segunda-feira, agosto 31, 2020

Do penedo para Colares

“O vale de Colares é para mim uma fonte de perene distracção. Descobri muitas veredas, que através de matas e castanheiros e pomares que nos levam a sítios acidentados e verdejantes, onde os loureiros bravos e as moitas de limoeiros pendem livremente sobre a margem pedregosa de um pequeno rio, e deixam cair na corrente as suas flores e os seus frutos.(...)”

In "Correspondência de William Beckford 1787"

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Na descida do Penedo para Colares-Foto do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa- autor não identificado

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Foto actual do mesmo local (Do Penedo para Colares)

O Penedo visto já de Colares, com um tecto do nevoeiro tradicional no mês de Agosto

sexta-feira, agosto 28, 2020

Memória de uma Garça - real que deixou de nos visitar.

Texto de um post de 2019
Hoje encontrámos de novo a “nossa” garça no rio das Maçãs, na Várzea de Colares – temo-la visto esporádicamente nos seus voos, e temos tido informações sobre as suas visitas à Varzea, mas só hoje conseguimos registar alguns momentos, facto que não acontecia desde 4 de Dezembro de 2018.
Fotos em 2 de Abril de 2019

segunda-feira, agosto 24, 2020

Cinco artistas em Sintra (reedição)


 "Cinco artistas em Sintra" de João Cristino da Silva, 1829-1877, Museu do Chiado.(Foto rio das Maçãs)

 Os cinco artistas em Sintra, de 1855, (retratados: Anunciação, Cristino, Metrass, José Rodrigues e o escultor Vitor Bastos à distância o Palácio da Pena recentemente concluído)

 Excerto de um texto de Maria Júdice Borralho:
 "(...)Articulada por caprichosas arquitecturas, e envolvida num manto vegetal de belo colorido, a região sintrense desprende tão delicado encanto, que a poesia e a pintura, o exaltam século após século. João Cristino da Silva, pintor do século XIX ampliou a já dilatada fama do lugar com uma obra seleccionada para representar Portugal na exposição Universal de Paris de 1855. Um jornal francês dedicou-lhe palavras elogiosas: O colorido é formoso...Pela desenvoltura vê-se logo que são artistas, ...a obra do senhor Cristino da Silva é uma das mais notáveis que foi apresentada no grande concurso. Mas talvez não seja este, o episódio mais significativo da história do quadro, nem mesmo o facto de o rei artista D. Fernando II, o ter comprado para enriquecer a valiosa colecção particular que possuía. A tela , denominada Cinco Artistas em Sintra, nasceu de uma aventura intelectual, e a Natureza foi a protagonista dessa proeza.
 O artista esquece facilmente convenções que têm a chancela de séculos e por isso é sempre difícil prever a rota que as artes seguem. Ao tempo, a pintura realizava-se no estúdio, e os temas escolhidos eram sobretudo históricos, religiosos, ou patrióticos. De repente eis que algo muda e o artista procura a Natureza para tema das suas obras. A tela de Cristino, exibindo cinco artistas que contemplam a paisagem sintrense e registam elementos desse espaço , violou cânones e ignorou os mestres, mas sugeriu as alternativas: a Natureza passava a ser a escola, a luz natural que dava à cena outra força e vivacidade substituía a luz artificial, o artista expressava as suas emoções. Curiosamente e dando mais força à mensagem, os artistas presentes na tela não nasceram da fantasia do pintor. Eles são companheiros de Cristino da Silva na querela artística e conhece-se o percurso artístico de cada um. Tomás da Anunciação que ocupa o lugar nobre, notabilizou-se na pintura de animais, atrás, de paleta na mão, está Metrass, o mais viajado do grupo e, por isso, informador dos caminhos que a arte trilhava no estrangeiro, junto à enorme rocha, que dá intimidade ao quadro, estão os restantes, José Rodrigues, pintor de costumes populares e Vitor Bastos o autor da estátua de Camões, entre um e outro, está Cristino da Silva."
 Texto integral (A Natureza, os Artistas e os Outros)- Aqui

quinta-feira, agosto 20, 2020

Sobre o monumento ao Trabalhador Rural em São João das Lampas

 

Recentemente foi de novo colocada no monumento de homenagem ao Trabalhador Rural, da autoria de Pedro Anjos Teixeira, em frente à Igreja Matriz  de São João das Lampas - a figura feminina que representa a aguadeira. Este elemento da escultura terá sido vitima de um atentado ao património da freguesia há vários anos, e nunca tinha sido recolocada. 



Fotos em 19 de Agosto de 2020

No local continua a não haver qualquer placa informativa sobre  a obra escultórica

Freguesia do Concelho de Sintra, actualmente União das freguesias de S. João das Lampas e Terrugem, dista cerca de 11 quilómetros da sede concelhia. Com uma Área Total (Km2) 57.294 e com 9 653 habitantes (censo 2001).




terça-feira, agosto 18, 2020

Sobre as podas radicais nas árvores


De um artigo do jornal Público de 17 de Agosto de 2020,  o "Montado está a a ser invadido por oliveiras, amendoeiras e vinhas"

O risco das Podas radicais

“Francisco  Lopes, engenheiro silvicultor que desempenhou funções de chefia dos serviços florestais no Ministério da Agricultura, lembrou ao Público que as árvores, ao serem sujeitas a cortes intensos, são-lhes retiradas “as folhas que são fundamentais  para a sua sobrevivência”. Se associamos a esta situação anómala as cicatrizes que são deixadas na árvore, ela fica sujeita à entrada de insectos que transportam doenças. “ A árvore não morre num ano, mas está condenada”, sentencia o engenheiro florestal. “A floresta do Sul não arde como no Centro do país, mas vai ‘ardendo’ sem se ver”, afirma, imputando as causas á redução progressiva da densidade do montado."


domingo, agosto 16, 2020

No dia em que o Poeta Cavador faria 100 anos


Quem foi José Fernandes Badajoz?

*Texto de apresentação de José Fernandes, no seu disco (LP) editado em Janeiro de 1984

"Muita gente não esquecida das velhas emissões de J,O.Cosme, irá relembrar, com saudade, este jovem simpático e modesto de voz límpida e bem timbrada. Nascido há 63  anos, de Pais campesinos numa aldeia, ao tempo essencialmente agrícola, José Fernandes deixa-se de tal modo seduzir pelo campo que nem a ARTE, com todo o fascínio, consegue arrancá-lo do seu MUCIFAL. Dá-se, integralmente, ao campo e à sua magia. Nos seus poemas e na melodia que os abriga e os embala como mãe presente sempre a vida mais simples, pura e honrada do CAVADOR, o seu primeiro POEMA de sempre, a sua Bandeira, o seu Hino, o seu Sol até ao último dia."

Vive no campo, vive do campo, nos seus versos, na sua música, tudo é campo:

"PORQUE GOSTO DESTA LIDA NUNCA A PODEREI DEIXAR"


Lembrar algumas das belas canções do Poeta Cavador com o Grupo Coral da Associação de idosos e reformados do Mucifal, dirigido pelo Maestro Paulo Taful, foi o que aconteceu hoje no Mucifal, testemunhado por bastante público. Apresentado pelo amigo Fernando Louro e Jorge Sequeira

"Muitos dos teus amigos ainda te recordam num constante "Elogio ao Campo", A muitos  de nós ajudaste a descobrir através da "Bela Vista" que Sintra era uma "Terra de Encantos", A muitos ensinaste cantando que o "Ramisquinho" era um vinho divinal com tanta pureza que não havia outro igual. Ainda hoje quando andamos pelas ruas do Mucifal sabemos que não encontraremos "A Pastorinha" mas podemos estar junto á casa onde a "Maria Bela" se punha á janela ou onde morou "A santa velhinha" que tantas vezes junto à "Capelinha" contou "A lenda cantarinha". Isto tudo e muito mais cantaste "Neste palco pequenino" chamado Mucifal.

(...)

Haverá para ti sempre um aplauso comovido para os muitos versos singelos feitos à tua terra natal, um dos cantinhos mais belos de Portugal"

Obrigado José Fernandes"

*De um texto de homenagem ao Poeta Cavador, de Fernando Louro.

Ovação final aos músicos e ao coro da AIPR, neste final de tarde no Mucifal.



quinta-feira, agosto 13, 2020

A importância dos Plátanos de Colares terem sido classificados Árvores de interesse Público

"Ao tempo da construção da Adega já existiam os plátanos frondosos que hoje podemos admirar desde a ponte da Várzea até ao Banzão no caminho da "Praia". São exemplares centenários nos quais os automobilistas apressados nem reparam. A sombra destas árvores protegeu a fermentação de muitos "caldos" de boas colheitas que estagiaram dentro da Adega. Merecem pois que brindemos à sua saúde esperando no futuro sejam devidamente apreciados. Para isso no local deveria colocar-se um painel informativo, chamando à atenção para estas imponentes árvores. Os plátanos da Adega Regional de Colares são um dos "monumentos vivos" que povoam o Município Sintrense. Um verdadeiro ex-líbris da antiga e nobre Vila de Colares..
.* Cortez Fernandes -Blogue "Tudo de Novo a Ocidente"


O  1ºprocesso de classificação do conjunto dos plátanos  que  existem em frente da Adega Regional de Colares, foi inicialmente pedido  às "Estradas de Portugal",em 2010, tendo sido aceite  o pedido de classificação -  após um tumultuoso processo. O processo do pedido, foi arquivado surpreendentemente,  pela "Estradas de Portugal",antes do abate de dois Plátanos exactamente em frente à Adega.


Com a alteração da legislação  de classificação de árvores de interesse público, em 2018, iniciou  de novo o amigo João Faria da Associação Alagamares, com o nosso acompanhamento, as  diligências junto do ICNF, para a classificação  de 30 àrvores da espécie Platanus hybrida, existentes, na Avenida Alameda Coronel Linhares de Lima (junto à Adega Regional de Colares), e três exemplares isolados da mesma espécie existentes no Largo Infante D.Henrique (junto ao Restaurante D'a Várzea ).

Foto em  4 Dezembro de 2019

Em 4 de Abril de 2019 consegue-se obter o despacho  do ICNF, que confirma a sua classificação, aguardando-se a todo o momento a sua publicação em Diário da Républica.

Assim desde  esta altura estão proibidas as seguintes intervenções:
a) O corte do tronco, ramos ou raízes dos referido plátanos;
b) A remoção de terras ou outro tipo de escavações, na zona geral de protecção (20metros);
c) depósito de materiais, seja qual for a sua natureza e a queima de detritos ou outros produtos combustíveis, bem como a utilização de produtos fitotóxicos na zona geral de pretecção de cada exemplar;
d)Qualquer operação que possa causar dano, mutile, deteriore ou prejudique o estado vegetativo dos plátanos.
Ainda nos termos do nº1 do Artigo 4º, da lei nº53/2012 de 5 de Setembro, deverão ser submetidas a autorização prévia do ICNF qualquer intervenção a efectuar nos referido plátanos ou, nas zonas gerais de protecção.

  Em, 28 de Janeiro de 2020,  foi publicado no Diário da República nº 19, II Série, o despacho do Instituto de Conservação da Natureza que classificou os plátanos de Colares como arvoredo de interesse público.


terça-feira, agosto 11, 2020

Reaberto o acesso ao perímetro da Serra de Sintra

" O acesso ao perímetro da Serra de Sintra, que se encontrava condicionado, foi reaberto esta terça-feira (11 de Agosto) devido à redução de risco de incêndio.

A decisão de reabertura, esta terça-feira, surge na sequência de:

  • Redução, para o Concelho de Sintra, do Risco de Incêndio Rural de ELEVADO para MODERADO.

A Serra de Sintra integra uma região de protecção classificada sensível ao risco de incêndio florestal, caracterizada por um elevado número de visitantes. Torna-se assim fundamental acautelar a sua protecção, manutenção e conservação considerados objectivos do interesse público, de âmbito mundial, nacional e municipal"

Inf.CMS

segunda-feira, agosto 10, 2020

Toponímica de Paiões (reedição)

Utilizando o conhecimento  sobre Paiões, pequena localidade vizinha do Cacém de Cortez Fernandes, autor do blog "Tudo de novo a Ocidente",  e tendo oportunidade de uma pequena visita a Paiões, olhando para as suas placas toponímicas, permitiram  num relance olhar para história de Sintra.

 Num largo encontramos a casa onde viveu o Arquitecto Adães Bermudes, que fez o projecto do edificio da Câmara Municipal de Sintra, da antiga Prisão, junto à estação da CP,  e da antiga Escola Primária de Colares, por exemplo. Um pouco à frente encontrámos a rua Escultor Francisco Santos, no local da placa , outra referência -  a casa de Ezequiel Alves o "Alves da Saibreira"...



"O ilustre arquitecto Arnaldo Redondo Adães Bermudes, nasceu na cidade do Porto em 1 de Outubro de 1864 e faleceu em Sintra na aldeia de Paiões em 18 de Fevereiro de 1947, os seus restos mortais repousam no cemitério de Rio de Mouro.
Decorrendo nesta data, o dia dedicado aos sítios  a arte e memória que eles encerram, pareceu-nos adequado recordar este nosso conterrâneo e um dos seu projectos, junto ao mesmo passam diariamente centenas de pessoas e no qual nem reparam. Apesar de ter sido o primeiro prédio construído para rendimento que mereceu ser galardoado com o PRÉMIO VALMOR de arquitectura, no já longínquo ano de 1909.
O prédio situa-se na Avenida Almirante Reis, esquina para o Largo do Intendente, na cidade de Lisboa.
Ainda hoje apresenta um aspecto de modernidade e beleza, características do talento de Bermudes. Merece pois ser referido e admirado, como exemplo de algo que  sendo singular é intemporal.  

Transcrito do blog "Tudo de Novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/46346.html

Casa onde viveu Adães Bermudes em Paiões
 Rua Escultor Francisco Santos e a casa onde viveu "Alves Saibreira".

Transcrito do blog "Tudo de novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/13631.html

 

"Escultor Francisco dos Santos

No pretérito dia 22  de  Outubro passaram 130 anos do nascimento do escultor, natural da Aldeia de Paiões Freguesia de Rio de Mouro. Propositadamente deixamos para hoje a recordação da efeméride. Ninguém se lembrou: Autarquias, Entidades Públicas...nada...
Quando da sua morte em 1930 a Câmara Municipal de Sintra, deliberou atribuir o seu nome a uma rua da Vila, mas essa artéria  não tem viva alma, parece mentira mas é assim. A casa humilde onde nasceu, ameaça ruir. As obras do Mestre, porque são belas, resistirão!"
Transcrito do blog "Tudo de novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/13631.html


Alves da Saibreira



Sobre Adães Bermudes: 

Adães Bermudes, o arquitecto que projectou em Sintra o edifício da Câmara Municipal de Sintra, e a antiga Cadeia junto à estação da CP, e também como lembrou António Lourenço do “Beijo da Terra” - o antigo Matadouro da Ribeira (1905), demolido nos fins da década de sessenta para alargamento da estrada, e da antiga Colónia Penal Agrícola António Macieira (1910), hoje Estabelecimento Prisional de Sintra.

Entre 1902 e 1912 ganhou os concursos públicos para o projecto das Escolas de Instrução Primária, originando a construção de 184 escolas, sendo a Escola Primária de Colares, uma delas.


quinta-feira, agosto 06, 2020

Ermida de Santa Eufémia (reedição)




"A capela de Santa Eufémia a sua casa de banhos, cuja fama de milagrosos ainda hoje corre.
Não conserva já o pittoresco aspecto d’outros tempos, a fonte de Santa Eufémia e a sua minuscula casa de banhos.
Construcções modernas ali feitas ultimamente, para installação das cavallariças reaes e aposentaria da respectiva creadagem, destruiram os enormes alcantilados penedos que na encosta sobranceira á fonte se amontoavam, dando-lhe aquelle encantador aspecto que para as almas simples que na milagrosa agua procuravam alivio, como que as alheava do mundo aproximando-as do céo."
Fonte- "Cintra Pinturesca ou Memoria Descriptiva das Villas de Cintra e Collares" de António A.R.Cunha, edição de 1905.

domingo, agosto 02, 2020

Serra de Sintra encerrada nas próximas 48 horas


Informação CML:
⚠️ SERRA DE SINTRA ENCERRADA DURANTE 48H⚠️

❗️Actualização | Serra de Sintra

Na sequência do despacho conjunto dos ministros da Defesa Nacional, Administração Interna, Ambiente e Ação Climática e Agricultura que declaram a situação de alerta entre as 20h00 de 2 de agosto de 2020 e as 23h59 de 4 de agosto de 2020, para os todos os distritos de Portugal, o presidente da Câmara Municipal de Sintra determinou o encerramento do perímetro florestal da Serra de Sintra durante o mesmo período.

No perímetro florestal da Serra de Sintra passa a vigorar: proibição de circulação, estacionamento e permanência de viaturas no interior do perímetro florestal.  Excepto para veículos de moradores e de empresas aí sediadas, veículos de socorro, de emergência e das entidades integrantes do Sistema Municipal de Proteção Civil.

A Serra de Sintra integra uma região de protecção classificada sensível ao risco de incêndio florestal, caracterizada por um elevado número de visitantes. Torna-se assim fundamental acautelar a sua protecção, manutenção e conservação considerados objectivos do interesse público, de âmbito mundial, nacional e municipal.

A situação de interdição do trânsito nas vias municipais do Perímetro da Serra de Sintra, será avaliada, de 12 em 12 horas, podendo a interdição ser agravada ou desagravada, tendo em conta as condições que se possam vir a registar.

Durante o dia 5 de agosto (quarta-feira) permanece o condicionamento do trânsito nas vias municipais que integram o perímetro da Serra de Sintra e podem circular: veículos de moradores e de empresas aí sediadas, transportes públicos de passageiros (com alvará emitido pela entidade competente], veículos de socorro, de emergência e das entidades integrantes do Sistema Municipal de Protecção Civil.(...)

sábado, agosto 01, 2020

Porque hoje é Sábado...


... Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
-Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E quando haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
Fernando Pessoa