Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.
"A Quinta da Ribafria, em Sintra é por estes dia a casa do explorador Fernão Mendes Pinto, autor do livro Peregrinação, "um tratado português" que o realizador João Botelho decidiu adaptar para o cinema.(...)
Um quarto da Ribafria, decorado para as filmagens-Foto D.N.
O filme "não é a Peregrinação de FernãoMendes Pinto", mas é uma parte, "como se fosse uma introdução à leitura", da obra disse o realizador à Lusa, momentos antes do arranque das filmagens no início desta semana".
*De um texto do Diário de Notícias via blog "Tudo sobre Sintra"
Foto do quarto durante a visita que fizemos em 12 Agosto de 2014 ao Palácio da Ribafria
Sequoia monumental da Quinta de Ribafria .Um exemplar de grande porte
Fotos em Julho de 2016
"Há quem diga que entrar numa floresta de sequoias ou giant red woods como lhe chamam os americanos é uma experiência quase mística de silêncio e paz onde se perde a noção de tempo e de espaço.
Todas as sequoias dos Estados Unidos estão hoje protegidas por lei e conservadas em museus vivos que são os Parques Nacionais, pois a desflorestação de que foram vítimas durante a época da colonização foi um dos atos de selvajaria mais brutais do planeta.
A conservação destes gigantes da floresta tem sido também trabalho de gigantes iniciado pelo naturalista e ambientalista John Muir, considerado o pioneiro dos movimentos de proteção da Natureza. Foi graças a ele que em 1890 surgiu um dos primeiros parques nacionais de proteção da natureza, o Yosemite National Park. O primeiro foi o Yellow Stone National Park.
Estes gigantes da floresta distinguem-se bem pela textura macia e esponjosa do seu tronco cor de canela, resistente ao fogo. A Sequoia sempervirens é uma árvore de folha persistente da família das Cupresáceas, apesar de haver alguns taxónomos que a coloquem na família das Taxodiáceas."
"As primeiras referências atidas à familia Gonçalves (Ribafria) reportam-se ao evo trecentrista e mencionam uns tais Luís Gonçalves e Caterina Álvares que se supõe terem sido «lavradores de Sintra ou do seu termo», Estes terão sido, pois segundos ou terceiros avós de André e Gaspar Gonçalves, filhos de Gaspar Gonçalves e de sua mulher, Susana Antunes, e sobrinhos de Duarte Fernandes, vigário da igreja paroquial de São Martinho. Com probabilidade naturais de Sintra, onde terão nascido no último quartel do século XV, aqueles irmãos eram nos inícios de quinhentos, uma presença assídua no paço real, o que, de per si, permite considerar que a sua família se integrava na então florescente burguesia de cariz urbano, rica e letrada, podendo, talvez, estabelecer-se uma relação de parentesco com um tal Álvaro Gonçalves que, em 1445, era já «escpriuaom do almoxarifado del Rey»."
In Solum ao solar../Maria Teresa Caetano
"A histórica quinta no Lourel, cuja casa e torre foram edificadas no século XVI, pertenceu à família Mello e foi vendida em 1988 à Fundação Friedrich Naumann, através do IPSD, devido a condicionalismos para investimentos germânicos no exterior. A fundação alemã retirou-se de Portugal na década de 1990 e os dois terrenos que compõem a propriedade, no total de 13,3 hectares, acabaram vendidos a uma sociedade imobiliária de João Vale e Azevedo, ex-dirigente do Benfica. O IPSD conseguiu a anulação judicial da venda, alegando que Vale e Azevedo tinha efectuado "negócio consigo próprio", em vez de transferir a quinta para o seu verdadeiro dono, a fundação alemã. O Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) recusou, em 2001, exercer o direito de preferência sobre a Ribafria - opção legal nos imóveis classificados -, mas a Câmara de Sintra aproveitou para comprar a quinta por 2,1 milhões de euros." in jornal Público/Fugas
Em destaque na Quinta da Ribafria, esta 6ª feira, pelas 18h30
Projecção do filme de João Mário Grilo «O Tapete Voador» (1h), seguido de uma
conversa entre o realizador e Rodrigo Sobral Cunha acerca deste singular tema. Na ocasião será comentado também um tapete persa e um tapete tuaregue,
finalizando com uma canção levitante interpretada por Daniela Alves.
Estará disponível o livro A Verdadeira História de Aladino e a Lâmpada Maravilhosa, concebido e ilustrado a propósito de um tapete voador, motivo que surpreendentemente valeu páginas doiradas a escritores como Goethe, Jorge Luís Borges, Fernando Pessoa, ou Thomas de Quincey, além de inspirar músicos como Rimsky-Korsakov ou Ravel.
Desde ontem e até 3 de Julho acontece na Quinta da Ribafria, em Sintra, o evento: Encontro de Culturas - onde estão representadas todas as cidades com as quais Sintra tem acordos de geminação e cooperação.
No primeiro dia a actuação da Banda da Sociedade Filarmónica União Assaforense, a actuação do Grupo Folclórico "Os camponeses" de D.Maria e do Rancho Folclórico Etnográfico e Saloio MTBA, preencheram o programa musical.
Bancas e galerias de Angola/Lobito, Brasil/Petrópolis, Cuba/Havana Velha, Cabo Verde/Vila Nova de Sintra, Moçambique/Beira/Namaacha,China/Guangdong,Japão/Omura, Marrocos/assylah/El-Jadida,S.Tomé e Princípe/Trindade.
Saloios de Sintra
Sintra, encontro de Culturas
O Grupo Folclórico "Os Camponeses" de D.Maria, actuando no palco
Segundo informação da CMS: "A abertura ao público dos Jardins da Quinta da Ribafria, prevista para dia 25 de abril, foi adiada devido ao agravamento das condições atmosféricas, para o próximo dia 1 de Maio, às 15h00.
O concerto da Banda Militar do Exército também está adiado para o próximo dia 1 de maio, às 17h30.
A exposição de escultura de Laranjeira Santos e o percurso pedestre de visitação de toda a Quinta da Ribafria vão estar disponíveis ao público a partir do próximo dia 1 de Maio."
A boa notícia
A Quinta da Ribafria vai abrir ao público no dia 25 de Abril com um programa de animação e uma exposição de escultura de Laranjeira Santos, adianta o Jornal da Região, na última edição (25 a 31 de Março).
Também informa o Jornal da Região, que a "autarquia vai avançar, ainda com um concurso para adaptação dos imóveis para uma unidade hoteleira de luxo.
(...) A ideia é transformar (a Ribafria) num belíssimo Grande Hotel, aproveitando as antigas instalações do IPSD, que devem dar cerca de 30 quartos e o próprio palácio até um máximo de 50 quartos" segundo informou ao Jornal da Região, Rui Pereira, vereador da cultura da autarquia sintrense.
*Foto baixo relevo a lembrar escultura de cariz medieval na capela-mor do palácio.
Sobre a Quinta da Ribafria
"A histórica quinta no Lourel, cuja casa e torre foram edificadas no século XVI, pertenceu à família Mello e foi vendida em 1988 à Fundação Friedrich Naumann, através do IPSD, devido a condicionalismos para investimentos germânicos no exterior. A fundação alemã retirou-se de Portugal na década de 1990 e os dois terrenos que compõem a propriedade, no total de 13,3 hectares, acabaram vendidos a uma sociedade imobiliária de João Vale e Azevedo, ex-dirigente do Benfica.
O IPSD conseguiu a anulação judicial da venda, alegando que Vale e Azevedo tinha efectuado "negócio consigo próprio", em vez de transferir a quinta para o seu verdadeiro dono, a fundação alemã. O Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) recusou, em 2001, exercer o direito de preferência sobre a Ribafria - opção legal nos imóveis classificados -, mas a Câmara de Sintra aproveitou para comprar a quinta por 2,1 milhões de euros." in jornal Público/Fugas
(Fotos de uma visita à Quinta da Ribafria em Maio de 2014)
«A vila de Sintra, centro cortesão por excelência, incentivada pela presença de uma aristocracia
em ascensão que aqui edificou os seus solares e quintas - caso da Penha Verde de D.João de Castro e da Casa dos Ribafrias do alcaide-mor Gaspar Gonçalves -, e pelo dinamismo de uma burguesia produtora de riquezas que vivia do surto mercantil e protegia no labor construtivo, começa a conhecer o seu fácies o gosto harmonioso e depurado das soluções renascentistas, portais lavrados com motivos "ao romano" , lóggias de arcarias, janelas de sacada com balcões de balaústres, fontes alpedradas com cúpulas gomeadas, retábulos de pedraria seguindo a contenção formal classicista, etc. é uma situação breve, mas brilhante da arte sintrense.»
(Serrão,1989 p.48)/Maria Teresa Caetano/Do solum ao solar...Quinta da Ribafria
Interiores do Palácio da Ribafria
(Fotos de uma visita em Maio de 2014)
"A histórica quinta no Lourel, cuja casa e torre foram edificadas no século XVI, pertenceu à família Mello e foi vendida em 1988 à Fundação Friedrich Naumann, através do IPSD, devido a condicionalismos para investimentos germânicos no exterior. A fundação alemã retirou-se de Portugal na década de 1990 e os dois terrenos que compõem a propriedade, no total de 13,3 hectares, acabaram vendidos a uma sociedade imobiliária de João Vale e Azevedo, ex-dirigente do Benfica.
O IPSD conseguiu a anulação judicial da venda, alegando que Vale e Azevedo tinha efectuado "negócio consigo próprio", em vez de transferir a quinta para o seu verdadeiro dono, a fundação alemã. O Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) recusou, em 2001, exercer o direito de preferência sobre a Ribafria - opção legal nos imóveis classificados -, mas a Câmara de Sintra aproveitou para comprar a quinta por 2,1 milhões de euros." in jornal Público/Fugas
Aspecto da sala principal
Um dos quartos da torre com cobertura abobadada
Capela
Armas dos Ribafrias, pintadas no tecto de masseira estucada por Antero Basalisa *Nota Maria Teresa Caetano
Sintra restaura Quinta da Ribafria e prepara adaptação a hotel de luxo
Por Lusa
Câmara quer recuperar a quinta até Setembro mas as "grandes obras" ficarão a cargo do concessionário que vencer o concurso para a sua adaptação a unidade hoteleira.
A Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra vai promover, a partir de Setembro, acções de restauro na Quinta da Ribafria, propriedade do município, que a Câmara pretende concessionar para hotel de luxo.
Numa primeira fase, o restauro vai incidir sobre quatro estátuas do jardim, duas fontes ornamentadas com guerreiros e nas escadarias e tecto de uma sala do palácio, disse nesta quinta-feira à Lusa uma fonte da Câmara de Sintra.
A Quinta de Ribafria, adquirida em 2002 pelo município, foi durante anos propriedade do IPSD-Instituto Progresso Social e Democracia (actual Instituto Francisco Sá Carneiro) e funcionou como "retiro" social-democrata durante os Governos de Cavaco Silva.
O presidente da autarquia, Basílio Horta (PS), já anunciou que, depois da recente limpeza da propriedade, a Câmara tenciona lançar concurso para um "hotel de alta qualidade", assegurando que os jardins serão abertos à população para visitas e espetáculos.
"A ideia é transformar [a Ribafria] num belíssimo Grande Hotel, aproveitando as antigas instalações do IPSD, que devem dar cerca de 30 quartos, e o próprio palácio", com mais 16 quartos, até um máximo de 50 quartos, admitiu o autarca em Julho na Assembleia Municipal de Sintra (AMS).
Basílio Horta prometeu então que "até ao fim do ano" será possível "ver espetáculos de ópera e de música na Ribafria", e que a autarquia aposta na recuperação da quinta, mas as "grandes obras" ficarão a cargo do concessionário que vencer o concurso para a sua adaptação em unidade hoteleira de luxo.
"Temos oito hotéis que estão em vias de licenciamento. Cinco poderão ser licenciados este ano e três para o ano", acrescentou o presidente da câmara, que prevê lançar em breve o concurso para recuperação do Hotel Netto, na vila, e que as obras comecem "este ano ou no primeiro trimestre" de 2015.
"É evidente que a Ribafria precisa de um destino", afirmou à Lusa o presidente da AMS, Domingos Quintas (PS), que participou, em 19 de Julho, numa visita privada de deputados municipais e autarcas da freguesia a "um dos mais emblemáticos monumentos da Renascença sintrense".
O presidente da assembleia considerou positiva a recente limpeza da propriedade, mas esta precisa de ser reabilitada e de "um projecto que assegure uma utilização sustentável".
A histórica quinta no Lourel, cuja casa e torre foram edificadas no século XVI, pertenceu à família Mello e foi vendida em 1988 à Fundação Friedrich Naumann, através do IPSD, devido a condicionalismos para investimentos germânicos no exterior. A fundação alemã retirou-se de Portugal na década de 1990 e os dois terrenos que compõem a propriedade, no total de 13,3 hectares, acabaram vendidos a uma sociedade imobiliária de João Vale e Azevedo, ex-dirigente do Benfica.
O IPSD conseguiu a anulação judicial da venda, alegando que Vale e Azevedo tinha efectuado "negócio consigo próprio", em vez de transferir a quinta para o seu verdadeiro dono, a fundação alemã. O Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) recusou, em 2001, exercer o direito de preferência sobre a Ribafria - opção legal nos imóveis classificados -, mas a Câmara de Sintra aproveitou para comprar a quinta por 2,1 milhões de euros
Lourel, local da nascente do rio das Maçãs -foto na Quinta da Ribafria
"Corre este rio, que nasce no termo de Cintra, no logar de Lourel, de nascente para poente, e recebendo as aguas que se despenham do alto da serra. e de dois riachos que lhe entram, um junto á quinta da Breja, e outro junto ao tanque da varzea da mesma villa, depois de haver feito mover varias azenhas, e fertilizando os pomares que ficam nas suas margens, com as suas aguas ( as quaes usavam por distribuição do almoxarife, sem pensão, os povos d'esta villa), tomando o nome de Gallamares deste sítio de Ponte Redonda. à Varzea, e d'esta até ao Oceano o de rio das Maçãs, vae aí morrer na praia denominada das Maçãs"
In Cintra Pinturesca/Memoria Descritiva das Villas de Cintra e Collares e seus arredores/Antonio A.R. da Cunha/1905 Um rio vivo
Repovoamento do rio das Maçãs de peixes adultos e jovens em 30/04/2014
O Aquário Vasco
da Gama, o Centro de Biociências do ISPA e a Quercus, procederam a uma acção de
repovoamento, em Maio último, na
ribeira de Colares (rio das Maçãs), libertando cerca de um milhar de peixes,
adultos e jovens,pertencentes à espécie Squalius pyrenaicus (escalo do
sul). Os repovoamentos são efectuados em troços dos rios de origem (dos
indivíduos inicialmente capturados para reprodutores) que apresentem
características favoráveis à sobrevivência e reprodução dos peixes.