sábado, outubro 31, 2020

Porque hoje é Sábado...

 Em tempo de Pandemia, a vida e os hábitos das pessoas estão alterados, as tradições estão suspensas ou condicionadas, rotinas e o nosso dia a dia está diferente. Em Novembro existem dificuldades de circular entre Concelhos, o tradicional "Pão por Deus", fica a aguardar melhor altura, a tradicional ida aos cemitérios está condicionada - consequências do momento dificil que atravessamos.

Pão por Deus -Em 1898 na aldeia de Varziela, Concelho de Felgueiras
*Fundo de fotografia Aurélio da Paz dos Reis/Centro Português da Fotografia


Bolo dos Santos

Os tradicionais Bolos dos Santos, que em algumas regiões surgem nesta época começam a aparecer nesta altura.

Bolos dos Santos da região de Mafra, mais uma vez feitos pela D.Lurdes do Mucifal


Estrada de Benfica em Lisboa

A Dona Lurdes do restaurante das Azenhas


 Créditos:

Miguel Esteves Cardoso/Público/31-10-2020

quinta-feira, outubro 29, 2020

Restrição de circulação entre Concelhos

 

Centro de rastreio à Covid-19 no Parque das Nações



O Conselho de Ministros anunciou, na quinta-feira, novas medidas restritivas no contexto da pandemia por Covid-19.

As medidas aprovadas proíbem a circulação de pessoas entre diferentes concelhos, de 30 de outubro até 3 novembro, o que inclui a noite do Dia das Bruxas e os Dias de Todos os Santos e Finados.

A restrição de circulação entre concelhos é semelhante à que vigorou na Páscoa, existindo exceções para os trabalhadores, por exemplo, sendo necessária a declaração da entidade empregadora caso o concelho de residência não coincida com o concelho do local de trabalho.

No que respeita aos horários e restrições dos cemitérios, os mesmos são da competência das autarquias locais.


quarta-feira, outubro 28, 2020

Sobre a Quinta do Relógio (reedição)

"Conta-se que, um dia o rei D.PedroV passava diante desta casa na companhia do seu amigo o marquês de Sá da Bandeira, este último, ouvindo a doce melancolia de um repuxo, perguntou-lhe: «Senhor, o que é este barulho?». «-certamente a água»  -Não, senhor, é o sangue dos negros flagelados pelo chicote que este homem transformou em ouro». Se as origens deste palácio de estilo árabe edificado em meados do séc XIX por um traficante de escravos são bem conhecidas, em contrapartida sabem-se poucas coisas acerca da história desta propriedade."

In "Quintas e Palácio dos Arredores de Lisboa"de Anne de Stop (1986)

Quinta do Relógio


Foto cedida por Emilia Reis

"Localizada no largo com o mesmo nome, a propriedade foi adquirida durante o reinado de D.Pedro V (1835-1861) por Manuel Pinto da Fonseca, rico negociante e antigo traficante de escravos, que contratou António Manuel da Fonseca Júnior para elaborar o projecto da casa.
Esta foi edificada em meados de Oitocentos, fruto das influências românticas e de inspirações neo-árabes.
O palacete principal é ladeado por duas construções mais baixas, encontrando-se a fachada do edifício pintado por faixas transversais e ornamentada com motivo florais e geométricos de inspiração neo-árabe. 

Este edifício possui ainda sete janelas sobrepujadas por arcos em forma de ferradura, surgindo, ao centro, uma galeria também rodeada por três grandes arcos em ferradura, suportados por finas colunas com capitéis de motivos florais, destacando-se, na parede entre as portas,uma pintura com divisa dos reis mouros a branco sobre fundo azul: «Deus é o único vencedor».


*texto Quinta do Relógio transcrito do Sintra Guia ed.2008, da CMS
 foto de  "Quintas e Palácio dos Arredores de Lisboa"de Anne de Stop (1986)

A quinta possui, ainda um jardim, plantado pelos primeiros proprietários com plantas raras e exóticas, como as magnólias, camélias, araucárias,fetos, fúcsias e nenúfares de grande envergadura que cobrem os lagos.
Sendo propriedade privada, não é possivel visitar, podendo ser observada apena a partir do exterior.


Lago do jardim da quinta (foto cedida por Srª.D.Teresa Carvalho)


Em frente à entrada principal da 
quinta está plantado um sobreiro centenário  (Sobreira dos Afectos),que aí resiste, imponente, ao tempo

e aos homens."
(Foto cedida por Srº.D. Teresa de Carvalho)

Créditos
*Agradecemos a colaboração da Senhora D. Teresa de Carvalho, bisneta de Carlos de Oliveira de Carvalho, o "Carvalho da Pena" antigo regente do Parque da Pena e de Emilia Reis, que amávelmente nos cederam as fotos que ilustram o texto do "Sintra Guia", sobre a quinta que a CMS pretendeu  comprar em 2010.

*Nota:
*Monte Cristo

"Manuel Pinto da Fonseca antigo traficante de escravos, cognominado o Monte Cristo, cuja vida tumultuosa é aparentada com a de Edmond Dantés, o Conde Monte Cristo do apaixonante romance de Alexandre Dumas"

 In "Quintas e Palácio dos Arredores de Lisboa"de Anne de Stop (1986)

segunda-feira, outubro 26, 2020

História às camadas - O Eléctrico da Cª Cintra-Atlântico

O eléctrico de Sintra foi inaugurado oficialmente em 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos). O percurso com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde em 31 de Janeiro de 1931, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.

A Estação do Banzão, agora  com as cores da Companhia Sintra Atlântico (foto em 04/04/2019)

Durante as obras  em 2019, de transformação daquele histórico espaço, para ocupação de um negócio privado, começaram a surgir, por baixo das pinturas  mais recentes e após limpeza da fachada,  interessantes  pedaços de história -  inscrições de outra época, quando a denominação usada pelo Eléctrico e pelos autocarros de passageiros, com a cor azul,  pertenciam à Companhia Cintra - Atlântico.
Lamentavelmente as inscrições foram apagadas.

Foto 04/04/2019 com as antigas inscrições da "Cintra-Atlântico"

Companhia Cintra-Atlântico (1914 -1975)

-Recorrendo ao livro, de Valdemar Alves, um saudoso amigo e Júlio Cardoso "Eléctricos de Sintra":

"A 15 de Agosto de 1914, o novo dono dos eléctricos tomou posse de todos os seus bens (do eléctrico) e respectivas concessões da extinta "Cintra ao Oceano".
A 18 de Outubro de 1914, foi constituida a nova companhia "Cintra-Atlântico S.A.R.L", com um capital de 135.000$00 dividido em 5.400 acções de 25$00 cada uma."

Foto em 04/04/2019/ Estação do Banzão, a sala de Espera e sala de Despachos da "Cintra Atlântico"

A estação do Banzão da Cª Cintra-Atlântico

"No Banzão, os ventos de mudança também se fizeram sentir, pelo que a 14 de Agosto de 1938 foi inaugurada a nova estação, que substitui o inestético barracão em madeira que aí existia. Esta magnifica realização da direcção de Camilo Farinhas, possuia várias dependências, como sala de espera, escritório, bar, casa de banho, sala de despachos de mercadorias, cais e uma linha para os carros que se prolongava até ao interior das Caves de Salreu."

Sala  de Mercadorias /foto em 04/04/2019
Uma fotografia do ano passado, com um eléctrico guardado - num acesso ao interior da Adega Visconde de Salreu, de onde partiam as caixas de vinho de Colares, eventualmente para o mercado exportador (Brasil por ex.)

Créditos:
*Francisco Figueiredo, pela informação do surgimento das antigas inscrições na estação dos eléctricos.
*"Eléctricos de Sintra um percurso centenário" de Júlio Cardoso e Valdemar Alves

sexta-feira, outubro 23, 2020

Pandemia COVID-19

 


O Conselho de Ministros anunciou, na quinta-feira, novas medidas restritivas no contexto da pandemia por Covid-19.

As medidas aprovadas proíbem a circulação de pessoas entre diferentes Concelhos, de 30 de Outubro até 3 Novembro, o que inclui a noite do Dia das Bruxas e os Dias de Todos os Santos e Finados.

A restrição de circulação entre concelhos é semelhante à que vigorou na Páscoa, existindo excepções para os trabalhadores, por exemplo, sendo necessária a declaração da entidade empregadora caso o Concelho de residência não coincida com o Concelho do local de trabalho.


O Parlamento aprovou, esta Sexta-feira, projecto-lei do PSD que impõe o uso obrigatório de máscara em espaços públicos durante 70 dias, medida que poderá ser renovada e que prevê coimas entre 100 e 500 euros para incumpridores.


Dispensadas da obrigatoriedade hoje aprovada, estão "pessoas que integrem o mesmo agregado familiar, quando não se encontrem na proximidade de terceiros" ou mediante a apresentação de um atestado médico de incapacidade multiuso ou declaração médica que ateste que a condição clínica ou deficiência cognitiva não permitem o uso de máscaras. Também não é obrigatório o uso de máscara quando tal "seja incompatível com a natureza das atividades que as pessoas se encontrem a realizar".

 


quarta-feira, outubro 21, 2020

Rodrigues Lobo e Sintra

Foto do Arq.Fotog.da CML

“ Perto da cidade principal da Lusitânia está uma graciosa aldeia que com igual distância, fica situada à vista do Mar Oceano, fresca no Verão com muitos favores da natureza e rica no Estio e no inverno com os frutos e comodidades que ajudam a passar a vida saborosamente porque, com a vizinhança dos portos de mar, por uma parte e da outra com a comunicação de uma ribeira que enche os seus vales e outeiros de arvoredos e verdura, tem, em todos os tempos do ano, o que em diferentes lugares costuma buscar a necessidade dos homens, e, por este respeito foi sempre o sítio escolhido para desvio da corte e voluntário desterro do tráfego dela, dos cortesãos que ali tinham quintas, amigos ou heranças que costumam ser velha couto dos excessivos gastos da cidade.»
Rodrigues Lobo (1579-1621)
Extracto, de “Corte na Aldeia” de Rodrigues Lobo, encontrado no “Sintra Guia” ed. CMS

terça-feira, outubro 20, 2020

Circulação do Eléctrico suspensa esta terça-feira


 A circulação do Eléctrico de Sintra encontra-se suspensa durante esta terça-feira, dia 20 de outubro, devido às más condições atmosféricas  que colocam o distrito de Lisboa em alerta vermelho, ao início desta tarde.

sábado, outubro 17, 2020

Porque hoje é Sábado...

 



Canção de Outono

No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.

Fernando Pessoa


quinta-feira, outubro 15, 2020

Estado de calamidade a partir do dia 15 de Outubro

 


O que muda com o estado de calamidade?

Previsto na Lei n.º 27/2006, este estado de excepção aumenta os poderes do executivo de António Costa, permitindo-lhe “adotar, sempre que necessário, medidas que se justifiquem para conter a pandemia, desde restrições de circulação a outras medidas que concreta e localmente venham a verificar-se justificadas”. O estado de calamidade “determina uma obrigação especial de colaboração dos meios de comunicação social”, lê-se no decreto-lei, “visando a divulgação das informações relevantes relativas à situação”, e eleva “o grau de prontidão” das Forças Armadas.

segunda-feira, outubro 12, 2020

Os Plátanos e Colares

Postal antigo do início do Séc.XX, de Colares com plátanos em ambos lados da estrada, em frente às vivendas construídas por Inácio Costa, para as suas netas  Ema e Alda, actualmente albergam a farmácia e a Estação dos CTT.

Postal  mais antigo (?) da  mesma estrada de Colares, com muitos e altos Plátanos.

  Foto  antiga não datada,  bomba da gasolina da Várzea de Colares com os frondosos plátanos
 Créditos: Maria Clara Gomes via página de FB "Adoro Sintra ".


"Ao tempo da construção da Adega já existiam os plátanos frondosos que hoje podemos admirar desde a ponte da Várzea até ao Banzão no caminho da "Praia". São exemplares centenários nos quais os automobilistas apressados nem reparam.
A sombra destas árvores protegeu a fermentação de muitos "caldos" de boas colheitas que estagiaram dentro da Adega. Merecem pois que brindemos à sua saúde esperando no futuro sejam devidamente apreciados.
Para isso no local deveria colocar-se um painel informativo, chamando à atenção para estas imponentes árvores.
Os plátanos da Adega Regional de Colares são um dos "monumentos vivos" que povoam o Município Sintrense.
Um verdadeiro ex-líbris da antiga e nobre Vila de Colares...#

Cortez Fernandes -Blogue "Tudo de Novo a Ocidente"



sábado, outubro 10, 2020

Porque hoje é Sábado...

 Quino 1932 - 2020


Quinoterapia

Em cada um dos seus livros, Quino vem demonstrando há vários anos que as crianças são as depositárias da sabedoria. O que é triste para o mundo é que, à  medida que crescem, perdem o uso da razão, esquecem na escola o que sabiam à nascença, casam-se sem amor, trabalham por dinheiro, põem os dentes a brilhar, cortam as unhas e, por fim - convertidas em adultos miseráveis- não se afogam num copo de água mas num prato de sopa.

Comprová-lo em cada um dos seus livros é o que mais se assemelha à felicidade: a Quinoterapia.

Gabriel Garcia Márquez, 1992





Em c

quinta-feira, outubro 08, 2020

Sobreira dos fetos - Árvore classificada desde 1996


A Sobreira dos Fetos, junto à Quinta do Relógio-foto de 02/07/2014

Proteger as árvores de Sintra

A  lei que protegia as árvores  desde 1983, tinha sido revogada há mais de dois anos, e a nova legislação de Setembro de 2012,  foi regulamentada  com a entrada em vigor no  dia  1 de Agosto de 2014:

https://dre.pt/pdf1sdip/2014/06/11900/0334603352.pdf


Portaria nº124/2014 de 24 de Junho, que veio regulamentar a lei nº53/2012  determina os critérios e os procedimentos de classificação e de desclassificação das árvores.

Sobre a Sobreira dos Fetos
A Sobreira dos Fetos, classificada como árvore de interesse público, por despacho publicado no Diário da República II Série de 28 de Novembro de 1996. Terá cerca de 350 anos. Encontra-se junto à Quinta do Relógio, em frente à Quinta da Regaleira, sendo uma das mais antigas árvores de Sintra..
A ausência de qualquer indicação  informativa, junto a esta monumental sobreira, é lamentável, pois uma placa com o nome e a idade de uma das mais antigas àrvore de Sintra será de um custo bem suportável por um orçamento de qualquer departamento camarário.

Nada como recorrer a José Alfredo Azevedo, para conhecer melhor a Sobreira dos Fetos:

“Na parte exterior do gradeamento encontra-se uma sobreira secular, conhecida por Sobreira dos Fetos, vindo tal designação do facto de, em todas as suas trancadas, surgirem inúmeros fetos vulgares, que misturam as suas folhas com as da própria árvore, à sombra da qual vivem, sugando o húmus que encontram nas rugosidades da cortiça que a reveste.

O poeta inglês Roberto Southey, numa carta que escreveu a um amigo, disse: Há, então, aqui uma árvore, tão grande e tão velha que um pintor deveria vir de Inglaterra só para a ver. Os troncos e os ramos são cobertos de fetos, formando com a folhagem escura da árvore o mais pitoresco contraste. Isto passou-se no final do século XVIII. Note-se que, naquela data distante, a sobreira já era tão grande e tão velha!

Diz-se, também, que a rainha D. Amélia, que foi, incontestavelmente, uma apaixonada por Sintra, proferia muitas vezes esta frase: Vale mais a sobreira dos fetos do que Cascais e Estoris, tudo junto, pelo que os nossos vizinhos daquelas bandas, despeitados, lhe chamavam a cabra da serra.
Se isto não é verdade, pelo menos, tem muita graça.”

José Alfredo Azevedo "Velharias de Sintra"

Créditos:
Link da portaria de regulamentação da lei 53/2012 via Alagamares

Post relacionado, via blog Reino de Klingsor:
http://reinodeklingsor.blogspot.pt/2014/07/vamos-salvar-as-arvores-de-sintra.html

quarta-feira, outubro 07, 2020

Poço iniciático da Quinta da Regaleira - reedição

 Um dos lugares mais interessantes para se visitar dentro da quinta é o Poço Iniciático - recebeu esse nome pois acredita-se que ele era usado em rituais de iniciação à maçonaria.

 O primeiro proprietário da quinta,  António Augusto Carvalho Monteiro, o "Monteiro dos Milhões", juntamente com o arquitecto italiano Luigi Manini, construiu  o Palácio da Regaleira, rodeado por jardins, grutas, lagos e muitas construções enigmáticas.

segunda-feira, outubro 05, 2020

Festa de Nossa Senhora da Graça em Almoçageme

Derivado ao COVID-19, este ano a  festa de Outubro de Almoçageme, que tem sido celebrada ininterruptamente desde o seu começo em 1768, sofreu em 2020 várias alterações ao tradicional programa.

Rui Santos,António Correia de Campos, António Mateus Cruz, Sónia Firmino, durante a apresentação do livro

 No último Sábado foi apresentado na Adega Viúva Gomes, o livro "#orumoaos250", da autoria de António Mateus Cruz, uma  excelente memória fotográfica, dos ambientes actuais e antigos das Festas de Nossa Senhora da Graça ao longo dos tempos. O lançamento deste trabalho iniciou este ano a abertura das celebrações dos 252 anos destas Festas de Almoçageme.




Efeméride

Grupo civil armado que nas barricadas da Rotunda combateu, denodadamente, ao lado das tropas Republicanas em 5 de Outubro de 1910.

Portugal é uma República
soberana, baseada na 
dignidade da pessoa
humana e na vontade
popular e empenhada
na construção de uma sociedade livre,
justa e solidária

Constituição da República Portuguesa

domingo, outubro 04, 2020

Novo regresso à Várzea de Colares da garça-real

 

Era uma vez uma garça-real que fez da Várzea de Colares o seu habitat durante vários anos. Esporadicamente ainda nos visita, nos últimos tempos, menos frequentemente -  terá encontrado um outro local para viver o seu dia a dia com  muita pena nossa.


Ontem, neste inicío  Outonal,  tivemos a sorte de registar mais uma visita da garça, esperemos que  desta vez seja mesmo um regresso.




sexta-feira, outubro 02, 2020

Sintra - outras epidemias (reedição)

No momento que o Mundo enfrenta uma das mais graves pandemia, a COVID-19, em que  ainda se tenta  desesperadamente descobrir uma vacina - Sintra tem na sua história e em alturas diferentes intervenções de carácter urgente, para socorrer as vitimas de algumas epidemias que grassaram na região.

Hospital provisório em 1918 - O surto da "gripe espanhola"

Fotografia retirada da "Ilustração Portuguesa ",nº 670 de 23 de Outubro de 1918, da visita do Provedor da Misericórdia de Sintra a um hospital provisório, instalado nesta Vila, para combater a terrivel epidemia de pneumónica.


"A pneumónica apanha o mundo e as autoridades sanitárias desprevenidas, até porque ainda se desconhecia a existência do vírus, e Portugal não escapa ao surto quando no final de Maio de 1918 surge o primeiro caso em Vila Viçosa, e rapidamente o contágio se propaga pelo país de sul para norte. Os mortos portugueses são uma ínfima parte dos mais de 20 milhões de vítimas em todo o mundo - embora existam estimativas que apontam para números bem mais altos -, mas é uma quantidade tão impressionante que pode ser considerada a mais alta para uma doença do género em Portugal."

João Céu e Silva




Apresentamos uma fotomontagem do edifício, onde estava instalado aquele provisório hospital - A Escola Primária Domingos José de Morais.

Mais tarde em 1926 um grave surto de tuberculose


No início do Sec.XX existiu em Colares uma instituição que dava apoio a menores do sexo feminino, numa altura em que a tuberculose era a grande ameaça e denominava-se "Preventório de Colares", tinha como impulsionadora D. Isabel Morais Sarmento. Segundo dados publicados no "Jornal de Sintra" nos primeiros nove anos da sua existência o Preventório teria apoiado para cima de trezentas crianças,” filhas de tuberculosos “necessitados da zona de Colares.
O Preventório de Colares debateu-se desde o seu início,(1926) com problemas de ordem financeira. Para fazer face a essas necessidades, frequentemente organizava festas de angariação de fundos. Como curiosidade e demonstrativa da importância que estas festas tinham para a região de Colares, o facto da Companhia Sintra-Atlântico ter um serviço especial que era mencionado com os respectivos horários no anúncio da festa de recolha de fundos, "
Sempre pronta a corresponder aos desejos do público, estabeleceu um serviço especial de carreiras de eléctricos”

O Palacete onde existiu o Preventório de Colares, foi construído no século XVI por D.Fernando Coutinho, Bispo de Silves pertenceu até princípios do século XX a D.Maria José Dik Bandeira Nobre, veio a ser adquirido mais tarde pelo Conde de Mafra que o vendeu à familia Schumberger.Hoje denomina-se Quinta do Vinagre



Revista "Ilustração" nº70 de 16 de Novembro de 1928