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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2021

Porque hoje é Sábado...

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Maldades modernas   Na minha terra, os velhos têm apanhado choques violentos. A libra valeu toda a vida vinte xelins e o xelim doze dinheiros, De um dia de para   o outro,   o xelim desapareceu e a libra passou a ser dividida em fracções que ainda se chamam dinheiros, mas , um centavo de libra e não um duzentos-e-quarentavo. Com as medidas de peso e capacidade aconteceu coisa parecida: havia libras e pintos divididos em onças. Agora há quilos e litros com as sua fracções decimais. Algumas lojas passaram a vender ovos e flores às dezenas e não às dúzias. Há planos para acabar com a milha, a jarda o pé e a polegada. E já esteve mais longe a condução pela direita. Contava eu eu estas coisas aos meus amigos de Almoçageme, velhos como eu, sentados no murete do largo uma tarde destas. Todos se queixam das mudanças em Portugal nos últimos anos, desde a diminuição do tamanho das queijadas ao uso do rimmel pelas netas, e atribuem-nas de uma maneira geral aos comunistas. Nisto da culpa dos

Visita de Marguerite Yourcenar a Sintra - reedição

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"Minha senhora, Não tenho por hábito escrever prefácios ou introduções. É o que vos explicará a minha hesitação em fazê-lo para o texto que se propõe publicar na RAIZ E UTOPIA. E porquê? Um texto diz o que tem a dizer, a menos que seja um falhanço, e arriscamo-nos a diluir ou a sobrecarregar a mensagem adicionando-lhe uma explicação em notas. Que fazer, então? Talvez começar por lembrar que estas páginas foram escritas no vosso país, Portugal, mais precisamente em Sintra. O que escrevemos raramente guarda a marca do lugar onde o escrevemos, a menos que o objetivo seja descrever esse lugar ou se trate de literatura de viagem. Mas o autor sabe: o texto mantém para ele o odor e a cor do lugar onde foi criado. Nunca    poderei relê-lo sem rever, da janela do meu quarto em Seteais, as nuvens a passar e repassar no alto das colinas, cobrindo e descobrindo o estranho e absurdo castelo de estilo pseudo-manuelino-germânico, oferecido por um príncipe alemão, no Século XIX,

As casas também morrem de pé - crónica fotográfica de 2006 a 2021

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  Em 7 Fevereiro de 2021 a casa já quase "engolida" Mesmo em frente ao Olga Cadaval. Março de 2015 Maio de 2006

Antigos comboios construídos pela Sorefame nos anos 60 voltam a circular na linha de Sintra

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Segundo o Público, “duas UTE (Unidades Triplas Eléctricas), datadas dos anos 60 e que saíram de serviço há 20 anos, vão voltar aos carris na linha de Sintra, mas agora como comboios históricos, destinados essencialmente aos turistas que visitam a Vila [Sintra] e em viagens directas (sem paragens) desde o Rossio” .

A inauguração da carreira aérea entre Sintra e Londres em 1936 - reedição

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*Adapt.de reportagem do "Notícias Magazine" de 27/1/2018 A 3 de Fevereiro de 1936, um pequeno avião não pôde descolar do aeródromo de Sintra para Croydon, a sul de Londres, em resultado de os pneus do trem de aterragem se afundarem na lama da pista, ainda muito encharcada pelas últimas chuvas. "Ontem de manhã [3 de fevereiro] estava tudo preparado para a descolagem do trimotor  Lisboa  que, conforme foi  noticiádo, ia inaugurar as carreiras entre Lisboa e Londres, exploradas pela Crilly Airways", contava o  Diário de Notícias , atento às manobras do piloto. Foi só a 4 de fevereiro que se fez história, com a partida do  Lisboa  a avançar, finalmente, este passo na aviação comercial. «Às 8h30, os três motores do aparelho começaram a funcionar. Passado o tempo indispensável para “aquecer” e depois de consultado o oficial de serviço, sr. tenente Costa Macedo, acerca do melhor piso da pista, o  Lisboa  apontou em direção ao centro do terreno e pro

Monocarril Larmanjat chegou a Sintra em 1873

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* Mary G. Santa, "Los Primeros Trenes que Corrieron por Europa Occidental".  Cerimónia de inauguração da linha do comboio Larmanjat até Sintra, em Portugal, em 2 de Julho de 1873.   Comboio monocarril Larmanjat "O  Larmanjat  foi um sistema ferroviário  monocarril  desenvolvido pelo engenheiro francês  Jean Larmanjat , e que foi aplicado em três linhas em  Portugal . Duas destas linhas eram para serviço comum de passageiros e mercadorias, e ligavam a cidade de  Lisboa  a  Torres Vedras  e a  Sintra , [ 1 ]  enqunto que a terceira linha só serviu para experiências, e unia o  Arco do Cego  ao  Lumiar , dentro de Lisboa. [ 2 ]  A linha experimental foi inaugurada em 31 de Janeiro de 1870, [ 3 ]  enquanto que a linha até Sintra entrou ao serviço em 5 de Julho de 1873, [ 2 ]  e a de Torres Vedras em 6 de Setembro do mesmo ano. [ 4 ]  As duas linhas principais totalizavam cerca de 50 milhas (80 km). [ 5 ]  Depois de alguns anos de funcionamento marcados por vários problemas, o

Porque hoje é Sábado...

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  Alouette III    Esquadra 552 celebrou 42 anos  "A história desta Esquadra começa com a chegada dos Alouette III em 1963 à Esquadra 94 da Base Aérea nº9, em Luanda. Em Portugal Continental, os AL III foram colocados na Esq. 33 da Base Aérea nº3 (Tancos), na Esq. 551 da Base Aérea nº6 (Montijo) e na Esq. 111 da Base Aérea nº3 (Tancos). A 24 de novembro de 1978 a Esq.33 viu o seu nome alterado para Esquadra 552, designação que ainda ostenta. A 30 de setembro de 1986 recebe os helicópteros da então extinta Esq. 551 e em 1993 absorve a Esq. 111, tornando-se a fiel depositária dos valores e tradições de todas as unidades anteriores que operaram o AL III. A 16 de novembro de 1993, a Esquadra 552 deixa Tancos, rumando a Beja (Base Aérea nº11) onde se manteve, sendo substituídos a 17 de junho de 2020 pelo AW119MKII "KOALA".  Texto FAP

Recuperação e requalificação paisagística da Ribeira de Colares, no Lourel (rio das Maçãs)

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Foto:A  nascente do rio das Maçãs no Lourel Informação da Câmara Municipal de Sintra "A Câmara Municipal de Sintra aprovou a aquisição de parcelas de terreno de propriedade privada, no valor de 100 mil euros, necessários para a recuperação e requalificação paisagística da Ribeira de Colares, no troço compreendido entre o Parque de Lazer Pinto Vasquez, no Lourel e a Quinta da Ribafria. Com uma área de intervenção aproximada de 1 hectare, o projecto incide na recuperação da linha de água, enquanto ecossistema natural, e na qualificação do espaço exterior, criando novas condições para o seu usufruto, estadia, lazer e passagem. Este projecto pretende recuperar e requalificar este troço da Ribeira de Colares, pelo meio da reposição do equilíbrio natural do ecossistema ribeirinho, através da intervenção a nível da estabilização das margens, leito e regeneração da galeria ripícola e vegetação marginal e da criação de um parque linear adjacente à linha de água, que permita o recreio, laze