sábado, junho 24, 2017

Marcha dos Santos Populares no Mucifal

Há mais brilho nas estrelas/Mais alegria nos lares/Quando vem as noites belas/Dos três Santos populares
Nas noites de Santo António/De S.João e S.Pedro/Com ferrinhos e harmónio/Abrilhantava-se o folguedo
Refrão
E no arraial/À luz das fogueiras/Baila cada qual/Sem sentir  canseiras/Gentis raparigas/Cantam com fervor/Singelas cantigas/Em quadras de amor

 Pelas ruas enfeitadas/Há bandeiras e festões/Passam marchas engraçadas/Com arquinhos e balões 
E o povinho folgazão/Numa alegria sem par/Canta com animação/Uma canção popular.

(Legenda das fotos)
"Santos Populares" /Letra e Música de José Fernandes Badajoz

Ontem no Mucifal -Arraial de S.João e desfile da Marcha, organização da Associação de Idosos, Pensionistas e Reformados do Mucifal

sexta-feira, junho 23, 2017

Noite do Museu de Odrinhas

Ave Amici!

Estamos em plena época romana. O pater familias saúda os convidados e exorta-os a acompanhar as matronas da suadomus numa visita ritual aos túmulos dos antepassados e aos altares dos deuses. Nas sepulturas colocam-se grinaldas e sobre as aras ardem incensos e derramam-se libações. As trémulas luzes das candeias movem misteriosas sombras. Chamados pelos seus próprios nomes, os antigos romanos e suas divindades ganham uma nova vida e tornam-se presentes. As pedras falam!

Funcionamento: Sábado, dia 24 de Junho, três sessões nocturnas às 21.00 horas, às 22.00 horas e às 23.00 horas;

Ingresso: 3,00 Euros; mediante reserva. Isenção para crianças até aos 14 anos.


Inf e foto: 
MUSEU ARQUEOLÓGICO DE SÃO MIGUEL DE ODRINHAS, SINTRA

quinta-feira, junho 22, 2017

E como a vida continua...


O Azul da "Sintra Atlântico"

O Azul da "Sintra-Atlântico"  voltou a circular entre Sintra e a Praia das Maçãs
Fotos de ontem, na passagem por Colares do "novo"  Eléctrico Azul

A 5 de Março de 1903, foram encomendados J.G.Brill, Company 13 veículos, entre os quais o número 1 da foto. A encomenda  foi de 4 carros-motores abertos, 3 carros motores fechados, 4 atrelados abertos e 2 atrelados fechados.
Ano de fabrico -1903
Fabricante - J.G.Brill, Company, de Filadélfia
Carroçaria tipo- Aberta com laternim
Velocidade máxima - 30 Km/h
Capacidade - 44 lugares (32 sentados e 12 em pé)

Nota histórica
O eléctrico nº7, com as cores da "Sintra-Atlântico", perto do desvio para o depósito na Ribeira de Sintra em 1959-Foto da colecção Valdemar Alves


  Companhia Sintra-Atlântico (1914-1975)
"A 15 de Agosto de 1914, o novo dono dos eléctricos tomou posse de todos os bens e respectivas concessões da extinta Cintra ao Oceano."

Fonte: "Eléctrico de Sintra" de Júlio Cardoso e Valdemar Alves

quarta-feira, junho 21, 2017

Bombeiros Voluntários de Colares no incêndio de Pampilhosa da Serra

Foto de um directo da SIC, com a imagem da presença dos Bombeiros Voluntários de Colares

Seis corporações de bombeiros do concelho de Sintra estão,  envolvidas no combate ao incêndio de Pedrógão. Estiveram na frente de combate 11 viaturas e 37 homens das corporações de Almoçageme, Algueirão-Mem Martins, São Pedro de Sintra, Queluz, Sintra e Montelavar. Hoje na frente do incêndio em Pampilhosa da Serra, os Bombeiros Voluntários de Colares.

terça-feira, junho 20, 2017

Visita ao Dakota (DC3) no Museu do Ar - Reedição

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O Dakota DC3 , é a aeronave que fazia  ligação  Lisboa - Luanda - Lourenço Marques, a Linha Imperial, iniciada em 2 de Dezembro de 1946. Hoje, faz parte do espólio do Museu do Ar em Sintra e foi apresentado após restauro, no dia em que a TAP comemorava os 70º aniversário, em 14 de Março último.
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Linha Imperial, um voo de 24.540 Km era efectuado em 12 escalas.
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Escalas do voo da linha Imperial: Marrocos, Senegal, Gana, Gabão, Luanda, até Maputo (Lourenço Marques), no Congo ou Zimbabué.
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Interior do DC3 durante uma viagem.( Foto do Museu do Ar)

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 Casa de banho e cozinha do DC3. Preço total do voo entre Portugal e Moçambique 14.470 escudos.
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"O avião  de transporte Douglas D-47 Dakota (DC3) de origem americana, foi o cavalo de batalha da aviação de transporte táctico dos Aliados durante a II Guerra Mundial. Robusto e fiável. O primeiro avião deste tipo a ser utilizado por Portugal era da USAAf e aterrou por avaria em 1943, tendo sido apreendido e depois integrado na então Aeronáutica Militar, do Exército. Foram depois adquiridos a partir de 1953 mais 28 para a Força Aérea. Estavam dotados de dois motores radiais de 1200 hp, tinham uma velocidade máxima de 370 Km/h ou 290 em cruzeiro, um raio de acção de 3300 km e uma capacidade de carga de 3170 kg."
in "Os anos da Guerra Colonial" nº1
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Dakota e Fiat G-91 em Mueda/Moçambique ( Guerra Colonia/DN)
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Transporte de militares em avião «Dakota C-47», na zona de canbanga, no Leste de Angola(Guerra Colonial/DN)

Mais um pouco de história do DC3 do Museu do Ar, retirado do no site do Projecto Vintage AeroClub:
O avião DC3 da TAP, exposto no museu do Ar, na base aérea de Sintra é na verdade uma aeronave ex-DGAC, de matrícula CS-DGA. O modelo completo é C47A-80-DL, o seu número de registo é o 43-15037 e foi construído em 1943, na fábrica de Long Beach. Enquanto ao serviço da USAAF, participou nas operações militares da 2ª Guerra Mundial entre 1944 e 1945, foi vendido como surplus de guerra em 1946, primeiro para a Irlanda e finalmente para Israel, onde foi adquirido para voar para a DGAC, em 1963. A sua vida operacional terminou 29 Junho de 1979 e em 1987 foi oficialmente oferecido à TAP. Este avião nunca voou nas linhas da TAP. Enquanto espólio da TAP, foram-lhes aplicados vários tratamentos estéticos, principalmente ao nível do exterior, tendo o seu interior degradado significativamente ao longo dos anos. A pintura aplicada representa o CS-TDA, primeiro DC3 matriculado nos TAP. Um conjunto de pessoas interessadas e voluntárias, dentro e fora da TAP, propôs o restauro estético deste avião, para que volte a apresentar a excelência que a companhia representava, aquando da inauguração das suas operações, em 1946.
Projecto Vintage AeroClub
https://grupodakotatap.wordpress.com/projecto-a/



*Fotos do DC3 no Museu do Ar/Granja do Marquês em 16/04/2015

segunda-feira, junho 19, 2017

Bombeiros do Concelho de Sintra no incêndio de Pedrógão Grande


 Ponto da situação às 15h35m
-62 mortos e 135 feridos
-121 dos 135 feridos são civis
- O incêndio atinge neste momento 4 distritos
-13 bombeiros e 1 militar da GNR entre os feridos

Corporações do Concelho de Sintra presentes em Pedrógão Grande
Via "Notícias de Sintra"
"Os 37 bombeiros do concelho de Sintra que se encontram a combater o incêndio de Pedrógão, no distrito de Leiria, vão ser rendidos hoje ao final do dia.
Seis corporações de bombeiros do concelho de Sintra estão, desde esta madrugada, envolvidas no combate ao incêndio de Pedrógão. São 11 viaturas e 37 homens das corporações de Almoçageme, Algueirão-Mem Martins, São Pedro de Sintra, Queluz, Sintra e Montelavar.
O SINTRA NOTÍCIAS apurou que com a rendição destes bombeiros, ficam no combate ao fogo 39 homens das seis corporações que já estão no local, a que se junta também Colares. Passam também a ser 12 os veículos do concelho de Sintra no terreno."
Fonte:

domingo, junho 18, 2017

Tragédia em Pedrógão Grande

Foto do incêndio de Janas em 2007

Os Bombeiros de Almoçageme fazem parte da coluna de 10 veículos de combate a fogo florestal e de 35 Bombeiros Voluntários das seis Corporações de Bombeiros do concelho de Sintra que se deslocaram para o terrível incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, que já fez 61 vítimas mortais e mais de 57 feridos, dos quais 5 graves, quatro bombeiros e uma criança. Integram no teatro de operações um dispositivo de 593 efectivos que estão a combater as chamas, apoiados por 191 viaturas e oito meios aéreos.

Nota:
Mantém-se o Aviso Vermelho de Risco de Incêndio até às 21:00 de dia 18 de Junho, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima e baixo nível de humidade para os Distritos de Lisboa, Bragança, Setúbal e Santarém.

Horário de Verão do Eléctrico da Praia das Maçãs


Na passagem por Colares


sábado, junho 17, 2017

Porque hoje é Sábado...

Casa na Árvore em Colares

Casa na Árvore
"Gostavas de viver numa casa feita numa árvore, com uma janela no tronco, uma cama de folhas e mantas, e uma corda para poderes entrar e sair? O Pedro e a Susana fogem da tia e vão viver para uma enorme árvore oca que encontram no coração da floresta. Vem descobrir como o Pedro e a Susana transformam a árvore numa casa e encontram um charco que serve de piscina! No final, espera-os uma grande surpresa!"
in "A Casa da Árvore"/Enid Blyton

Enid Blyton, de nacionalidade inglesa, é autora de muitos livros de aventuras para crianças e adolescentes. Escreveu histórias que ficaram para sempre no imaginário dos portugueses, como Os Cinco ou Os Sete, e criou personagens que ainda hoje fazem parte do nosso quotidiano, como o nosso amigo e tão conhecido Noddy. 
Os seus livros estão traduzidos em mais de 90 línguas. Ao longo da sua vida terá escrito mais de 800 obras. São famosas, entre outras, as coleções Mistério, Rapariga Rebelde e Gémeas 



Fonte do texto:
http://www.leyaonline.com/pt/livros/infantil-e-juvenil/10-anos/literatura-infantil/a-casa-na-arvore/




quinta-feira, junho 15, 2017

E porque hoje é feriado...

Azenhas do Mar ontem mesmo, com a piscina oceânica a ser utilizada como parte do areal
Caminhada no litoral Sintrense, neste caso na Praia Grande

quarta-feira, junho 14, 2017

Praias de Sintra recebem classificação "Qualidade de Ouro 2017"

Praia Grande

As praias da Adraga, Grande, São Julião e Magoito, em Sintra, receberam a classificação de “Praia com Qualidade de Ouro 2017”, atribuída pela Quercus, dada a excelência de qualidade das suas águas.
Esta distinção da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza - baseia-se na qualidade da água das praias, sendo, portanto, muito exigente neste aspeto.
Para receber a classificação de Praia com Qualidade de Ouro, a água balnear tem de respeitar os seguintes critérios:
- qualidade da água excelente nas cinco últimas épocas balneares de 2012 a 2016;
- todas as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (de 2016) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares.
Praia do Magoito
Praia de São Julião
Praia da Adraga

terça-feira, junho 13, 2017

O tempo dos Santos Populares

Dia de Santo António

Manjerico, manjerico,
Manjerico que te dei,
A tristeza com que fico
Inda amanhã a terei.

Fernando Pessoa

Assinado protocolo para a Gestão da Quinta da Peninha

 Capela da Peninha

Informação PSML:
"A Parques de Sintra, o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) e a EMAC (Empresa Municipal de Ambiente e Cascais) assinaram, hoje,  um protocolo para gestão da Quinta da Peninha. A cerimónia decorrerá na Quinta de Peninha e contará com a presença da secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos

A Quinta da Peninha está situada num dos cumes mais elevados da Serra de Sintra, sobre o Cabo da Roca, na zona tampão da Paisagem Cultural de Sintra, e é composta por uma parte urbana – o Santuário da Peninha, classificado como imóvel de interesse público, que integra a ermida de São Saturnino, a Capela de Nossa Senhora da Penha e um palacete romântico - e uma parte rústica, que se estende para o concelho de Cascais.

No âmbito deste protocolo, a Parques de Sintra procederá à reabilitação e à gestão do conjunto edificado do Santuário da Peninha, a fim de assegurar boas condições para a fruição deste património pelo público. Já a EMAC ficará responsável pela gestão da parte rústica da Quinta da Peninha, para realização de atividades relacionadas com a natureza.

O protocolo prevê a elaboração de um Plano de Gestão, que estabelecerá objetivos em matéria de valorização do património, conservação da natureza, educação e sensibilização, animação ambiental e cultural, bem como nos domínios da segurança e manutenção do espaço e da ligação a outras áreas de interesse natural e cultural (por exemplo, o Convento dos Capuchos, o Cabo da Roca, os sítios arqueológicos do Monge e da Anta de Adrenunes e as rotas de caminhada do Parque Natural de Sintra-Cascais).

A execução do plano de gestão será acompanhada por uma Comissão designada por representantes da Parques de Sintra, da EMAC e do ICNF.(...)"

"Este conjunto histórico engloba a Ermida de São Saturnino e a Capela de Nossa Senhora da Penha. Foi fundado por Frei Pedro da Conceição, nos finais do sec XVI, e o seu interior barroco, inclui um conjunto de páineis de azulejos azuis e brancos do início do sec.XVIII, representando cenas da vida da Virgem. Junto à capela existe uma residência romântico-revivalista mandada construir em 1918 pelo mecenas António Carvalho Monteiro."
CMS

"(...)No tempo do Cardeal Rei, pelos annos de 1579, acudiram a venera-la (imagem da N.Senhora da Penha) muitos povos como Collares, Cintra, Cascaes, e de todos aquelles logares circumvizinhos até o Milharado(...) "

Visconde de Juromenha-Cintra Pinturesca, 1838



Ermida de São Saturnino


Uma vista da Peninha para o Cabo da Roca
Foto em 30/03/2017




domingo, junho 11, 2017

A Biodiversidade numa tarde de Domingo a partir da minha varanda

"Biodiversidade é a grande variedade de formas de vida (animais e vegetais) que são encontradas nos mais diferentes ambientes. A palavra biodiversidade é formada da união do radical grego “bio” (que significa vida) mais a palavra “diversidade” (que significa variedade)."


Um Domingo no Mucifal, com muito sol - de máquina fotográfica preparada, e durante meia hora a registar o que acontecia à minha volta.
Borboleta Mariposa Foto em 11/06/2017
Abelha Foto em 11/06/2017
Pássaro Foto em 11/06/2017

Gato- Foto em 11/06/2017

Flor de Sardinheira vermelha, no meio dos verdes
*Fotos em 11/06/2017 no Mucifal/Colares

sábado, junho 10, 2017

Sobre a Quinta do Relógio

"Conta-se que, um dia o rei D.PedroV passava diante desta casa na companhia do seu amigo o marquês de Sá da Bandeira, este último, ouvindo a doce melancolia de um repuxo, perguntou-lhe: «Senhor, o que é este barulho?». «-certamente a água»  -Não, senhor, é o sangue dos negros flagelados pelo chicote que este homem transformou em ouro». Se as origens deste palácio de estilo árabe edificado em meados do séc XIX por um traficante de escravos são bem conhecidas, em contrapartida sabem-se poucas coisas acerca da história desta propriedade."

In "Quintas e Palácio dos Arredores de Lisboa"de Anne de Stop (1986)

Quinta do Relógio


Foto cedida por Emilia Reis

"Localizada no largo com o mesmo nome, a propriedade foi adquirida durante o reinado de D.Pedro V (1835-1861) por Manuel Pinto da Fonseca, rico negociante e antigo traficante de escravos, que contratou António Manuel da Fonseca Júnior para elaborar o projecto da casa.
Esta foi edificada em meados de Oitocentos, fruto das influências românticas e de inspirações neo-árabes.
O palacete principal é ladeado por duas construções mais baixas, encontrando-se a fachada do edifício pintado por faixas transversais e ornamentada com motivo florais e geométricos de inspiração neo-árabe. 

Este edifício possui ainda sete janelas sobrepujadas por arcos em forma de ferradura, surgindo, ao centro, uma galeria também rodeada por três grandes arcos em ferradura, suportados por finas colunas com capitéis de motivos florais, destacando-se, na parede entre as portas,uma pintura com divisa dos reis mouros a branco sobre fundo azul: «Deus é o único vencedor».


*texto Quinta do Relógio transcrito do Sintra Guia ed.2008, da CMS
 foto de  "Quintas e Palácio dos Arredores de Lisboa"de Anne de Stop (1986)

A quinta possui, ainda um jardim, plantado pelos primeiros proprietários com plantas raras e exóticas, como as magnólias, camélias, araucárias,fetos, fúcsias e nenúfares de grande envergadura que cobrem os lagos.
Sendo propriedade privada, não é possivel visitar, podendo ser observada apena a partir do exterior.


Lago do jardim da quinta (foto cedida por Srª.D.Teresa Carvalho)


Em frente à entrada principal da 
quinta está plantado um sobreiro centenário  (Sobreira dos Afectos),que aí resiste, imponente, ao tempo

e aos homens."
(Foto cedida por Srº.D. Teresa de Carvalho)

Créditos
*Agradecemos a colaboração da Senhora D. Teresa de Carvalho, bisneta de Carlos de Oliveira de Carvalho, o "Carvalho da Pena" antigo regente do Parque da Pena e de Emilia Reis, que amávelmente nos cederam as fotos que ilustram o texto do "Sintra Guia", sobre a quinta que a CMS pretendeu  comprar em 2010.

*Nota:
*Monte Cristo

"Manuel Pinto da Fonseca antigo traficante de escravos, cognominado o Monte Cristo, cuja vida tumultuosa é aparentada com a de Edmond Dantés, o Conde Monte Cristo do apaixonante romance de Alexandre Dumas"

 In "Quintas e Palácio dos Arredores de Lisboa"de Anne de Stop (1986)

Porque hoje é Sábado...

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

In "Trova ao vento que Passa"/Praça da Canção


Manuel Alegre é o vencedor do prémio Camões 2017, foi anunciado na quinta-feira, na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.

Manuel Alegre, mais de 50 anos de literatura e intervenção politica.

"Como poeta começou a destacar-se nas colectâneas "Poemas Livres" (1963-1965), mas o grande reconhecimento nasce com os seus dois volumes de poemas, "Praça da Canção"(1965) e "O Canto e as Armas" (1967), apreendidos pelas autoridades antes dos 25 Abril, mas com grande circulação nos meios intelectuais".
Texto do comunicado do governo português

sexta-feira, junho 09, 2017

A partida da familia Real para o exílio em 1910

A saída do Rei

Na tarde de 4 de Outubro, logo que começou o bombardeamento do Paço das Necessidades, o Rei D. Manuel foi tomado de um profundo pavor, perdendo toda a coragem, e resolvendo logo fugir de Lisboa. Então um automóvel o conduziu ao palácio real de Mafra, acompanhando-o o Marquês do Faial e o Conde de Sabugosa. A Rainha D.Amélia, que estava em Sintra, para ali se dirigiu nessa mesma tarde. Na manhã seguinte chegou também áquela vila a Rainha D. Maria Pia.

Depois de uma noite angustiosa, como foi a de 4 para 5, as noticias recebidas de Lisboa e transmitidas ás pessoas reais lançaram-nas em um abatimento quasi inconsciente. Assim estiveram, tomadas de indecisão, até ás duas da tarde, hora em que o administrador do concelho de Mafra recebeu ordem telegráfica do novo governo para hastear a bandeira da República.




Folheando uma edição de 1911, de Joaquim Leitão:
Subsidios para a história da revolução de cinco de Outubro

Depois da revolução

Transcrições do "Diário dos vencidos"

"Ao cair da tarde de 3 de Outubro, El-Rei viera aos aposentos de D.Fernando, onde andava a coleccionar louças antigas, que mandara recolher de Mafra, de Sintra e Cascais para as juntar nas Necessidades."
(...)
"E assim se conservou em Mafra até à entrada para o automóvel que o levou à Ericeira."


*Ericeira,Praia dos Pescadores, 5 de Outubro de 1910, no momento do embarque no Iate  «Amélia», com   Gibraltar como destino.

Nota do blog:
Com a família real seguiu uma pequena corte  de exilados voluntários que a continuaram a servir. O Marquês de Soveral, os Condes de Figueiró, o Conde de Galveias, os Duques de Palmela, os Marqueses de Lavradio entre outros.



*A família real partiu para o exílio a bordo do iate  «Amélia». Ainda se pensou seguir para o Porto, mas a proclamação da República em Lisboa fez seguir a familia para Gibraltar(nota do blog).

El-Rei torna a ver o Palácio da Pena

Trancrições do "Diário dos Vencidos"
"A viagem foi uma viagem mais triste depois de se ter realizado o tal Conselho de Oficiais que decidiu dar ao iate o rumo do exílio."
(...)E andava já o coração afeito aos desgostos, quando o *Victória and Albert, passou com rumo a Inglaterra, à vista da costa portuguesa.
(...)
E, por entre lágrimas que lhe vidravam os olhos, o Senhor D.Manuel reconheceu o perfil do Paço da Pena, denteando a serra de Sintra. E foi uma visão, que por alguns instantes enganava a saudade do Português."
In" Diário dos Vencidos"
Pintura do Victoria and Albert

*A familia real partiu para o exílio, a bordo do iate «Amélia», seguiriam posteriormente para Inglaterra no iate real inglês «Victoria and Albert», enviado pelo Rei George V.