sábado, dezembro 30, 2017

A melhor Imagem de 2017 de Sintra

"Elevada a Paisagem Cultural do Património da Humanidade durante a 19ª Sessão do Comité da UNESCO ocorrida em Paris a 6 de Dezembro de 1995, Sintra é um imenso livro aberto de imagens do Passado, emolduradas numa Natureza fascinante."
In Sintra Património Mundial/CMS 2004


Foto obtida em 12 de Dezembro de 2017 - (que não era possivel obter desde 2013)
A tempestade ANA, permite agora que num local dos mais visitados e fotografados, de Sintra, uma imagem civilizada. Área protegida do Parque Natural Sintra-Cascais, e nomeada,  Património da Humanidade  pela UNESCO hà 27 anos - a razão da nossa escolha como foto do ano para Sintra.

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https://riodasmacas.blogspot.pt/2017/05/farol-do-cabo-da-roca-e-os-fotografos.html

Porque hoje é Sábado...


Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga

quinta-feira, dezembro 28, 2017

Sobre a intenção de abater 1400 árvores no Parque Natural Sintra-Cascais

Foto no PNSC em Abril de 2017

No seguimento da intenção demonstrada pelo ICNF, de executar um abate de 1400 árvores em pleno Parque Natural Sintra Cascais, recebemos agora a informação, (através de uma resposta  do Governo, ao Bloco de esquerda - pedido feito a 8 de Novembro 2017), que terá "ficado acordado  numa reunião em 28 de Novembro, com o ICNF e a CMS, a marcação conjunta das árvores do troço da estrada florestal a incluir na hasta pública", e que actualmente o ICNF,"não está em condições de dizer quantas árvores irão ser cortadas junto à EN9-1 e ao troço da estrada florestal Malveira-Portela".

É afirmado também na resposta do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que a intervenção será articulada com a Câmara Municipal de Sintra.


quarta-feira, dezembro 27, 2017

Visitar o Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas



Foto e texto do MASMO

Monumento funerário de tipo cupa, pertencente a um casal de libertos, em exposição no Museu. Datável do séc. I d.C.. Em época medieval, foi utilizado como cabeceira de sepultura no cemitério da ermida de São Miguel de Odrinhas, felizmente com a inscrição romana soterrada, o que permitiu a sua preservação.

M(ARCUS) · MINVCIVS / SEVERVS · LIB(ertus) / MINVCIA · AR/ANTA · LIB(erta) //

"Marcus Minucius Severus, liberto. Minucia Aranta, liberta."

terça-feira, dezembro 26, 2017

Azenhas do Mar no dia seguinte ao Natal

Em tempo de  Inverno, e no dia seguinte ao Natal, uma visita às Azenhas do Mar - com um ambiente muito tranquilo, e  uma beleza única.


"Azenhas do Mar são a denominação de uma aldeia, duma antiquíssima povoação, que pertenceu há mais dum século ao extinto Concelho de Colares, orago de Nossa Senhora da Assunção, jurisdição da Comarca de Torres Vedras. Fez parte das 25 povoações que constituiam o distrito daquela invocação e era a oitava em importância e número de fogos que, já em 1815, atingiam o somatório de 22.
O indicado distrito de Nossa Senhora da Assunção confinava com os das freguesias de S.Martinho da Vila de Cintra, S.João das Lampas, e com o Oceano, pertencendo-lhe as praias que lhe são adjacentes, e indo acabar no cabo ou farol da Roca (Visconde de Jerumenha no seu livro Cintra Pinturesca Pg. 155 a 157) (...)"

In Opúsculo da Comissão de melhoramentos das Azenhas do Mar -relatório e Contas , exercicio de 1928. Ed. 1929



Sobre a Rola do mar

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Rolas -do mar ,Praia Grande/ Novembro 2014
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Estas ágeis aves  alimentam-se geralmente em zonas rochosas à beira-mar, muitas vezes virando pequenas pedras para procurar os pequenos invertebrados.

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Fotos na Praia das Maçãs Novembro 2014


Sobre a Rola-do-mar
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
A Rola-do-mar (Arenaria interpres) pertence à ordem dos Charadriiformes, família Scolopacidae e subfamília Arenariinae.
É uma limícola de pequenas dimensões (21-24 cm de comprimento e 44-49 cms de envergadura), robusta, com patas e bico curtos. A sua plumagem característica torna-a numa espécie de fácil identificação. Em quase todas as plumagens o bico é preto e as patas são alaranjadas. A plumagem nupcial é muito colorida; possuem marcas pretas na cabeça e uma banda preta no peito contrastando com a cor branca da parte inferior do corpo. No dorso e asas apresenta um padrão muito marcado e contrastante; o manto, as escapulares e as terciárias são preto-acastanhadas, com penas orladas a cor ferrugem e as pequenas e médias coberturas são cor de ferrugem. Nesta plumagem os machos distinguem-se pelo seu padrão mais vivo e menos acastanhado. De Inverno, a plumagem torna-se castanha-acinzentada com orlas brancas nas penas. Também as marcas faciais se tornam mais difusas.
Os juvenis são semelhantes aos adultos em plumagem de Inverno, com as penas do dorso orladas a castanho claro e as patas amareladas.
Em vôo apresentam um padrão único com dois painéis brancos nas asas e uma barra preta terminal na cauda.

*Postal da Praia das Maçãs 1ª Parte
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/postal-da-praia-das-macas-com-aves.html
AvesPM01122014blog.jpg

sábado, dezembro 23, 2017

Tempo de Natal

Imagem do Presépio do Forum Sintra

Chove. É Dia de Natal
Chove. É dia de Natal. 
Lá para o Norte é melhor: 
Há a neve que faz mal, 
E o frio que ainda é pior. 

E toda a gente é contente 
Porque é dia de o ficar. 
Chove no Natal presente. 
Antes isso que nevar. 

Pois apesar de ser esse 
O Natal da convenção, 
Quando o corpo me arrefece 
Tenho o frio e Natal não. 

Deixo sentir a quem quadra 
E o Natal a quem o fez, 
Pois se escrevo ainda outra quadra 
Fico gelado dos pés. 

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro' 

sexta-feira, dezembro 22, 2017

O Salão de Galamares comprado pela autarquia



A Câmara Municipal de Sintra comprou o Salão de Galamares, que se encontrava na posse  de uma instituição bancária. O Salão de Galamares, único pelas suas características e um espaço cultural, que orgulha Galamares.


Recorrendo a um texto de Fernando Morais Gomes

"Existe em Galamares, entre Sintra e Colares, um cineteatro, inaugurado em 1916 por iniciativa do Visconde de Monserrate, onde durante décadas se realizaram récitas, festas e sessões de cinema. Até Viana da Motta aí tocou em 1923, numa iniciativa destinada a obter receitas para a electrificação da estrada de Sintra a Colares.
Com pinturas e murais de António Graça, Júlio Fonseca e Garibaldi Martins, artesãos ao serviço do visconde, foram recorrentes as récitas onde pontificavam Guilherme Oram ou Eduardo Frutuoso Gaio, o conjunto de saxofones da Sociedade União Sintrense ou o Cynthia Jazz e Os Mexicanos. Depois de um período de apagamento nos anos 70 e 80, sob impulso de galamarenses como Edgar Azevedo ou António Jorge Manata ressurgiu em 1979, tendo nos anos 90 tido o renascido Grupo Desportivo e Cultural de Galamares destaque no ciclismo e no atletismo, onde se destacou por exemplo, na conquista da I Maratona Popular de Badajoz, em 1996.
Mercê do esforço da população, desde então se tem vindo a reabilitar na traça original o dito salão, com o brilho e arte de então, confluindo também nessa tarefa a colaboração da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra. A 24 de Junho de 2012, finalmente irá reabrir esse espaço mágico, devolvido à população e em prol da cultura e associativismo locais."

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Natal sem Eléctrico


Informação da CMS
http://www.cm-sintra.pt/suspensao-da-circulacao-do-electrico-de-sintra

"A circulação do Eléctrico de Sintra vai estar suspensa nos períodos de 23 a 25 de dezembro e de 30 de dezembro a 1 de janeiro.
A decisão da Câmara Municipal de Sintra teve em conta o reduzido número de viagens, bem como de passageiros, realizadas em anos anteriores, durante a época de Natal"

*Nota do Blog - Talvez se devesse considerar a época, com férias escolares e as condições   meteorológicas que estamos  a ter em Sintra  este ano, e  manter a circulação.

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Notas hidrográficas sobre o rio das Maçãs

RiodasMacasblogue2012Garça

"(...) Descendo a costa, encontramos o Rio das Maçãs, cujos afluentes da margem direita drenam a vertente Sul do citado planalto.(planalto de S.João das Lampas)

O Rio das Maçãs é o mais importante curso de água desta vertente.Nasce no Castanheiro, a cerca de 200 m. de altitude, passa em S.Romão, depois em Lourel, tomando o nome desse povoado até à ponte Redonda, para depois ser conhecido com o nome de Ribeira de Galamares, até à várzea de Colares.
.Nesta secção descreve um largo meandro envolvendo o Vinagre e, retomando a direcção dominante SE-NW. passa a denominar-se Rio das Maçãs, embocando no oceano na praia assim chamada.
(...)
O Rio das Maçãs, com cerca de 13,5 Km. de extensão, recebe pela margem direita alguns afluentes vindos dos contrafortes  do planalto de S.João das Lampas, como as ribeiras de Janas,Mucifal, Morelinho, Carrascal e Cabriz.
Pela margem esquerda, muito abrupta recebe as ribeiras do Covão, Colares,Monserrate e a do Duche, ou Rio do Porto, que corre num apertado vale de fractura onde se nota  uma interessante inversão estratigráfica.(...)"
em "Sintra e o seu Termo" de José de Oliveira Boléo,1940

*Foto de Junho de 2012-Garça Nocturna no Rio das Maçãs, na Várzea de Colares

Foto da Garça-real da Várzea de Colares

terça-feira, dezembro 19, 2017

Exposição de Fotografia no MU.SA até 16 de Janeiro

"Carlos da Costa Branco quando começou a fotografar de forma regular, não tinha um tema específico, fotografava o que mais o atraía, quer fosse paisagens, desporto, pessoas, etc, No entanto pouco a pouco começou a isolar disciplinas. Em primeiro lugar o "Grafismo", o "Abstrato", as "Geometrias", as "Texturas", as "Cores", as "Sombras", a "Luz", o "Minimalismo"(...).A partir desta mesma observação começou também a registar o quotidiano, cenas do dia-a-dia das pessoas que por qualquer razão o atraiem."
Jornal de Sintra 15/12/2017

© Carlos da Costa Branco-foto premiada internacionalmente

Carlos da Costa Branco - Camena para os amigos, músico dos Diamantes Negros, banda musical  Sintrense  já com um percurso de 53 anos, fotógrafo, tem neste momento até dia 16 de Janeiro, uma exposição dos seus trabalhos  fotográficos no MU.SA, em Sintra.
Camena  dos Diamantes Negros
Em 2014, na celebração dos 50 anos dos Diamantes Negros, na Sociedade União Sintrense

segunda-feira, dezembro 18, 2017

A Sala dos Embaixadores do Palácio de Queluz

Foto da Sala dos Embaixadores  em 08/05/2017

Aproveitando o início de uma intervenção de conservação da Parques de Sintra - Monte da Lua, na Sala dos Embaixadores, do Palácio de Queluz, para tema da publicação do post de hoje - trabalhos que deverão estar concluídos no Verão de 2018, e orçarão em 180 mil euros.

Sobre a Sala dos Embaixadores
(texto da PSML)
Inicialmente designada por Barraca Rica, Sala das Colunas, das Serenatas, dos Serenins e Galeria, esta dependência passou a ser conhecida, depois de 1794, como Sala das Talhas e Sala dos Embaixadores.

A sua construção iniciou-se em 1754, sob risco do arquiteto Jean-Baptiste Robillion e com a colaboração dos franceses Jacques Antoine Colin, entalhador, e Jean François Cragnier, ensamblador, e os portugueses Bruno José do Vale e Francisco de Melo, que pintaram o teto e a sanca com motivos alegóricos e de chinoiserie.

A pintura do painel central, de grande efeito cenográfico, representa a família real participando num serenim (concerto). É uma réplica da tela original atribuída ao pintor italiano Giovanni Berardi, concluída em 1762, que se perdeu no incêndio de 1934, que afetou particularmente esta zona do palácio.

Este é o espaço do Palácio onde melhor se sente a influência da decoração em chinoiserie, tão ao gosto da segunda metade do século XVIII. A existência de dois dosséis para tronos, delimitados pelas colunas em espelho, justificava-se pelas cerimónias em que os reis eram acompanhados pelos Príncipes do Brasil, título pelo qual eram conhecidos os príncipes herdeiros.

domingo, dezembro 17, 2017

Jantar de Natal da Alagamares

Luísa e Diogo Águas na intervenção musical durante o já tradicional jantar  de Natal, da Alagamares -Associação Cultural,  ontem num restaurante de Galamares.

Presentes muitos associados e amigos
https://sintranoticias.pt/2017/02/26/alagamares-associacao-cultural-comemora-12-anos/

sábado, dezembro 16, 2017

Porque hoje é Sábado...


Num jardim adornado verdura,
a que esmaltam por cima várias flores,
entrou um dia a deusa dos amores,
com a deusa da caça e da espessura.

Diana tomou logo a rosa pura,
Vénus um roxo lírio, dos milhores;
mas excediam muito às outras flores
as violas, na graça e fermosura.

Perguntam a Cupido, que ali estava,
qual daquelas três tomaria,
por mais suave, pura e mais fermosa?

Sorrido-se, o Minino lhe tornava:
todas fermosas são, mas eu queria
Viol'antes que lírio, nem que rosa.


Luís de Camões/Sonetos

*Foto de catavento em Colares

quinta-feira, dezembro 14, 2017

A nossa garça-real


Crónica  simpática,"Ainda Ontem" de Miguel Esteves Cardoso, no Jornal Público de 12/12/2017

Fotos da garça-real da Várzea de Colares

quarta-feira, dezembro 13, 2017

Sobre o Farol do Cabo da Roca - reacção do Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda questionou na Assembleia da República o MAI


Bloco quer relocalização de torre de comunicações instalada em 2013 no Cabo da Roca

"O Bloco de Esquerda defende que a torre de comunicação do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da costa portuguesa, instalada junto ao farol do Cabo da Roca, seja transferida para outra localização, de modo a minimizar impactos sobre a paisagem.   

Considerando a necessidade de se reconstruir a estrutura, gravemente danificada pela passagem da tempestade ANA, a deputada Sandra Cunha questionou o Ministério da Administração Interna sobre a disponibilidade do governo para reequacionar a sua localização.

A instalação, em 2013, desta estrutura de 45 metros de altura, gerou protestos da população, de defensores/as do património e de diversos partidos, entre os quais o Bloco de Sintra. Apesar disso, o governo PSD/CDS manteve a decisão eu levou à criação de uma profunda cicatriz na paisagem, visível a quilómetro de distância, num local que recebe milhares de visitantes todos os dias.

O Bloco considera que, mau grado toda a destruição causada,  a natureza se impôs e devolveu parte da beleza ao local, oferecendo às autoridades uma óptima oportunidade para corrigir o erro. Haja vontade política para tal."

PSML de novo vencedora do World Travel Award e agora é olhar para o Farol do Cabo da Roca


A Parques de Sintra acaba de receber, pela quinta vez consecutiva, o World Travel Award para "Melhor Empresa do Mundo em Conservação"! 
Trabalhos  urgentes a desenvolver no Parque Natural Sintra Cascais



Recuperar a sllhueta do Farol do Cabo da Roca. Aproveitar a prenda da ANA, naquele que será o local mais visitado do litoral Sintrense.

Foto de ontem (12/12/2017), que não era possivel fazer desde 2013, pela existência de uma torre  metálica de 50 metros (o farol tem 22m), instalada com a cumplicidade e silêncios de muitos, entre os quais CMS, CMC, PNSC,Junta de Freguesia de Colares,ICNF.


A  tempestade ANA, com uma rajada de 144,4 Kms/hora, resolveu em segundos o que os responsáveis pela preservação daquela área protegida não quiseram fazer

Desde Maio de 2017, a Parques de Sintra-Monte da Lua, é responsável, pela preservação daquela área do Parque Natural Sintra Cascais.

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Quando a Natureza corrige os abusos do homem

Cabo da Roca Dezembro de 2017. Área protegida do Parque Natural Sintra.Cascais
Imagem do Farol que não era possivel observar desde 2013 (foto de Luis Filipe Correia)

A ANA, o temporal de ontem, provovocou uma vitima mortal , e destruiu  e provocou danos por todo o País, mas deu a Colares uma prenda de Natal, repôs a paisagem do Cabo da Roca.
A monstruosa torre metálica que ali nasceu em 2013, no Parque Natural Sintra Cascais,com a Câmara de Sintra (PSD/CDS), vários Ministérios do governo PSD/CDS,ICNF, Associações ambientalistas, todos a olhar para o lado, foi preciso a força de uma ANA, para tomar a atitude que ninguém, até agora  queria tomar - deitar a torre abaixo.
Fotos  Luis Filipe Correia em 10/11 de Dezembro de 2017
Sobre a Torre Metálica de 50 metros do MAI
Desde Setembro de 2013, (Governo PSD/CDS e Câmara M.de Sintra PSD/CDS, Câmara M.de Cascais PSD), temos divulgado  frequentemente o atentado ambiental e paisagístico, efectuado no Cabo da Roca ,Parque Natural Sintra-Cascais, na altura (2013) pelo MAI, com a instalação de uma torre metálica de 50 metros junto ao farol  -  instalação que teve  na altura o parecer contrário do Ministério do Ambiente.(MAMAOT),tendo aqui , publicado diversas tomadas de posição sobre o assunto.

Após as eleições autárquicas  de 2013, com a eleição do PS para a CMS, (mantendo-se o PSD na C.M.de Cascais), voltámos ao assunto, diversas vezes para um facto que é  uma ilegalidade face às leis e regras do Estado de Direito da ainda República Portuguesa, e actualmente já com um governo PS, nada foi alterado até hoje.

Posição do Ministério da Agricultura, do Mar do Ambiente e de Ordenamento de Território (2013)


 Resposta do Ministério da Agricultura, do Mar do Ambiente e do Ordenamento do Território sobre A Instalação do posto Fixo de observação do SIVICC no Cabo da Roca:
"Relativamente à intenção de Instalação de um posto de Observação fixo integrante do sistema integrado de Vigilância, Comando e Controlo Costeiro no Cabo da Roca, não foi tomada qualquer decisão sobre a matéria. O Instituto de conservação da natureza e florestas e agência Portuguesa do ambiente, através dos seus serviços, receberam o pedido de parecer relativo à construção de um posto de observação do SIVICC. Foram emitidos os referidos pareceres, no âmbito das suas competências específicas e de acordo com o disposto tanto no Plano de Ordenamento Do Parque Natural Sintra Cascais e do Plano de Oedenamento da Costa costeira. Da análise efectuada conclui-se que a pretenção não tem enquadramento no plano de ordemento do parque natural sintra cascais e a APA, I.P., informou a entidade responsável pelo sistema Integrado de vigilância, comando e controlo da costa costeira portuguesa, sobre as disposições do Plano que condicionaram ou inviabilizaram a instalação do posto de observação nos locais alternativos indicados, incluindo nessa informação aspectos técnicos relativoa à sua inserção em faixas de salvaguarda do litoral e servidões e restrições administrativas e legislação em vigor. O projecto em causa não se enquadra no DL 69/2000, com a nova redacção que lhe foi dada pelo DL 197/2005, pelo que não foi feito qualquer estudo de impacto ambiental."

Fonte:.
 Ana Caetano Miragaia Matias ,candidata do PSD à eleição da Junta de Freguesia de Colares

A mansão de Colares

"O Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra (TAF) deitou por terra mais uma tentativa de um ex-presidente da câmara local, João Justino, para evitar a demolição parcial, ordenada pelo Ministério do Ambiente há 15 anos, de uma enorme moradia construída ilegalmente pelo antigo autarca na Serra de Sintra. A sentença valida a decisão da Câmara de Sintra que indeferiu, em 2010, o pedido do ex-autarca e empresário, falecido no Verão de 2014, para que a moradia fosse legalizada e encontra-se em apreciação no Tribunal Central Administrativo Sul (TCA), na sequência de um recurso dos herdeiros do proprietário."
A,José Cerejo/Público 11/12/2017
Jornal Público em 11/12/2017
https://www.publico.pt/2017/12/11/local/noticia/estado-tenta-demolir-palacete-ilegal-ha-15-anos-e-o-caso-esta-longe-do-fim-1795215?page=%2F&pos=1&b=stories_cover__breaking_b

-Assunto que desde a criação deste blog temos acompanhado e divulgado em todas as fases desta construção que nasceu e cresceu sob embargos da CMS.

O artigo agora publicado  J.António Cerejo, faz um completo historial, de um caso  de estudo que pode ser considerado como o " Estado de direito versus compadrio"- em que o Estado  de Direito, tem sido  constantemente derrotado em todas as fases.

Jornal Público em 27 de Julho de 2007

A mansão de Colares
Recentemente a Sic Notícias divulgou, num programa de "Espaços e Decoração", os interiores da mansão agora decorados, talvez com a intenção do mercado do Turismo rural, ou para um projecto de um hostel.



*Nota: tudo isto acontece em área protegida do Parque Natural Sintra Cascais



domingo, dezembro 10, 2017

Visita ao Museu do Brinquedo de Seia


http://www.cm-seia.pt/que-visitar/museu-do-brinquedo

Tivemos nos últimos dias a possibilidade de visitar o Museu do Brinquedo de Seia, sempre na mente com o fecho do Museu de Sintra em 2014
Em conversa no local soubemos que Arbués Moreira, o dono da colecção que existiu em Sintra, terá também visitado este espaço museológico.


Espaço do Museu do Brinquedo de Seia

Razões evocadas para o encerramento do Museu de Sintra

«A lei das Fundações precipitou as dificuldades do Museu do Brinquedo. A lei impede a edilidade de continuar a subsidiar e a ceder as instalações que o museu ocupa desde 1997 no centro histórico de Sintra. E um protocolo proposto pela câmara à fundação não foi aceite por esta "Não protegia o fundador nem os funcionários e não tínhamos controlo sobre a colecção e, terminado o período de 10 anos, se não quiséssemos renovar, tínhamos de indemnizar a câmara" diz João Arbués Moreira. A Câmara de Sintra lamenta, por seu turno, que não tenha havido uma contraproposta por parte da fundação.»

DN/10/08/2014
*Post relacionado do "Rio das Maçãs"
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/08/sobre-o-encerramento-do-museu-do_10.html

Um museu muito interessante, uma descoberta inesperada, aqui com um eléctrico feito de latas de conserva.
Outra sala de várias do Museu de Seia

Aqui fica um convite para quem vá à Serra da Estrela, ver a neve, dar um pulo a Seia e visitar o Museu.