sábado, novembro 30, 2019

Porque hoje é Sábado...

Momentos da passagem do Rally das Camélias 2019, pela Peninha, durante a especial da manhã.

 Foto1
Foto2
Foto 3
Foto 4
Foto 5
Foto6

A passagem da última  derradeira especial da prova, Capuchos 2, foi cancelada devido às difíceis condições meteorológicas.
Pedro Clarimundo e Mário Castro (Hyundai i20 R5), conseguiram o melhor resultado desta edição do Rally das Camélias.

quarta-feira, novembro 27, 2019

Coisas de Sintra antiga (reedição)

S.Pedro6733390573_bb8111cd5c_z.jpg
foto :Pormenor do Largo de D.Fernando II S.Pedro de Penaferrim


Cintra de Antigamente


in "Cintra Pinturesca ou Memória Descritiva das Villas de Cintra e Collares e seus arredores"/António A.R.Cunha/1905
(Acentuação e ortografia conforme o original)


Freguezia de Santa Maria

"Freguezia de Santa Maria tem a sua parochial no arrabalde * da villa, junto á serra e ao pé do castello.
Confina o seu districto com os das freguesias de S.Miguel ** do arrabalde, S.Martinho da villa, e com os das freguesias de Montelavar, S.Pedro de Penaferrim e Terrugem, no termo d'Este concelho.
(...)
É a sua população de 159 fogos e 600 habitantes.
(...)
Contém o seu districto quinze povos ou logares, denominados:
Arrabalde - 45 fogos
Calçada    - 36 fogos
Chão dos Meninos - 6 fogos
Rio do Porto -1 fogo
S.Sebastião- 4 fogos
Ribeira - 8 fogos
Cabriz - 28 fogos
Santo Amaro - 1 fogo
Ribafria - 1 fogo
Lourel - 10 fogos
Corrigos - 3 fogos
Ralhados - 5 fogos
Bajouca - 2 fogos
Maria Dias - 2 fogos
Coutinha Affonso - 7 fogos
                         -------------------
         Somma -   159
O numero medio dos nascidos em cada anno, nos últimos cinco, até 1820, foi de 19, dos mortos 9, e dos casamentos 4.
Não há n'esta freguesia rio algum de nome, ou caudaloso, sim alguns regatos por onde correm as aguas de varias fontes e ribeiro que rebentam de inverno pelas terras, e nenhum d'eles merece o nome de rio, por não conservarem a sua corrente de verão."


Notas da edição de 1905
*Hoje o Arrabalde, está compreendido nos limites da villa.
**Esta freguesia, hoje extincta, foi anexada á de Santa Maria,ficaram por isso os limites d'esta confinando com os das de S. Martinho,S.Pedro, Terrugem e Montelavar


Sintra de Hoje
http://www.freguesias.pt/freguesia.php?cod=111109


Reorganização administrativa do território (Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio):


Novo Nome: União das freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim),

Freguesias agregadas: Santa Maria e S Miguel, São Martinho, São Pedro de Penaferrim

segunda-feira, novembro 25, 2019

Recantos da Quinta da Regaleira (reedição)

Regaleira42012Regaleira
 “..Seguindo a estrada (de Collares) , do lado esquerdo fica a Quinta da Regaleira, que , além da sua excellente agua, reputada a melhor de Cintra, tem uma vista admirável, e possue bellezas naturaes ,muito apreciaveis; as suas modernas construcções , em estylo manuelino, são dignas de se admirarem.
A Quinta da Regaleira, póde ser visitada todos os dias, com permissão do Sr, Dr. Carvalho Monteiro.”

Referência sobre a Quinta da Regaleira in “Guia do Viajante , em Portugal e suas colónias em Africa” de 1907
Regaleira20122Blogue “A Quinta da Regaleira apresenta uma característica notável que é a da síntese harmoniosa entre o Cristianismo e o Paganismo.Carvalho Monteiro, que era cristão, e mesmo católico, não deixou de dar um sinal evidente da sua perspectiva cultural, universal e integradora, num contexto cultural europeu; na senda de Santo Agostinho, que dizia que «o cristianismo não tinha vindo abolir a religião antiga, mas antes dar-lhe cumprimento», o criador, com Luigi Manini, desta Quinta de Sintra, vai talvez um pouco mais longe, proclamando a analogia simbólica-que não religiosa – de alguns temas míticos do Paganismo e de alguns dogmas do Cristianismo, de que é exemplo notávela concepção de Leda , fecundada por Zeus e a de Maria,«por Obra e Graça do Espírito Santo»”.

In “Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira” de José Manuel Anes

sábado, novembro 23, 2019

Porque hoje é Sábado....


Nevoeiro

Onde vais ó caminheiro
como o teu passo apressado
onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
num lençol amortalhado
Voltou do nevoeiro
num veleiro
sem leme nem gageiro
e de casco arrebentado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
com os teus olhos em braseiro
e o teu rosto afogueado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
por alcunha o desejado
Voltou no seu veleiro
nevoeiro
sem leme nem gageiro
num lençol amortalhado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
Porque levas caminheiro
tanta pressa no cajado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
num lençol amortalhado
Voltou no seu veleiro
nevoeiro
esperado primeiro
e depois desesperado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
Que te traz ó caminheiro
esse princípe encantado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
há tanto tempo esperado
Voltou no seu veleiro
nevoeiro
sem glória nem dinheiro
num lençol amortalhado

Onde vais ò caminheiro
com o teu passo apressado
Era princípe ou sendeiro
Sebastião o desejado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
num lençol amortalhado
Era princípe herdeiro
nevoeiro
o princípe agoireiro
princípe mal esperado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
porque corres caminheiro
se é Sebastião finado

Voltou no seu veleiro
nevoeiro
leme nem gageiro
num lençol amortalhado
Vou ao cais do terreiro
nevoeiro
pra ficar bem certeiro
de que é morto e enterrado.

José Mário Branco

quarta-feira, novembro 20, 2019

Plano de poda de árvores para o Concelho de Sintra


A Câmara Municipal de Sintra publicou agora um plano de poda de árvores para 2019/2010 para o Concelho.

É referido também pela CMS o tipo de intervenção que vai usar, no âmbito do Regulamento de Gestão do arvoredo de Sintra:

Saber mais aqui:
https://cm-sintra.pt/atualidade/ambiente/sintra-aprova-plano-de-poda-de-arvores-2019-2020-para-o-concelho

domingo, novembro 17, 2019

Convento de Mafra

" Há quem defenda que a obra se construiu por vias de uma promessa feita relativa a uma doença de que o rei padecia. O nascimento da princesa D. Maria Bárbara determinou o cumprimento da promessa. Este palácio e convento barroco domina a vila de Mafra. O trabalho começou a 17 de Novembro de 1717 com um modesto projecto para abrigar 109 frades franciscanos, mas o ouro do Brasil começou a entrar nos cofres portugueses; D. João V e o seu arquitecto, Johann Friedrich Ludwig (Ludovice) (que estudara na Itália), iniciaram planos mais ambiciosos. Não se pouparam a despesas. A construção empregou 52 mil trabalhadores e o projecto final acabou por abrigar 330 frades, um palácio real, umas das mais belas bibliotecas da Europa, decorada com mármores preciosos, madeiras exóticas e incontáveis obras de arte."

  In: https://www.facebook.com/groups/artemuseuspatrimonio/?

Sobre o Convento de Mafra

O conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra recebeu este ano a classificação de Património Cultural Mundial da UNESCO, na reunião do comité da organização, que decorreu em Baku, no Azerbaijão.ConventoMafra120420112blogb.jpg
"Partimos para a semana, declarou Baltazar, e afinal ainda se passaram dois meses porque entretanto começou a constar em Mafra, e foi confirmado pelo vigário no sermão que vinha  el-rei a inaugurar a obra da raiz dos caboucos para cima, colocando com as suas reais mãos a primeiro pedra"
In Memorial do Convento/ José Saramago

Sobre os 300 anos do Convento de Mafra

Mandado construir por D. João V (1689-1750), em cumprimento de um voto para obter sucessão do seu casamento com D.Maria Ana de Áustria, ou a cura para uma grave enfermidade de que padecia, o Real Convento de Mafra é o mais importante monumento barroco português.
(...)
Construído em pedra lioz da região de Pêro Pinheiro e Sintra, o edifício ocupa uma área de 37.790m2, compreendendo 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões.Sendo a maior "fábrica" do tempo, aqui trabalharam operários vindos de todo o reino, chegando a atingir cerca de 50.000 
Sala do trono
Basílica

"Estava Baltasar há pouco tempo nesta sua nova vida, quando houve a notícia de que era preciso ir a Pêro Pinheiro buscar uma pedra muito grande que lá estava, destinada à varanda que ficará sobre o pórtico da igreja, tão excessiva a tal pedra que foram calculadas em duzentas as juntas de bois necessárias para trazê-la e muitos homens que tinham que ir também para as ajudas. Em Pêro Pinheiro se construira o carro que haveria de carregar o calhau, espécie de nau da India com rodas, isto dizia quem já o tinha visto em acabamentos e igualmente pusera os olhos, alguma vez na nau da comparação."
in Memorial do Convento/ José Saramago
Foto em 2 de Julho de 2016


quinta-feira, novembro 14, 2019

Meteorologia

Foto em 14/11/2019

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) lançou esta quinta-feira um aviso à população devido às previsões de descida de temperatura, chuva, neve, vento e agitação marítima em Portugal continental nos próximos dois dias. Para as próximas 48 horas estão previstos, segundo informação disponibilizada à ANPC pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), períodos de chuva ou aguaceiros, com possibilidade de granizo e trovoada no Norte e Centro do país, vento forte do quadrante oeste com rajadas até 85 km/h no Norte e Centro e forte nas terras altas (com rajadas até 95 km/h), podendo chegar aos 110 km/h nos pontos mais altos da Serra da Estrela.

https://freemeteo.com.pt/tempo/sintra/7-dias/lista/?gid=2262912&language=portuguese&country=portugal

Foto em 14/11/2019

quarta-feira, novembro 13, 2019

Regresso da Garça-real da Várzea de Colares II

Na segunda-feira dia 11, conseguimos mais um registo, que confirma a permanência de novo da Garça-real em Colares. Garça que escolheu nos últimos anos fazer da Várzea de Colares, sua casa.

.Foto em 11/11/2019

A Graça-real,tem hábitos solitários, fora do período de nidificação. Pode ser encontrada normalmente em extensões de água doce com pouca profundidade e também em costas marítimas. Muitas vezes partilha o habitat das cegonhas. Mantém-se imóvel à espera da sua presa que captura com o bico, fazendo um rápido movimento com a cabeça. Migra curtas distâncias, normalmente não mais do que 500 km, e muitos espécimes permanecem sedentários.

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2019/11/regresso-da-garca-da-varzea-de-colares.html

Estante das Árvores

"A estante das árvores olha para mim. Estou sentada na Volta do Duche, próximo do monumento a Gregório Rafael da Silva d'Almeida_foi o Amigo Maior e mais desinteressado dos pobres - diz o livro em que uma mulher ensina a ler.
Procuro não ver os automóveis - somente a estante das árvores, que coincide como o bosque dos livros. Que deleitosa serenidade em ser mais velha, e poder tratar com bondade e disciplina as emoções[!].
Tenho sempre um encontro aos domingos de manhã. Esse encontro não foi possivel realizar hoje, fiquei igualmente feliz com a fonte, o verde geral das árvores, o caminho.
Fui ao Estudos Gerais das Árvores, e encontrei o todo resplandecente em cada uma delas, nem lhes propus que mudassem de lugar."
Vila de Sintra
Janeiro de 1995
(do caderno nº41,1995)
Maria Gabriela Llansol





segunda-feira, novembro 11, 2019

Castanhas e dia de S.Martinho


«No dia de São Martinho, pão, castanhas e vinho!», assim reza o provérbio popular. A tradição manda que, em tempo de São Martinho, se façam magustos.

A castanha está protegida por uma «capa» cheia de picos: o chamado ouriço da castanha.
Fotos das castanhas da Produção  de 2019.

Assar castanhas em Fontanelas

sábado, novembro 09, 2019

O Eucaliptus Oblíqua do Parque da Pena

"finalmente em frente a árvore máxima deste conjunto; é o Eucalyptus Oblíqua plantado quase sobre a linha de água no dia do casamento de D.Fernando II e Condessa d'Edla em 10 de Junho de 1869."
in Monografia do Parque da Pena/1960/Mário Azevedo Gomes

 "num dia de temporal, ajudado pelo vento forte, decidiu deitar-se sobre ele e adormecer para sempre".

Por iniciativa de  Emilia Reis e colaboração dos Parques de Sintra -Monte da Lua, e  com o empenho do Engº Nuno Oliveira - realizou-se ontem no Parque da Pena, uma singela homenagem, através da plantação de um novo "Eucalyptus Oblíqua L'Her”  no local onde existia a árvore,  de origem australiana, com 141 anos que marcava o casamento de D.Fernando II e Condessa d'Edla em 1869 e que foi derrubado em 2010 por um temporal.


Emilia Reis  e técnicos do PSML,durante a plantação do pequeno "Obliqua"


Elementos de um ramo do eucalipto centenário, memória bem guardada pela Emilia Reis

*Publicamos um texto da autoria de Emília reis, que faz um interessante  relato do dia em que o Parque da Pena voltou a ter um  Eucalyptus Oblíqua:

" Para assinalar a efeméride dos 150 anos do casamento do rei D.Fernando II com Elise Hensler, já condessa d’Edla, que ocorre em 2019, foi hoje plantado ao fim da tarde, no Parque da Pena, um pequeno "Eucalyptus Oblíqua L'Her” que vai continuar o testemunho da velhinha árvore que ‘Os Dois’ tinham plantado em 11 de Junho de 1869, derrubada num dia incerto do mês de Março de 2010, por um violento temporal. Ficou agora a pequena árvore, perto do pedaço do majestoso tronco que repousa, deitado, num espaço da Feteira da Condessa.
Desejo-lhe uma vida longa sem as várias vicissitudes por que passou o velhinho “Oblíqua” que, aquando da sua queda, segundo o testemunho de uma tília que lhe estava perto, se terá suicidado por amor (1).

 (1) Aguardou durante 134 anos, silencioso e triste, que lhe reconhecessem o valor de ser, no Parque da Pena, a única testemunha viva do casamento celebrado em 10 de Junho de 1869, entre D. Fernando II e Elise Hensler, Condessa d’Edla, até que, esse dia lhe pareceu ter chegado. Foi em 13 de Junho de 2003 e, nessa data, uma nova alma lhe nasceu. Varreram todos os caminhos que estavam em seu redor, limparam a Feteira, que os seus ramos, lá do alto, podiam agora contemplar e, finalmente, numa cerimónia simples mas bonita, colocaram-lhe perto uma placa que assinalava a efeméride e o seu valor. Mas, depois, o tempo foi passando e de novo o esquecimento voltou aquele lugar. A placa envelheceu, desbotou, já se não lia e só mesmo os apaixonados pela história que ele contava o iam visitar. Entristeceu de novo e agora com o peso da idade, começou a inclinar-se, suavemente. Apaixonou-se pelo pequeno regato que lhe corria aos pés e que lhe tinha dado de beber durante tantos anos e, num dia de temporal, ajudado pelo vento forte, decidiu deitar-se sobre ele e adormecer para sempre. Contou a tília que lhe estava perto que o “Oblíqua” se tinha suicidado por amor. (Este texto publiquei-o como comentário em 3 de Abril de 2010, no Blogue “Sintra Acerca de” 

.
Emília Reis (09/11/2019)


O grupo que acompanhou e esteve presente na plantação da nova árvore

Porque hoje é Sábado...



As Pessoas Sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa

Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'

quinta-feira, novembro 07, 2019

Sophia de Mello Breyner Andresen

"E livres habitamos a substância do tempo"



A 6 de Novembro de 1919, nascia no Porto a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, figura incontornável da literatura portuguesa do séc.XX.

.A Alagamares em parceria com o Chão de Oliva realizou ontem, dia do seu nascimento uma sessão  literária na Casa de Teatro de Sintra, que teve como oradores Miguel Real, escritor, ensaísta e critico literário, a jornalista Isabel Nery, biógrafa de Sophia, e moderação de Fernando Morais Gomes.

Durante a sessão foram ainda lidos poemas da autora de"Menina do Mar" pela actiz Regina Gaspar.

"Vemos ouvimos e lemos não podemos ignorar"

quarta-feira, novembro 06, 2019

Regresso da Garça da Várzea de Colares

Foto de ontem 05/11/2019

Desde o mês de Abril, que não havia notícias da garça-real da Várzea de Colares. Garça que há 5 anos tinha escolhido aquele local para viver permanentemente.

Esta semana depois da longa ausência, a garça está de regresso ao local que escolheu para viver e tornar mais alegre o cenário da Várzea de Colares - esperemos que seja por muito tempo.

Ontem tivemos a sorte de  a voltar a fotografar.
Foto em 05/11/2019

segunda-feira, novembro 04, 2019

Cinco artistas em Sintra


 "Cinco artistas em Sintra" de João Cristino da Silva, 1829-1877, Museu do Chiado.(Foto rio das Maçãs)

 Os cinco artistas em Sintra, de 1855, (retratados: Anunciação, Cristino, Metrass, José Rodrigues e o escultor Vitor Bastos à distância o Palácio da Pena recentemente concluído)

 Excerto de um texto de Maria Júdice Borralho:
 "(...)Articulada por caprichosas arquitecturas, e envolvida num manto vegetal de belo colorido, a região sintrense desprende tão delicado encanto, que a poesia e a pintura, o exaltam século após século. João Cristino da Silva, pintor do século XIX ampliou a já dilatada fama do lugar com uma obra seleccionada para representar Portugal na exposição Universal de Paris de 1855. Um jornal francês dedicou-lhe palavras elogiosas: O colorido é formoso...Pela desenvoltura vê-se logo que são artistas, ...a obra do senhor Cristino da Silva é uma das mais notáveis que foi apresentada no grande concurso. Mas talvez não seja este, o episódio mais significativo da história do quadro, nem mesmo o facto de o rei artista D. Fernando II, o ter comprado para enriquecer a valiosa colecção particular que possuía. A tela , denominada Cinco Artistas em Sintra, nasceu de uma aventura intelectual, e a Natureza foi a protagonista dessa proeza.
 O artista esquece facilmente convenções que têm a chancela de séculos e por isso é sempre difícil prever a rota que as artes seguem. Ao tempo, a pintura realizava-se no estúdio, e os temas escolhidos eram sobretudo históricos, religiosos, ou patrióticos. De repente eis que algo muda e o artista procura a Natureza para tema das suas obras. A tela de Cristino, exibindo cinco artistas que contemplam a paisagem sintrense e registam elementos desse espaço , violou cânones e ignorou os mestres, mas sugeriu as alternativas: a Natureza passava a ser a escola, a luz natural que dava à cena outra força e vivacidade substituía a luz artificial, o artista expressava as suas emoções. Curiosamente e dando mais força à mensagem, os artistas presentes na tela não nasceram da fantasia do pintor. Eles são companheiros de Cristino da Silva na querela artística e conhece-se o percurso artístico de cada um. Tomás da Anunciação que ocupa o lugar nobre, notabilizou-se na pintura de animais, atrás, de paleta na mão, está Metrass, o mais viajado do grupo e, por isso, informador dos caminhos que a arte trilhava no estrangeiro, junto à enorme rocha, que dá intimidade ao quadro, estão os restantes, José Rodrigues, pintor de costumes populares e Vitor Bastos o autor da estátua de Camões, entre um e outro, está Cristino da Silva."
 Texto integral (A Natureza, os Artistas e os Outros)- Aqui

sábado, novembro 02, 2019

Feira da Maçã Reineta em Fontanelas

Fotos em 01/11/2019

Decorre até Domingo, 3 de Novembro o VII Feira da Maçã Reineta em Fontanelas

Presente o tradicional doce do Arrobe, em que a maçã reineta é um dos componentes

Presença da Escola de Hotelaria de Colares