quinta-feira, janeiro 31, 2019

Coisas do clima

IC19 e a depressão "Helena" a chegar (31/01/2019)

Portugal continental vai ser afectado por uma depressão que vai causar agitação marítima e vento forte com rajadas até 110 quilómetros por hora, o que levou à emissão de aviso vermelho.
Na sexta-feira a depressão "Helena", centrada a noroeste do golfo de Biscaia, vai afectar Portugal continental em particular no que diz respeito ao vento e à agitação marítima na costa ocidental.
IPMA

RESUMO:
Vento forte e com rajadas; descida de temperatura; aguaceiros
por vezes de granizo e acompanhados de trovoada e sob a forma
de neve nas terras altas; agitação marítima forte.

REGIÕES NORTE E CENTRO:
Céu geralmente muito nublado.
Aguaceiros, que poderão ser localmente intensos, de granizo e
acompanhados de trovoada, e que serão de neve acima de
800/1000 metros, descendo para 600/800 metros no final do dia.
Vento moderado a forte (30 a 45 km/h) predominando de oeste,
soprando forte (35 a 50 km/h) no litoral e nas terras altas e
com rajadas até 85 km/h, temporariamente até 110 km/h a norte
do cabo Mondego até meio da tarde e nas terras altas do Minho
e Douro Litoral e da região Centro, rodando gradualmente para
noroeste a partir da manhã.
Descida de temperatura.

REGIÃO SUL:
Céu muito nublado ou encoberto, com abertas a partir do início
da manhã, tornando-se pouco nublado para o final da tarde.
Períodos de chuva, temporariamente forte durante a noite, passando
a regime de aguaceiros a partir do início da manhã, que poderão ser
localmente intensos de granizo e acompanhados de trovoada,
tornando-se pouco frequentes a partir do final da tarde.
Possibilidade de aguaceiros de neve nos pontos mais altos da Serra
de S.Mamede.
Vento moderado a forte (30 a 45 km/h) de oeste, soprando forte
(35 a 50 km/h) no litoral e nas terras altas, com rajadas até
75 km/h no litoral em especial a partir do início da manhã,
e até 90 km/h nas terras altas, rodando para noroeste a partir do
início da manhã.
Pequena descida de temperatura.

ESTADO DO MAR:
Costa Ocidental a norte do cabo Raso: Ondas de noroeste com 4 a 5
metros, aumentando para 6 a 7 metros a partir da manhã,
temporariamente 7 a 8 metros durante a tarde.
Costa Ocidental a sul do cabo Raso: Ondas de noroeste com 3 a 4
metros, aumentando gradualmente para 5 a 6 metros.
Temperatura da água do mar: 13/14ºC
Costa Sul: Ondas de sudoeste com 2 a 3 metros, diminuindo
gradualmente para 1 a 2 metros a partir da tarde.
Temperatura da água do mar: 15ºC

METEOROLOGISTA(S):
Joana Sanches/Madalena Rodrigues

Atualizado a 31 de janeiro de 2019 às 13:20 UTC

Toponímica de Paiões

Utilizando o conhecimento  sobre Paiões, pequena localidade vizinha do Cacém de Cortez Fernandes, autor do blog "Tudo de novo a Ocidente",  e tendo oportunidade de uma pequena visita a Paiões, olhando para as suas placas toponímicas, permitiram  num relance olhar para história de Sintra.

 Num largo encontramos a casa onde viveu o Arquitecto Adães Bermudes, que fez o projecto do edificio da Câmara Municipal de Sintra, da antiga Prisão, junto à estação da CP,  e da antiga Escola Primária de Colares, por exemplo. Um pouco à frente encontrámos a rua Escultor Francisco Santos, no local da placa , outra referência -  a casa de Ezequiel Alves o "Alves da Saibreira"...



"O ilustre arquitecto Arnaldo Redondo Adães Bermudes, nasceu na cidade do Porto em 1 de Outubro de 1864 e faleceu em Sintra na aldeia de Paiões em 18 de Fevereiro de 1947, os seus restos mortais repousam no cemitério de Rio de Mouro.
Decorrendo nesta data, o dia dedicado aos sítios  a arte e memória que eles encerram, pareceu-nos adequado recordar este nosso conterrâneo e um dos seu projectos, junto ao mesmo passam diariamente centenas de pessoas e no qual nem reparam. Apesar de ter sido o primeiro prédio construído para rendimento que mereceu ser galardoado com o PRÉMIO VALMOR de arquitectura, no já longínquo ano de 1909.
O prédio situa-se na Avenida Almirante Reis, esquina para o Largo do Intendente, na cidade de Lisboa.
Ainda hoje apresenta um aspecto de modernidade e beleza, características do talento de Bermudes. Merece pois ser referido e admirado, como exemplo de algo que  sendo singular é intemporal.  

Transcrito do blog "Tudo de Novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/46346.html

Casa onde viveu Adães Bermudes em Paiões
 Rua Escultor Francisco Santos e a casa onde viveu "Alves Saibreira".

Transcrito do blog "Tudo de novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/13631.html

 

"Escultor Francisco dos Santos

No pretérito dia 22  de  Outubro passaram 130 anos do nascimento do escultor, natural da Aldeia de Paiões Freguesia de Rio de Mouro. Propositadamente deixamos para hoje a recordação da efeméride. Ninguém se lembrou: Autarquias, Entidades Públicas...nada...
Quando da sua morte em 1930 a Câmara Municipal de Sintra, deliberou atribuir o seu nome a uma rua da Vila, mas essa artéria  não tem viva alma, parece mentira mas é assim. A casa humilde onde nasceu, ameaça ruir. As obras do Mestre, porque são belas, resistirão!"
Transcrito do blog "Tudo de novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/13631.html


Alves da Saibreira



Sobre Adães Bermudes: 

Adães Bermudes, o arquitecto que projectou em Sintra o edifício da Câmara Municipal de Sintra, e a antiga Cadeia junto à estação da CP, e também como lembrou António Lourenço do “Beijo da Terra” - o antigo Matadouro da Ribeira (1905), demolido nos fins da década de sessenta para alargamento da estrada, e da antiga Colónia Penal Agrícola António Macieira (1910), hoje Estabelecimento Prisional de Sintra.

Entre 1902 e 1912 ganhou os concursos públicos para o projecto das Escolas de Instrução Primária, originando a construção de 184 escolas, sendo a Escola Primária de Colares, uma delas.


quarta-feira, janeiro 30, 2019

Nunes Claro e Sintra


SINTRA

Ó Sintra, onde nas sombras rastejantes
Há sempre um verso antigo que flutua,
e as pedras guardam pranto dos gigantes
Titans, que foram bisavós da Lua;

Sintra, onde as juras nascem já distantes,
E o som de beijos mortos continua,
Onde a Hora, ao partir, deixa uns instantes
Para a Beleza se fazer mais nua;

Sintra das fontes e da névoa fria,
Onde Vénus deitou seu corpo um dia,
E em cuja sombra o grande Pan morreu;

Foi em ti, que a surgir sobre um desejo,
Entre uns lábios floriu aquele beijo
Que, primeiro na Terra, o homem deu!

Agosto 1935 - Nunes Claro

*Soneto, comemorativo da inauguração do monumento-lápide a D.Fernando II

«Toma essas rosas de Dezembro agora,
Que ao frio, à chuva, esta manhã colhi,
Elas trazem humildes, lá fora,
Saudades da montanha até aqui.

Hão de morrer d’aqui a pouco, embora!
Em cada curva onde o perfume ri,
Trazem mais o terno duma hora,
Que um frágil coração bateu em ti.

Aceita-as pois, mas, como a vida é breve,
E, um dia, perto, leve e branca neve,
Há-de cair sobre o teu peito em flor,

(Não vá Dezembro algum murchar-te o encanto)
Deixa tu que eu te colha agora, enquanto
Tens sol, tens mocidade e tens amor.»

Pobres Rosas de Sintra
Nunes Claro (1878-1949)
“ Médico distinto e poeta de rara sensibilidade. Só deixou um livro de versos, “Cinza das Horas”, e um poema . «Oração à Fome», dedicado a Guerra Junqueiro.O mais ficou disperso. Foi também um «pai dos pobres».

No Parque Municipal está gravado na pedra um belo soneto deste médico-poeta.Ali também, tendo como plinto uma rocha, está um busto do poeta, em bronze, da autoria do distinto escultor Anjos Teixeira(filho).

Nunes Claro, nos seus tempos de estudante, foi chefe de uma tertúlia de que fazia parte, entre outros, Ramada Curto e Máximo Brou. Tinha o nome de "Clária"».

Em Obras de José Alfredo da Costa Azevedo

*Foto Casa dos Penedos de Raul Lino

segunda-feira, janeiro 28, 2019

Casa do Pego de Siza Vieira na Praia Grande

Photobucket
Imagem Google Earth

Continuando a divulgação de casas de Sintra, desenhadas por arquitectos contemporâneos -publicamos hoje a Casa do Pego, no Rodízio (Praia Grande) de Siza Vieira.
A Casa do Pego é considerado um dos melhores projectos de Siza Vieira, muito elogiado pelos seus pares. Infelizmente a casa não permite captura de imagens a partir do seu exterior, derivado da sua localização. Desta vez ficámos literalmente ao portão...

Photobucket Photobucket

domingo, janeiro 27, 2019

O 55º Aniversário dos Diamantes Negros

No passado Sábado aconteceu a festa, que juntou um grupo de amigos com o objectivo de comemorar o 55º aniversário dos Diamantes Negros.
Elementos das várias formações dos Diamantes Negros, no longo percurso musical de 55 anos
Luís Manuel  na condução do evento
 Foto do quarteto que nos finais do século XX,  formava os Diamantes Negros. Da esquerda para a direita - Jaime, Xixó, Luís e Caínhas.

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2019/01/porque-hoje-e-o-55-aniversario-dos.html

sábado, janeiro 26, 2019

Porque hoje é Sábado...



LAGO TURVO

Angústia marginada,
Meu canto é um lago turvo
Que devolve a paisagem, como um eco
Silencioso.
Um lago onde me afogo
Sem vontade,
Puramente impelido
Por não sei que fatal necessidade
De me sentir poeta e possuído.

Mar sem nascente e só do meu tamanho,
A doçura que tem é um sal sem gosto.
E a estranha inquietação de que se anima,
E o céu olha de cima,
São rugas que se agitam no meu rosto.

Miguel Torga/Diário VIII
Coimbra, 28 de Abril de 1956

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Porque hoje é o 55º aniversário dos Diamantes Negros

.Os "Diamantes Negros" nasceram em Sintra no dia 25 de Janeiro de 1964, data em que se apresentaram pela primeira vez em público, num baile realizado na Sociedade União Sintrense onde ensaiavam e deram os primeiros passos. 

Fundadores: Caínhas (bateria), Álvaro Zé (guitarra), Carlinhos (Sax) , Xixó (guitarra) e Luís Manuel (baixo). Outros:Victor Ricardo (manager), Carlos Rebelo (vocalista), Júlio Ribeiro (vocalista), Henrique Max (vocalista), "Charly" (bateria), Francisco Martins (vocalista), Camena (guitarra), Tó Gândara (guitarra), Carvalho (guitarra), Augusto (teclas), Reinaldo Nunes (guitarra e voz), Jaime (baixo e voz), Freitas (trompete) e Álvaro (sax).

Foto na Quinta de Santo António
Foto no Olga Cadaval no 50ºaniversário dos Diamantes Negros em Maio de 2014

Fotos da actuaçâo dos Diamantes, na Quinta  de Santo António em Sintra, nas celebrações em  2011 na última visita a Sintra de N.S. do Cabo Espichel. às Freguesias de Santa Maria e São Miguel.

Historial
Os primeiros acordes musicais dos Diamantes Negros terão um pouco mais de 50 anos, quando dois meninos, Álvaro José Silvestre e Carlos José Santos (Caínhas), davam autênticos concertos de harmónica no espaço real do Palácio Nacional de Sintra. E, foi aí que começaram a navegar nas ondas da musicalidade ainda que, logo de imediato mudassem de instrumentos. O Álvaro José para viola baixo e o Caínhas para bateria.
Para navegar as ondas da musicalidade era preciso um timoneiro. A escolha recaiu no Carlos Henriques (Xixó) que abarcava vários saberes musicais. A eles logo se juntou o Carlos Rodrigues com o seu saxofone. E foi com estes quatro elementos que o sonho se concretizou, a 25 de Janeiro de 1964. Um ano depois, juntou-se aos Diamantes Negros um outro histórico de peso, o Luis Cardoso.
Em 1965 gravam um disco e dado o sucesso participam em programas de televisão. Nos anos seguintes participam em festivais, concursos de bandas e obtém sempre lugares no pódio.
Os Diamantes Negros, fruto de incidências várias, guerra colonial, por exemplo, tiveram ao longo destes anos 55 anos várias formações.

Fonte:Diamantes Negros

Curiosidade:
 Casino da Figueira da Foz  em 25 de Junho de 2016


*Post relacionado, sobre o 50º aniversário dos Diamantes Negros no Olga Cadaval em Maio de 2014


quinta-feira, janeiro 24, 2019

Rodrigues Lobo e Cintra

Foto do Arq.Fotog.da CML

“ Perto da cidade principal da Lusitânia está uma graciosa aldeia que com igual distância, fica situada à vista do Mar Oceano, fresca no Verão com muitos favores da natureza e rica no Estio e no inverno com os frutos e comodidades que ajudam a passar a vida saborosamente porque, com a vizinhança dos portos de mar, por uma parte e da outra com a comunicação de uma ribeira que enche os seus vales e outeiros de arvoredos e verdura, tem, em todos os tempos do ano, o que em diferentes lugares costuma buscar a necessidade dos homens, e, por este respeito foi sempre o sítio escolhido para desvio da corte e voluntário desterro do tráfego dela, dos cortesãos que ali tinham quintas, amigos ou heranças que costumam ser velha couto dos excessivos gastos da cidade.»
Rodrigues Lobo (1579-1621)
Extracto, de “Corte na Aldeia” de Rodrigues Lobo, encontrado no “Sintra Guia” ed. CMS

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Casa Museu Anjos Teixeira

Homem com o polvo-Anjos Teixeira

A Casa Museu Anjos Teixeira, está instalada na Volta do Duche,

Pedro Augusto dos Anjos Teixeira (1908-1997), legou em 1974 à autarquia Sintrense todo o seu espólio e parte das obras de seu pai, Artur dos Anjos Teixeira(1880-1935). As obras destes dois mestres escultores estão reunidas neste mesmo espaço, que abriu ao público em 1976.




terça-feira, janeiro 22, 2019

Viagem até Sintra em 1907

" Estação de caminho de ferro e arcos das águas livres em Campolide-principio do sécXX "(Foto retirada da revista Cais nº34 Novembro1998)
Estação do Rossio 2010

Dirigir-se-ha o viajante á Estação Central do Rocio, d’onde partem os comboios para a vila de Cintra (1ªclasse 530 reis –2 ª., 360 -3ª., 230).

As partidas são muito frequentes, principalmente na epocha do verão, devido ao extraordinário movimento que ha, não só para tão bella estancia, como também para todas as povoações servidas pelo caminho de ferro de Cintra.Entre essas povoações destacam-se Queluz e Belas de que adeante falaremos.

Cintra dista de Lisboa 30 kilometros.


O trajecto em comboio rápido, é feito em pouco mais de meia hora; e em comboio ordinário , no dôbro do tempo , sem, porém, se tornar fastidioso, pois ha sempre surpresas na variedade do panorama .

Logo que o comboio galga o tunnel , onde entra á partida da estação do Rocio, descobrem-se á esquerda no sitio denominado Rabicha, ao principio do Valle de Alcantara, os Arcos das Aguas Livres, obra notavel de D.João V.

(...)De Cacem em deante, do lado esquerdo , avistam-se já , por vezes, os castellos da Pena e dos Mouros.


E assim, debaixo da impressão mais agradável, chega-se a Cintra, villa encantada, que a natureza, n’um prodigio de esthética e excesso de bom humor, conseguiu elevar com tudo quanto a imaginação póde conceber de bello e grandioso.(...)Á sahida da estação, entra-se na villa esthephania.


Fonte:Guia do viajante em Portugal e suas colonias em Africa. ed.Empresa Nacional de Navegação 1907

domingo, janeiro 20, 2019

A Lua de hoje vista de Colares

Foto da Lua de hoje vista de Colares


Na madrugada de segunda-feira vai ocorrer o único eclipse total da Lua visível até 2021. A lua ficará totalmente na sombra da Terra às 4:41 horas, embora continue visível, adquirindo tons avermelhados e acastanhados​​​​​​, uma vez que recebe luz solar indirectamente. 
"Há uma coincidência engraçada: é uma Super Lua, o que vai ser bonito. O que se vai notar nesta Super Lua é que ela vai estar maior e mais brilhante do que o habitual por causa da aproximação da Terra", explica o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, ao DN"
Fonte DN

Foto  da Lua em Colares, hoje no início da noite.

Sobre o Casal da Roçada e Quinta do Boialvo (reedição)

Stephen Brody * lançou-me em 2008, o desafio de encontrar duas casas de Sintra que ele tinha pintado há alguns anos e que estariam em risco de desaparecerem. Recorrendo a quem sabe mais de Sintra do que eu (Emilia Reis),consegui fazer algumas fotos. Entretanto a participação de leitores no post, enriqueceram a informação que tinha obtido na altura - razão para esta nova publicação actualizada. Casal da Roçada, aguarela de Stephen Brody
Foto actual(2008)
 O local é o Lourel em Sintra, as aguarelas pertencem ao Casal da Roçada, ou "Roussadas" como denomina José Alfredo Azevedo em”Bairros de Sintra” e que na altura pertencia ao Dr.Vicente Monteiro, e a Quinta do Boyalvo. A edificação apalaçada da primeira, está em bom estado de conservação, já a segunda, consequência de um incêndio, o imóvel encontra-se parcialmente destruído.

Casal da Roçada, aguarela de Stephen Brody


Foto actual (2008)

Quinta do Boyalvo, aguarela de Stephen Brody


Foto actual (2008)

"A casa do Casal da Roçada foi mandada construir no início do séc.XX pelo Dr. Vicente Monteiro, que foi um ilustre advogado e o primeiro bastonário da Ordem dos Advogados. Foi construida por etapas, com adição sucessiva de vários corpos, o que lhe confere um caracter "orgânico".
Manteve-se na descendência do Dr. Vicente Monteiro até meados dos anos 80 tendo sido então adquirida pelo actual proprietário, Eng. Adriano Lucas, que procedeu a obras de reabilitação."
De um leitor do blog
Foto actual(2008)

"O Casal da Roçada tinha uma Capela ou Oratório público com o Santíssimo Sacramento em sacrário, conforme licença dada pelo Cardeal Patriarca em 2 de Agosto de 1915.


"A Quinta ou Casal de Boialvo tinha uma Capela ou Ermida, cujo campanário ainda se vislumbra nas fotografias, dedicada à Santíssima Trindade,tem a curiosidade de ter sido uma das últimas ermidas públicas do Patriarcado de Lisboa a ser benzida antes do Terramoto de 1 de Novembro de 1755, visto que foi fundada por Aires da Cruz, assistente em Lisboa, que ali mandara fazer um Oratório, «mas atendendo à utilidade de ter naquele distrito uma ermida com porta pública», de que teve licença de erecção em 12 de Agosto de 1755 e sua licença de culto por Provisão de 3 de Setembro de 1755.

Foi restaurada pelo Sr. Manuel Rodrigues Ferreira, dono desta Capela e Casal, sendo benzida em 22 de Junho de 1878 pelo pároco de Santa Maria e São Miguel de Sintra, Pe. José dos Santos Ala, com a celebração de missa pela alma do Sr. Estanislau José Rodrigues Ferreira, falecido fazia neste dia meio ano, irmão do dito proprietário."
Rui Manuel Mesquita Mendes

*Stephen Brody, autor de diversas aguarelas que o “Rio das Maçãs” tem publicado ilustrando recantos Sintrenses 

As aguarelas que o “Rio das Maçãs” tem publicado ilustrando recantos Sintrenses

Créditos
Stephen Brody
Emilia Reis
Rui Manuel Mesquita Mendes
Leitor não identificado

Post anterior(2008):
http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/04/aguarelas-de-sintra-de-stephen-brody.html

sábado, janeiro 19, 2019

Porque hoje é Sábado...


Maria Emília Roque Gameiro Martins Barata (assinava como Màmia Roque Gameiro) (Amadora7 de Setembro de 1901 – Lisboa1996) foi uma pintora e ilustradora portuguesa.
Discípula de Mily Possoz, era filha do aguarelista Alfredo Roque Gameiro e de Assunção Roque Gameiro, e irmã de Raquel Roque Gameiro. Em 1919 expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes e em 1923 realizou a primeira exposição individual, em Lisboa. Em 5 de Janeiro de 1926, casou, em Lisboa, com o pintor Jaime Martins Barata. Dedicou-se ao ensino do desenho a crianças e ilustrou livros infantis e publicações periódicas femininas e para crianças. Entre 1935 e 1940 fez trabalhos de representação de histologia com o Professor Marck Athias no Instituto Português de Oncologia[1]
Fonte Wikipédia


Màmía pintada por seu pai, Alfredo Roque Gameiro.

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Lua de Janeiro

Lua em 17/01/2019

5 de Janeiro de 2019: Lua Nova
14 de Janeiro de 2019: Lua Crescente
21 de Janeiro de 2019: Lua Cheia
27 de Janeiro de 2019: Lua Minguante

Foto em 17/01/2019

quarta-feira, janeiro 16, 2019

António José Soares fornecedor da Real Ucharia de Cintra (reedição)

Quem vai para o mar abastece-se em terra

Para se concretizar  a fuga para o exílio da familia real , motivada pelo avanço das forças do movimento revolucionário em  Outubro de 1910, que  viria a provocar a queda do regime monárquico - foi necessário com urgência, reunir os elementos da família em Mafra. D.Amélia encontrava-se em Sintra e D. Maria Pia na  sua vila do Estoril, D.Manuel II no Palácio Real das Necessidades, enquanto o infante D.Afonso partira de Belém a bordo do iate Amélia - além de reunir a família, havia que adquirir alguns mantimentos para uma viagem marítima sem destino certo.


A escolha recaíu no  habitual fornecedor sintrense da Real Ucharia de Cintra, a Mercearia  e Tabacos de António José Soares, conforme  prova factura que hoje publicamos de 4 de Outubro de 1910.

Legenda:1º factura compras efectuadas em 4 de Outubro de 1910 - 2ª factura de data anterior fornecimentos  da Mercearia e Tabacos de  António José Soares, durante a vigência de D.Maria Pia avó de D.Manuel II.


Ericeira,Praia dos Pescadores, 5 de Outubro de 1910, no momento do embarque no Iate  Amélia, com   Gibraltar como destino.


Com a família real seguiu uma pequena corte  de exilados voluntários que a continuaram a servir. O Marquês de Soveral, os Condes de Figueiró, o Conde de Galveias, os Duques de Palmela, os Marqueses de Lavradio entre outros.




A família real partiu para o exílio a bordo do iate Amélia. Ainda se pensou seguir para o Porto, mas a proclamação da República em Lisboa fez seguir a familia para Gibraltar

Saber mais sobre a fuga para o exílio da família real:
 http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/10/proclamao-da-repblica.html



terça-feira, janeiro 15, 2019

Perdidas na Serra de Sintra


via Jornal de Notícias:
As duas turistas, de nacionalidade francesa, que estavam desaparecidas na serra de Sintra, desde as 18 horas desta terça-feira, foram localizadas e resgatadas, cerca das 20.30 horas, por efetivos da GNR e dos Bombeiros de São Pedro de Sintra.
O jornal digital Cascais24, que cita fonte do Comando Territorial da GNR de Lisboa, afirma que uma das turistas apresenta ferimentos numa das pernas.
A operação de resgate não foi isenta de dificuldades, acrescenta o jornal online.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

O Museu Arqueológico de S.Miguel de Odrinhas com número record de visitantes em 2018

Dr. Cardim Ribeiro  fazendo a apresentação  do Museu ao  Presidente Marcelo Rebelo de Sousa numa visita ao Museu

Mais de 18 mil pessoas visitaram o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, no ano de 2018, registando assim o maior número de visitantes desde que foi inaugurado, um aumento de 102% relativamente ao ano anterior.
Na exposição permanente «Livro de Pedra» contam-se cerca de dois milénios de história a partir das inscrições e dos elementos decorativos presentes nas dezenas de monumentos pétreos, que integram sete salas temáticas e cronologicamente organizadas: “Cripta Etrusca”, “Basílica Romana”, “Igreja Visigótica”, “Cronos Devorator”, “Necrópole Medieval”, “Gabinete Lapidar” e “Fines”.
De momento está patente a exposição temporária “Agricultores e Pastores da Pré-História – Testemunhos da Região de Sintra” que conta com mais de 500 objetos e testemunha a densa ocupação humana em Sintra durante a Pré-história e apresenta, pela primeira vez ao público, alguns dos mais significativos conjuntos desde meados do sexto milénio (Neolítico antigo) até finais do terceiro milénio A.C. (Calcolítico final).Esta exposição foi inaugurada em Março de 2018, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Fonte do texto do post retirado daqui

sábado, janeiro 12, 2019

Miradouro das Azenhas do Mar com limitação de acesso automóvel

«O miradouro sul das Azenhas do Mar, na freguesia de Colares, vai ser requalificado, com limitação do acesso automóvel e criação de um espaço de estacionamento nas proximidades, informou a Câmara de Sintra. “A intervenção visa requalificar o miradouro sul das Azenhas do Mar, um local de grande valor paisagístico e turístico”, salienta uma nota da autarquia do distrito de Lisboa.
A empreitada de requalificação, que teve início na quinta-feira, está orçada em 162 mil euros e prevê a “supressão do acesso automóvel livre, reservando-se o espaço central do miradouro para pessoas que se deslocam a pé e para ciclistas”, sublinha o presidente da câmara, Basílio Horta (PS), citado no mesmo comunicado.»
Retirado daqui.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Ponte romana da Catribana

Hoje visitámos de novo a ponte romana de Catribana, que neste momento tem em conservação a calçada romana que ainda existe no prolongamento da ponte.

Fotos em 10 de Janeiro de 2019

"O conjunto formado pela ponte e calçada romanas da Catribana levaria a uma via de maiores dimensões, que vinda do norte junto à costa e percorrendo os campos da zona da Assafora, inflectiria daqui para o termo de Montelavar, seguindo depois para Olisipo (Lisboa)".

Post relacionado:
https://riodasmacas.blogspot.com/2017/04/visita-ponte-romana-da-catribana.html