domingo, maio 28, 2017

Aconteceu uma exposição Colectiva de Pintura em Colares

Encerrou ontem na Adega Visconde Salreu em Colares, a Exposição Colectiva de Pintura dos amigos da Adega. Dinamizador do evento, o amigo José Augusto da Adega das Azenhas - artista autodidata, que tivemos a possibilidade de acompanhar, no seu percurso artístico desde  início das primeiras pinceladas, no Rio das Maçãs.
"Fui trabalhar apenas com 13 anos, e como se costuma dizer, nunca tive muito jeito para o desenho nem para a pintura. 

Comecei a pintar porque um amigo “Carlos Vizeu”, fazia uns desenhos nas toalhas do restaurante e eu disse na brincadeira, que um dia também ia pintar um quadro."

 José Augusto

http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/05/pintar-nas-azenhas-do-mar-iii_7.html


http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/09/pintar-nas-azenhas-do-mar.html


Walter Barros, junto ao seu quadro "Urban life, comboio da linha de Sintra" 2008/acrílico,pastel sobre tela.
José Augusto, junto a alguns dos seus trabalhos, normalmente expostos na Adega das Azenhas
 Trabalhos de Gonçalo Moleiro
Mª.de Lurdes Fontain

-Também presentes na colectiva, trabalhos de António Contente T.


"Muitos dos quadros que comecei nunca terminei, acabando sempre no final por pintar nessas telas um ramo de flores....

Um amigo pediu-me um dia uma pintura e disse-me que tinha que ser muito boa, e que iria demorar muito a pintá-la. Num instante fiz a pintura, o que me provocou uma satisfação e um grande contentamento.

Pintar requer muita sensibilidade e muito trabalho mas  também provoca uma agradável sensação de relax. Dou muito valor ao trabalho do pintor. Uma pintura tanto pode demorar séculos como minutos ou anos. É preciso coragem para mostrar uma pintura ou um desenho. Os quadros têm vida, beleza, hipnotizam-nos e provocam sentimentos de tristeza ou alegria, são registos inteligentes."

Zé Pintor/José Augusto

sábado, maio 27, 2017

Ocorrência em Colares

Fotos de hoje em Colares
Cerca da 13h00 a sirene dos Bombeiros de Colares, avisava que teria havido algo de anormal neste sábado. Um pequeno incêndio urbano, que terá sido motivado por um problema num exaustor, rapidamente resolvido.

No tempo de renovação do bando de Patos Reais

Mais uma ninhada no rio das Maçãs ,garante que o bando de Patos Reais continua com grande vigor, no seu favorito habitat - conforme as fotos de ontem comprovam.

Fotos em 26/05/2017

Os Patos Reais da Várzea de Colares, são um elemento fundamental na paisagem  bucólica daquele lugar - aguardemos que a estes patinhos seja concedida uma longa permanência, também para nosso deleite.

sexta-feira, maio 26, 2017

Postal de Colares

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A Villa Costa, o chalet de José Inácio Costa

José Inácio Costa
Natural de Colares , foi criado no seio de modesta familia e, ainda jovem fixou-se em Lisboa onde aprendeu o oficío de latoeiro.Um dos proprietários da fábrica onde trabalhava, sem herdeiros ,afeiçoou-se ao moço e ,legou-lhe uma das suas industrias conserveiras, Inácio Costa soube gerir o seu património e diversificou a sua actividade, acumulando fortuna.Manteve, apesar de tudo, grande afeição à sua terra natal, tornando-se num dos maiores beneméritos da Vila de Colares, onde faleceu a 13 de Abril de 1896".(cfr ROCHA, 1997,10p.3)

O Chalet de José Inácio Costa construído em 1885 e que "constitui um exemplar arquitectónico muito interessante, com as sua janelas góticas e decoração vegetalista estilizada dos capitéis patentes nas janelas maineladas, cuja gramática recorda vagamente certo estilo revivalista.”
No "Colares" de Maria Teresa Caetano

Quase em frente à Vila Costa, duas Vivendas geminadas, Ema e Alda, mandadas construir por Inácio Costa para as sua duas netas e que hoje alojam a Farmácia e os Correios de Colares.

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Vivendas Ema e Alda

Sobre José Inácio Costa
"Collares, seu berço natal sua estância  favorita que sempre disse querer nela acabar os seus dias, deve-lhe inolvidaveis benefícios, José Inácio da Costa queria-lhe como um filho quer a uma mãe extremosa; pugnava pelo seu bem-estar, interessava-se com entusiasmo por tudo quando pudesse aumentar as belezas materiais e o prestígio moral.
Começando por embelezar  a entrada da Vila com uma magnífica vivenda de campo para si e um belo chalet para os seu filhos, continuou, dotando-a com sucessivos melhoramentos, entre os quais avulta o Eden-Hotel.
Construiu também duas belas casas para a sociedade Filarmónica e para o teatro. à sociedade musical prestou dedicado patrocínio, já abonado-lhe quantias para fardamentos, já doando-lhe várias ajudas monetárias para a sua manutenção.
Foi o iniciador do Montepío, tendo também dotado a corporação de bombeiros Voluntários com uma bela máquina para extinção de incêndios."
No Correio de Cintra de 19 de Abril de 1896 (quando do seu falecimento)


quinta-feira, maio 25, 2017

O lugar do Vinagre em Colares

Vinagre
Rio das Maçãs
Quinta do Vinagre
“O logar do Vinagre, freguesia de Collares, festeja hoje com grande regozijo a inauguração de um melhoramento de que há muito carecia e reclamava, como aqui repetidas vezes dissemos: a mudança do chafariz da antiga estrada de Collares para aquela povoação, e o alargamento da mina para o abastecer.
Os trabalhos foram excelentemente executados sob a direcção do sr.Francisco dos Santos, digno fiscal da viação do município.
Felicitamos os habitantes do Vinagre por obterem finalmente o desejado melhoramento, por que tantas vezes pugnamos.”
Correio de Cintra” de 5 Junho 1904

Notícia transcrita da “Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -1891-1991“ de António Caruna


Ponte e represa do Vinagre

quarta-feira, maio 24, 2017

Boom Turístico e Colares

"Em Lisboa, o sector cresceu 15,4 por cento no ano passado, mais do que em qualquer outra cidade europeia. São 11,5 milhões de dormidas anuais. A capital está nas bocas do mundo e soma distinções: Melhor Destino Europeu, Melhor Destino Urbano, Melhor Destino Low Cost, Melhor Destino de Cruzeiro, além de estar em todas as listas das cidades mais bonitas do planeta. No Porto o número de dormidas atingiu os 2,6 milhões, um crescimento de 13,8 por cento face a 2013." *
Dados de 2015.
 Retirado daqui: http://www.noticiasmagazine.pt/2015/o-turismo-que-muda-vidas/

O boom turístico que o país vive , está a chegar a Colares - segundo algumas informações o antigo hotel Eden, e o Chalet José Inácio Costa, irão transformar-se em hostels

O Chalet de José Inácio Costa , teve início de construção em 5 de Novembro de 1885


“O Chalet de Inácio Costa que constitui um exemplar arquitectónico muito interessante, com as sua janelas góticas e decoração vegetalista estilizada dos capitéis patentes nas janelas maineladas, cuja gramática recorda vagamente certo estilo revivalista.”
No "Colares" de Maria Teresa Caetano

Antigo Hotel Eden
Hotel Eden

«Na “baixa” de Colares destaca-se, pois, o edifício do antigo Hotel Éden edificado por Inácio Costa, em 1887, e que foi durante vários anos, a única unidade hoteleira da região.Aquele capitalista construíra ali perto, a sua residência de férias (1885), a “Villa Costa”, provavelmente projectada pelo mestre Manuel Joaquim de Oliveira.
Estas edificações, pelo seu eclestismo no contexto vernacular em que se inseriam, mereceram , mais tarde, a seguinte apreciação de Frutuoso Gaio:«a quem se deve a construção do Eden Hotel, dos melhores chalets, e do seu magnífico palacete na Abreja, cujo recheio faustoso, era de tal opulência que até umas ricas cadeiras de uma das salas, quando as visitas se sentavam faziam ouvir peças de música».
(...)
«A “Villa Costa” e o Eden Hotel agremiaram um círculo intelectual e mundano da vilegiatura de fin de siécle e crente no progresso anunciado para o evo que se avizinhava, onde incluiam, para além da familia Costa , Chaves Mazziotti-proprietário da Quinta Mazzotti e deputado pelo Partido Progressista-Alfredo Keil, marquesa de Vale Flôr,conde de Sabugosa, conde de Valenças,viscondessa de Santarém,familia Portocarrero,o pintor Veloso Salgado-que em 1923 retratou o ilustre médico e cientista Carlos França-entre outros.»

Texto retirado de "Colares" da autoria de Maria Teresa Caetano

Quinta do Vinagre
Nos últimos dias veio à baila a possivel venda da Quinta do Vinagre, e segundo as notícias Madona, seria uma interessada em viver em Colares...
O Palacete foi construído no Séc.XVI, por D.Fernando Coutinho Bispo de Silves.Veio a ser adquirido mais tarde pelo Conde de Mafra que o vendeu à familia Schumberger.

terça-feira, maio 23, 2017

Coisas de Sintra na TVI

Programa televisivo da TVI,"Pesadelo na cozinha" com o Chefe Ljubomir Stanisic, num conhecido restaurante da Praia das Maçãs, utilizando também a Várzea de Sintra e o Eléctrico para cenário de um momento do programa.


Foto em 16/05/2017, na passagem por Colares


Ver mais aqui:
http://colares.blogs.sapo.pt/barmacia-antes-e-depois-do-pesadelo-376212

segunda-feira, maio 22, 2017

Sinais da biodiversidade de Colares

bloguePerdizVarzeadeColares32Têm algum tempo já estas fotos da Várzea de Colares -  os perdigotos na imagem, terão talvez, conseguido sobreviver  à "fileira" de caçadores, e continuar na nossa vizinhança. BloguePerdizVarzeadeColares2BloguePerdizVarzeadeCola8 Biologia da Perdiz Vermelha
Classificação Taxonómica desta espécie mais conhecida como perdiz comum, pertence ao Reino animal, ao Filo Cordata, a Classe das Aves, pertencendo a Ordem dos Galliformes. A Familia dos Phasianidea é uma das sete famílias que compõem a Ordem dos Galliformes. São exemplares da família Phasianidea: os faisões, os perus e claro as perdizes. A Perdiz vermelha pertence ao Género Alectoris. Sendo o nome cientifico da espécie Alectoris Rufa.
A diferença que existe entre macho e fêmea principalmente é no caso do macho a presença de esporão bem desenvolvido nas duas patas pois as fêmeas poderão ter presença de esporão mas apenas num tarso.
O tamanho do macho pode ser maior mais corpulento que a fêmea e o comprimento do tarso ser maior e mais grosso.
A reprodução desta espécie de uma maneira geral inicia-se em Março onde se costuma ver as perdizes aos casais e não em bandos por serem uma espécie monogâmica, dando inicio a postura nos fins de Abril até Junho podendo alargar o prazo dependendo das condições do ano.
A fêmea procura uma pequena depressão no meio da vegetação rasteira onde faz o ninho.
A Perdiz é uma espécie nidífuga, os perdigotos abandonam o ninho à nascença, permanecendo a ninhada junto da fêmea.


(Notas sobre a biologia da Perdiz -retiradas daqui)

sábado, maio 20, 2017

Porque hoje é Sábado...

Porque decorre no norte do País o Rally de Portugal - memórias de fotos dos anos 70 e 80,  quando o Rally TAP, passava por Sintra.
Lagoa Azul, um amplo anfiteatro de espectadores,


Partida de Michéle Mouton/Fabrizia Pons (Audi Quattro), para mais um troço na Lagoa Azul (1982)


Chegada  de  um Alpine RenaultA110 , ao Autódromo do Estoril depois de uma dura prova (1973)

Passagem no Cacém, na Av.Nuno Álvares Pereira.
Fiat 124 Spyder, na curva do antigo Cinema S.João no Cacém

"Ao longo da sua história, o Rally TAP, e mais tarde o Rally de Portugal, escreveram páginas de sucesso no palmarés do Mundial, a ponto de ter sido considerado por cinco vezes o “Melhor Rally do Mundo” e em 2000 ter sido distinguido com o prémio de “Rali com Melhor Evolução do Ano”.
ACP

quinta-feira, maio 18, 2017

Vinho de Colares - Provas de Vinho Comentadas

"De longínqua tradição, encimando a famosa lista da viticultura nacional, o vinho de Colares contém particularidades únicas, que o tornaram ao longo dos anos num dos mais apreciados vinhos do mundo. A sua famosa casta Ramisco, cuja vinha é abacelada em terrenos arenosos do litoral e sujeita ao micro-clima existente na região sintrense, produz um vinho de bouquet magnífico, cheio de delicadeza, sabor e perfume agradáveis, e com pequena percentagem de álcool.(...)"
*João Rodil em "Sintra na Obra de Eça Queirós"


quarta-feira, maio 17, 2017

Sessões nocturnas no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Via Museu Arqueológico de Odrinhas
Foto MASMO
Ave Amici!

Estamos em plena época romana. O pater familias saúda os convidados e exorta-os a acompanhar as matronas da suadomus numa visita ritual aos túmulos dos antepassados e aos altares dos deuses. Nas sepulturas colocam-se grinaldas e sobre as aras ardem incensos e derramam-se libações. As trémulas luzes das candeias movem misteriosas sombras. Chamados pelos seus próprios nomes, os antigos romanos e suas divindades ganham uma nova vida e tornam-se presentes. As pedras falam!

Funcionamento: Sábado, dia 20 de Maio, três sessões nocturnas às 21.00 horas, às 22.00 horas e às 23.00 horas;
Informação:MASMO



terça-feira, maio 16, 2017

Memórias da Escola Industrial e Comercial de Sintra

Pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede, no hall da Escola Ferreira Dias (ex.Escola Industrial e Comercial de Sintra). Encontra-se profundamente integrada na arquitectura da escola e no espírito da época.(fotomontagem RiodasMaçãs)

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O Painel da Escola Industrial e Comercial de Sintra

Pintura mural, inventariada com o número ME/401754/146, pertencente à Escola Secundária com 3º ciclo de Ferreira Dias,
Trata-se de uma pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede. Encontra-se profundamente integrada na arquitetura da escola e no espírito da época.
Ao centro temos uma figura feminina, com vestes brancas e uma criança sem roupa aos ombros. Esta criança segura
uma placa onde se pode ler "Escola Técnica/ Sintra Cacém". Ao lado desta, encontra-se uma figura masculina, de mais idade, que tem nas mãos um livro.
Do lado esquerdo e direito estão, respetivamente, cinco jovens do sexo masculino e do sexo feminimo, que hasteiam, bandeiras com símbolos alusivos aos vários cursos técnicos lecionados na escola.
A Escola Secundária com 3° Ciclo de Ferreira Dias teve a sua origem na Escola Industrial e Comercial de Sintra, criada 1959. O edifício inicial, onde se encontra a referida pintura, não sofreu grandes modificações desde a sua criação.
O autor da obra, Mestre António Soares (1894 - 1978), viveu numa época em que se começam a afirmar em Portugal novas correntes estéticas, ligadas ao modernismo, a par do naturalismo. Não teve qualquer tipo de formação académica e iniciou-se na vida artística através da ilustração. Destacou-se igualmente nas áreas da arquitetura, decoração e cenografia. No âmbito da pintura mural, podemos destacar as pinturas no café lisboeta, A Brasileira.
Caracteriza-se por um estilo que lembra Columbano, com grande interesse pela figura e pela sensibilidade e emoção que consegue transmitir. Participou em várias exposições
internacionais, entre 1959 e 1967.

texto retirado daqui

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Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/11/escola-industrial-e-comercial-de-sintra.html

segunda-feira, maio 15, 2017

Murais da Falagueira

No Concelho vizinho da Amadora, na  Falagueira, um  magnífico tributo a Zeca Afonso, Amália e Carlos Paredes da autoria do artista Odeit. Fotos em 14 de Maio de 2017


Ao chegar à rotunda da estação de metro da Amadora-Este, ninguém fica indiferente a estes 3 Murais gigantes. Dos novos aos mais velhos. Aos curiosos que param o carro para ter a oportunidade de tirar fotografias e também amantes de street-art.



As fachadas dos prédios terão 120 metros, e os murais foram pintados a latas de spray



 Este desafio, lançado pela Câmara Municipal da Amadora e por Catarina Martins, responsável pelo projecto “Conversas na Rua” que decorreu durante o mês de Setembro, de 2016, passa por promover a arte urbana na cidade,

Saber mais sobre o autor:
https://www.odeith.com/tributo-amalia-zeca-carlos-amadora/

domingo, maio 14, 2017

Vitrais do Salão Nobre do Palácio da Pena

O restauro completo do Salão Nobre do Palácio da Pena, foi apresentado em 23 de janeiro de 2014 projecto que implicou um investimento de cerca de 262.500 Euros ao longo de três anos. Após uma nova visita, publicamos hoje, fotos de dois dos extraordinários  vitrais daquele salão.

. O projecto contemplou a reabilitação geral das infraestruturas, a revisão do pavimento e o restauro dos revestimentos em madeira e estuque, dos lustres, dos vitrais e do mobiliário especialmente encomendado por D. Fernando, incluindo peças em reserva e porcelanas. Com informação histórica e o apoio de consultores, procurou-se reapresentar o Salão no seu estado original. Na investigação histórica o projecto contou com análises de materiais do Laboratório José de Figueiredo (DGPC).

Fonte:Texto da PSML (adaptado)
Janela do Salão Nobre
"Pouco antes do seu casamento com a Condessa d’Edla, o D. Fernando II redecora o Salão Nobre do Palácio da Pena, encomendando à casa Barbosa e Costa, em Lisboa, o mobiliário, as luminárias e os têxteis e introduz uma mesa de bilhar. Quer no tempo do Rei D. Carlos, quer depois da queda da monarquia em 1910 e adaptação da antiga residência real a museu, esta decoração sofreu diversas alterações. Nos finais dos anos de 1950, com a excepção do mobiliário encomendado por D. Fernando especificamente para este espaço, o Salão Nobre tornara-se num espaço bastante despojado. Posteriormente, com a incorporação de doações particulares e depósitos de outros museus e palácios, e com o objectivo de criar ambientes tardo-oitocentistas, a musealização do Palácio da Pena e, em especial, do Salão Nobre, passou a expor objectos que nunca aí haviam estado. 
Texto PSML
Salão Nobre -foto de 2014

Eléctrico da Praia das Maçãs - Uma Imagem de Marca de Sintra

 Foto na passagem por Colares em 13/05/2017



O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 113 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.
Na sua já longa vida, o eléctrico, parte integrante da bela paisagem de Sintra, tão acarinhado pelas populações que o vêem passar às suas portas há mais de cem anos, teve ao longo da sua exploração algumas paragens , felizmente sempre retomadas.
O eléctrico da Praia das Maçãs acompanhou diversos ciclos da nossa história. A 1ª tentativa de construção da linha de caminho de ferro entre Sintra e Colares foi em 1886, reinava então D. Luis.
A 2 de Julho de 1900, é constituída a Companhia de Caminho de Ferro de Cintra à Praia das Maçãs SARL, ainda em monarquia, no reinado de D.Carlos.
Anos mais tarde a empresa sofre uma alteração e passa a denominar-se “Cintra ao Oceano”, em 1904 , já no fim do regime monárquico, e mantém-se até 1914, já em pleno regime Republicano, com os eléctricos pintados de amarelo.
A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).
Em 1995, já em plena democracia, com a onda de privatizações na altura, é adquirida pelo grupo Barraqueiro, que vendeu 20% do capital ao grupo britânico Stagecoach Holding, que acabou por pintar os eléctricos de vermelho.
Nos nossos dias o eléctrico renasceu a partir de 1996, em várias fases , recuperando-se inicialmente o troço Estefânia, Ribeira de Sintra e inaugurando-se posteriormente o troço entre a Ribeira de Sintra e o Banzão a 30 de Outubro desse ano. A passagem da exploração para a Câmara Municipal de Sintra, permitiu retomar a circulação em 2001, e mais tarde fazer chegar de novo o eléctrico à Praia das Maçãs.
Pedro Macieira/Blog rio das Maçãs

Fontes consultadas:
“O eléctrico de Sintra um percurso centenário” –Júlio Cardoso,Valdemar Alves ed.CMS
Sintra Regional (2004)
Obras de José Alfredo da Costa Azevedo
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sexta-feira, maio 12, 2017

Documentário "D.Fernando ll - Notas Biográficas" apresentado no Palácio da Pena

Foto em 11/05/2017

A Parques de Sintra (PSML), marcou o o encerramento da exposição ““Fernando Coburgo fecit: a actividade artística do rei-consorte” ,dedicada à obra artística do monarca foi inaugurada a 29 de Outubro de 2016, data de aniversário do rei, com o propósito de assinalar o bicentenário do nascimento de D. Fernando II, criador do Parque e Palácio da Pena, com a exibição do documentário “D. Fernando II – Notas Biográficas”, 


O documentário “D. Fernando II – Notas Biográficas”, realizado por João Santa Clara, a partir do guião de João de Oliveira Cachado, levanta um conjunto de questões pertinentes sobre o monarca e regista aspectos biográficos com base em testemunhos de diferentes especialistas nos domínios em que o rei repartiu a sua actividade, como é o caso da historiadora de arte, Raquel Henriques da Silva, da historiadora e autora da biografia de D. Fernando II, Maria Antónia Lopes, da historiadora de arte, Maria João Neto, e do diretor do Palácio Nacional da Pena, António Nunes Pereira, e produção  de Mário João  Machado.

Durante a exibição do documentário no torreão do Palácio da Pena em 11/05/2017