sexta-feira, maio 31, 2019

Novo horário do Eléctrico da Praia das Maçãs


O novo horário do Eléctrico de Sintra entrou em vigor a 25 de Maio.
No sentido Sintra-Praia das Maçãs: 10h20, 14h00 e 16h00 .
No sentido Praia das Maçãs-Sintra: 11h10, 15h00 e 17h00



quarta-feira, maio 29, 2019

Cinco artistas em Sintra , 1855

Foto  PM, em 18/05/2019, no Museu  Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
João Cristino da Silva
Este é o primeiro retrato colectivo de artistas na pintura portuguesa, na romântica Sintra. Cristino, auto-representado, revela as linhas principais exploradas pelo grupo dos cinco artistas (Tomás da Anunciação, Francisco Metrass, Vítor Bastos e José Rodrigues) que desenvolvem o retrato, a pintura de paisagem e o natural e a pintura de costumes. Os cinco artistas, à excepção do escultor Vítor Bastos, observam e registam “o natural” em pequenos apontamentos, manifestando a sua atitude artística de captação da natureza e divulgação das tradições locais, embora posteriormente retocada em atelier. Cria-se um envolvente diálogo entre a arte, onde se destaca Anunciação ao centro, em jeito de homenagem, e os usos e hábitos populares, na descrição pormenorizada dos seus trajes, mas também se avista, num horizonte longínquo, uma paisagem, através de um “óculo” criado pela junção dos dois rochedos, muito ao gosto romântico. Exibido na Exposição Universal de Paris, em 1855, Cristino obteve grande sucesso com este quadro, no início da sua carreira, facto que desempenhou um importante papel na sua afirmação social e artística, projectando-o como herói romântico nacional. Ao fundo, e entre brumas, o Palácio da Pena, edificado por D. Fernando, também ele um espírito romântico, surge como pontuação desta pintura, cenograficamente tratada e símbolo de uma natureza artisticamente apropriada.
 Maria Aires Silveira
*Fonte MNAC

Óleo sobre tela. 86,3 × 128,8 cm assinado e datado Inv. 23 Historial Pertenceu às colecções do rei D. Fernando II (1816 – 1885). Adquirido pelo Estado, através do Legado Valmor, a Madalena Adelaide Namura para a Academia Real de Belas-Artes em 1908 – 1909. Integrado no MNAC em 1911.

 Exposições Paris, 1855, 1676; Lisboa, 1856; Lisboa, 1913, 23; Lisboa, 1947; Lisboa, 1950; Lisboa 1950, 2, p.b.; Lisboa, 1979, 21, p.b.; Lisboa, 1981; Lisboa, 1986; Paris, 1987, 94, cor e p.b.; Lisboa, 1988, 94, cor e p.b.; Queluz, 1989, 2; Porto, 1999, 61, cor; Lisboa, 2000, 22, cor; Almada, 2001, 7, cor; Lisboa, 2002; Lisboa, 2005; Lisboa, 2008; Lisboa, 2010.

terça-feira, maio 28, 2019

Eleições Europeias no Concelho de Sintra


A abstenção desceu nas eleições Europeias deste domingo no concelho de Sintra, relativamente à última eleição para o parlamento europeu em 2014.

 Em 2014 a abstenção foi de 67,03%, mas este domingo esse número desceu para os 65,41%. Estes dados, que contrariam a tendência nacional, ganham maior importância porque este ano estão mais 13 mil eleitorais inscritos nos cadernos eleitorais do concelho de Sintra.

 Este domingo votaram 109 mil e 964 mil eleitores, 34,59% (317 mil e 863 inscritos), enquanto em 2014 votaram 32,97% dos eleitores, 100 mil e 332 votantes com 304 mil e 329 inscritos.

Fonte:Sintra Notícias

sábado, maio 25, 2019

Porque hoje é Sábado...


 Dunas 
 Areia velha, cansada
De movimento.
Sempre jovem, o vento
Passa num desafio.
Mas só deixa, adivinhada,
 A sombra dum arrepio
 Na sonolência ondulada… .

In Diário XI
Miguel Torga

*Foto de  Duna na Lagoa de Óbidos

sexta-feira, maio 24, 2019

Maçarico-Galego (Numenius phaepous)

O Maçarico-Galego, é uma das maiores limícolas da nossa avifauna - caracteriza-se por estar constantemente em busca de alimento entre os lodos ou nos rochedos.

O Maçarico-Galego é principalmente um migrador de passagem, que pode ser visto ao longo de todo litoral durante os meses de Abril e Maio e novamente em Setembro e Outubro.

Esta ave frequenta as zonas de costa rochosa, e por cá pode ser observado junto ao cabo Raso, na Costa do Estoril e Ericeira.

Fotos em 23/05/2019 Lagoa de Óbidos.

Fonte:
http://www.avesdeportugal.info/numpha.html

quarta-feira, maio 22, 2019

Dia Mundial da Biodiversidade





 "O dia 22 de Maio assinala o Dia Mundial da Biodiversidade, que surgiu na sequência da 1ª Convenção sobre a Diversidade Biológica. A biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade de organismos no Mundo e às relações complexas entre os seres vivos e entre eles e o ambiente. A rápida destruição dos habitats e a ameaça ou o efetivo desaparecimento de algumas espécies criaram a necessidade urgente de se proteger o meio natural."


 "A biodiversidade é a base da vida no planeta Terra e um dos pilares do desenvolvimento sustentável. A riqueza e variedade de vida tornam possível o “fornecimento de serviços” dos quais dependemos, como por exemplo a água potável que bebemos, o ar que respiramos, e o alimento, entre muitos outros."
De um texto da Quercus

*Foto 1, Garça da Várzea de Colares
Foto 2, Abelha no Magoito

segunda-feira, maio 20, 2019

Porque hoje é Dia Mundial das Abelhas


"Alaranjadas, acastanhadas, peludas ou com diferentes tamanhos: há abelhas para todos gostos. Só em Portugal continental existem cerca de 680 espécies. Sabe-se que já passaram por dias melhores e que estão em declínio global, mas - até agora - não há provas científicas de que tenham diminuído em Portugal. Afinal, só há poucos anos se tem vindo a estudar e a registar a presença de abelhas, no país. Hoje comemora-se o seu dia."

Teresa Sofia Serafim/Público de 20 de Maio de 2019

*foto em 19/05/2019 no Magoito

sexta-feira, maio 17, 2019

17º Festival de Teatro Clásssico no M.A.S.M.O de Odrinhas

  17º Festival de Teatro Clássico “Em Tempos de Zeus” 


 «Em Tempos de Zeus» é um espetáculo de Dança Grega Antiga com canto e música ao vivo que relata o mito do nascimento de Zeus, um magnífico episódio da mitologia helénica sobre a concepção do tempo, a ordem cósmica e a origem divina da dança.
 Cronos é o deus supremo do tempo que engole os seus filhos para que nenhum deles ouse destroná-lo. Quando Zeus nasce, a sua mãe Rea esconde-o em Creta, sob a protecção dos Curetes, um povo bélico que dança com as armas na mão em redor do bebé Zeus impedindo que Cronos oiça o choro do filho, ocultando assim a sua existência. Desta forma, Zeus cresce em segurança e, em adulto, destrona o pai Cronos - símbolo do tempo que tudo devora - tornando-se o deus soberano do panteão grego.

 Baseando-se nas danças da antiguidade helénica, «Em Tempos de Zeus» faz uso de elementos de dança grega antiga tais como as schemata (padrões de movimento), a deixis (representação) ou o pirro (dança de luta) e aborda duas concepções distintas de tempo: o tempo natural e eterno, e o tempo humano e finito.
 O espetáculo é da autoria do grupo Terpsichore, sob a direção de Sara Toscano, bailarina e investigadora de dança grega antiga no teatro grego de danças tradicionais Dora Stratou, em Atenas.

17 de maio, 21h30
 Duração: 50 minutos, sem intervalo. Público-alvo: Jovens (a partir dos 12 anos) e adultos. Acesso: 7,50€; mediante marcação; Gratuito para grupos em visita de estudo. Informações e reservas: +351 21 960 95 20 | dbmu.masmo.divulgacao@cm-sintra.pt

*Texto e foto M.A.S.M.O

terça-feira, maio 14, 2019

Incêndio na Serra de Sintra na tarde de segunda-feira


Via, Sintra Notícias

https://sintranoticias.pt/

Bombeiros “travam” incêndio em Miradouro da Urca, na Serra de Sintra

INCÊNDIO DOMINADO | O combate pronto e musculado dos operacionais no acesso ao local, permitiu dominar o incêndio em pouco mais de meia hora

Um incêndio já controlado, deflagrou esta tarde de segunda-feira, no Miradouro da Urca, na freguesia de Colares, no concelho de Sintra, obrigando ao encerramento, preventivo, dos acessos à Serra de Sintra.
Valeu a pronta e musculada intervenção dos Bombeiros de várias corporações do concelho, que controlaram as chamas, em zona de mato, em pouco mais de 30 minutos.
O alerta para o incêndio foi dado pelas 15h47.
Segundo o site da Proteção Civil de Sintra, às 16h43, estavam na operação de combate às chamas, 116 bombeiros no local, apoiados por 32 meios terrestres.

sexta-feira, maio 10, 2019

Sobre a Igreja da Misericórdia de Colares (reedição)

A possibilidade de uma visita a um local de Colares que poucos conhecem, por não estar aberta ao público - permite apresentar hoje um post, sobre a Igreja da Misericórdia de Colares, classificada Imóvel de Interesse Público (Decreto-Lei n.º 2/96, 6 de Março), construída em 1623, e actualmente em obras de recuperação.Também o valioso retábulo maneirista de talha, datado de 1581, está a sofrer um restauro.
ESTA CAZA HE DA MIA PRINCIPIVSE
A DOVS D NOVEMBRO D 1 6 2 3


A Misericórdia de Colares foi fundada em 1623 por D.Dinis de Melo e Castro, bispo e Leiria, de Viseu e da Guarda, na época em que o eclesiástico estabeleceu a sua residência na Vila. A igreja da irmandade ficaria sediada numa capela pertencente à familia Melo e Castro, possivelmente edificada nos últimos anos do século XVI.
A fachada da capela apresenta uma estrutura marcada pela sobriedade, não se filiando no modelo das igrejas da misericórdia edificadas a partir da segunda metade do séc.XV.
É um pequeno templo familiar, de planta longitudinal de nave única que integra a capela-mor.Na cornija do portal da capela foi incrita a data de 1623, numa alusão à fundação da irmandade.


O interior do templo possui coro-alto de madeira e púlpito quadrado do lado do Evangelho, fronteiro ao cadeiral dos irmãos da Misericórdia. O espaço é coberto por uma abóboda de berço.

Na capela-mor, mais elevada e com tribuna, destaca-se o retábulo de talha maneirista, que se desenvolve em dois registos, de colunas dóricas estriadas o primeiro, de colunas corintias o superior,que apesar da linguagem erudita do programa decorativo,” é mais tradicionalista no seu grafismo de superficies planas e jogo de contrastes pouco acentuado”, que os outros retábulos da mesma época (Serrão,Vitor 1979,p24); a linguagem de contrastes tipicamente maneirista é sobretudo transmitida pelas pinturas.
Executadas pelo pintor Cristóvão Vaz, para a familia Melo e Castro quando seriam os proprietários da igreja na década de 90 do século XVI.(...)
Em meados do século XX a capela da Misericórdia encontrava-se votada ao abandono, em estado ruinoso.

No entanto em 1959 o retábulo foi restaurado, sendo a igreja aberta ao culto.



Fonte:Texto do IPPAR  Concluímos assim a a visita que fizemos à Igreja da Misericórdia de Colares. Socorremo-nos de um texto de Maria Teresa Caetano em "Colares" sobre este templo construído no ano de 1623.

"A carência de recursos da Misericórdia colareja deverá ter imposto um simples mestre-pedreiro na condução da obra. Fabricou-se, então, modesto templo de prospecto simples e desprovido de ornamentação, revelando um certo “espírito chão” de cariz vernacular, cujo maior aleijão se encontra no ulterior aproveitamento de uma empena única da frontaria da igreja e da Santa Casa."


A Misericórdia de Colares foi instituida em 1623 por iniciativa de alguns colarenses. No entanto e ao contrário de vários autores, D.Dinis de Melo e Castro não terá tido um papel fundamental na sua organização, mas actuou decisivamente na resolução da contenda que opunha a igreja de S.Martinho de Sintra e a Santa Casa” (...) “refira-se, por outro lado que o irmão do bispo, D.Francisco, teve, de facto, uma actividade relevante em todo o processo, quer como mecenas, quer como dinamizador e, inclusive, desempenhou funções de provedor.”
Segundo a autora, esta contenda, é a razão do memorial inscrito numa placa em mármore escuro emoldurado por placas rosadas, dedicado a D.Francisco de Melo e Castro e a outros familiares, não se mencionar sequer o nome do bispo.

(clicar na foto para ampliar)

A construção do templo iniciou-se em 1623, recorrendo de novo a Maria Teresa Caetano “Os trabalhos de construção foram morosos devido às dificuldades económicas da irmandade. Neste mesmo ano solicitou-se ao rei espanhol licença para pedir esmolas(...)”
“A igreja foi visitada pelo vigário de São Pedro, em 9 de Junho de 1631, que a achou decente para nela se celebrar missa e demais ofícios divinos. E, a 11 de Outubro , o pároco de Colares obteve licença para benzer a igreja e respectivo adro.”
"No pequeno adro fronteiro, limitado por um murete de sustentação de terras, destaca-se o cruzeiro cujo fuste circular sustém um crucifixo rudimentar."

Post relacionado:
Igreja da Misericórdia de Colares I-aqui

quarta-feira, maio 08, 2019

Lenda do Cabo da Roca (reedição)

Conta a lenda, que perto do Cabo da Roca, desapareceu de casa de sua mãe, um menino, cuja idade rondava os cinco anos, sem que sua triste mãe pudesse saber onde ele estava. Já o presumia caído de alto penhasco abaixo no mar, e afogado. Já o deplorava morto. Mas a verdade era outra. Umas bruxas o tinham tirado de sua casa e lançaram-no num despenhadeiro num monte sobre o mar.

Aos choros que o menino dava, acudiram uns pastores de gado que rapidamente deram a noticia à vila. De lá saíram muitos aldeões com a desconsolada mãe para socorrerem o pobre menino.

Para o tirarem do buraco que parecia de fundo inacessível foi uma tarefa complicada, mas rapidamente o conseguiram. Todos alegres por o verem são e salvo logo a mãe lhe perguntou quem o tinha posto ali; e quem lhe dera de comer durante tanto tempo. O menino explicou que tinham sido umas mulheres que o tinham trazido pelo ar e o tinham atirado para a tal cova, porém, disse que uma senhora, muito formosa, todos os dias lhe levava umas sopinhas de cravos para ele comer.

Depois da história explicada e tudo estar resolvido, toda a aldeia mais a mãe e o menino dirigiram-se à igreja para agradecer a Nossa Senhora tudo ter acabado em bem. Ao entrar na igreja e vendo a Senhora no altar o menino disse com estas formais palavras: "Ó mãe, eis ali a senhora que todos os dias me dava as sopinhas de cravo para eu comer". Este menino chamava-se José Gomes, mas foi sua alcunha que ficou conhecida na praça de Cascais, Chapinheiro.

Num retábulo pintado no interior da Igreja, que está ao pé do farol da Guia (Cascais), datado de 1858, encontra-se inscrito este milagre.
Lenda do Cabo da Roca, encontrada-aqui

segunda-feira, maio 06, 2019

Postal da Ribeira de Sintra (reedição)

Ribeira de Sintra
Freguesia de S.Martinho
“Tem regatos de agoa , e muitas hervas medicinaes./ cuja virtude sô hê conhecida de quem o professa./
(...)
Hâ porem huma fonte a fonte da Sardinha./ aonde, junto de huma grande pedra, sahe hum grande / olho de agoa, de que se servem os moleiros desta terra para moerem os trigos ao povo: naó hâ memoria. / de que jâ mais se secasse esta fonte , e de verem he esta / agoa repartida, para benefeciar as fazendas, ou pumares de Caroço, e espinho que estam junto de sua Correntte, pella Rybeira de Cintra, e pello uzo desta agoa pagaó / os moleiros quarto a Fedelissima Raynha Nossa Senhora.”
Cintra 18 de Abril de 1758
O Prior Franciscano Antunes Monteiro

Memórias Paroquiais T. XI.



Fonte da Ribeira de Sintra construída em 1780
O Oficina da Ciência de Sintra, é um espaço de divulgação da ciência e da tecnologia, instalado no antigo edifício da Garagem dos Eléctricos.

Foi a 10 de Julho de 1904 que os eléctricos ligaram a Vila de Sintra à Praia das Maçãs. Cerca de 18 anos depois de ter sido lançada a ideia.

"Na Ribeira, foram construidas as principais instalações de apoio aos eléctricos (central eléctrica, edifício de recolha e edifício de apoio).
(...)
O abastecimento da água [necessária ao funcionamento da central] faz-se nas melhores condições possiveis, pois que a fábrica está situada perto do rio de Collares. Um tanque de 750 metros cúbicos de capacidade, situado ao lado da fábrica serve de reservatório para a água, que d´ali alimenta d´uma parte do condensador e de outra as caldeiras por meio de duas bombas a vapor Worthington.
(...)
O edifício destinado à recolha do material circulante, foi construido ao lado da central eléctrica, ocupando uma área de 480m2 , com capacidade de recolher 20 carros, nas suas 5 linhas."

Em "Eléctricos de Sintra um percurso centenário" de Júlio Cardoso e Valdemar Alves



sexta-feira, maio 03, 2019

quarta-feira, maio 01, 2019

Porque hoje é o 1º de Maio

Fotos do primeiro 1º de  Maio em Lisboa em 1974

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul


Zeca Afonso em Maio maduro Maio