quarta-feira, novembro 28, 2018

Galopim de Carvalho preocupado com bloco na Praia Grande que ameaça ruir

"António Galopim de Carvalho avisou que um bloco na vertente de pegadas de dinossauros da Praia Grande ameaçava ruir e pediu uma avaliação. Um geólogo da Câmara de Sintra já fez a avaliação e diz que não há motivo para encerrar o percurso por falta de segurança."
Foto do local  e da saliência que preocupa Galopim de Carvalho (foto em 22/10/2018)

“Estive lá com um grupo de crianças e, naqueles cinco ou dez minutos, só para explicar, estava preocupado e enquanto não corri com as crianças dali para fora não descansei”, contou o antigo director do então Museu Nacional de História Natural. o percurso por falta de segurança.No texto – também publicado no blogue De Rerum Natura, de divulgação científica –, o geólogo alertou que “uma parte da camada de calcário (sobrejacente à que contém as pegadas), com perto de uma dezena de toneladas, está prestes a ruir”. António Galopim de Carvalho avisava para a possibilidade de ser precisamente sobre as cabeças de quem estiver no pequeno patamar, existente na escadaria de acesso à praia pelo lado de Almoçageme, que irá cair, “a qualquer momento, a dita porção de rocha”.
In Público 26/11/2018
Foto em 22/10/2018

No início da semana passada, fonte oficial da Câmara, segundo a Agência Lusa, disse que técnicos
do serviço municipal de Protecção Civil informara que "não se verificam
despreendimentos de inertes na escadaria e não há razões para cortar o acesso, mas conside-
rando tratar-se de uma zona geologicamente instável será efectuada uma avaliação geológica
do estratificado com carácter de urgência", adianta o Público

Fotos em 22/10/2018
As pegadas (Foto em 22/10/2018)

Saber mais aqui

terça-feira, novembro 27, 2018

Bombeiros de Sintra não pretendem integrar o DECIR em 2019


COMUNICADO DOS BOMBEIROS DE SINTRA
Os Corpos de Bombeiros do Município de Sintra, decidiram em plenário, não integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) em 2019. Esta decisão foi provocada pelas recentes medidas que o Governo prevê aplicar na reestruturação da Protecção Civil em Portugal, que afectam o maior Agente de Protecção Civil, os Bombeiros Voluntários.
Esta medida irá fragilizar o DECIR 2019, no Distrito de Lisboa em cerca de 15 equipas, ou seja em cerca de 20% dos meios do dispositivo no Distrito. Considerando que os Bombeiros do Concelho de Sintra, conseguem também constituir mais 3 Grupos de Reforço para fora do Distrito, num total de mais de 90 operacionais e 30 veículos, representa em média a perda de capacidade de resposta de 50% do Distrito.
No dia 28 de Novembro às 20:30, os Bombeiros do Concelho de Sintra convidam os Órgãos de Comunicação Social, para uma conferência de imprensa, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Sintra.

segunda-feira, novembro 26, 2018

A Flor de Mármore ou as Maravilhas da Pena em Sintra (reedição)

"Flor de Mármore" de Francisco Gomes de Amorim,1878 Ed.Imprensa Nacional
...
Nas derradeiras convulsões da terra,
No ímpeto final d’ancia mais crua,
Rebentou-lhe do seio uma alta serra,
Com quem depois de amores teve a lua.

O granito em cascatas espantosas
Precipitado com terrivel sanha,
Fez recuar as vagas tenebrosas
Que rugiam na base da montanha.
E como ia esfriando se formava
Do seu conjunto um ramalhete immenso:
Gingantea flor de marmore simulava
O centro que dos céus direis suspenso.
...
“O encadeamento de montes, de que se compõe a serra de Cintra, visto das maiores alturas, tem o aspecto de um immenso ramalhete irregular.A maioria dos seus cabeços ou picos apresenta a forma de flores pyramidaes, mas nenhum com tanta similhança como aquelle em que foi edificado o majestoso Palacio Real da Pena.”- Francisco Gomes de Amorim e a razão do título de “Flor de Mármore” -1878


“Francisco Gomes de Amorim , nasceu em a A-Ver-o- mar(Minho), em 13 de Julho de 1827, e morreu em Lisboa em 1891.Foi aos dez anos para o Brasil e só ali aprendeu a ler e a escrever.Uma carta de Almeida Garrett fez com que voltasse a Portugal, tão pobre com tinha partido.Regressado à Pátria ,começou a escrever e, amparado pelo autor de Frei Luís de Sousa, entrou no Mundo das letras, tendo deixado obra muito vasta e, entre ela o livro "Muita Parra, e Pouca Uva ", editado em 1878 , que tem um capítulo dedicado a Sintra”...foi funcionário da Biblioteca e Museu da Escola naval , tendo sido aposentado com 38 anos de serviço, já no cargo de conservador, em 1890.

Foi um dos primeiros povoadores do bairro da Estefânia,(Sintra) no segundo prédio da série que constitui a rua que hoje tem o seu nome, desde 21 de julho de 1899.”
in "Obras de José Alfredo Azevedo"



Nota sobre “A Flor de Mármore ou as Maravilhas da Pena em Cintra”Na sequência, do post publicado sobre “A Cadeira de Almeida Garrett”, retomámos agora o tema do poemeto “ A Flor de Mármore”, da autoria de Gomes de Amorim e publicado em 1878, pela Imprensa Nacional. poemeto que terá sido “expressamente escripto” para A Condessa d’edla como forma de agradecimento pela intervenção que teve junto de D.Fernando para que lhe oferecesse a cadeira, de Almeida Garrett, na altura em que o poeta padecia de uma longa enfermidade.
-Em 1878 quando publicou «A Flor de Mármore ou as maravilhas da Pena em Sintra», Francisco Gomes de Amorim já trabalhava na sua obra »Garrett Memórias biográficas»
"Jornal de Sintra" 28 de Novembro de 1943
-Post relacionado :A Cadeira de Almeida Garrett-pressionar

-Agradecimento a Emilia Reis pela cedência da obra "A Flor de Mármore"

-Foto do Palácio da Pena, aut.não identificado -Biblioteca da CMLisboa

sábado, novembro 24, 2018

Porque hoje é Sábado...




No Café Ramisco, Praia das Maçãs

Vou ao Ramisco onde hoje está de serviço um empregado de mesa belo e jovem. No Ramisco, ao sentarmo-nos, a exiguidade do espaço com as mesas é um obstáculo. Ao levantarmo-nos, o espaço tam-bém nos prende com a mesa e a cadeira. Ele, deslocando a mesa, ajuda-me, com maior facilidade, a encontrar o meu lugar próprio, e diz-me, com os olhos sorrindo: – Vai ficar presa aqui. Sinto, no meu corpo de amor, a melodia dos sinais, e a solícita protecção de uma voz que sempre ouvi. /

Há, no entanto, sem que eu dê por isso, uma mulher velha que passa, decidida, na at-mosferaverde. No real, quer dizer, ao nivel do facto imediatamente visível e quotidiano, pousa-me, com uma certa pressão de peso, a mão aberta sobre a cabeça.
– Não apanhe sol – diz ela com solícito cuidado.
– É bom nas costas, mas este sol de Outubro, na cabeça, não. Uma gripe, agora, é dificil de curar. Levanto-me, ouvindo profundamente este sinal do dia.

Maria Gabriela Llansol
[No Café Ramisco, Praia das Maçãs][Avulso, s/d, anos 80?]


Texto encontrado aqui:
http://www.selene-culturasdesintra.com/mgl-cafe-ramisco-inedito

sexta-feira, novembro 23, 2018

Fonte dos Passarinhos no Parque da Pena

Fonte dos Passarinhos
Pavilhão erigido em 1853, inspirado na cultura árabe. De base octogonal, encimado por uma cúpula esférica, apresenta uma inscrição em árabe, na qual se alude à grandiosidade da obra de D. Fernando, comparando-a à de D. Manuel I. Os azulejos e diversos elementos decorativos neo-mouriscos, pontuam o parque de elementos exóticos e orientalizantes, próprios da gramática decorativa do Romantismo.

Texto da PSML
Pavilhão de estilo islâmico.Cúpula esférica com inscrição em árabe. Os azulejos são semelhantes aos da fachada principal do Palácio da Pena.
-Mais informação sobre a Fonte dos Passarinhos-aqui

quinta-feira, novembro 22, 2018

Antigo Hotel Victor na Vila Velha

Fotografia retirada de "Bairros de Sintra" de José Alfredo Azevedo, com o edifício do antigo ,Hotel Victor ao fundo desta imagem.

Imagens de um Hotel que existiu há muito anos na Vila de Sintra, e que não foi possivel ter muitas informações.José Alfredo Azevedo, no volume “Bairro de Sintra”, indica que nas caves do Hotel “foi instalado um restaurante de boa categoria, ao qual foi dado o nome de «Tacho Real».É seu proprietário João Salvado Alves.”Este restaurante ainda existe nas caves do que foi o Hotel Victor.
Pintura em azulejo, num estabelecimento de seu nome “Cintra Antiga”, em que o Hotel Victor surge no plano central.

(Foto:PedroMacieira)
Imagem de hoje da Vila de Sintra, ainda com o edifício do antigo Hotel em destaque. (foto:PedroMacieira)


quarta-feira, novembro 21, 2018

Caves Visconde de Salreu

( Foto:Pedro Macieira)

Nas últimas décadas do século XIX Colares conheceu um grande desenvolvimento, baseado principalmente na produção do Vinho de Colares.
Em 1908 o vinho ramisco sofre efeitos de uma grave crise, e nesse mesmo ano a Carta de lei de 18 de Setembro reconhece o ramisco como vinho regional e mais tarde o decreto de 25 Maio de 1910 regulava a sua comercialização.É nessa época em 1921 que o Visconde de Salreu mandou construir em Colares ,com projecto do arquitecto Norte Júnior umas grandes caves, hoje ainda com uma óptima conservação.


(Foto:Pedro Macieira)

Maria Teresa Caetano , em “Colares”, descreve desta forma as enormes caves “O edifício de nítida inspiração vernacular alonga-se em dois blocos paralelos e contíguos que galgam a encosta, permanecendo a fachada junto à entrada principal, ornada por duas pipas envoltas numa cercadura azulejar da Fábrica Constança, a azul e branco, na qual se pantenteiam putti colhendo uvas.”
Este edifício majestoso com uma fachada de grande beleza, poderá hoje não ter a importância que a sua história transporta , mas é sem dúvida uma imagem que os visitantes de Colares não deixarão de levar consigo, e uma marco histórico da produção do vinho de Colares.




Obra consultada: "Colares" de Maria Teresa Caetano

segunda-feira, novembro 19, 2018

"Vinhedos e Vinhos"


Chegada das uvas à Adega de Colares ( não datada)
(foto retirada do site “Vila de Sintra”

Excerto de carta enviada por Rodrigo de Boaventura Martins Pereira,”Lente cathedrático da Escola Médico-Cirurgica de Lisboa” ao seu amigo Visconde de Chancelleiros em 16 de Julho de 1881:


“ (...) Se dissermos aos nossos vinhateiros que depurem bem os seus vinhos para que elles se não estraguem, respondem-nos, enchendo os bofes com todo o arreganho da sua presumpção, que a borra –a “mãe”-não faz mal ao “filho” – o vinho.

Se lhes dissermos que os vinhos limpos excusam de aguardentação para conservar-se, - replicam emphaticamente que o vinho de imbarque, sem aguardente se estraga ao passar da linha. E é tempo perdido lembrar-lhes o vinho de Collares e o Bordéus.”

( Texto retirado de “Vinhedos e vinhos” – autor: Rodrigo de Boaventura Martins Pereira, publicado em Bibliotheca do Povo e das Escolas nº117, em 1885)

domingo, novembro 18, 2018

Visita às árvores classificadas em Sintra de Interesse Municipal

No último Sábado,o Grupo dos Amigos de Árvores de Sintra, realizou um passeio pelas árvores classificadas de Interesse Municipal. Correspondente a 80 árvores de médio e grande porte.
   Sendo a primeira acção pública, deste grupo de cidadãos, decorreu num percurso entre o Jardim da Correnteza e o Largo da República na Vila Velha, guiada pelo Engº Rui Queirós, do ICNF. A necessidade de existência de boas práticas na preservação das árvores, evitando abates prematuros,  como recentemente aconteceu, com árvores classificadas pela própria autarquia -  o motivo principal desta visita.
De fora desta visita ficou o conjunto de 43 plátanos e 11 tílias do Largo D.Fernando II em São Pedro de Sintra, o que acontecerá numa 2ª visita.
Um caso chocante, uma caldeira coberta com cimento, na rua .Alfredo da Costa
Também as tílias do Largo da República receberam a visita do grupo.

sexta-feira, novembro 16, 2018

Tuia-gigante do Parque da Pena é candidata a Árvore do Ano 2019

Fotos da Tuia-gigante do Parque da Pena em 2007
Tuia-gigante do Parque da Pena é candidata a Árvore do Ano 2019

- Votação nacional até 20 de novembro em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote
- Árvore eleita representará Portugal no concurso europeu Tree of the Year 2019
- Evento promove a importância das árvores antigas na herança cultural e natural

Sintra, 15 de novembro de 2018 – A tuia-gigante, uma das árvores mais emblemáticas do Parque da Pena, está a concorrer ao título de Árvore do Ano 2019, sob o mote “O Gigante da Pena”. Com cerca de 150 anos, uma altura aproximada de 35 metros e uma copa extensa e envolvente, foi plantada na época da criação do parque por D. Fernando II e é considerada, desde 1916, um dos exemplares notáveis deste recinto. Beneficiando de uma carga fortemente cénica, bem ao gosto do Romantismo, tem impressionado gerações e destaca-se como uma das árvores mais fotografadas da Pena.

Esta espécie nativa da América do Norte, famosa entre os índios locais pelas suas propriedades terapêuticas e pelo seu caráter sagrado, assume no Parque da Pena uma estrutura de copa singular, diferente da que a caracteriza no seu ambiente original. Imponente e silenciosa, tem caminhado em direção ao lago que a ladeia e tem estimulado a imaginação dos visitantes, levando-os a “viajar” até paragens exóticas e potenciando o ambiente romântico idealizado pelo Rei Artista.

A eleição da Árvore do Ano é organizada, em Portugal, pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica e as votações estão disponíveis, até ao próximo dia 20 de novembro, em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote. Numa iniciativa que vai para além da beleza ou da idade das árvores a concurso, pretende-se revelar a sua história e o seu papel na vida das pessoas e das comunidades.

Para votar na tuia-gigante do Parque da Pena basta:
1) Aceder à página do concurso em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote
2) Selecionar a “Tuia-gigante” e uma segunda árvore em que pretenda votar
3) Carregar em “VOTE”, no rodapé da página
4) Introduzir o seu endereço de email e selecionar “VOTE”
5) No email de confirmação, que irá receber no endereço que introduziu, carregar em “clique aqui” para que o voto seja validado/contabilizado

A árvore portuguesa vencedora concorre posteriormente à votação para a Árvore Europeia do Ano (European Tree of the Year), promovida pela Environmental Partnership Association (EPA), desde 2011. Em 2018, Portugal estreou-se a vencer na participação neste evento, com o “Sobreiro Assobiador”, de Águas de Moura, Alentejo, numa edição que contou com mais de 200.000 votos através do website oficial.
(texto da PSML)



quinta-feira, novembro 15, 2018

Marketing da Adega Regional de Colares em 1938

Reprodução de página de"O Vinho de Colares"
Numa reimpressão de “O Vinho de Colares” edição da Adega Regional de Colares de 1938 , feita pela C.M.Sintra encontramos uma obra muito interessante e um grafismo da época, que demonstra o cuidado com a imagem que o vinho de Colares já teria para os produtores nessa altura.
Transcreve-se um texto publicitário sobre o vinho de Colares:

O Vinho de Colares é vinho com corpo, alma e perfume.
É o vinho da mais linda cor rubi, quando novo, e de cor acastanhada, ou casca de cebola velha, quando antigo.
Antes de o beber deve, através do copo, contemplar-se a sua linda cor e aspirar-se o seu rico perfume.
Num trago delicado é agradabilíssimo por toda a boca; o sabor e o perfume mixto de amêndoas e violetas dispersa-se estimulando o paladar.
O Vinho de Colares é um vinho servido nas refeições não embota o gosto apurado para o vinho do Porto; o vinho branco servido com o peixe, o vinho tinto acompanhando entradas de carne, ou de caça, não estraga, não torna insensível, nem enfraquece a sublimidade receptiva daquele vinho fino do Douro.
Pela delicadeza da sua composição e perfume não convém deixá-lo na garrafa de um dia para o outro.É finalmente um vinho para apreciadores , para os que sabem beber, para os que tem o sentido gustativo,refinado e distinto
.


Rótulo Collares Burjacas de J.Gomes da Silva Júnior

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terça-feira, novembro 13, 2018

Visita às árvores com a classificação de Interesse Municipal em Sintra

No próximo dia 17, venha conhecer de perto os lódãos (Celtis australis L.), as tílias (Tilia x vulgaris Hayne) e  a  tília tomentosa e os 12 freixos (Fraxinus angustifólia), todas estas árvores classificadas de Interesse Municipal pela Câmara Municipal de Sintra. 
O Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra, um grupo de pessoas, indignadas com o que aconteceu  recentemente ao “Freixo” (árvore classificada), na Alameda dos Combatentes da Grande Guerra, e preocupadas com preservação do património arbóreo sintrense, decidiram  organizar  uma visita às árvores classificadas de interesse municipal, guiada pelo Engº  Rui Queirós do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
 : https://www.facebook.com/events/354107725335021/

Após o abate de duas árvores classificadas no jardim da Correnteza, a CMS plantou no fim de semana  novas árvores no local. Abates como consequência de podas mal feitas, e de não serem tomadas medidas sugeridas  pela ADPS, (Associação de Defesa de Património Sintrense), para as manter  como parte integrante da paisagem daquele local nobre de Sintra.(Foto de M.Clara Gomes)
(Foto de M.Clara Gomes)

«Não é raro vermos numa praça pública abater-se sem protesto uma árvore. É até vulgar! … Quando a árvore começa a ser bela, esgalhada e enorme, cheia de ruídos e de sombra, surge o vereador e corta-a, sem imaginar , sequer, que mais vale um simples e humilde plátano do que um conselheiro de Estado (…) Faz mais diferença à natureza o assassinato de uma grande árvore, que dá sombra e frescura, que tem a alta missão de purificar a atmosfera, do que a morte de meia dúzia de conselheiros de Estado gravíssimos e calvos». 

(um excerto de um artigo “Maio”, de Raul Brandão, publicado em 16 de Maio de 1901 ‘Revista Brasil-Portugal’).

Créditos:
Artigo de Raul Brandão - num post de Emilia Reis
Fotografias de M.Clara Gomes

segunda-feira, novembro 12, 2018

Momentos Zen na Praia Grande


Uma visita de Outono à Praia Grande
Fotos desta tarde, com um grupo de visitantes não habitual, mas alegre e satisfeito decerto, com a beleza que a natureza brindou o local e com uma tarde com sol luminoso -  como é costume, nestes dias de  Outono sintrense.

,As bases das tradições e práticas budistas, são as Três Joias: o Buda (como seu mestre), o Dharma (ensinamentos baseados nas leis do universo) e a Sangha (a comunidade budista).[ Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não budista. Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânscrito/páli: bhikkhu) ou monja (sânscrito/páli: bhikkhuni).

Fonte Wikipédia (adapt.)

domingo, novembro 11, 2018

A lenda de S. Martinho


No dia de S.Martinho
, come-se castanhas e bebe-se vinhoMartinho era um soldado romano ,valente e valoroso, que regressava de Itália para a sua terra em França.Na viagem, cruzou-se com um mendigo que tremia de frio, devido à chuva que caía com intensidade. Sentindo piedade daquela alma que lhe pedia esmola,Martinho não hesitou em partilhar a sua capa militar. Pegou na espada e cortou a capa ao meio.Quando se preparava para seguir viagem, a chuva parou de cair, as nuvens fugiram e o sol começou a brilhar.Assim ficou durante três dias.Diz-se que foi recompensa divina. A tradição mantém-se e por isso se fala no verão de S.Martinho, para lembrar que as boas acções não se devem esquecer.A ligação de S.Martinho e deste episódio às castanhas faz-se porque, quer a morte do Santo, quer a lenda,terão ocorrido em Novembro, a época das castanhas e da prova do vinho novo.


sábado, novembro 10, 2018

Porque hoje é Sábado...


 Pedido de pão por Deus ainda é tradição no 1 de Novembro
Transcrição de uma reportagem  da TSF/ Sandra Pires)

Segundo o sociólogo Moisés Espírito Santo, a tradição do pedido do pão por Deus começa a misturar-se com o Halloween, em particular nas cidades.

Nas zonas rurais portuguesas, o  feriado do 1 de Novembro é aproveitado para se fazer o pedido do pão por Deus, uma comemoração onde os mais novos andam de porta em porta vestidos a rigor, como manda a tradição.
Ouvido pela TSF, o sociólogo Moisés Espírito Santo explicou que «as mamãs preparam-nos muito bem para andar na rua, muito bem vestidinhos, com uma saquinha muito bem arranjadinha para aquele efeito, mas nada de mascarados».
«Andam muito seriozinhos, muito sossegadinhos e preparadinhos para aquele diz de festa», acrescentou este sociólogo sobre esta comemoração numa altura em que se começa a arraigar a tradição do dia das Bruxas na cultura portuguesa.
Por esta razão, é já «costume a garotada subir aos prédios e aos andares com uma abóbora furada em forma de caveira com uma vela dentro acesa e pedem 'bolinho, bolinho, que é para as almas'».
«É uma mistura da festa das Bruxas, do Halloween e isto é próprio da cidade. Mas a tradição popular portuguesa tem a ver com a tradição de dar bolos secos e frutos secos a quem ajudou as colheitas», acrescentou.
Pão, broa, bolinhos, frutos secos e, mais recentemente chocolates, são as oferendas habituais, sendo que a quem não dá nada não lhe é rogada nenhuma praga, uma tradição que aos poucos vem perdendo força.
«Enquanto o costume era dos adultos era fácil transmitir, mas estando nas mãos da garotada tende a desaparecer, porque, às vezes, não funciona e os pais não encorajam, porque acham que é pedinchice», adiantou.
Moisés Espírito Santo notou mesmo que na região de Leiria houve mais crianças envolvidas nesta tradição no ano passado do que neste ano.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1700539&page=-1

  Também faz parte da tradição do Dia de Todos os Santos, o fabrico dos  "Bolos dos Santos", um bolo tradicional desta época nas localidades dos Concelhos de Mafra e Torres vedras. Associámos na imagem o vinho de Colares.
*. Em algumas povoações da zona centro e estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes.


quinta-feira, novembro 08, 2018

O regresso da Garça real da Várzea de Colares

Nos últimos dias temos tido a sorte de conseguir fotografar a Garça da Várzea de Colares, por duas vezes, facto que não conseguiamos registar desde 1 de Agosto. O seu regresso poderá ser o sinal de regresso ao seu habitat de eleição - já que o actual caudal do rio da Maçãs, vai permitir-lhe voltar às suas pescarias.


Em 31 de Outubro de 2018
Em 8 de Novembro de 2018

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/08/no-1-dia-de-agosto-voltou-o-calor-e.html

Nota sobre a não publicação de comentários de leitores no blogue nos últimos tempos


 Só hoje, por um e-mail que me foi enviado, verifiquei que havia vários comentários que não tinham sido publicados ainda. A razão detectada, terá sido  uma falha técnica, no envio automático do blogue para o meu e-mail, e que nos últimos tempos não  tem estado a acontecer, daí a minha falta de conhecimento da  existência de comentários para aprovar. Facto que peço desculpa.
 Neste momento activei o processo de publicação de comentários, esperando assim tentar repor embora com  bastante atraso em alguns assuntos, um  conjunto de comentários que por esse motivo estavam por publicar.

Mais uma vez as minhas desculpas
Pedro Macieira

terça-feira, novembro 06, 2018

Beatriz é o nome da depressão que chega agora


Informação especial
Comunicado válido entre 2018-11-06 19:04:00 e 2018-11-08 23:59:00
Assunto: Depressão BEATRIZ
No seguimento dos critérios de emissão estabelecidos, foi atribuído pela AEMET, o nome BEATRIZ a uma depressão centrada a noroeste das ilhas Britânicas, em 59ºN 28ºW às 12 UTC do dia 6 de novembro. 

Portugal Continental será afetado por uma superfície frontal fria de atividade moderada a forte associada a esta depressão, em especial as regiões Norte e Centro. Assim, para estas regiões, a passagem desta superfície frontal fria irá originar chuva persistente, que será por vezes forte entre o meio da tarde de dia 6 e a madrugada de dia 7. Prevê-se ainda queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela no final do dia 6, descendo a cota para 1200/1400 metros durante a madrugada de dia 7. 
O vento será moderado a forte no litoral, com rajadas até 80 km/h, e forte nas terras altas, com rajadas que serão da ordem de 100 km/h. A região Sul terá períodos de chuva a partir do final do dia 6 e a manhã de dia 7. O vento será moderado a forte, por vezes com rajadas até 80 km/h, no litoral e nas terras altas desta região. 

No dia 7, é esperado um aumento da agitação marítima em toda a costa ocidental do continente, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros. 

A influência desta depressão em Portugal será sentida também em algumas das zonas marítimas de responsabilidade nacional. 

Para mais detalhes para a navegação marítima consultar: 
http://www.ipma.pt/pt/maritima/boletins/ 

Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar: 
http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/ 
http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.significativa
Data de edição: 2018-11-06 19:04:37
Ministério do Mar
Instituto Portugues do Mar e da Atmosfera, I.P. 
Rua C do Aeroporto de Lisboa
1749-077 Lisboa - Portugal
Tel.:(351)218447000
Fax.:(351)218402370
info@ipma.pt
http://www.ipma.pt

segunda-feira, novembro 05, 2018

XII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra

Encerrou-se ontem, o XII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra, que decorreu desde o dia 1 de Novembro no Pavilhão da União Mucifalense - na foto a Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pêro Pinheiro, dirigida pelo maestro, João Aires Moreira da Silva.
No encerramento do Encontro de Bandas, a actuação da Banda da União Mucifalense, dirigida pelo maestro, João Panta Nunes.

Maestro João Panta Nunes, que actualmente dirige a Banda de Música da União Mucifalense e a  Banda de Música e Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme.

domingo, novembro 04, 2018

Efeméride do dia - Centenário da 1ª Grande Guerra



O Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra existente no Jardim da Correnteza em Sintra, é obra do escultor José da Fonseca.

"Dez colunas interligadas representando as dez freguesias  em que  o concelho de então estava dividido, as quais formam uma só, encimada pela esfera armilar; à frente desta coluna, uma figura de soldado com fardamento de campanha segurando uma espingarda armada de baioneta"
José Alfredo da Costa Azevedo/Bairros de Sintra




Em 28 de julho de 1914, a ocupação da Sérvia pelas forças do Império Austro-Húngaro marcava o início de um conflito que rapidamente se propagou, num esquema de alianças que dividiu o mundo em dois, alterou
o curso da história e constituiu, para muitos autores, a verdadeira entrada na contemporaneidade.
    Só em princípios de 1917 se inicia o envio de tropas portuguesas para a Flandres, com o primeiro
contingente do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) a embarcar, em janeiro, a bordo detrês vapores ingleses. Este exército, composto por cerca de 30.000 homens, foi sujeito a uma instrução preparatória intensiva de nove meses, sob a direção do então ministro de Guerra, o general Norton de Matos. Ficaria conhecida como "Milagre de Tancos". Visivelmente mal preparado e equipado,o C.E.P. sofreu pesadas baixas, sendo tristemente célebre a data de 9 de Abril de 1918, que assinala

 a Batalha de La Lys
Fonte (texto) Hemeroteca da CML


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