domingo, setembro 30, 2018

sexta-feira, setembro 28, 2018

Visita ao Santuário Romano na Praia das Maçãs

Nesta sexta-feira o Museu arqueológico São Miguel de Odrinhas, (M.A.S.M.O)  promoveu mais uma visita ao Santuário Romano consagrado ao Sol à Lua e ao Oceano, no Alto da Vigía -Praia das Maçãs, no âmbito das jornadas Europeias do Património 2018 - guiada por Alexandre Gonçalves arqueólogo do Museu..

Esta visita teve o objectivo de proporcionar ao público presente o contacto directo com a escavação em curso,  e ainda facultar a interpretação deste local no que concerne às suas diferentes ocupações ao longo dos séculos.
Saber mais sobre o Santuário Romano da Praia das Maçãs:
https://riodasmacas.blogspot.com/2014/11/o-templo-romano-da-praia-das-macas.html

Notas sobre o Pelourinho de Colares (reedição)

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Pelourinho de Colares no largo da escola primária.
Data 1926              &nbsp

Foto do Arquivo Municipal de Sintra
http://arquivoonline.cm-sintra.pt/
A Villa de Collares pertence ao concelho de Cintra e está situada 30 Kms ao NO. de Lisboa, muito proxima do Oceano. É povoação antiquissima e anterior á fundação da monarchia, não se sabendo o nome que tinha na antiguidade. Sobre a sua denominação de Collares, conta-se entre outras histórias, a de uma moura, que empenhou os seus collares preciosos para edificar n’aquelle sitio um formoso castello.
Entre os habitantes corre a tradicção de que umas ruinas que existem proximas do pelourinho, e que se vêem na gravura que publicamos, são os restos da tal edificação mandada fazer pela moura.
Nós não cremos em tal, porque essas ruinas não teem vestigios de edificação mourisca, além de nos parecer a historia dos collares, pouco auctorizada para dar o nome á villa. Acreditamos muito mais no esplendido vinho e nas magnificas fructas que Collares produz, no seu bello clima e na sua ridente paizagem que nos encanta. D.João I para recompensar os serviços de D.Nuno Alvares Pereira, deu a villa de Collares a este varão, logo depois da batalha de Aljubarrota, dadiva que passou aos seus descendentes, depois á infanta D.Beatriz, mãe de el-rei D.Manuel, entrando na posse do Estado por morte d’esta senhora.

Revista "Occidente", 21 de Novembro de 1886

*Ortografia e pontuação conforme o original

O pelourinho de Colares,foto  actual (2009)
http://arquivoonline.cm-sintra.pt/




Ainda a questão dos pelourinhos, abordada em post anterior . José alfredo de Azevedo, (Obras de José Alfredo de Azevedo –IV)relativamente à substituição do pelourinho de Sintra na Vila,transcreve um testemunho oral, obtido por Mena Jr, que descreve a forma como era o pelourinho destruído:

“O pelourinho era muito alto, acabava em bico, onde tinha um ferro aguçado com quatro palmos , aproximadamente de altura.A columna era retorcida muito parecida com a janella do Paço da Villa que dá para o pateo de entrada.A meio da columna havia uma moldura em volta d’ella, onde estava fixe uma argola de ferro.Na base tinha três degraus.O bico da parte de cima do pelourinho era muito parecido como do pelourinho de Colares.O pelourinho estava ao cimo da Calçada do Rio do Porto, na Praça Velha, em frente do muro do cemitério da Misericórdia.”

Foto:Pelourinho de Colares


Este testemunho vem apoiar a tese de que a réplica do pelourinho que hoje existe em Sintra não corresponde ao original que foi destruído em 1854.

quinta-feira, setembro 27, 2018

Novo estudo - Glifosato prejudica as abelhas


Foto no Mucifal/Colares

Via Quercus:
Outros estudos já tinham mostrado que os pesticidas neonicotinóides prejudicam as abelhas, cuja polinização é vital para cerca de três quartos das  culturas agrícolas. O glifosato, fabricado pela Monsanto, bloqueia a acção de uma enzima encontrada em plantas e bactérias.

Este novo estudo mostrou que o glifosato é nocivo para a flora microbiana das abelhas, reduzindo a sua capacidade imunitária para combater agentes patogénicos. O glifosato pode estar assim a contribuir para o declínio das abelhas, para além de contribuir para a perda do seu habitat

“Demonstramos que a abundância de espécies microbióticas dominantes no intestino das abelhas é menor nas que são expostas ao glifosato em concentrações documentadas no ambiente”, disse Erik Motta, investigador da Universidade de Austin.
Foto no Mucifal/Colares

Outro estudo, realizado na China e publicado em julho, mostrou que as larvas das abelhas crescem mais lentamente e morrem com mais frequência, quando expostas ao glifosato.

"O maior impacto do glifosato para as abelhas é a destruição das flores silvestres das quais dependem", disse Matt Sharlow, do grupo de conservação Buglife. 

Em março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação Contra o Cancro (AIIC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o glifosato como "cancerígeno provável para o ser humano".
Fonte:
https://www.theuniplanet.com/2018/09/o-glifosato-da-monsanto-prejudica-abelhas-avisa-novo-estudo.html
Foto no Mucifal/Colares

terça-feira, setembro 25, 2018

Notas sobre o Vinho de Colares

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“O genuíno Vinho de Colares é um vinho de mesa de previlegiada compleição, produzido com as uvas da casta Ramisco, cultivado exclusivamente nos terrenos de areia solta de origem terciária situados na região de Colares de cujo antigo concelho adoptou o nome.”
In "O Vinho de Colares" –1938

OsViticultores eseus familiaresnaVindioma.jpg

A Carta de lei, de 18 de Setembro de 1908, determinou que "os vinhos produzidos na freguesia colareja e nos terrenos areentos das freguesias de São Martinho e de São João das Lampas fossem tidos como vinho do tipo regional de Colares".

*Fotos do Arquivo Municipal de Sintra, não datadas.

domingo, setembro 23, 2018

Tempo das Vindimas 2018

Foto em 23/09/2018 na vinha de Fontanelas

Denominação de origem Colares
A originalidade dos vinhos de Colares foi reconhecida em 1907, mas a demarcação da região só aconteceu um ano mais tarde. Em 1994, os vinhos passaram a usufruir do estatuto de DOC.

Foto em 23/09/2018 na vinha de Fontanelas
Foto em 23/09/2018 na vinha de Fontanelas

Segundo o "Livro de Vinhos. Proteste" (DECO), na campanha 2017/2018. a produção foi de apenas 177 hectolitros

sexta-feira, setembro 21, 2018

Festival Romano IN VINO VERITAS em Odrinhas

O Festival IN VINO VERITAS  (no vinho está a verdade!), teve início hoje no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.
Em Odrinhas sê romano...até ao próximo Domingo.
O principal homenageado deste festival  é baco deus do vinho

Os deuses da Praia das Maçãs :deus dos Oceanos, deusa da Lua e o deus do Sol

Recreado um mercado de época com a presença de artesãos, mercadores e dançarinos. Nas tabernas será possivel provar a gastronomia romana.

Fotos em 21/09/2018
Uma visita a Odrinhas como um salto no tempo - até à época em que Sintra era parte integrante do império romano. Num local em  que existem  (visitáveis), as ruínas da villa romana de São Miguel de Odrinhas e o Museu Arqueológico.


quinta-feira, setembro 20, 2018

Festival Romano IN VINO VERITAS em Odrinhas


O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas recebe no fim-de-semana de 21, 22 e 23 de Setembro o Festival Romano IN VINO VERITAS (no vinho está a verdade)!

O principal homenageado deste Festival será Baco, deus do vinho, que segundo a mitologia grega teria ensinado a humanidade a extrair o sumo da uva.

Durante o Festival IN VINO VERITAS será realizado um animado Cortejo Báquico e uma cerimónia de oferendas a este deus. De forma a acompanhar estas festividades sacras, será recriado um mercado de época com a presença de artesãos, mercadores, músicos, dançarinos, histriões, acrobatas e outras personagens que nos irão remeter para o quotidiano dos campos olisiponenses. Nas tabernas será possível apreciar a fabulosa gastronomia romana!

Propõe-se assim uma viagem até aos primeiros séculos da nossa Era, quando o território que hoje é Sintra formava parte integrante do Império Romano, em concreto dos campos de Felicitas Iulia Olisipo (actual Lisboa). A testemunhar este passado longínquo subsistem as ruínas da villa romana de São Miguel de Odrinhas, e a própria colecção do Museu, que poderá ser visitada durante o horário do Festival.

*Texto MASMO

Data:
21 de Setembro (sexta-feira), das 17h às 23h

22 de Setembro (sábado), das 12h às 23h

23 de Setembro (domingo), das 12h às 22h

Acesso: Gratuito;

quarta-feira, setembro 19, 2018

Gostar de Árvores (reedição)


Nem todos os sintrense desejam uma Sintra sem árvores -Memória de 21 de Maio de 2010

Uma intervenção do Clube de Tricô "Conversa Fiada",  no Largo do Morais, em Sintra, um dos locais em que o Departamento de Parques e Jardins podou bárbaramente, Plátanos e Tílias. em 2010 e  também  em anos posteriores.

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*Foto em Maio de 2010
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*Foto em Maio de 2010

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*Fotos em Maio de 2010

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Clube de Tricô "Conversa Fiada"

A arte de envolver elementos do património público com tricô que, de algum modo, suscitam intervenção cívica, foi iniciada nos EUA em 2005, sendo conhecida por Yarnbombing.
Em Sintra, inspirado neste movimento que já se espalhou por todo o mundo, o Clube de Tricô “Conversa Fiada” vem fazer a sua primeira intervenção.

Foi no Largo do Morais que o Departamento de Parques e Jardins selvaticamente podou as árvores, há umas semanas atrás.
Por isso, decidiu o Clube de Tricô “Conversa Fiada” vestir simbolicamente estas nossas amigas.

O critério utilizado ronda o incompreensível.
Vejamos:

O jardim que ali se encontra, com bancos convidativos a uma pausa para quem sobe da Estefânia para S. Pedro, foi deixado sem uma única sombra. Todos os plátanos, foram decepados dos seus ramos.

As árvores da Rua D. João de Castro, foram objecto de intervenção absolutamente absurda, efectuada num lugar tão característico de Sintra.
Logo no início, temos várias tílias completamente decapitadas dos ramos que estavam já cobertos de folhas (este ano já não voltarão a rebentar), outras às quais foram cortados os ramos alguns metros acima do tronco e, pasme-se, logo a seguir, um conjunto de árvores exuberantes de folhagem bonita, onde a motosserra não tocou.

Que critério tão discriminatório foi utilizado no tratamento dado a estas árvores?

Onde estão os técnicos da Câmara a quem foi ministrada, em Abril de 2009, a formação adequada para que “(…) se as árvores de Sintra pudessem ver-se ao espelho, gostassem da imagem reflectida e louvassem o cuidado posto na sua fisionomia saúde e preservação(...)”? “Coisas d’Árvores,” Abril 2009

Até quando vamos assistir a estes atentados? Só pela simples razão de que, em anos anteriores as podas foram assim efectuadas?

Lamentamos profundamente a falta de cuidado que a Autarquia tem demonstrado em relação às nossas árvores, património natural fundamental para que Sintra esteja classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural da Humanidade.

Clube de Tricô “Conversa Fiada”

*Texto fornecido pelo Clube de Tricô "Conversa Fiada

Outras Intervenções  da CMS neste local:
Posts relacionados publicados no blog sobre a mártire rua D.João de Castro, e das sua tílias e plátanos ao longo do tempo-ver aqui:
http://riodasmacas.blogspot.pt/search?q=rua+D.Jo%C3%A3o+de+Castro

segunda-feira, setembro 17, 2018

As árvores em Sintra não morrem de pé

Foto ADPS em 6/09/2018

Hoje podemos apresentar mais fotos dos últimos abates que aconteceram recentemente no Jardim da Correnteza, numa Sintra ainda considerada pela UNESCO Património Mundial pela sua Paisagem, de que as Árvores são um dos elementos principais.

Depois de podas radicais - os abates
Foto de M.Clara Gomes de 6/09/2018

Incongruências Municipais

Fomos surpreendidos com o facto de estarem a ser abatidas árvores numa zona nobre de Sintra - a Correnteza. Curiosamente o  mesmo local onde  as árvores tinham sido classificadas por proposta da ADPS e aceite pela CMS.

Foto M.Clara Gomes

A mesma Câmara Municipal que as classificou, desclassifica-as, em reunião camarária com voto unânime - esquecendo-se de o comunicar a ADPS, promotora da classificação.

Seguindo um qualquer protocolo camarário, são afixados avisos que ali (zona do Jardim da Correnteza)  iriam proceder-se a PODAS - como prova a foto que publicamos. E então executaram-se os abates...
Foto da ADPS

Não aconteceu em nenhuma zona florestal da Serra de Sintra, acreditem é num local nobre de Sintra - Jardim da Correnteza.

Foto de M.Clara Gomes em 6/09/2018 na Correnteza


Foto ADPS  em 6/09/2018

Fotos de pernadas das tílias, e de um freixo já cortado A Associação de Defesa do Património de Sintra (ADPS), tinha já há meses recomendado á CMS  para estas árvores o rebaixamento de copas para retirada de carga, podas e tratamentos fitossanitários. Recomendação  que não foi seguida, optando-se  pela destruição de um património arbóreo de todos nós.


Foto ADPS -foto em 6/09/2018
Fotos ADPS - em 6/09/2018


*Segundo a explicação oficial (via Sintra Notícias) as árvores abatidas estariam em perigo eminente de queda. avançando que
"A decisão da autarquia sintrense surge depois de várias avaliações, nomeadamente por parte do Instituto Superior de Agronomia (ISA). As árvores, classificadas com de interesse municipal, foram avaliadas com “perigosidade elevada” pelo laboratório do ISA, o máximo da escala."
Foto de M.Clara Gomes de 2016 no Jardim da Correnteza

Foto  do estado em que ficou uma das árvores depois de uma "poda" camarária.  Sendo este tipo de podas que determinam o  futuro estado fitossanitário das árvores e provocam mais tarde a justificação de abate.

domingo, setembro 16, 2018

Sintra Portugal Pro 2018 - 6º dia


Sammy Morretino, do Havai, soma o segundo título mundial de Drop-Knee na Praia Grande.

Dave Hubbard, Também do Havai, que ficou no 2ºlugar

Infelizmente, o nevoeiro não permitiu que as finais feminina e Open masculina se realizassem, pelo que, de acordo com o livro de regras APB, foi atribuído a Joana Schenker e Isabela Sousa e a Pierre Louis Costes e Iain Campbell, o segundo lugar "ex aequo" de ambas as competições.

Foto de hoje  da Praia Grande às 10 horas da manhã com gaivotas e o nevoeiro
Sammy Morrelino

Sintra Portugal Pro 2018 - 5º dia

No 5º dia do Sintra Pro, a permanência do nevoeiro foi a constante.
Praia Grande, imagem durante a manhã

Nomento da prova de hoje.

Fotos em 15/09/2018  na modalidade Dropknee
Mais informações sobre o 5ºdia do Sintra Pro:
https://beachcam.meo.pt/newsroom/2018/09/joana-schenker-bate-teresa-almeida-e-garante-final-do-sintra-pro/