sábado, agosto 01, 2015

Um ALDI no Banzão?


Sobre Sintra Paisagem Natural - Património Mundial "A candidatura de uma paisagem cultural para inclusão no Património Mundial exige uma mistura excepcional de sítios naturais e culturais num quadro exemplar. A Serra de Sintra corresponde-lhe de uma forma convincente. Vista de longe (ou a partir de uma fotografia aérea) ela dá a impressão de uma paisagem muito mais natural que se distingue bem dos arredores: uma pequena cadeia montanhosa granítica coberta de florestas, elevando-se da região rural (também ela entrecortada por montes e vales) entre Lisboa e o litoral. Vista de mais perto e percorrendo-a, a Serra revela marcas culturais de uma riqueza surpreendente, cobrindo vários séculos da história de Portugal. "

In "Sintra Património da Humanidade"

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A casa "Camacho" no Banzão, local onde se pretende fazer "nascer" um ALDI

A construção  da loja ALDI, pretendida implicará o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma vivenda (Casa Camacho),com história - destruindo a harmonia de um local de grande importância paisagística e arquitectónica.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi_44.html

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Entrada da Casa Camacho o nºº40 da Avenida Atlântico



A possibilidade da construção de um supermercado  da cadeia alemã ALDI no Banzão, tem suscitado grandes preocupações no comércio tradicional local e em todos que se preocupam com  a preservação do património paisagístico de um local, em zona fronteira com o Pinhal da Nazaré  e com um conjunto de vivendas de veraneio emoldurado por muitos pinheiros - local de passagem da linha do histórico eléctrico da Praia das Maçãs. Hoje publicamos a posição do ICNF,  em 31/07/2015 sobre o assunto que não nos permite ficar tranquilos:

*Resposta do ICNF sobre a possibilidade de construção de um supermercado ALDI no Banzão

"Em resposta à questão que nos colocou sobre a construção de uma superfície comercial numa zona de pinhal , no Parque Natural de Sintra Cascais temos a informar o seguinte: - após esclarecimento junto da Câmara Municipal de Sintra, verificamos que existe um pedido de parecer junto desta entidade, para o qual a CMS ainda não se pronunciou; - no âmbito do regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra Cascais, Resolução de Conselho de Ministros nº 1-A/2004 de 8 de Janeiro, a área em questão encontra-se em Área não abrangida por regime de protecção, isto é em Área Urbana, de acordo com o seu artigo 29º . Pelo que não se encontram sujeitos a parecer da nossa entidade. Com os melhores cumprimentos Conceição Bernardes Engenheira Biofisica Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP Departamento de Conservação da Natureza e Florestas - Lisboa e Vale do Tejo Parque Natural de Sintra Cascais"

*Fonte oficial da Câmara de Sintra assegurou ao Jornal da Região,  em 14 de Junho de 2015, que a construção de um supermercado Aldi no Banzão ainda não tinha sido  autorizado.

 Via Jornal da Região em 14/07/2015
 
"Segundo fonte oficial da autarquia, "no início de abril" deu entrada um pedido de informação prévia sobre a viabilidade da instalação de uma pequena superfície comercial, com "cerca de 900 metros quadrados, num terreno do Banzão.
 
Atendendo a algumas questões de acessibilidades na zona, e das características de construção urbana do local, à partida vê-se ali fortes condicionantes para um equipamento daquele género", admitiu a fonte municipal, acrescentando que o pedido "está a ser apreciado", mas "não está autorizado".

O Jornal da Região também recolheu a posição da Junta de Freguesia de Colares:
"O presidente da Junta de Freguesia de Colares, Rui Santos, admitiu a sua "preocupação com os pequenos comerciantes, porque vai rebentar com tudo", mas a decisão não pertence à autarquia local."

Notícia integral no Jornal da Região:
http://jregiao-online.webnode.pt/products/populacao-preocupada-com-projeto-de-superficie-comercial-no-banzao-sintra/
 
 No Rio das Maçãs:
 

Inauguração do Centro Interpretativo Mitos e Lendas de Sintra


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Ocorreu ontem a inauguração de um denominado "Centro Interpretativo Mitos e Lendas de Sintra", que ficará instalado no Posto de Turismo da Vila Velha, na Praça da República, n.º 23.

"A revelação dos "segredos" e do "romantismo e misticismo" de Sintra de forma interativa é a proposta do Centro Interpretativo Mitos e Lendas, após um investimento de 1,6 milhões de euros.

Saber mais (blog Tudo Sobre Sintra) aqui:
http://www.tudosobresintra.com/2015/07/museu-interactivo-abre-portas-em-sintra.html

quinta-feira, julho 30, 2015

Queijadas de Sintra - 7ª Parte

Fábrica de queijadas da Piriquita
A fábrica de queijadas da Piriquita, surge na segunda metade do século XIX, no centro da Vila de Sintra, na rua das Padarias, local onde ainda hoje se encontra.Fundada por Constância Gomes Piriquita, que nasceu em 8 de Agosto de 1846 e faleceu em 24 de Dezembro de 1934.Terá casado aos 16 anos com Amaro dos Santos que era padeiro,e nessa altura(1862) começou o fabrico das queijadas às quais deu o nome pela qual era conhecida-Piriquita.

O Nome Piriquita era a alcunha e não apelido, e deve a sua origem ao tratamento que D.Carlos deu a Constância Gomes.


A marca Piriquita continua na mesma familia desde sempre, sendo hoje a quinta geração a fabricar as queijadas e os famosos travesseiros.



Curiosidades

José Alfredo Azevedo que era vizinho da Pastelaria Piriquita, testemunha que nos seus tempos de rapaz ” quem estava ao balcão era o segundo marido da dona da fábrica, Joaquim Gomes que atendia os clientes envergando sempre uma blusa de quadrados azuis e brancos e de boné na cabeça.”

Travesseiros, um clássico da doçaria regional de Sintra
Terá sido a filha de Constância Gomes, Luisa dos Santos Cunha, quem terá primeiro experimentado a famosa receita dos travesseiros, na década de quarenta.
Nota:Fotogramas retirados de uma reportagem vídeo de Erica Macieira sobre a Piriquita.
Post relacionados:
-Queijadas de Sintra I-Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
--Queijadas de Sintra II-Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE—pressionar
-Queijadas de Sintra V-Fábrica de queijadas finas «A Mathilde»-pressionar
 
Fontes consultadas:
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo

*Nota-Reedição de post do blog de 4 de Agosto de 2007






quarta-feira, julho 29, 2015

Queijadas de Sintra - 6ª Parte


Fábrica de Queijadas Finas - Casa do Preto

Na sequência dos posts publicados sobre as queijadas das marcas: Sapa,Gregório e Mathilde, retomamos hoje o tema com as queijadas da Casa do Preto.
Carlos Almeida, mais conhecido por Carlos Russo, mecânico de S.Pedro , abriu em Chão de Meninos, em 1933, um pequeno estabelecimento onde vendia queijadas do Gregório.O Carlos Russo começou a interessar-se pelo negócio, com a colaboração com a sua tia Maria Helena, que tinha sido empregada de uma queijadaria ,começou o fabrico por conta própria.
Em 1965 por motivos de saúde entregou o negócio a seu filho José Rodrigo Inácio de almeida.Carlos de almeida faleceu em 1972.
A história da marca “Casa do Preto”Carlos Almeida quando começou o fabrico das queijadas, comprou numa casa de móveis que existiu na Avenida D.Francisco de Almeida, uma figura de preto em madeira, que ali estava à venda. Por graça colocou-o à porta do estabelecimento.E assim começou a designação de “Casa do Preto”, cuja marca mais tarde, foi registada.
As queijadas do Preto são actualmente vendidas não só na casa do Preto em Chão de Meninos, como também em diversos locais onde tradicionalmente este tipo de doce não era vendido como os hipermercados

Actualmente a tradição desta marca conta com Francisco José Gato d’Almeida e o seu irmão á frente do negócio sendo ainda considerados a dupla de queijadeiros mais novos do mundo.

Posts relacionados sobre as Queijadas de Sintra:
-Queijadas de Sintra I-Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra II-Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE--pressionar
-Queijadas de Sintra V-Fábrica de queijadas finas «A Mathilde»-pressionar
 
Fontes consultadas
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo
-Parque paraQue TeQuero-Ed.Pedra da Lua
-Fotos:PedroMacieira
*Nota- Reedição de post do blog de 5  Junho de 2007
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terça-feira, julho 28, 2015

Sintra com "Gold Award" da Quality Coast

PalacioVila27072015BPrincipalblogjpg.jpgLegenda:Vista de Sintra através do Jardim da Correnteza, no final do dia de segunda-feira 27/07/2015

Sintra foi distinguida com o “Gold Award” da Quality Coast, um galardão atribuído por um júri independente, nomeado pela Coastal & Marine Union – EUCC, uma associação financiada pela União Europeia que conta com mais de 2700 membros de mais de 40 países, e que reúne especialistas de várias áreas científicas. Legenda:Azenhas do Mar

domingo, julho 26, 2015

Queijadas de Sintra - 5ª Parte

FÁBRICA DE QUEIJADAS FINAS MATHILDE
A Fábrica de queijadas Mathilde a seguir à Sapa, é a marca mais antiga, não se conhece exactamente a data em que terá surgido, mas em 1850, já existem provas da sua existência, a sua actividade terminou em 1974.

Foto do edifício da antiga fábrica
 
Como a Sapa, esta marca começou também em Ranholas, foi fundada por Matilde Soares Ribeiro* , e aí continuou até à chegada do caminho de ferro a Sintra, nessa altura foi construído o prédio que ainda hoje existe, no nª6 da Avenida Miguel Bombarda, muito próximo das estação da CP.
Conta José Alfredo Azevedo , que “quando o Rei D.Fernando II passava em Ranholas, apeava-se com toda a comitiva e iam comer as deliciosas queijadas, acabando sempre, na retirada, por abraçar a já famosa Matilde.O mesmo acontecia com D.Manuel II..
A predilecção que o Rei-Artista tinha por esta marca era tal que ofereceu à fabricante um carimbo metálico com o nome «Mathilde», que era vincado na parte exterior do fundo de cada queijada.”

Anúncio publicado no "Jornal de Sintra" em 1942

Documento de 1953
 
Por morte de Matilde Soares Ribeiro, em 3 de Abril de 1925, o fabrico continuou com as filhas .Emília e Maria Vitória que já trabalhavam com a mãe.Após o falecimento de Maria Vitória em 30 de Agosto de 1958, a quota passou para seu sobrinho Manuel Soares Barreto, que continuou a fábrica com Emilia, sua mãe, até ao seu falecimento em 1968, a partir dessa data continuou sozinho o negócio de família até 1974, altura em que a fábrica encerrou definitivamente .

O edifício onde existiu a fábrica de queijadas Mathilde, numa visão diurna e nocturna (Foto:PedroMacieira)

*Matilde Soares Ribeiro, segundo José Alfredo Azevedo ou Matilde das Dores Ribeiro segundo Eduardo Frutuoso Gaio.

Post relacionados:-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ªPARTE_pressionar
 
 Fontes consultadas:
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo
-Foto:PedroMacieira

*Nota- Reedição de post publicado no blog em 19 de Abril de 2007




sábado, julho 25, 2015

Olhar para Sintra

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"Sintra, terra de encanto e de beleza, com picos altos de montanhas  coroadas por castelos fantásticos, a perderem-se entre as nuvens num decorativismo cenográfico;  terra de fraguedos e serranias, onde a suavidade das penumbras se concerta com a alma líquida das fontes para tocar as almas da graça mística de sonho ; terra de exótica da vegetação para dar tudo parques e jardins onde o perfume do passado se confunde com a riqueza exótica da vegetação para dar  a tudo uma aparência poética de irrealidade que faz sonhar com regiões distantes e civilizações antigas ; paisagem espiritual onde se ergue o perfil lendário do velho alcaçar lusitano e mouro, dentro de cujas salas, pátios e jardins há páginas de história esfumadas pela lenda que parecem surgir para nós do esmalte gritante dos azulejos, do lavrado gracioso dos pórticos, das pinturas desbotadas dos tetos."
Oliva Guerra/ Roteiro Lírico de Sintra/1940

Sintra turística em números

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Sintra cresce 19%
O Parque e o Palácio da Pena rivalizam em números de visitantes com o Mosteiro dos Jerónimos- em Sintra os campeões de visitantes dos equipamentos à guarda da Parque de Sintra/ Monte da Lua,  (PS-ML), a empresa de capitais públicos criada em 2000 para gerir a paisagem classificada como património mundial pela UNESCO.

Via jornal Público 25/07/2015):
"Com 445 mil entradas, o parque e o palácio são responsáveis por quase metade dos 995 mil visitantes que os sete equipamentos geridos pela Monte da Lua totalizam, valor que representa um crescimento de 19% em relação ao período homólogo de 2014.
Parque e palácio tiveram uma subida tal como o Castelo dos Mouros. que no primeiro semestre deste  por 146 mil pessoas. Os equipamentos menos concorridos sob tutela desta empresa são o Chalet da Condessa  d'Edla (nove mil) e o Convento dos Capuchos (14 mil). O Palácio Nacional de Sintra, com 230 mil entradas, cresceu, para já 12%."

Queijadas de Sintra - 4ª Parte

FÁBRICA DE «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE
-1ª Parte -pressionar

Actualmente o estabelecimento conserva o mesmo aspecto exterior que tinha em 1936(Foto:PedroMacieira)

Em 1916 , depois de dissolvida uma sociedade que entretanto tinha feito com José Ambrósio, estabeleceu-se por conta própria no Largo de Regedor em S.Pedro, denominado as queijadas que fabricava com a marca «Fábrica de Queijadas Recordação de Sintra».
Depois do falecimento de Gregório Casimiro Ribeiro o negócio das queijadas passou para seu filho Álvaro de Almeida Ribeiro, que associou à marca o nome de «Gregório». A fábrica continua nos dias de hoje com outros proprietários , na Avenida D.Francisco de Almeida.
(Foto:PedroMacieira)
A forma de publicitar e indicar o estabelecimento, passava pela figura de um policia sinaleiro, que ainda hoje está presente, e que foi utilizada como imagem de marca das queijadas, impressa nos papéis de embrulho, antes de ser substituida pela imagem que ainda hoje é utilizada no embrulho das queijadas: O Palácio da Vila e do brasão de Sintra, sob um fundo de nuvens e raios de sol.

(Foto:PedroMacieira)Agradecimentos a Valdemar Alves pela imagens cedidas

Fontes consultados:-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo
-"Queijadas de Sintra "de Raquel Moreira
Post relacionados:
-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III
-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar

*Reedição de post do blog de 8 de Abril de 2007