo Ilustrado" nº141 de 25 de Setembro de 1927


*Norberto Lopes -Vimioso 1900 - Linda-a-Velha 1989

segunda-feira, julho 25, 2016

Intermitência



Andorinha que vais alta,
Andorinha que vais alta,
Porque não me vens trazer
Qualquer coisa que me falta
E que te não sei dizer?
Fernando Pessoa


*Foto Mucifal/Domingo 24/07/2016
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domingo, julho 24, 2016

Momentos de Sábado na Ribafria

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Na Quinta da Ribafria,ontem, Sábado, espectáculo equestre, promovido pela Quinta da Bela Vista, de Galamares, contou com a participação de cavaleiros e alunos da Quinta.
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Quinta da Ribafria -Sábado 23/07/2016
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Quinta da Ribafria -Sábado 23/07/2016