sábado, março 16, 2019

Suspensão de circulação do Eléctrico da Praia das Maçãs


A circulação do Eléctrico de Sintra vai estar suspensa nos dias 18 e 25 de Março e nos dias 1 e 8 de abril.
Esta situação deve-se a trabalhos de manutenção da linha que impossibilitam a circulação dos eléctricos.
Inf.CMS

quinta-feira, março 14, 2019

Adega Viúva Gomes em Almoçageme

O edifício da adega e escritório foi construído em 1808, pela família Gomes da Silva, oriunda da Região de Loures, que possuía grande extensão de vinha e mais tarde dedicaram-se também ao comércio de vinhos da Região de Colares. De salientar a importância que esta abastada família teve para Almoçageme com a construção a expensas suas em 1926 do edifício da sede da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme, actualmente- Cine –Teatro José Gomes da Silva, com 230 lugares sentados, que na altura seria uma das melhores no perímetro lisboeta.

José Gomes da Silva além de garantir trabalho e em alguns casos habitação aos que faziam parte do elenco da filarmónica, custeava as despesas de instrumentos, e mesmo os vencimentos do regente.
Inicialmente os vinhos eram produzidos em Almoçageme saindo de carroça para a Praia das Maçãs, onde existia um entreposto. Eram carregados em vagonetas que seguiam atreladas ao eléctrico até Sintra, prosseguindo depois para Lisboa de comboio. Nos inícios do século XX os principais viticultores da região eram Viúva Gomes & Filhos, tendo sido distinguidos com o Grande Prémio na Exposição Mundial do Panamá-Pacífico, em 1915. Durante a Guerra de 1914-1918, enviaram vinho de Colares para consumo dos soldados que combatiam na frente francesa .

Passando por vários proprietários desde a sua fundação, a Adega e toda a existência foi comprada em 1988 pela família Baeta, estabelecida em Sintra no negócio alimentar desde 1898, proprietária de uma Adega em Sintra, tendo a sociedade comercial Jacinto Lopes Baeta, Filhos Lda. ficado na posse de toda a existência, iniciando uma nova fase de comercialização dos vinhos, criando e engarrafando novas colheitas de vinhos de Colares, de modo a restabelecer o prestígio da marca Viúva Gomes. Iniciando a recuperação das instalações com novos tonéis de madeira ficando com uma capacidade de 105.000 litros.
Fontes :
-1892-1992 Cem anos de Vida e História da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme
-Colares de Maria Teresa Caetano
-Página da Internet da Adega Víuva Gomes da Silva
Post relacionado:
-Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme-pressionar



quarta-feira, março 13, 2019

Praia Grande - Memórias

Praia Grande, Sintra, Portugal Paisagem marítima. Fotografia da Praia Grande  (sem a Piscina e  Hotel) reproduzida na obra "Lisboa e seus arredores", por Frédéric Marjay, de 1956. Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.

 *Foto da colecção da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian

Foto  sem data, em que já existe o hotel mas ainda sem piscina
Ano de construção das piscinas  da  Praia Grande :  Maio de 1966; • Ano da última renovação: 1996.
3ª Foto retirada do FB de:
Maria Do Carmo Vicente Legenda da foto:" Inicio da construção da piscina. Apesar do mau estado desta foto quem conheceu consegue identificar Alfredo Coelho e muitos outros."
Créditos da 2ª foto:
https://www.facebook.com/Sintra-Património-MundialWorld-Heritage-474575925938311/?pnref=story


*1961-Em Junho,  abre o Hotel das Arribas na Praia Grande (ainda sem piscinas)

*1966 -Em Maio, Alfredo Coelho, inaugura as piscinas da Praia Grande.


**O Plano de pormenor para a Praia Grande 2016:
https://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-sintra-avanca-com-plano-de-pormenor-e-estacionamento-na-praia-grande-1721444

sábado, março 09, 2019

129º Aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares


*Sobre a foto do pronto-socorro dos Bombeiros Voluntários de Colares:
O pronto-socorro "Benz" dos Bombeiros de Colares(Foto,Arq.N.Torre do Tombo)

"Junho de 1935
- Realizou-se a 2ª Grande Parada dos Bombeiros Portugueses, com o desfile perante o Presidente da Républica e de membros do governo. Esta parada, em que os Bombeiros Voluntários de Colares se fizeram representar com o seu pronto-socorro e respectiva guarnição, reuniu 144 corporações de todo o País, 144 viaturas e perto de 2500 homens."

Em “Cem anos Fazendo o Bem” da autoria de António Caruna(pag.64)

quinta-feira, março 07, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares V - reedição

Legenda-"Um grupo de filarmónicos junto à quinta dos Freixos, em Colares "


A Banda  dos Bombeiros Voluntários de Colares,que em 1926, se tornou independente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, mantendo a designação original, seguindo cada uma das instituições o seu caminho, até aos dias de hoje.
Com o fim do pesadelo em que se tornou a construção da nova sede, a Banda dos Bombeiros de Colares regressou à sua velha sede. Só recentemente foi encontrada uma solução, um novo espaço para  sede..



A histórica sede da Banda

Datas históricas da vida da Banda:

-1 de Janeiro de 1890Constituição dos primeiros Corpos gerentes da Sociedade Phylarmónica e distribuição dos instrumentos aos 48 músicos fundadores.

-12 de Julho de 1891
Assembleia Geral Extraordinária da Associação Bombeiros Voluntários de Colares, aprovando a criação de uma Banda de Música, formada pelos sócios da instituição, para acompanhar o Corpo de Bombeiros.


-Em 28 de Novembro de 1926
Assembleia Geral aprovou os estatutos da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, e no parágrafo 2º ficou estabelecido que a «festa do seu aniversário é no dia primeiro de Novembro de cada ano e a sua fundação data do dia um de Novembro de 1891».Os mesmos estatutos passam a conferir personalidade jurídica à Banda, tornando-a assim inequivocamente independente da Associação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares

A Banda dos Bombeiros de Colares na Praia das Maçãs em Setembro de 2007

Calendário das comemorações- aqui

Post relacionados:
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-4ª Parte -pressionar

-Página sobre a Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-pressionar

Nota:
Fontes utilizadas neste trabalho:
-"Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-1891-1991" de António Caruna
-"Jornal de Sintra"
-Entrevistas a habitantes de Colares
-Foto e legenda, do grupo de filarmónicos, retirada da obra de António Caruna

terça-feira, março 05, 2019

Momentos do Corso de Carnaval das 4 aldeias

Com ameaça de chuva, decorreu como programado esta Terça-Feira, o tradicional  Corso Carnavalesco do MTBA - Magoito,Tojeira,Bolembre  e Arneiro dos Marinheiros.
Foto em 05/03/2019
Foto em 05/03/2019
Foto em 05/03/2019
Foto em 05/03/2019

segunda-feira, março 04, 2019

Apontamentos sobre a antiga Sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares IV - reedição

Após os grandiosos festejos da inauguração da Sede-Nova da Banda dos Bombeiros Volutários de Colares em 7 de Julho de 1945, vieram as tormentas.

-António Caruna explica as razões, no seu livro “Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares 1891-1991”- "O serviço da dívida, constituído por pesados juros, sobretudo com empréstimos contraídos junto da Caixa Geral de Depósitos, a vencer em datas inexoráveis, constituiu encargo tão grande que, nem os recursos da colectividade nem o esforço pessoal de Alberto Totta, conseguiu aguentar por muito tempo.Aconteceu o inevitável: a Caixa Geral de Depósitos , vencidos e não cumpridos os pagamentos de juros e amortizações nos prazos devidos, decidiu tomar posse da Sede da Banda para se ressarcir do dinheiro da dívida."

A tomada de posse do edificio por parte da CGD aconteceu em 28 de Agosto de 1948, sómente 3 anos após a inauguração...

A viagem possivel ao interior da Sede da Banda dos Bombeiros de Colares
Plateia

Próscenio

Salão Nobre

Átrio
Em 22 de novembro de 1959, Arlete Reis escreve no Jornal de Sintra ,”passámos em frente áquele malfadado edifício que foi a nova Sede da Banda, em saudosos tempos, e porque sonhar é fácil, errou no nosso espírito a recordação das luzes brilhantes através das cortinas graciosamente dispostas, pares dançando ao som de boas orquestras, sessões de cinema, as récitas do tempo de Tavarede e da fábrica Simões, automóveis de luxo esperando os seus ocupantes...E sonhávamos ainda, quando um inopinado zurrar (que infelizmente não são únicos, pois há outra espécie que é prejudicial), sugando o chão, ao lado de uma camioneta velha,ervas cobrindo parte da parede e saindo da porta principal duas sacas para carregar os sobreditos burros. Na entrada para a patinagem, vedada com canas, crescem mais ervas e consta-nos que a casa está transformada em armazém de ervas para ervanária , de batatas, etc..."

E a demolição acontece nos anos 70, após venda do imóvel em hasta pública,foi posteriormente construído um muro mesmo á beira da estrada, delimitando o terreno que ainda hoje existe ,sómente com uma pequena habitação.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar

Notas: As fotos da antiga sede , estão publicadas em "Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 ,da autoria de A Granja .
Fonte utilizadas:
-Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 -Cem anos de Cultura e Recreio de António Caruna
-Jornal de Sintra

sexta-feira, março 01, 2019

Outros Carnavais

O Mucifal teve durante anos  animadas festividades carnavalescas, com organização de cortejos, muito apreciados. Com a colaboração gentil de antigos participantes nesses festejos - permite-nos , hoje, publicar alguns momentos, que ficaram registados e que  são ainda  lembrados com muita saudade.
Foto (não datada), cedida por Maria Guilhermina Louro - com o seu pai José Nunes Louro, ao lado do condutor de um potente bólide.


Foto cedida por Maria da Luz Sapina - 1ª foto,Carnaval no dia do cortejo,  25 de Fevereiro de 1963 -2ª foto, Domingo Gordo 28/03/1965


Foto cedida por Maria Henriqueta Louro -  Fernando Louro, como Fidalgo da Casa Mourisca, em 1963

,
Fotos cedidas por Maria Guilhermina Louro - 2ª foto, Carnaval de 1964



Tempo de Carnaval


S.Pedro de Sintra
Mucifal

Carnaval das 4 Aldeias
Almoçageme

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares III -reedição

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. E chegou o a 7 de Julho de 1945, dia da inauguração do majestoso edificío da nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, que o "Jornal de Sintra" de 15-07-1945, descreve assim:
O momento solene da inauguração da nova sede da Banda de Colares
O dia de sábado-nem de «encomenda».Sol a pino.Céu turqueza.Aragem branda.Clima retemperante-beneficiado, ainda, com as odorâncias abençoadas dos prados, dos vergeis, dos pomares de Colares-vestido amorosamente na inigualável dalmástica primaveril de seu verde eterno...
(...)
-Efectivamente ás 17 horas precisas surge o carro da Presidência, dêle saindo, alegre e sorridente o senhor General Carmona que é alvo de uma quentissima e eloquente manifestação de saudar.
A banda toca «A Portuguesa».Os bombeiros perfilam-se em continência. O mesmo fazem os atletas dos clubes. As bandeiras erguem-se ao alto, em boas-vindas ao mais alto magistrado da Nação.O povo dá palmas e solta «vivas».Surgem flores, em mãos de gentis raparigas-para o General Carmona e para sua bondosa esposa que o acompanha - «vive», e «sente», como nós todos vivemos e sentimos a sinceridade expontânea daquele inesquecivel momento de «inteira saúde espiritual» que o bom povo de Colares a Suas Excelências mais uma vez prodigalizava.”
Legenda: Frontal da nova sede da Banda de Colares:azulejos majestosos do pintor de arte Mário Reis; escudo de Colares, em pedra cinzenta da Várzea, trabalho maravilhoso do escultor José Fonseca.(J.S: de 14-02-1941)
Em 2 de Abril de 1944 o "Jornal de Sintra"" publicou o seguinte sobre a construção da nova Sede da Banda do Bombeiros de Colares:
"Paralelamente creou-se e fundou-se a nova sede da Banda de Colares; junto ao rio, na Várzea, edificou-se um monumental edifício com salões para conferências, exposições, palestras, concêrtos e tudo o mais que se torne necessário ao civismo do burgo. Obra de fôlego, do mestre Júlio da Fonseca, tem um amplo teatro com plateia e galerias para cêrca de quinhentos espectadores; cabine de cinema e máquina sonora, bar rink de patinagem, amplo parque de arvoredo frondoso com um pomar característico e regional.Está nos acabamentos de pintura e decoração e preste a inaugurar-se.Estes adornos serão completados com dois retratos a óleo de Alfredo Keil e de João Arroio, os dois musicógrafos portugueses que se inspiraram no bucolismo edénico de Colares. Um panneaux, no tôpo da galeria, mostrará aos Colarejos a carta foral de D. Manuel I. Os azulejos do frontal e estas reconstituições são tudo obra de Mestre Mário Reis; os gêssos e as modelações de Mestre Meireles.Chegamos ao fim dêste doce calvário e, para melhor cúpula do edifício, encarregou-se o escultor, Mestre José da Fonseca, de trabalhar em pedra cinzenta da Várzea, o orgulhoso escudo de Colares, que encima todo o vastíssimo edifício, advertindo os seus naturais de que está ali a verdadeira Casa do Povo de Colares".
Legenda: Á noite - A luminiosidade de uma Grande Obra Social...
Mais tarde esta sede agora inaugurada teria um fim inglório, que obrigaria a Banda do Bombeiros de Colares a regressar para a sua antiga e modesta sede.
Continua

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2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares II -reedição

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891 e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. A construção da nova sede, iniciou-se,” os caboucos cresceram e mutiplicam-se em paredes mestras, os auxilios, os dias de trabalho as ofertas centuplicaram-se a grandiosa mocidade do Grupo “A casa”, o seu jazz, a nossa vélhinha Banda a colaboração fraternal do “Sport União Sintrense”, a recolha de madeiras, as percentagens dos músicos, tudo –num labor de abelha-tem vindo junto de nós num crescendo apoteótico notável”( Jornal de Sintra 26-3-1944)

“Como havia mais um bocado de terreno comprado em Novembro de 1939 e pelo qual se entregaram 500 escudos de sinal, vamos pagar o resto e fazer a escritura e o registo...”J.S. de 26-3-1944

E assim nasceu o registo de transmissão da propriedade efectuada no Registo Predial de Sintra ,com a data de 24 de Junho de 1943.
Em que era mencionado que:
“Um pomar de caroço denominado o «O Redondo» no sitío da Abreja freguesia de Colares confronta ao norte com o Rio das Maçãs, António José Cosme e herdeiros de Dona Inocência, do sul com a Banda dos Bombeiros Voluntários, nascente com a mesma poente com os herdeiros de Casimiro Lúcio da Silva que está inscrito na matriz sob o artigo trinta e cinco."
Também a contribuição de de dois anónimos beneméritos denominados "Pai "e "Filho" que terão oferecido o imóvel e garantiam financiamento durante o primeiro ano dos juros bancários acrescido de um por cento...

A "Liga Regionalista" , partido politico apoiante do regime de então ,era a apoiante principal desta obra assim como teve a participação em uma série de obras marcantes ainda hoje na região.

Continua.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-1ªParte-pressionar
Nota-Imagens publicadas no "Jornal de Sintra" em 26-3-1944

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -reedição

Jornal de Sintra de 13-3-1939 -Lançamento da 1ª pedra para a nova sede
A nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -1ª Parte

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade.

Em 13 de Agosto de 1939, o “Jornal de Sintra” noticiava o lançamento da primeira pedra, para a construção de uma nova sede para a Banda dos Bombeiros de Colares, ideia lançada pouco tempo antes com o apoio do povo de Colares.
“Houve estreia de fardamentos novos, nesse dia, e descerramento de retratos”, adiantava o "Jornal de Sintra”.
Nessa noticia mencionava-se o grupo de impulsionadores daquela inovadora obra,”Luis J. dos Santos,Joaquim Borges,Carlos Dias,Carlos da Luz,José de Sousa e João Fontes Pereira de Melo”.

Foto do "Jornal de Sintra" de 15-07-1945
O terreno tinha sido adquirido, os caboucos abertos, e era o inicio da construção da “Casa do Povo de Colares”como era denominada na altura.O lançamento da primeira pedra faz-se ao som do hino da “Maria da Fonte” tocada pela Banda dos Bombeiros de Colares, com a presença de altas autoridades da época, da Comissão Pró-sede,e de numerosa assistência.

Fotos do "Jornal de Sintra" de 15 de Julho de 1945

Continua.

domingo, fevereiro 24, 2019

Parques de Sintra Monte da Lua II

Entradas ultrapassam os 3,5 milhões

Parques de Sintra regista subida de 10% no número de visitas em 2018
        
- 3.513.200 entradas em todos os parques e monumentos em 2018
- Aumento de 10% relativamente ao período homólogo
- 86% de visitantes estrangeiros e 14% de portugueses
- Estrangeiros que mais visitaram são do Reino Unido (19,9%), de França (11,6%) e de Espanha (11,1%)




Fonte PSML

 Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2019/02/parque-de-sintra-monte-da-lua-salarios.html

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Parques de Sintra Monte da Lua - salários e precariedade.

Trabalhadores da Parques de Sintra contestam baixos salários e precariedade



Via Diário de Notícias

"A inexistência de instrumentos de valorização remuneratória, como um plano de carreiras, apesar de obrigatória por lei, continua a fazer com que os trabalhadores da PSML não possam beneficiar de uma atualização de vencimentos, o que acontece desde 2008", denunciou, em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT).
A PSML, criada para gerir parques históricos e monumentos de Sintra, revelou estar a negociar com sindicatos um acordo de empresa, para melhorar salários e valorizar as carreiras dos trabalhadores.
A CT considera a "situação injustificável, já que a PSML anunciou recentemente mais um crescimento da receita", por via do aumento do número de visitantes nos parques e monumentos sob a sua gestão.
"Esta empresa pública que recebe zero do Orçamento do Estado, e que vê, de ano para ano, o número de visitas crescerem e consequentemente os lucros crescerem, funciona com 40% dos trabalhadores a receber um valor igual ou inferior ao salário mínimo nacional e 30% de trabalhadores precários", refere-se no comunicado.
Segundo explicou à Lusa Maria João de Sousa, da CT, a administração da PSML comunicou que o montante para aumentos salariais "está cabimentado desde 2018, mas está bloqueado na Secretaria de Estado do Tesouro".
"O Governo não se devia meter nesta questão, mas não nos deixa nem fazer contratações. Todos os dias saem pessoas da empresa e, com ordenados baixos, não se consegue contratar, portanto não sabemos qual é o futuro", frisou.
A representante dos trabalhadores admitiu que a sociedade ainda não informou se vai aplicar o aumento para 635 euros do salário mínimo na administração pública.
"Temos pessoas a fazer trabalho efetivo da empresa, com encargos específicos técnicos, de projetos ligados à conservação e restauro, o grande departamento de intervenção da empresa, que recebem 600 euros e são contratadas por uma empresa de trabalho temporário", denunciou Maria João de Sousa.
A sociedade, que gere os parques e palácios da Pena e de Monserrate, bem como o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos e os palácios nacionais de Sintra e de Queluz, possui 308 funcionários efetivos e "entre 100 a 150 funcionários contratados" por empresas, estimou.
Para Maria João de Sousa, perante a falta de respostas, a paz social pode estar em causa na empresa, levando "em crescendo a fazer vigílias e, eventualmente, terminando numa greve".
"É inadmissível que uma empresa que recebe 3,5 milhões de visitantes, que é uma das principais bandeiras do turismo nacional, seja constituída por funcionários que recebem salários com os quais mal conseguem sobreviver", vincou o comunicado, notando que "o valor médio de lucro anual, desde 2015, é de mais de seis milhões" de euros.
Numa nota enviada à Lusa, a PSML informou que "está a falar com os sindicatos, onde a celebração de um acordo de empresa é um dos principais temas".
A sociedade lembrou que "está sujeita às normas do Orçamento do Estado e ao cumprimento dos respetivos decretos de execução orçamental e das circulares emitidas pelo Ministério das Finanças que têm, ao longo dos últimos anos, imposto as restrições salariais que a todos têm afetado".
O descongelamento de progressões de carreira e reposição de ordenados só é possível em empresas com instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor, que "nunca existiram" na PSML.
A atual administração "tem reunido com os sindicatos, com vista à negociação e celebração de um acordo de empresa que permita a melhoria dos salários dos colaboradores e a valorização dos recursos humanos", adiantou a nota.
"A administração está empenhada e a trabalhar para ultrapassar estas questões, tendo já previsto, no seu orçamento para 2019, uma verba para aumentos salariais", concluiu a PSML.
A PSML foi criada em 2000, na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra, e possui como acionistas o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra."

https://www.dn.pt/lusa/interior/trabalhadores-da-parques-de-sintra-contestam-baixos-salarios-e-precariedade-10604753.html




terça-feira, fevereiro 19, 2019

Olhares Sintrenses

Imagens gémeas

O Parque de Monserrate e o Convento dos Capuchos, foram  propriedade de Francis Cook, durante o Séc. XIX, curiosamente nos nossos dia, nos dois locais distintos encontrámos duas imagens "gémeas",  em que a natureza fez o seu trabalho e que terão sido testemunhas durante mais de dois séculos da passagem da História de Sintra.

Foto em 9 de Novembro de 2016, Convento dos Capuchos

"As  paredes e no chão, as sondagens arqueológicas encavam por entre a história que se sobrepôs à história mais antiga. Com a extinção das ordens religiosas em 1834 e a expropriação dos frades que o habitavam, o convento passou para as mãos de Francis Cook, visconde de Monserrate. Em pleno século XIX, os terrenos à volta do convento foram usados como jardins de lazer e passeio – ao estilo romântico - contíguos ao Parque e Palácio de Monserrate. Às intervenções românticas, seguiu-se o abandono: sob tutela do Estado desde 1949, o monumento esteve entregue à degradação e fechou ao público entre 1998 e 2001. "
Texto da PSML

Monserrate07092011f
Foto no Parque de Monserrate em Set.2011-publicada no @Rio das Maçãs aqui

Construído no terceiro quartel do século XIX, por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate, sobre a ruína de um edifício anterior do século XVIII, o Palácio de Monserrate possuía um complexo sistema de redes de águas, esgotos, electricidade e aquecimento central, hoje obsoleto. A distribuição original destas redes pelo edifício foi feita através das galerias de ventilação existentes sob os pavimentos do piso térreo, cujo eixo principal é a actualmente designada galeria técnica (localizada sob o corredor longitudinal).
Fonte: PSML





segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Ode ao Vinho Ramisco

Garrafas de vinho com rótulos de Viúva Valério


O Ramisco
Plo mundo como estão vendo,
Vão os Reis desaparecendo,
Sem respeito a pergaminhos!
Mas firme como um ob’lico (obelisco)Será o «Colares –Ramisco»
Tôda a vida o Rei dos Vinhos.

Estribilho

Todos devem preferir
Este vinho em Portugal
Na Adega Regional
Que se bebe até cair
Sem conseguir fazer mal

Mulher velha , já caida .
Aborrecida da vida,
Pla morte a correr o risco,
Pode voltar a ser nova
Bebendo até ir p’ra cova
Só vinho «Colares Ramisco».

Na cama um tipo morria...
Já não falava, não via
Quando o médico chegou...
Deu-lhe a comer um petisco
Por cima «Colares Ramisco»
E o homem ressuscitou.

Pedro Bandeira

(Música de Bernardo Ferreira –cantada pelo rancho de Colares)

-Foto e versos retirados de "Cem anos de vida e História da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme"