Foto:Pedro MacieiraA sua sede comemora dia 1 de Agosto deste ano 8o anos ,mas já em 1992 Almoçageme comemorou o centenário da Sociedade Recreativa e Musical , o amor à musica vive-se intensamente por estes lados.
Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.

Porque hoje é domingo, acabado de digerir as imagens de mais um massacre no Líbano, perpetrado pelas forças israelitas em nome da civilização ocidental, vejo-me sem grande ânimo para escrever o que quer que seja. Mesmo assim e como é necessário continuar os nossos caminhos.............publico hoje uma carta aberta de Maria João Pires, cuja ida para o Brasil criou mesmo na blogoesfera alguns comentários que parece que precisam de ser actualizados. E não terá Sintra e Belgais alguma coisa em comum?
Imagem da época sobre o naufrágio da Nau Nossa Senhora da Conceição
Texto da época referência a Nau Nossa senhora da Conceiçaõ, na altura fazendo a carreira da India.
Para ver post relacionado (Naufrágios no litoral Sintrense)-pressionar aqui
(Foto:Pedro Macieira)
NAU NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Nau "Nossa Senhora da Conceição", do século XVIII (1701-1724). Navio de 80 peças, capitânea das Armadas Portuguesas na campanha de Corfu (1716) e na Batalha Naval do Cabo Matapan (1717). Reprodução de pintura a óleo de Alberto Cutileiro (PN-I-349).
Nau Nossa Senhora da Conceição, afundada, algures entre o cabo da Roca e Peniche, quando do regresso da participação na Batalha do Cabo Matapan, a 19 de Julho de 1717, comandando a frota portuguesa de 11 barcos e 3840 homens, que foi em socorro de Veneza, após o apelo do Papa contra os Otomanos. O navio participou na batalha com uma tripulação embarcada de 700 homens, entre marinheiros, soldados e artilheiros, e no regresso já com a tripulação atingida pelo escorbuto e navegando em condições precárias , é apanhada por barcos piratas argelinos (Turcos?) e afundada. Existe outra versão do naufrágio , que menciona que Nau Nossa Senhora da Conceição fazendo a carreira da India, e já no regresso a Lisboa, com atripulação doente e esfomeada terão sido atacados e afundada por 17 navios piratas turcos já à vista da Costa Portuguesa.
O local do afundamento da Nau Nossa senhora da Conceição continua ainda hoje escondido pelas águas do mar - até agora, só um canhão de bronze, recuperado ao largo da Ericeira, poderá constituir uma pista sobre o local onde jaz o navio afundado pelos turcos 384 anos atrás.
Fonte do texto da Nau Santa Catarina de Ribamar extraido do Blog Naufrágios
Garrafas de vinho com rótulos de Viúva Valério
(Foto:Pedro Macieira)
Capa de Noticias Magazine, dossier sobre relatório da UNESCO sobre estado de Sintra, autoria Isabel Stiwell
( Foto:Pedro Macieira)
Novo parque de estacionamento da Praia da Adraga (foto:Pedro Macieira)
Praia da Adraga (Foto:Pedro Macieira)
Praia da Adraga -"Foto obtida através de Google Earth"
Foto Círio do Litoral Colarense.(foto:Pedro Macieira)Vitor Manuel Adrião, considera que “Círio Votivo ou Giro seria já cardápio do Culturísmo do Saloio moçárabe ao tempo da Ocupação árabe, cuja lei era permissiva e não repressiva da Fé cristã”.
O “giro” do Círio de N.Senhora do Cabo espichel iniciado em 1430, protegido pelos reis de Portugal desde 1849.
. Teresa Marques Alves ,considera que “Um Círio é por definição uma manifestação religiosa de forte cariz popular que se traduz em romagens cíclicas, de uma ou mais povoações , a santuários , passando por vários lugares em cortejo.(...) Círios são manifestações essencialmente estremenhas: temos como exemplos o Cirio de Nossa Senhora do Cabo Espichel, o de Nossa Senhora da Nazaré, Nossa Senhora da Atalaia, Nossa Senhora da Guia, Nossa Senhora da Peninha e o Círio de Nossa Senhora da Penha de França.”
O Círio de Nossa Senhora da Praia que nasceu em 1897,por iniciativa de Alfredo Keil e foi efectuado pela última vez em 1944, tinha o seu inicio na Vila de Colares para as Azenhas do Mar.
Também José Alfredo Azevedo, abordou o tema do Círio da Praia das Maçãs , reportando que nesse ano (1897)“Para além das cerimónias tradicionais meteu um galeão que “navegou” em terra puxado por duas juntas de bois, conduzido a banda dos Voluntários de Colares”mas em “1898 a coisa não correu da melhor maneira.Embora com três círios, de Colares,Sintra e Almoçageme,Alfredo Keil, por razões que não consegui apurar, não franqueou a sua capela.Logo os festeiros resolveram construir outra, em terreno oferecido pelo padre Matias del Campo, no outro lado do areal, na eminência conhecida por Ponta da vigia.Chegou a ser anunciado o início das obras, mas a capela que seria da mesma invocação, nunca foi construida.”
No texto,publicado nas “Loas” da autoria de Maria Teresa Caetano do mais recente círio , o Círio do Litoral Colarense em honra de S.Lourenço” organizado pela Associação dos Bombeiros voluntários de Colares e do CEDCRAM-Centro Educativo das Azenhas do Mar, em 2 de Julho de 2006, é descrito que,” Os círios surgiram assim vinculados a irmandades e/ou comissões de festeiros que se empenhavam em garantir a continuidade da tradição, cuja génese é hoje muito dificil de determinar sendo notável porém, a sua estreita relação com a finisterra ocidental, porquanto quase todos eles , organizados segundo regras ancestrais e percorrendo sempre os mesmos itinerários, se encaminhando até à beira-mar(...)”
“Os Círios assumiram-se , pois como activos mágico-simbólicos, e para além de agirem como catalizadores sociais e religiosos evoluiram segundo as necessidades próprias das comunidades quer acrescentando novos episódios (...),tudo isto de forma a melhor se contextualizar também o momento histórico vivenciado pelos seus actores.”
*evemerismo-Sistema filosófico dos que sustentam que os deuses foram personagens humanas, divinizadas pelos homens .
** Versão tradicional “No século XIII, o local foi muito popular junto dos peregrinos, depois de um homem ter tido uma visão de Nossa Senhora que surgia do mar numa mula. A lenda diz que as pegadas da mula podem ser vistas nas rochas. Em homenagem à Virgem, foi edificada, nesse mesmo local, uma ermida a que chamaram “Pedra Mua”.
Explicação da origem da lenda segundo Vitor Manuel Adrião,” , a existência de diversas pistas de dinossáurios, com maior realce nas escarpas da enseada da praia dos Lagosteiros, pretexto para as pegadas deixadas na Pedra de Mua pela burrinha (mula ou muar) que transportou a Senhora encosta acima,10 transpondo-se assim o óbvio geológico para a maior valia da aparição sobrenatural da Virgem, o que recata à finalidade consagratória desse mais um finis-terrae ou lugar sagrado”
***étimo-vocábulo que é de origem imediata de outro
Fontes :
-“Jornal de Sintra” 7 de Julho 2006-Círio do Litoral Colarense , Graça Pedroso
-“Loas” Círio do Litoral Colarense em honra de S.Lourenço –Maria Teresa Caetano
-“Jornal da Região” de 13 Fevereiro de 2002- O Círio de Nossa Srª da Praia, Teresa Marques Alves
-“Jornal de Sintra” 19 de Maio 2006-07-18- O Círio de N.Srª do cabo Filomena Oliveira/Luis Martins
-“ Diário Noticias “7 de Abril 1990 - Sintra Morada de Deuses , Antónia de Sousa /.M.J.Gandra
-O Giro do Círio dos Saloios , Vitor Manuel Adrião para ver texto integral pressionar aqui
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo –III
-Círio do litoral Colarense-saber mais –pressionar aqui
-Círio da Nossa senhora da Praia de 1879 –saber mais –pressionar aqui
Círio da Nossa Senhora da Praia –alfredo Keil saber mais –pressionar aqui
(Foto:Pedro Macieira)
O que é o Surfcasting
Rio das Maçãs (Foto:Pedro Macieira)
Colares .Entre o mar e a serra

Para manter este ritmo de publicação,exigiu um trabalho com alguma intensidade,que irei tentar manter. Embora nos próximos meses com as férias de verão ,os indicadores das visitas, o ritmo de publicação de entradas seja dificil de garantir.
Muito obrigado a todos, esperando que tenha desta forma embora modesta, contribuído para alertar, e sensibilizar para alguns aspectos desta bela região. Associando-me deste modo, á intervenção activa de todos os que tem como missão, ajudar a encontrar as melhores soluções para a manter com as suas caracteristicas e a sua riqueza natural e patrimonial.
Praia Grande (Foto:Pedro Macieira)
(Foto:Pedro Macieira)
- Percurso obrigatório para sair ou entrar nos combóios estacionados nas linhas 2 ou 3.
" Estação de caminho de ferro e arcos das águas livres em Campolide-principio do sécXX "(Foto retirada da revista Cais nº34 Novembro1998)
(Foto:Pedro Macieira)
(Foto retirada de postais da Vila Velha e de Gigarós e coisas de Sintra de José Alfredo ,CMS 1998)
O edificio da prisão projecto do arquitecto Adães Bermudes, edificado junto á estação nos terrenos do antigo cemitério foi inaugurada no mesmo dia que o edificio da Câmara Municipal, antigos Paços do Concelho no dia 13 de Junho de 1909 durante as Festas da Primavera de Sintra.
Possivelmente terá havido algumas intenções de o recuperar , que não surtiram efeito, e antes que a degradação seja total , e surja aos nossos olhos, um qualquer projecto turístico com muitas camas, e muita qualidade, como alternativa ao edificio degradado, seria muito interessante que a Autarquia Sintrense , que está bastante activa na recuperação de alguns edifícios com as verbas do actualmente suspenso “Coresintra” , tivesse em atenção esta situação, como já referido a primeira imagem dos que chegam a Sintra de combóio.

( Fotomontagem:Pedro Macieira)
Rua Nossa Senhora da Praia, local onde existiu a Taberna de Manuel Prego
( imagem obtida através de Google Earth)
Referenciada como fazendo parte do primeiro aglomerado populacional da Praia das Maçãs, nessa altura denominada Villa Nova da Praia das Maçãs . O Chalet Villa Guida, a casa do sacerdote António Matias del Campo e a capelinha de Nossa Senhora da Praia construida por Alfredo Keil em 1889, a taberna de Manuel Prego é uma referência histórica muito interessante.
A casa construida pelo Manuel Dias Prego desapareceu há muitos anos, existindo hoje nesse local um edificio moderno com uma bela vista para a Praia,(rua Nossa senhora da Praia) que segundo conseguimos saber através de habitantes locais, que terá sido nesse local que José Malhoa, pintou em 1918 o famoso quadro “Praia das Maçãs”, que pode ser admirado, no Museu do Chiado, em Lisboa.
Segundo José Alfredo,"no local onde se encontrava a Taberna de Manuel Prego, foi construído o edifício onde funcionou o Hotel Royal, (...)" a meio da actual rua Nossa Senhora da Praia, acompanhando lateralmente o areal da Praia das Maçãs.
Existe uma fotografia em que uma tabuleta colocada por cima da porta da taberna de Manuel Prego que tem escrito, 1889, na mesma altura em que as construções da Villa Guida e casa do padre António Matias del Campo foram construidas.

Ainda segundo José Alfredo ,”o negócio do Prego progrediu a ponto de ocupar com mesas um terreno adjacente à taberna, cobrindo-o com um caramachão (nota PM, ver quadro de José Malhoa ,Praia das Maçãs), apresentando na Cãmara um pedido para o fechar. A Câmara em reunião de 1 de Fevereiro de 1899 reconhecendo que o terreno era municipal, indeferiu o pedido” mais tarde o o pedido foi deferido através de uma licença que Manuel Prego foi obrigado a requerer. Testemunhos ouvidos no local e também na obra de José Alfredo mencionam o facto de antes da construção da taberna em tijolo, Manuel Prego já teria uma construção (desenho de A.Neves de 1886) na Praia das maçãs onde desenvolveria o seu negócio.
O local onde foi construida a casa pelo padre António Matias del Campo. situa-se dentro de um pátio murado à beira da estrada, para as Azenhas do Mar, perto da Villa Guida e reconstruida com alguns traços do velho imóvel.
Transcrição do jornal "Correio de Sintra de 7 de Junho de 1896"
“Não há memória de nunca ter arribado à Praia das Maçãs (Colares) barco pequeno ou grande, com o mar manso ou bravo; pois arribou no dia 28 (Maio?) um barquito remado por uns intrépidos rapazes d’Arosa,soltando um em terra para fornecer-se dumas garrafitas de vinho em casa de Prego!”
Saber mais sobre José Alfredo da Costa Azevedo-pressionar aqui.
Fontes:Entrevistas no local
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo-III-"litoral e Planicie saloia". edição CMS.1977
Todas as fotografias foram reproduzidas , excepto a reprodução do quadro de José malhoa, do "Litoral e Planicie saloia" de José Alfredo da Costa Azevedo.
(Imagem obtida através de Google Earth)
(Foto:Pedro Macieira)
Notas sobre a Instituição centenária, dos Bombeiros Voluntários de Colares:
Transcrito parcialmente da página da Internet dos Bombeiros Voluntários de Colares
" (...)É facto provado que a Associação do Bombeiros Voluntários de Colares, a primeira a ser criada no Concelho de Sintra, iniciou serviços operacionais em 9 de Março de 1890, com a inauguração da sua “Estação de Incêndios”, embora os seus primitivos Estatutos só tivessem sido aprovados por Alvará do Governo Civil de Lisboa datado de 22 de Junho de 1892.
De entre as 27 pessoas que integraram a comissão que redigiu e assinou esses Estatutos, destacamos os nomes de:• José Inácio da Costa, natural de Colares, um dos fundadores do Montepio e benemérito que muito contribuiu para vários melhoramentos em Colares, como a fundação a expensas suas de uma banda de música integrada no Corpo de Bombeiros, a construção da estrada para a Praia das Maçãs, etc.;
• Eduardo Rodrigues da Costa, também natural de Colares, que veio a ser o primeiro Chefe da Esquadra e depois o Comandante do Corpo de Bombeiros e doador do material com que este iniciou as suas actividades;• António Maria Dias Pereira Chaves Mazziotti, também ele natural de Colares, que durante 17 anos foi Secretário da Junta do Crédito Público, em representação do Governo e, em várias legislaturas, de 1880 a 1908, foi Deputado pelo Partido Progressista, representando os Círculos de Sintra, Lisboa e Beja.Pelo menos até 1892, o novo Corpo de Bombeiros constituiu a 5ª Esquadra da Real Associação dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, de que era então Comandante o Príncipe D. Afonso Henriques, Duque do Porto e irmão do Rei D. Carlos I.Com esta nova Esquadra, os Bombeiros da Ajuda, passaram então a estar estruturados como segue:
1.ª Esquadra, no Palácio da Ajuda, chefiada por João Luís Duarte;
2.ª Esquadra, na Casa Pia, chefiada por Eugénio L. Oliveira;
3.ª Esquadra, no Palácio da Necessidades, chefiada por Eugénio L. Oliveira;
4.ª Esquadra, no Hospital S. José, chefiada por Artur Mena;
5.ª Esquadra, em Colares, chefiada por Eduardo Rodrigues da Costa."
Para saber mais sobre os Bombeiros Voluntários de Colares -pressionar aqui.
Notas bibliográficas sobre os Voluntários da Ajuda em documentos existentes na Biblioteca da Ajuda.
manuscritos:
[s. d., s. l.]
Real Associação dos bombeiros voluntários da Ajuda : lista dos nomes, moradas e patentes dos bombeiros, de que é comandante o infante D. Afonso Henriques, Duque do Porto.
Ms. Av. 54-XI-1, n.º 8