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quarta-feira, abril 22, 2020

A "Grândola Vila Morena" e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense


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José Afonso: 2 de Agosto de 1929/23 de Fevereiro de 1987

A historiadora Irene Pimentel, num interessante  texto publicado no blogue Jugular, conta-nos a  história  de um activista de Grândola,  José Conceição e a sua ligação  a  "Grândola Vila Morena" de José Afonso.

Adeus a José Conceição (31/1/1937 -16/4/211)
Morreu hoje José da Conceição, uma das figuras mais importantes do associativismo cultural português, conhecido por várias gerações de pessoas ligadas ao teatro amador e ao chamado «trabalho legal» nas colectividades e sociedades de cultura e recreio durante a ditadura de Salazar e Caetano. Além de ter sido militante e dirigente político da chamada esquerda radical, nomeadamente da Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP-O Grito do Povo), antes e pouco depois de 25 de Abril de 1974, José da Conceição foi sobretudo um organizador e dinamizador de grupos de teatro – além de ter encenado inúmeras peças e participado nelas como actor - em colectividades, em particular na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), de Grândola, e no Clube Fluvial Vianense, de Viana do Castelo.


Tive a grande sorte de conhecer, em 1971, José da Conceição, pelo qual tive uma profunda e terna amizade, bem como uma estreita camaradagem política. Além disso, pude participar com ele em actividades políticas e culturais em associações na margem sul do Tejo. Em conjunto, sob sua direcção, organizámos, em Alhos Vedros e Grândola, sessões culturais, de teatro, cinema e canto, com diversos intelectuais, escritores, encenadores e cantores, entre os quais se contaram José Saramago, Joaquim Benite, Armando Caldas, Adriano Correia de Oliveira, Fausto e José Afonso, entre outros.
Para José Afonso, aliás, o ano de 1964 foi crucial, pois foi então que escreveu o poema «Grândola, Vila Morena». Mais tarde, José Afonso contou ter ficado «brutalmente satisfeito com o convite» da «Música Velha» - Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), onde conheceu Carlos Paredes. José (Zeca) Afonso descreveu a «Fraternidade Grandolense» como um «local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma biblioteca de evidentes objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e aceite entre todos os membros, o que revelava já uma grande consciência e maturidade políticas» (José A. Salvador, Livra-te do medo, 1984, p. 127-128).
Quatro dias, José Afonso enviou a um dos organizadores da sessão de Grândola, precisamente José da Conceição, uma missiva, com um poema dedicado à SMFOG, lido publicamente na sala desta colectividade, em 31 de Maio, por ocasião da estreia do Grupo de Teatro da «Música Velha»: tratava-se de «Grândola, Vila Morena». Em Agosto de 1968, foi a vez de Manuel Freire, cantor da «Pedro Filosofal», conhecer José Afonso, em Viana do Castelo, pois ambos foram convidados para actuar no Clube Fluvial Vianense (José A. Salvador, José Afonso: O que Faz Falta, Uma memória plural, pp. 59-62) cuja secção cultural era então dirigida pelo mesmo José da Conceição havia organizado o espectáculo de Grândola, em 1964.
Em 13 de Agosto de 1968, o comando-geral da PSP enviou ao director da PIDE o relato feito por um agente desse espectáculo em Viana do Castelo, segundo o qual a ele tinham assistido cerca de 200 indivíduos «desafectos» ao regime. Quanto às «letras dos fados e canções (…) encerravam um fundo picante para o lado subversivo», embora, segundo dizia o relator da sessão, os cantores haviam moderado a sua tendência subversiva, «certamente por se terem apercebido da presença dos nossos agentes». O autor do referido ofício, que visivelmente desconhecia completamente o conteúdo das canções dos dois cantores, deu conta de algumas das estrofes das canções de José Afonso, trocando as respectivas palavras. Por exemplo, «Cantar alentejano» e «Ó cavador do Alentejo» continham, segundo o elemento da PSP, respectivamente, as seguintes estrofes: «Catarina do Alentejo que não te viu nascer mas há-de vir o dia que hás-de viver» e «Oh cavador do Alentejo que há muito tempo não te vi cantar» (Arquivo da PIDE/DGS no ANTT, proc. 931 CI (1), fl. 394).
José Afonso voltaria a Grândola, em final de 1970, quando renasceu a actividade cultural da SMFOG, pela mão de José da Conceição e de uma nova geração de jovens, e novamente em Junho de 1972, por ocasião da primeira feira do livro, realizada no jardim da vila, pela «Música Velha», e por José da Conceição. Tive então a sorte de participar nesse evento, escolhendo livros que eram vendidos no jardim central de Grândola em lindas barracas de praia às riscas – uma ideia de José da Conceição. Alguns dos livros «do dia» foram obras de autores marxistas, cujos nomes José da Conceição e eu nomeámos numa entrevista dada a João Paulo Guerra, na Rádio Renascença. Lembre-se que estávamos no período “marcelista” e o certo é que os censores e a polícia política já tinham então muito que fazer, pois aparentemente a iniciativa “esquerdista” passou despercebida.
 Foi também uma ideia de José da Conceição realizar, ainda na SMFOG de Grândola, um ciclo de cinema com filmes de teor político - daqueles que a censura deixava passar -, por escolhidos a dedo. Lembro-me que um deles era o western, «Soldado Azul» (Soldier Blue, 1970), com Candice Bergen e Peter Strauss, onde era pela primeira vez dada uma imagem diferente da habitualmente retratada nos filmes de cowboys acerca do verdadeiro massacre de índios perpetrado na América do norte.
Gerações de jovens activistas e militantes, entre os quais me incluo, foram levados para a actividade cultural nas colectividades por José da Conceição, um homem com uma inteligência acutilante e um sentido de humor do tamanho da sua generosidade, com o qual aprendi muito, tanto na actividade cultural como na política. Que saudades vou ter de ti, Zé, das nossas conversas, dos nossos almoços onde nos divertíamos e ríamos a bom rir do passado e do presente!

Irene Pimentel

Irene Pimentel na Escola Ferreira Dias no Cacém em Março de 2012, durante uma palestra sobre "A politica para a juventude no Estado Novo e a Mocidade Portuguesa Feminina"

segunda-feira, abril 20, 2020

O cravo vermelho de Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro / Lisboa 25/04/2017

EDUARDO GAGEIRO nasceu em Sacavém a 16 de Fevereiro de 1935. Empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém de 1947 a 1957, conviveu diariamente com pintores, escultores e operários fabris, que o influenciam na sua decisão de fazer fotojornalismo.

Com 12 anos publica no Diário de Notícias, com honras de primeira página, a sua primeira fotografia.

Começa a sua actividade de repórter fotográfico no Diário Ilustrado em 1957.

 No 25 de Abril de 1974, ele esteve no Terreiro do Paço


Foi fotógrafo do Diário Ilustrado, O Século Ilustrado, Eva, Almanaque, Match Magazine, editor da revista Sábado, Associated Press (Portugal), Companhia Nacional de Bailado, da Assembleia da República e da Presidência da República. Trabalhou, nomeadamente, para a Deustche Gramophone - Alemanha, Yamaha - Japão e para a Cartier. Actualmente é freelancer.
*Da sua bibliografia
 http://eduardogageiro.com/pages/biografia/

Foto em 25 de Abril de 2017

sábado, janeiro 18, 2020

Maria Almira Medina

Hoje, passa mais um ano que Sintra perdeu Maria Almira Medina, artista multifacetada,  que deixou um vazio no ambiente cultural  Sintrense - que dificilmente será preenchido nos nossos dias.


"Pés vegetais descobriram caminhos/longitudinais /Logo troncos arbóreos verticalizaram os sonhos /de navegação verde / na busca de muitas outras Indias mais."

In O Chalet da Condessa numa manhã de Março- Maria Almira Medina

Na visita que foi feita ao Chalet em 2008, Maria Almira Medina declamando um poema feito de propósito para aquele momento
No Jornal de Sintra 13-08-1939
"Maria Almira Medina
Completou com plena aprovação, o curso dos Liceus, fazendo em Lisboa, no Filipa de Lencastre, o exame do 7º ano e depois na Faculdade de Letras da Universidade, o respectivo exame de admissão, a aplicada  estudante, que tem sido sempre desde a instrução primária, aluna da ilustre professora de Sintra Srª D. Umbelinda lourenço Pinheiro, menina Maria Almira Pedrosa Medina, filha muito querida do director deste jornal, de que é também colaboradora."
Maria Almira Medina e um conjunto vasto de poetas populares, na celebração dos 35 anos do 25 de Abril de 1974 , aconteceu na União Mucifalense com poesia e canções de Zeca Afonso, em Abril de 2009.

quarta-feira, abril 24, 2019

Amanhã comemora-se o 25 de Abril!


Na madrugada de 25 de Abril de 1974, durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém,  Salgueiro Maia proferiu o célebre discurso: "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!


sexta-feira, janeiro 25, 2019

Porque hoje é o 55º aniversário dos Diamantes Negros

.Os "Diamantes Negros" nasceram em Sintra no dia 25 de Janeiro de 1964, data em que se apresentaram pela primeira vez em público, num baile realizado na Sociedade União Sintrense onde ensaiavam e deram os primeiros passos. 

Fundadores: Caínhas (bateria), Álvaro Zé (guitarra), Carlinhos (Sax) , Xixó (guitarra) e Luís Manuel (baixo). Outros:Victor Ricardo (manager), Carlos Rebelo (vocalista), Júlio Ribeiro (vocalista), Henrique Max (vocalista), "Charly" (bateria), Francisco Martins (vocalista), Camena (guitarra), Tó Gândara (guitarra), Carvalho (guitarra), Augusto (teclas), Reinaldo Nunes (guitarra e voz), Jaime (baixo e voz), Freitas (trompete) e Álvaro (sax).

Foto na Quinta de Santo António
Foto no Olga Cadaval no 50ºaniversário dos Diamantes Negros em Maio de 2014

Fotos da actuaçâo dos Diamantes, na Quinta  de Santo António em Sintra, nas celebrações em  2011 na última visita a Sintra de N.S. do Cabo Espichel. às Freguesias de Santa Maria e São Miguel.

Historial
Os primeiros acordes musicais dos Diamantes Negros terão um pouco mais de 50 anos, quando dois meninos, Álvaro José Silvestre e Carlos José Santos (Caínhas), davam autênticos concertos de harmónica no espaço real do Palácio Nacional de Sintra. E, foi aí que começaram a navegar nas ondas da musicalidade ainda que, logo de imediato mudassem de instrumentos. O Álvaro José para viola baixo e o Caínhas para bateria.
Para navegar as ondas da musicalidade era preciso um timoneiro. A escolha recaiu no Carlos Henriques (Xixó) que abarcava vários saberes musicais. A eles logo se juntou o Carlos Rodrigues com o seu saxofone. E foi com estes quatro elementos que o sonho se concretizou, a 25 de Janeiro de 1964. Um ano depois, juntou-se aos Diamantes Negros um outro histórico de peso, o Luis Cardoso.
Em 1965 gravam um disco e dado o sucesso participam em programas de televisão. Nos anos seguintes participam em festivais, concursos de bandas e obtém sempre lugares no pódio.
Os Diamantes Negros, fruto de incidências várias, guerra colonial, por exemplo, tiveram ao longo destes anos 55 anos várias formações.

Fonte:Diamantes Negros

Curiosidade:
 Casino da Figueira da Foz  em 25 de Junho de 2016


*Post relacionado, sobre o 50º aniversário dos Diamantes Negros no Olga Cadaval em Maio de 2014


segunda-feira, dezembro 24, 2018

Porque amanhã é Natal



Natal, e não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos, 
numa gruta, no bojo de um navio, 
num presépio, num prédio, num presídio, 
no prédio que amanhã for demolido... 
Entremos, inseguros, mas entremos. 
Entremos, e depressa, em qualquer sítio, 
porque esta noite chama-se Dezembro, 
porque sofremos, porque temos frio. 

Entremos, dois a dois: somos duzentos, 
duzentos mil, doze milhões de nada. 
Procuremos o rastro de uma casa, 
a cave, a gruta, o sulco de uma nave... 
Entremos, despojados, mas entremos. 
Das mãos dadas talvez o fogo nasça, 
talvez seja Natal e não Dezembro, 
talvez universal a consoada. 

David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal'

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Efeméride do dia

A Assembleia da República Portuguesa, reconhecendo a importância da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovou em 1998 uma resolução na qual institui que o dia 10 de Dezembro passa a ser considerado o Dia Nacional dos Direitos Humanos.

sexta-feira, outubro 05, 2018

Efeméride do dia


O 5 de Outubro de 1910
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Nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910 alguns militares da Marinha e do Exército revoltam-se em Lisboa, com o objectivo de derrubar a Monarquia. Juntamente com os militares estiveram a Carbonária e as estruturas do PRP (Partido Republicano Português). Na tarde do dia 5 de Outubro, José Relvas proclamou a República à varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

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república (rè)
(latim respublica, domínio do Estado, a coisa pública, governo, administração pública)

s. f.
1. Coisa pública; governo do interesse de todos (independentemente da forma de governo).
2. Forma de governo em que o povo exerce a soberania, por intermédio de delegados eleitos por ele e por um certo tempo.


No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

sexta-feira, junho 01, 2018

Porque hoje é dia Mundial da Criança

O Dia Mundial da Criança em Portugal é celebrado a 1 de junho.
Nesta data, onde as crianças são o centro das atenções, organizam-se diversos eventos e actividades para as crianças, de forma a celebrar o Dia Mundial da Criança - mas nem todas as crianças no nosso Mundo têm a possibilidade de comemorar este dia.

Foto retirada daqui
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Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos

sábado, maio 26, 2018

Porque hoje é Sábado...

Expo 98 vinte anos depois
Foto de projecção multimédia debaixo da pala de Siza Vieira

Até 2 de Junho no Parque  da Nações, a recriação de  alguns  momentos do tempo da Expo 98

Os Olharapos, de regresso ao local onde há 20 anos foram felizes, depois de uma viagem a Saragoça e muitos anos de inactividade
Um desfile seguido  com interesse por quem não esteve na Expo 98
O símbolo do momento que marcou a entrada de Portugal na Europa moderna.

terça-feira, maio 22, 2018

Efeméride do dia

Faz hoje 20 anos que foi inaugurada a Expo 98 - um evento que terá marcado um início de um ciclo de  modernidade, neste quintal à beira mar plantado.

Olhares

Estação do Oriente
Gare
Pala de Siza Vieira
Oceanário

quarta-feira, maio 02, 2018

Efeméride do dia

Efeméride:
Maio de 68 - Há 50 anos estudantes ocuparam a Universidade de Nanterre.

*Créditos da Foto:
Photo nº 128 Maio 1978;Maio e a crise da Civilização Burguesa-obras de António José Saraiva/1970;Jornal I de 2/05/2018


Foto de capa da "Photo" Nº128 Maio de 1978,de Patrice Habans Mai 1968:CRS au carrefour Saint-Germain-Saint-Michel.


“Maio de 1968: Uma data e um símbolo. O 3 de Maio: as primeiras manifestações estudantis; a 30: desfile Gaullista na Concórdia. Entre as duas datas, quatro semanas das maiores das agitações da nossa história (...)”Texto na revista "Photo" nº128 Maio, 1978


A Sorbonne uma das mais antigas universidades europeias, foi fechada pelas autoridades em 3 de Maio, na sequência de manifestações de apoio aos estudantes de Nanterre. Nesse dia a policia entrou na universidade, provocando como reacção, violentos confrontos e a primeira noite de barricadas no Quartier Latin.
Em 3 de Maio de 1968 (despacho da Agência France Press)


"La Fermeture de la Sorbonne: Déclaration du recteur

Paris, 3 mai (AFP)En annonçant la suspension des cours à la Sorbonne et au centre Censier, le recteur Jean Roche a fait le commentaire suivent :“L’agitation entretenue systématiquement par un petit groupe d’étudiants cherchant, de leur propre aveu, à paralyser, hier comme aujourd’hui les enseignements et, demain, les examens, a rendu cette mesure nécessaire. De toute manière, la liberté des examens sera assurée afin que l’immense majorité des étudiants puissent tirer le légitime profit de leur travail.”

C’est pourquoi, a conclu le recteur," je demande aux 160.000 étudiants de l’Université de Paris de prendre conscience des risques auxquels ils se trouvent involontairement exposés par les désordres que suscite un petit nombre d’entre eux.”

quinta-feira, abril 26, 2018

Celebração da Liberdade na Avenida

Ontem, 44 anos depois, a celebração da revolução do 25 de Abril. Milhares  desfilaram  na Av.da Liberdade em Lisboa, em simultâneo com manifestações por todo o País.
Com participação de gerações nascidas depois de 74, garantia que os valores de Abril irão permanecer, Sempre!
Av da Liberdade 25/04/2018
Chaimite da Associação 25 de Abril, uma tradição.
Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia no tumultuoso momento da Troika, presente na Avenida da Liberdade,
Momentos
Fotos em 25/04/2018 Lisboa

terça-feira, abril 24, 2018

Porque amanhã é 25 de Abril

"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais os corporativos e o estado a que chegámos. Ora nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto."
Salgueiro Maia/ EPC de Santarém 24 de Abril de 1974

O cravo vermelho de Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro / Lisboa 25/04/2017

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen

 No 25 de Abril de 1974, ele esteve no Terreiro do Paço
EDUARDO GAGEIRO nasceu em Sacavém a 16 de Fevereiro de 1935. Empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém de 1947 a 1957, conviveu diariamente com pintores, escultores e operários fabris, que o influenciam na sua decisão de fazer fotojornalismo.

Com 12 anos publica no Diário de Notícias, com honras de primeira página, a sua primeira fotografia.

Começa a sua actividade de repórter fotográfico no Diário Ilustrado em 1957.

Foi fotógrafo do Diário Ilustrado, O Século Ilustrado, Eva, Almanaque, Match Magazine, editor da revista Sábado, Associated Press (Portugal), Companhia Nacional de Bailado, da Assembleia da República e da Presidência da República. Trabalhou, nomeadamente, para a Deustche Gramophone - Alemanha, Yamaha - Japão e para a Cartier. Actualmente é freelancer.
Da sua bibliografia
 http://eduardogageiro.com/pages/biografia/

domingo, abril 08, 2018

Efeméride do dia - Batalha de La Lys 9 de Abril de 1918



Em 28 de julho de 1914, a ocupação da Sérvia pelas forças do Império Austro-Húngaro marcava o início de
 um conflito que rapidamente se propagou, num esquema de alianças que dividiu o mundo em dois, alterou
o curso da história e constituiu, para muitos autores, a verdadeira entrada na contemporaneidade.

Portugal acabou por abandonar a neutralidade inicial, em parte pela necessidade de afirmação da

 jovem República (proclamada 4 anos antes) no contexto internacional, em parte pela necessidade
     de defesa dos seus interesses coloniais em África. África foi, de resto, o primeiro palco de
 guerra das tropas portuguesas, que desde setembro de 1914 se viam envolvidas em combates fronteiriços
 no Sul de Angola e no Norte de Moçambique, embora só em 9 de março de 1916 a Alemanha nos declarasse
 oficialmente guerra.

Só em princípios de 1917 se inicia o envio de tropas portuguesas para a Flandres, com o primeiro

contingente do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) a embarcar, em janeiro, a bordo de
três vapores ingleses. Este exército, composto por cerca de 30.000 homens, foi sujeito a uma instrução
 preparatória intensiva de nove meses, sob a direção do então ministro de Guerra, o general Norton
de Matos. Ficaria conhecida como "Milagre de Tancos". Visivelmente mal preparado e equipado,
o C.E.P. sofreu pesadas baixas, sendo tristemente célebre a data de 9 de Abril de 1918, que assinala
 a Batalha de La Lys




Equipamentos  militares da época

Máscara anti-gás e fardamento de um modelo de um soldado escocês da 51st Higland Division, que chegou a França em Maio de 1915.

Colecção particular @RiodasMaças
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