terça-feira, janeiro 22, 2019

Viagem até Sintra em 1907

" Estação de caminho de ferro e arcos das águas livres em Campolide-principio do sécXX "(Foto retirada da revista Cais nº34 Novembro1998)
Estação do Rossio 2010

Dirigir-se-ha o viajante á Estação Central do Rocio, d’onde partem os comboios para a vila de Cintra (1ªclasse 530 reis –2 ª., 360 -3ª., 230).

As partidas são muito frequentes, principalmente na epocha do verão, devido ao extraordinário movimento que ha, não só para tão bella estancia, como também para todas as povoações servidas pelo caminho de ferro de Cintra.Entre essas povoações destacam-se Queluz e Belas de que adeante falaremos.

Cintra dista de Lisboa 30 kilometros.


O trajecto em comboio rápido, é feito em pouco mais de meia hora; e em comboio ordinário , no dôbro do tempo , sem, porém, se tornar fastidioso, pois ha sempre surpresas na variedade do panorama .

Logo que o comboio galga o tunnel , onde entra á partida da estação do Rocio, descobrem-se á esquerda no sitio denominado Rabicha, ao principio do Valle de Alcantara, os Arcos das Aguas Livres, obra notavel de D.João V.

(...)De Cacem em deante, do lado esquerdo , avistam-se já , por vezes, os castellos da Pena e dos Mouros.


E assim, debaixo da impressão mais agradável, chega-se a Cintra, villa encantada, que a natureza, n’um prodigio de esthética e excesso de bom humor, conseguiu elevar com tudo quanto a imaginação póde conceber de bello e grandioso.(...)Á sahida da estação, entra-se na villa esthephania.


Fonte:Guia do viajante em Portugal e suas colonias em Africa. ed.Empresa Nacional de Navegação 1907

domingo, janeiro 20, 2019

A Lua de hoje vista de Colares

Foto da Lua de hoje vista de Colares


Na madrugada de segunda-feira vai ocorrer o único eclipse total da Lua visível até 2021. A lua ficará totalmente na sombra da Terra às 4:41 horas, embora continue visível, adquirindo tons avermelhados e acastanhados​​​​​​, uma vez que recebe luz solar indirectamente. 
"Há uma coincidência engraçada: é uma Super Lua, o que vai ser bonito. O que se vai notar nesta Super Lua é que ela vai estar maior e mais brilhante do que o habitual por causa da aproximação da Terra", explica o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, ao DN"
Fonte DN

Foto  da Lua em Colares, hoje no início da noite.

Sobre o Casal da Roçada e Quinta do Boialvo (reedição)

Stephen Brody * lançou-me em 2008, o desafio de encontrar duas casas de Sintra que ele tinha pintado há alguns anos e que estariam em risco de desaparecerem. Recorrendo a quem sabe mais de Sintra do que eu (Emilia Reis),consegui fazer algumas fotos. Entretanto a participação de leitores no post, enriqueceram a informação que tinha obtido na altura - razão para esta nova publicação actualizada. Casal da Roçada, aguarela de Stephen Brody
Foto actual(2008)
 O local é o Lourel em Sintra, as aguarelas pertencem ao Casal da Roçada, ou "Roussadas" como denomina José Alfredo Azevedo em”Bairros de Sintra” e que na altura pertencia ao Dr.Vicente Monteiro, e a Quinta do Boyalvo. A edificação apalaçada da primeira, está em bom estado de conservação, já a segunda, consequência de um incêndio, o imóvel encontra-se parcialmente destruído.

Casal da Roçada, aguarela de Stephen Brody


Foto actual (2008)

Quinta do Boyalvo, aguarela de Stephen Brody


Foto actual (2008)

"A casa do Casal da Roçada foi mandada construir no início do séc.XX pelo Dr. Vicente Monteiro, que foi um ilustre advogado e o primeiro bastonário da Ordem dos Advogados. Foi construida por etapas, com adição sucessiva de vários corpos, o que lhe confere um caracter "orgânico".
Manteve-se na descendência do Dr. Vicente Monteiro até meados dos anos 80 tendo sido então adquirida pelo actual proprietário, Eng. Adriano Lucas, que procedeu a obras de reabilitação."
De um leitor do blog
Foto actual(2008)

"O Casal da Roçada tinha uma Capela ou Oratório público com o Santíssimo Sacramento em sacrário, conforme licença dada pelo Cardeal Patriarca em 2 de Agosto de 1915.


"A Quinta ou Casal de Boialvo tinha uma Capela ou Ermida, cujo campanário ainda se vislumbra nas fotografias, dedicada à Santíssima Trindade,tem a curiosidade de ter sido uma das últimas ermidas públicas do Patriarcado de Lisboa a ser benzida antes do Terramoto de 1 de Novembro de 1755, visto que foi fundada por Aires da Cruz, assistente em Lisboa, que ali mandara fazer um Oratório, «mas atendendo à utilidade de ter naquele distrito uma ermida com porta pública», de que teve licença de erecção em 12 de Agosto de 1755 e sua licença de culto por Provisão de 3 de Setembro de 1755.

Foi restaurada pelo Sr. Manuel Rodrigues Ferreira, dono desta Capela e Casal, sendo benzida em 22 de Junho de 1878 pelo pároco de Santa Maria e São Miguel de Sintra, Pe. José dos Santos Ala, com a celebração de missa pela alma do Sr. Estanislau José Rodrigues Ferreira, falecido fazia neste dia meio ano, irmão do dito proprietário."
Rui Manuel Mesquita Mendes

*Stephen Brody, autor de diversas aguarelas que o “Rio das Maçãs” tem publicado ilustrando recantos Sintrenses 

As aguarelas que o “Rio das Maçãs” tem publicado ilustrando recantos Sintrenses

Créditos
Stephen Brody
Emilia Reis
Rui Manuel Mesquita Mendes
Leitor não identificado

Post anterior(2008):
http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/04/aguarelas-de-sintra-de-stephen-brody.html

sábado, janeiro 19, 2019

Porque hoje é Sábado...


Maria Emília Roque Gameiro Martins Barata (assinava como Màmia Roque Gameiro) (Amadora7 de Setembro de 1901 – Lisboa1996) foi uma pintora e ilustradora portuguesa.
Discípula de Mily Possoz, era filha do aguarelista Alfredo Roque Gameiro e de Assunção Roque Gameiro, e irmã de Raquel Roque Gameiro. Em 1919 expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes e em 1923 realizou a primeira exposição individual, em Lisboa. Em 5 de Janeiro de 1926, casou, em Lisboa, com o pintor Jaime Martins Barata. Dedicou-se ao ensino do desenho a crianças e ilustrou livros infantis e publicações periódicas femininas e para crianças. Entre 1935 e 1940 fez trabalhos de representação de histologia com o Professor Marck Athias no Instituto Português de Oncologia[1]
Fonte Wikipédia


Màmía pintada por seu pai, Alfredo Roque Gameiro.

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Lua de Janeiro

Lua em 17/01/2019

5 de Janeiro de 2019: Lua Nova
14 de Janeiro de 2019: Lua Crescente
21 de Janeiro de 2019: Lua Cheia
27 de Janeiro de 2019: Lua Minguante

Foto em 17/01/2019

quarta-feira, janeiro 16, 2019

António José Soares fornecedor da Real Ucharia de Cintra (reedição)

Quem vai para o mar abastece-se em terra

Para se concretizar  a fuga para o exílio da familia real , motivada pelo avanço das forças do movimento revolucionário em  Outubro de 1910, que  viria a provocar a queda do regime monárquico - foi necessário com urgência, reunir os elementos da família em Mafra. D.Amélia encontrava-se em Sintra e D. Maria Pia na  sua vila do Estoril, D.Manuel II no Palácio Real das Necessidades, enquanto o infante D.Afonso partira de Belém a bordo do iate Amélia - além de reunir a família, havia que adquirir alguns mantimentos para uma viagem marítima sem destino certo.


A escolha recaíu no  habitual fornecedor sintrense da Real Ucharia de Cintra, a Mercearia  e Tabacos de António José Soares, conforme  prova factura que hoje publicamos de 4 de Outubro de 1910.

Legenda:1º factura compras efectuadas em 4 de Outubro de 1910 - 2ª factura de data anterior fornecimentos  da Mercearia e Tabacos de  António José Soares, durante a vigência de D.Maria Pia avó de D.Manuel II.


Ericeira,Praia dos Pescadores, 5 de Outubro de 1910, no momento do embarque no Iate  Amélia, com   Gibraltar como destino.


Com a família real seguiu uma pequena corte  de exilados voluntários que a continuaram a servir. O Marquês de Soveral, os Condes de Figueiró, o Conde de Galveias, os Duques de Palmela, os Marqueses de Lavradio entre outros.




A família real partiu para o exílio a bordo do iate Amélia. Ainda se pensou seguir para o Porto, mas a proclamação da República em Lisboa fez seguir a familia para Gibraltar

Saber mais sobre a fuga para o exílio da família real:
 http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/10/proclamao-da-repblica.html



terça-feira, janeiro 15, 2019

Perdidas na Serra de Sintra


via Jornal de Notícias:
As duas turistas, de nacionalidade francesa, que estavam desaparecidas na serra de Sintra, desde as 18 horas desta terça-feira, foram localizadas e resgatadas, cerca das 20.30 horas, por efetivos da GNR e dos Bombeiros de São Pedro de Sintra.
O jornal digital Cascais24, que cita fonte do Comando Territorial da GNR de Lisboa, afirma que uma das turistas apresenta ferimentos numa das pernas.
A operação de resgate não foi isenta de dificuldades, acrescenta o jornal online.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

O Museu Arqueológico de S.Miguel de Odrinhas com número record de visitantes em 2018

Dr. Cardim Ribeiro  fazendo a apresentação  do Museu ao  Presidente Marcelo Rebelo de Sousa numa visita ao Museu

Mais de 18 mil pessoas visitaram o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, no ano de 2018, registando assim o maior número de visitantes desde que foi inaugurado, um aumento de 102% relativamente ao ano anterior.
Na exposição permanente «Livro de Pedra» contam-se cerca de dois milénios de história a partir das inscrições e dos elementos decorativos presentes nas dezenas de monumentos pétreos, que integram sete salas temáticas e cronologicamente organizadas: “Cripta Etrusca”, “Basílica Romana”, “Igreja Visigótica”, “Cronos Devorator”, “Necrópole Medieval”, “Gabinete Lapidar” e “Fines”.
De momento está patente a exposição temporária “Agricultores e Pastores da Pré-História – Testemunhos da Região de Sintra” que conta com mais de 500 objetos e testemunha a densa ocupação humana em Sintra durante a Pré-história e apresenta, pela primeira vez ao público, alguns dos mais significativos conjuntos desde meados do sexto milénio (Neolítico antigo) até finais do terceiro milénio A.C. (Calcolítico final).Esta exposição foi inaugurada em Março de 2018, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Fonte do texto do post retirado daqui

sábado, janeiro 12, 2019

Miradouro das Azenhas do Mar com limitação de acesso automóvel

«O miradouro sul das Azenhas do Mar, na freguesia de Colares, vai ser requalificado, com limitação do acesso automóvel e criação de um espaço de estacionamento nas proximidades, informou a Câmara de Sintra. “A intervenção visa requalificar o miradouro sul das Azenhas do Mar, um local de grande valor paisagístico e turístico”, salienta uma nota da autarquia do distrito de Lisboa.
A empreitada de requalificação, que teve início na quinta-feira, está orçada em 162 mil euros e prevê a “supressão do acesso automóvel livre, reservando-se o espaço central do miradouro para pessoas que se deslocam a pé e para ciclistas”, sublinha o presidente da câmara, Basílio Horta (PS), citado no mesmo comunicado.»
Retirado daqui.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Ponte romana da Catribana

Hoje visitámos de novo a ponte romana de Catribana, que neste momento tem em conservação a calçada romana que ainda existe no prolongamento da ponte.

Fotos em 10 de Janeiro de 2019

"O conjunto formado pela ponte e calçada romanas da Catribana levaria a uma via de maiores dimensões, que vinda do norte junto à costa e percorrendo os campos da zona da Assafora, inflectiria daqui para o termo de Montelavar, seguindo depois para Olisipo (Lisboa)".

Post relacionado:
https://riodasmacas.blogspot.com/2017/04/visita-ponte-romana-da-catribana.html

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Sobre a Quinta dos Lagos e a Escola do Morais em Sintra (reedição)

Por gentileza de M.C.Gomes, publicamos na sequência do post de ontem, um desenho (planta e fachada principal), da casa de Fernando Formigal de Morais na Quinta dos Lagos, (publicado no Anuário da Sociedade dos Arquitectos Portugueses,ano III) - primeiro presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 1910. Também seu pai Domingos José de Morais, está ligado à história de Sintra, é desse perfil que tratamos hoje.

Domingos José de Morais, começando a trabalhar muito novo, aos catorze anos, conseguiu quatro anos depois estabelecer-se por conta própria. Com o resultado do seu trabalho conseguiu arranjar grande fortuna. Homem bem conhecido pelo seu sentimento filantropo, e imbuído pelo espírito republicano, patrocinou diversas obras de cariz social pelo país , além de a si chamar a dinamização da construção da escola, que viria a receber o seu nome em Sintra.
Domingos José de Morais

A escola iniciada no último período da monarquia, e terminada em 1910, foi desde logo associada à causa republicana, tendo o próprio Domingos José de de Morais oferecido o edifício à administração municipal. Nessa escola existia uma banda de música denominada a “Banda da Escola do Morais” formada pelos seus jovens alunos, que se estreou em 24 de Junho de 1911.
A escola de Domingos José de Morais nos inícios do Séc.XX (Foto de António Portugal,arq.Fot.CML)

Domingos José de Morais, nasceu em Areosa (Viana do Castelo) no dia 2 de Novembro de 1846 e faleceu em Lisboa a 28 de Novembro de 1903. Domingos José de Morais era pai de Fernando Formigal de Morais, o primeiro Presidente da Câmara de Sintra, depois da implantação da República.
A escola actualmente

Post relacionado:

-Sobre a Quinta dos Lagos em Sintra -aqui
-Curiosidades de Sintra antiga-aqui
-Casa do primeiro Presidente da Câmara de Sintra-aqui
-Quinta dos Lagos-aqui




Fontes :
Obras de José Alfredo Azevedo
Sintra- Escolas memória I ed. da Misericórdia de Sintra.

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Biblioteca do Convento de Mafra uma das mais bonitas do Mundo

O "The World's Most Beautiful Libraries" (Taschen,2018), convida à viagem os bibliófilos - e há três bibliotecas portuguesas referidas nesta obra trilingue, (inglês,alemão e Francês): A Biblioteca do Real Gabinete de Leitura no Brasil, a Biblioteca Joanina, em Coimbra e a Biblioteca do Convento de Mafra.
Por esse motivo publicamos hoje  um post do blog de 2017, sobre a Biblioteca do Convento de Mafra que visitámos em 2016.
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O Palácio Nacional de Mafra  mandado construir por D.João V (1689/1750) na primeira metade do século XVIII é, a todos os títulos um edifício notável. O monumento é, com a sua Biblioteca, com os seus Seis Órgãos e com os seu dois imponentes Carrilhões um dos mais importantes Monumentos Barrocos.
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A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra é uma das mais importantes bibliotecas europeias do século XVIII, com cerca de 30.000 volumes. Cruciforme, possui um pavimento em mármore policromo e estantes rocaille. Verdadeiro repositório de obras-primas, abrange todas as áreas do saber iluminista cientifico e religioso.Destacam-se os Livros de Horas iluminados do séc XV, a colecção de incunábulos e um núcleo de partituras musicais destinadas aos seis órgãos da Basilica.
in Palácio Nacional de Mafra/D.G.do Património Cultural
MafraBiblioteca402072016blog.jpg
Fotos  no Palácio Nacional de Mafra em 2 de Julho de 2016

Saber mais:
http://www.revistaport.com/mafra-tem-a-biblioteca-mais-deslumbrante-do-mundo/

“É encantadora e magnífica”, lê-se no artigo. E o que a torna ainda mais impressionante são as técnicas com que é feita a preservação dos livros e como os protegem de serem danificados por insectos. Há 500 morcegos dentro daquela biblioteca. Durante o dia, estes ficam guardados dentro de caixas, mas à noite são libertados para se alimentarem dos insectos que por ali andam. Ao todo, chegam a comer o dobro do seu próprio peso em insectos, havendo também lendas de ratazanas gigantes que, à noite, saem da biblioteca por um túnel subterrâneo que a liga a uma zona pesqueira nas imediações."

Fotos de exemplares de morcegos da Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra em 2/07/2016
Post relacionado:
https://www.publico.pt/2019/01/07/culturaipsilon/noticia/ha-tres-bibliotecas-portuguesas-bonitas-mundo-brasil-1856766

domingo, janeiro 06, 2019

O Palácio da Vila e a grua inactiva do Hotel Netto

Sintra tem vários problemas que afectam de várias formas a sua imagem de “Património Mundial de Paisagem protegida, atribuido pela UNESCO": a chegada do betão à Vila Velha, no caso da volumetria da Gandarinha, a forma como são podadas e  preservadas as suas árvores ornamentais, as medidas anacrónicas  da circulação automóvel, etc, etc. Há também o absurdo do processo camarário do antigo Hotel Netto, que nos seus vários episódios desde que a CMS, resolveu retirar a sua reconstrução à Parque de Sintra Monte da Lua, tem  vivido nas suas várias etapas grandes períodos de estagnação – na última paragem das “obras”, foi plantada uma grua que danifica a imagem do Palácio da Vila, local dos mais visitados de Sintra, e por esse motivo dos mais fotografados, imagem divulgada,  na altura do ”boom “ turístico que vivemos, por todo o mundo.


Estando há muito tempo as obras paradas no Hotel Netto, alguém da autarquia deveria exigir a sua desmontagem, de forma a preservar devidamente a imagem de um dos símbolos mais importantes Sintra
Foto nocturna e a presença da estática grua, que destroi qualquer intenção de registo fotográfico de qualidade do Palácio Nacional de Sintra.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Notícias do Farol do Cabo da Roca

Foto  em 28/12/2018
Com a memória de uma torre metálica de 50 metros, instalada pelo M.A.I em Agosto de 2013, junto ao Farol e que a natureza  (tempestade Ana ), derrubou em 2017. Observámos no mês  de Dezembro, obras no farol, com instalação de andaimes - esperando que não haja qualquer projecto de reinstalação da malfadada torre naquele local, (área protegida do Parque Natural Sintra- Cascais, e  actualmente  gerida pela Parques de Sintra Monte da Lua).

Transcrevemos  pela sua importância um artigo da revista "Turisver" que explica a intenção das obras que estão a acontecer.

«As obras de ‘Recuperação e Adaptação a Instalações de Apoio à Visita’ no Farol do Cabo da Roca, situado na freguesia de Colares, no concelho de Sintra, já se iniciaram e deverão estar concluídas em 2020.
Com um investimento previsto de 1,7 milhões de euros, ao abrigo de um protocolo assinado, o ano passado, entre a Autoridade Marítima e a Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), o objectivo desta remodelação, segundo o jornal online Sintra Notícias, é aproveitar todo o espaço do farol e fazer uma maior divulgação da actividade dos faróis, dos faroleiros, reunindo uma série de potencialidades, para que possa haver mais serviços, que permitam melhorar o acesso dos visitantes. As casas anteriormente ocupadas pelos faroleiros vão ser igualmente transformadas e adaptadas, dando lugar a uma loja de recordações, um museu, três casas de turismo rural e uma cafetaria e esplanada.
Registos históricos apontam para a existência de um forte no Cabo da Roca no séc. XVII que teve um papel importante na vigia da entrada de Lisboa, formando uma linha defensiva ao longo da costa, sobretudo durante as Guerras Peninsulares. Actualmente existem apenas vestígios, para além do farol, o terceiro mais antigo da costa portuguesa, que ainda em funcionamento, continua a ser um ponto importante para a navegação.
O Cabo da Roca está integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais e é um dos motivos de interesse dos percursos pedestres que aqui se podem fazer ao longo da costa.»

quinta-feira, janeiro 03, 2019

terça-feira, janeiro 01, 2019