domingo, novembro 18, 2018

Visita às árvores classificadas em Sintra de Interesse Municipal

No último Sábado,o Grupo dos Amigos de Árvores de Sintra, realizou um passeio pelas árvores classificadas de Interesse Municipal. Correspondente a 80 árvores de médio e grande porte.
   Sendo a primeira acção pública, deste grupo de cidadãos, decorreu num percurso entre o Jardim da Correnteza e o Largo da República na Vila Velha, guiada pelo Engº Rui Queirós, do ICNF. A necessidade de existência de boas práticas na preservação das árvores, evitando abates prematuros,  como recentemente aconteceu, com árvores classificadas pela própria autarquia -  o motivo principal desta visita.
De fora desta visita ficou o conjunto de 43 plátanos e 11 tílias do Largo D.Fernando II em São Pedro de Sintra, o que acontecerá numa 2ª visita.
Um caso chocante, uma caldeira coberta com cimento, na rua .Alfredo da Costa
Também as tílias do Largo da República receberam a visita do grupo.

sexta-feira, novembro 16, 2018

Tuia-gigante do Parque da Pena é candidata a Árvore do Ano 2019

Fotos da Tuia-gigante do Parque da Pena em 2007
Tuia-gigante do Parque da Pena é candidata a Árvore do Ano 2019

- Votação nacional até 20 de novembro em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote
- Árvore eleita representará Portugal no concurso europeu Tree of the Year 2019
- Evento promove a importância das árvores antigas na herança cultural e natural

Sintra, 15 de novembro de 2018 – A tuia-gigante, uma das árvores mais emblemáticas do Parque da Pena, está a concorrer ao título de Árvore do Ano 2019, sob o mote “O Gigante da Pena”. Com cerca de 150 anos, uma altura aproximada de 35 metros e uma copa extensa e envolvente, foi plantada na época da criação do parque por D. Fernando II e é considerada, desde 1916, um dos exemplares notáveis deste recinto. Beneficiando de uma carga fortemente cénica, bem ao gosto do Romantismo, tem impressionado gerações e destaca-se como uma das árvores mais fotografadas da Pena.

Esta espécie nativa da América do Norte, famosa entre os índios locais pelas suas propriedades terapêuticas e pelo seu caráter sagrado, assume no Parque da Pena uma estrutura de copa singular, diferente da que a caracteriza no seu ambiente original. Imponente e silenciosa, tem caminhado em direção ao lago que a ladeia e tem estimulado a imaginação dos visitantes, levando-os a “viajar” até paragens exóticas e potenciando o ambiente romântico idealizado pelo Rei Artista.

A eleição da Árvore do Ano é organizada, em Portugal, pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica e as votações estão disponíveis, até ao próximo dia 20 de novembro, em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote. Numa iniciativa que vai para além da beleza ou da idade das árvores a concurso, pretende-se revelar a sua história e o seu papel na vida das pessoas e das comunidades.

Para votar na tuia-gigante do Parque da Pena basta:
1) Aceder à página do concurso em https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote
2) Selecionar a “Tuia-gigante” e uma segunda árvore em que pretenda votar
3) Carregar em “VOTE”, no rodapé da página
4) Introduzir o seu endereço de email e selecionar “VOTE”
5) No email de confirmação, que irá receber no endereço que introduziu, carregar em “clique aqui” para que o voto seja validado/contabilizado

A árvore portuguesa vencedora concorre posteriormente à votação para a Árvore Europeia do Ano (European Tree of the Year), promovida pela Environmental Partnership Association (EPA), desde 2011. Em 2018, Portugal estreou-se a vencer na participação neste evento, com o “Sobreiro Assobiador”, de Águas de Moura, Alentejo, numa edição que contou com mais de 200.000 votos através do website oficial.
(texto da PSML)



quinta-feira, novembro 15, 2018

Marketing da Adega Regional de Colares em 1938

Reprodução de página de"O Vinho de Colares"
Numa reimpressão de “O Vinho de Colares” edição da Adega Regional de Colares de 1938 , feita pela C.M.Sintra encontramos uma obra muito interessante e um grafismo da época, que demonstra o cuidado com a imagem que o vinho de Colares já teria para os produtores nessa altura.
Transcreve-se um texto publicitário sobre o vinho de Colares:

O Vinho de Colares é vinho com corpo, alma e perfume.
É o vinho da mais linda cor rubi, quando novo, e de cor acastanhada, ou casca de cebola velha, quando antigo.
Antes de o beber deve, através do copo, contemplar-se a sua linda cor e aspirar-se o seu rico perfume.
Num trago delicado é agradabilíssimo por toda a boca; o sabor e o perfume mixto de amêndoas e violetas dispersa-se estimulando o paladar.
O Vinho de Colares é um vinho servido nas refeições não embota o gosto apurado para o vinho do Porto; o vinho branco servido com o peixe, o vinho tinto acompanhando entradas de carne, ou de caça, não estraga, não torna insensível, nem enfraquece a sublimidade receptiva daquele vinho fino do Douro.
Pela delicadeza da sua composição e perfume não convém deixá-lo na garrafa de um dia para o outro.É finalmente um vinho para apreciadores , para os que sabem beber, para os que tem o sentido gustativo,refinado e distinto
.


Rótulo Collares Burjacas de J.Gomes da Silva Júnior

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terça-feira, novembro 13, 2018

Visita às árvores com a classificação de Interesse Municipal em Sintra

No próximo dia 17, venha conhecer de perto os lódãos (Celtis australis L.), as tílias (Tilia x vulgaris Hayne) e  a  tília tomentosa e os 12 freixos (Fraxinus angustifólia), todas estas árvores classificadas de Interesse Municipal pela Câmara Municipal de Sintra. 
O Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra, um grupo de pessoas, indignadas com o que aconteceu  recentemente ao “Freixo” (árvore classificada), na Alameda dos Combatentes da Grande Guerra, e preocupadas com preservação do património arbóreo sintrense, decidiram  organizar  uma visita às árvores classificadas de interesse municipal, guiada pelo Engº  Rui Queirós do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
 : https://www.facebook.com/events/354107725335021/

Após o abate de duas árvores classificadas no jardim da Correnteza, a CMS plantou no fim de semana  novas árvores no local. Abates como consequência de podas mal feitas, e de não serem tomadas medidas sugeridas  pela ADPS, (Associação de Defesa de Património Sintrense), para as manter  como parte integrante da paisagem daquele local nobre de Sintra.(Foto de M.Clara Gomes)
(Foto de M.Clara Gomes)

«Não é raro vermos numa praça pública abater-se sem protesto uma árvore. É até vulgar! … Quando a árvore começa a ser bela, esgalhada e enorme, cheia de ruídos e de sombra, surge o vereador e corta-a, sem imaginar , sequer, que mais vale um simples e humilde plátano do que um conselheiro de Estado (…) Faz mais diferença à natureza o assassinato de uma grande árvore, que dá sombra e frescura, que tem a alta missão de purificar a atmosfera, do que a morte de meia dúzia de conselheiros de Estado gravíssimos e calvos». 

(um excerto de um artigo “Maio”, de Raul Brandão, publicado em 16 de Maio de 1901 ‘Revista Brasil-Portugal’).

Créditos:
Artigo de Raul Brandão - num post de Emilia Reis
Fotografias de M.Clara Gomes

segunda-feira, novembro 12, 2018

Momentos Zen na Praia Grande


Uma visita de Outono à Praia Grande
Fotos desta tarde, com um grupo de visitantes não habitual, mas alegre e satisfeito decerto, com a beleza que a natureza brindou o local e com uma tarde com sol luminoso -  como é costume, nestes dias de  Outono sintrense.

,As bases das tradições e práticas budistas, são as Três Joias: o Buda (como seu mestre), o Dharma (ensinamentos baseados nas leis do universo) e a Sangha (a comunidade budista).[ Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não budista. Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânscrito/páli: bhikkhu) ou monja (sânscrito/páli: bhikkhuni).

Fonte Wikipédia (adapt.)

domingo, novembro 11, 2018

A lenda de S. Martinho


No dia de S.Martinho
, come-se castanhas e bebe-se vinhoMartinho era um soldado romano ,valente e valoroso, que regressava de Itália para a sua terra em França.Na viagem, cruzou-se com um mendigo que tremia de frio, devido à chuva que caía com intensidade. Sentindo piedade daquela alma que lhe pedia esmola,Martinho não hesitou em partilhar a sua capa militar. Pegou na espada e cortou a capa ao meio.Quando se preparava para seguir viagem, a chuva parou de cair, as nuvens fugiram e o sol começou a brilhar.Assim ficou durante três dias.Diz-se que foi recompensa divina. A tradição mantém-se e por isso se fala no verão de S.Martinho, para lembrar que as boas acções não se devem esquecer.A ligação de S.Martinho e deste episódio às castanhas faz-se porque, quer a morte do Santo, quer a lenda,terão ocorrido em Novembro, a época das castanhas e da prova do vinho novo.


sábado, novembro 10, 2018

Porque hoje é Sábado...


 Pedido de pão por Deus ainda é tradição no 1 de Novembro
Transcrição de uma reportagem  da TSF/ Sandra Pires)

Segundo o sociólogo Moisés Espírito Santo, a tradição do pedido do pão por Deus começa a misturar-se com o Halloween, em particular nas cidades.

Nas zonas rurais portuguesas, o  feriado do 1 de Novembro é aproveitado para se fazer o pedido do pão por Deus, uma comemoração onde os mais novos andam de porta em porta vestidos a rigor, como manda a tradição.
Ouvido pela TSF, o sociólogo Moisés Espírito Santo explicou que «as mamãs preparam-nos muito bem para andar na rua, muito bem vestidinhos, com uma saquinha muito bem arranjadinha para aquele efeito, mas nada de mascarados».
«Andam muito seriozinhos, muito sossegadinhos e preparadinhos para aquele diz de festa», acrescentou este sociólogo sobre esta comemoração numa altura em que se começa a arraigar a tradição do dia das Bruxas na cultura portuguesa.
Por esta razão, é já «costume a garotada subir aos prédios e aos andares com uma abóbora furada em forma de caveira com uma vela dentro acesa e pedem 'bolinho, bolinho, que é para as almas'».
«É uma mistura da festa das Bruxas, do Halloween e isto é próprio da cidade. Mas a tradição popular portuguesa tem a ver com a tradição de dar bolos secos e frutos secos a quem ajudou as colheitas», acrescentou.
Pão, broa, bolinhos, frutos secos e, mais recentemente chocolates, são as oferendas habituais, sendo que a quem não dá nada não lhe é rogada nenhuma praga, uma tradição que aos poucos vem perdendo força.
«Enquanto o costume era dos adultos era fácil transmitir, mas estando nas mãos da garotada tende a desaparecer, porque, às vezes, não funciona e os pais não encorajam, porque acham que é pedinchice», adiantou.
Moisés Espírito Santo notou mesmo que na região de Leiria houve mais crianças envolvidas nesta tradição no ano passado do que neste ano.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1700539&page=-1

  Também faz parte da tradição do Dia de Todos os Santos, o fabrico dos  "Bolos dos Santos", um bolo tradicional desta época nas localidades dos Concelhos de Mafra e Torres vedras. Associámos na imagem o vinho de Colares.
*. Em algumas povoações da zona centro e estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes.


quinta-feira, novembro 08, 2018

O regresso da Garça real da Várzea de Colares

Nos últimos dias temos tido a sorte de conseguir fotografar a Garça da Várzea de Colares, por duas vezes, facto que não conseguiamos registar desde 1 de Agosto. O seu regresso poderá ser o sinal de regresso ao seu habitat de eleição - já que o actual caudal do rio da Maçãs, vai permitir-lhe voltar às suas pescarias.


Em 31 de Outubro de 2018
Em 8 de Novembro de 2018

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/08/no-1-dia-de-agosto-voltou-o-calor-e.html

Nota sobre a não publicação de comentários de leitores no blogue nos últimos tempos


 Só hoje, por um e-mail que me foi enviado, verifiquei que havia vários comentários que não tinham sido publicados ainda. A razão detectada, terá sido  uma falha técnica, no envio automático do blogue para o meu e-mail, e que nos últimos tempos não  tem estado a acontecer, daí a minha falta de conhecimento da  existência de comentários para aprovar. Facto que peço desculpa.
 Neste momento activei o processo de publicação de comentários, esperando assim tentar repor embora com  bastante atraso em alguns assuntos, um  conjunto de comentários que por esse motivo estavam por publicar.

Mais uma vez as minhas desculpas
Pedro Macieira

terça-feira, novembro 06, 2018

Beatriz é o nome da depressão que chega agora


Informação especial
Comunicado válido entre 2018-11-06 19:04:00 e 2018-11-08 23:59:00
Assunto: Depressão BEATRIZ
No seguimento dos critérios de emissão estabelecidos, foi atribuído pela AEMET, o nome BEATRIZ a uma depressão centrada a noroeste das ilhas Britânicas, em 59ºN 28ºW às 12 UTC do dia 6 de novembro. 

Portugal Continental será afetado por uma superfície frontal fria de atividade moderada a forte associada a esta depressão, em especial as regiões Norte e Centro. Assim, para estas regiões, a passagem desta superfície frontal fria irá originar chuva persistente, que será por vezes forte entre o meio da tarde de dia 6 e a madrugada de dia 7. Prevê-se ainda queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela no final do dia 6, descendo a cota para 1200/1400 metros durante a madrugada de dia 7. 
O vento será moderado a forte no litoral, com rajadas até 80 km/h, e forte nas terras altas, com rajadas que serão da ordem de 100 km/h. A região Sul terá períodos de chuva a partir do final do dia 6 e a manhã de dia 7. O vento será moderado a forte, por vezes com rajadas até 80 km/h, no litoral e nas terras altas desta região. 

No dia 7, é esperado um aumento da agitação marítima em toda a costa ocidental do continente, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros. 

A influência desta depressão em Portugal será sentida também em algumas das zonas marítimas de responsabilidade nacional. 

Para mais detalhes para a navegação marítima consultar: 
http://www.ipma.pt/pt/maritima/boletins/ 

Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar: 
http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/ 
http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.significativa
Data de edição: 2018-11-06 19:04:37
Ministério do Mar
Instituto Portugues do Mar e da Atmosfera, I.P. 
Rua C do Aeroporto de Lisboa
1749-077 Lisboa - Portugal
Tel.:(351)218447000
Fax.:(351)218402370
info@ipma.pt
http://www.ipma.pt

segunda-feira, novembro 05, 2018

XII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra

Encerrou-se ontem, o XII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra, que decorreu desde o dia 1 de Novembro no Pavilhão da União Mucifalense - na foto a Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pêro Pinheiro, dirigida pelo maestro, João Aires Moreira da Silva.
No encerramento do Encontro de Bandas, a actuação da Banda da União Mucifalense, dirigida pelo maestro, João Panta Nunes.

Maestro João Panta Nunes, que actualmente dirige a Banda de Música da União Mucifalense e a  Banda de Música e Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme.

domingo, novembro 04, 2018

Efeméride do dia - Centenário da 1ª Grande Guerra



O Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra existente no Jardim da Correnteza em Sintra, é obra do escultor José da Fonseca.

"Dez colunas interligadas representando as dez freguesias  em que  o concelho de então estava dividido, as quais formam uma só, encimada pela esfera armilar; à frente desta coluna, uma figura de soldado com fardamento de campanha segurando uma espingarda armada de baioneta"
José Alfredo da Costa Azevedo/Bairros de Sintra




Em 28 de julho de 1914, a ocupação da Sérvia pelas forças do Império Austro-Húngaro marcava o início de um conflito que rapidamente se propagou, num esquema de alianças que dividiu o mundo em dois, alterou
o curso da história e constituiu, para muitos autores, a verdadeira entrada na contemporaneidade.
    Só em princípios de 1917 se inicia o envio de tropas portuguesas para a Flandres, com o primeiro
contingente do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) a embarcar, em janeiro, a bordo detrês vapores ingleses. Este exército, composto por cerca de 30.000 homens, foi sujeito a uma instrução preparatória intensiva de nove meses, sob a direção do então ministro de Guerra, o general Norton de Matos. Ficaria conhecida como "Milagre de Tancos". Visivelmente mal preparado e equipado,o C.E.P. sofreu pesadas baixas, sendo tristemente célebre a data de 9 de Abril de 1918, que assinala

 a Batalha de La Lys
Fonte (texto) Hemeroteca da CML


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Centenário da 1ª Grande Guerra 1914-18 (I)
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Centenário da 1ª Grande Guerra 1914-18 (II)
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/efemeride-1-grande-guerra-1914-18-ii.html

Centenário da 1ª Grande Guerra 1914-18 (III)
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/efemeride-centenario-da-1-grande-guerra_31.html






quarta-feira, outubro 31, 2018

Horário de Inverno do Eléctrico da Praia das Maçãs

O novo horário de inverno 2018 de Eléctrico de Sintra entrou em vigor no dia 29 de outubro e estará em funcionamento até 31 de dezembro


Praia da Adraga

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-Postal da Adraga dos anos 60 -colecção particular

A Praia da Adraga uma das mais bonitas praias da nossa região foi considerada em 2003 uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos leitores e jornalistas do The Sunday Times, jornal britânico de grande circulação. Mas a Praia da Adraga surgia citada num honroso terceiro lugar , sendo a única praia portuguesa a aparecer na lista dos leitores do jornal inglês.

Para esta classificação (Agreste, selvagem, de um azul intenso....simplesmente bela) dos visitantes britânicos, que terão a mesma opinião dos muitos utilizadores daquele magnifico local, terá contribuido a beleza envolvente, como o rochedo em forma de arco que mergulha no mar, as falésias e a gruta. Na maré baixa pode-se passar para a Praia do Cavalo e subindo a falésia pode-se admirar o Fojo, uma cratera natural que permite observar o mar daquele ponto elevado ou a Pedra de Alvidrar, local preferido de pescadores.

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Foto da Praia da Adraga em 1956, de António Passaporte ( Arquivo Fotográfico da CML)

"A Praia da Adraga, com um côncavo dourado de areia entre dois morros formidáveis. De um destaca-se uma pedra enorme caída no mar e o outro parece ser um monstro petrificado. O que aqui é mais interessante é o contraste entre as falésias cortadas a pique e a areia onde o mar banzeiro se espraia. O que aqui é admirável é a onda dum verde translúcido que se despedaça em rolos de espuma sobre as patas do monstro ante-diluviano.Do meio da praia a ilusão é perfeita. Vêem-se-lhe nitidamente a cabeça, os olhos, as ventas, o focinho aguçado, a boca enorme que mergulha na água- como se a fera sedenta tivesse descido há séculos da montanha e houvesse ficado ali a tragar o oceano para toda a eternidade."


Raul Proença -Guia de Portugal -Lisboa e arredores-Ed.1924

Praia da Adraga, Sintra, Portugal
Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais. Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980. Praia da Adraga, Sintra, Portugal
Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais. Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980.
*Fotos da colecção da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian



segunda-feira, outubro 29, 2018

Sobre a Quinta dos Lagos (reedição)

Com o Brasil na ordem do dia, oportunidade para reeditar um assunto, que após a publicação no "rio das Maçã" teve grande impacto no outro lado do Atlântico em 2009.  A atribuição pelo ” Jornal Pequeno” na edição de domingo, 24 de Maio de 2009, da posse pelo ex-presidente José Sarney nos anos 90, da Quinta dos Lagos em Sintra - assunto já referido anteriormente por Walter Rodrigues em 1993, criou actualmente uma enorme polémica no outro lado do Atlântico.

O Rio das Maçãs é referenciado nesta polémica, pelos vários posts publicados sobre a Quinta dos Lagos desde 2006.

Na edição do último domingo o “Jornal Pequeno”, publica uma carta do ex-presidente José Sarney, que reafirma que “não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa.”, com a respectiva réplica por parte da direcção do jornal do Estado do Maranhão. Pelo interesse deste assunto relativamente a Sintra, publicamos hoje esses dois textos.

Primeiras páginas do "Jornal Pequeno",e a 1ªPágina do semanário "Sol" de 29 de Maio de 2009., com referências à Quinta dos Lagos


A CARTA DE SARNEY


Brasília, Maio de 2009
Ao Senhor

LOURIVAL MARQUES BOGÉA
Diretor-Geral, Jornal Pequeno


Prezado senhor,
A respeito da matéria publicada por esse jornal, afirmando haver tido eu a propriedade de uma quinta, castelo ou seja lá o que for, quero desmentir essa divulgação. Aliás, essa notícia, agora reproduzida com o objetivo de atingir a minha honra, surgiu há vinte anos, quando eu era Presidente da República, foi por mim contestada com documento do Cartório Imobiliário de Lisboa, certificando não ter nem haver tido eu nenhuma propriedade naquela cidade. Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa. Por Lisboa sempre tive amor, de suas cores, de sua história.

2. Mas, para que não paire qualquer dúvida sobre o meu hipotético imóvel, que nunca existiu, quero doá-lo à empresa editora do Jornal Pequeno, que tem como presidente sua progenitora, Hilda Bogéa, e seus filhos, para dele usufruírem todo o seu valor, podendo usá-lo, vendê-lo e transmiti-lo a seus herdeiros.

3. Assim, esse castelo que não existe passará a pertencer à família Bogéa, que há 50 anos insulta-me, desrespeita, injuria e difama a minha pessoa.

4. Desfrutem de mais essa patranha. Saudações,

JOSÉ SARNEY
Carta do ex-presidente José Sarney ao "Jornal Pequeno"
RESPOSTA DO JP
Como o senador José Sarney gosta de numerar parágrafos, o JP vai acompanhá-lo em mais essa sua mania:
1. Nem a reportagem sobre o castelo de Sintra nem qualquer outra que envolva o senhor Sarney e seu clã são feitas pelo JP com o objetivo de atingir sua honra, como acusa o senador, e sim o que ele representa: um coronelismo político, econômico e midiático antiético, que oprime e mantém sob seu jugo uma legião de miseráveis num dos estados mais pobres do país. O senhor Sarney diz que um documento do Cartório Imobiliário de Lisboa certifica que ele não tem nem nunca teve “nenhuma propriedade naquela cidade”. “Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa”, complementou o senador. Vale esclarecer que a reportagem do JP diz que ele teve, por pelo menos 4 anos (1990 a 1993), a Quinta dos Lagos, em Sintra, e não em Lisboa. Por que o senador não nos envia uma cópia do documento fornecido pelo Cartório de Lisboa?
2. Em resposta à chacota do senador, “doando” a Quinta dos Lagos à família Bogéa, proprietária do JP, agradecemos mas rejeitamos o oferecimento. Primeiro porque nenhum dos Bogéa compartilha com o senhor Sarney o gosto por imóveis que lembram os senhores feudais da Idade Média (a Era das Trevas). Segundo porque o castelo não é mais do senador, portanto ele não pode doá-lo. Mas se o senhor Sarney abandonar o sarcasmo e quiser exercitar seriamente sua generosidade, pode doar aos desabrigados pelas enchentes do Maranhão uma de suas mansões de Curupu ou toda a dinheirama que recebeu ilegalmente – sem saber, é claro... – de auxílio-moradia do Senado. Aliás, essa é a sugestão da jornalista Ruth de Aquino, da revista Época. No mais, em contrapartida à boa ação do senhor Sarney, a família Bogéa e seu JP aceitam doar a ele e seu império de Comunicação um pouco de credibilidade e dignidade, que nos sobram e faltam à mídia sarneysista.
3. A família Bogéa não insulta, desrespeita, injuria e difama o senhor José Sarney há 50 anos. Como já foi dito no início, combatemos (há 44 anos, e não 50) o que ele representa: um modo antiético e imoral de fazer política, responsável pela perpetuação da miséria do Maranhão e que recentemente se estendeu ao Congresso Nacional, conforme o JP e todos os veículos sérios da imprensa nacional vêm mostrando à exaustão. Insulto, desrespeito, injúria e difamação tivemos a oportunidade de ver correndo solto no Sistema Mirante na campanha sem tréguas que resultou no golpe, via judicial (segundo o renomado jurista Francisco Rezek), que tirou do cargo um governador legitimamente eleito pelo povo e colocou em seu lugar a filha do senhor Sarney, derrotada nas urnas.
4. Traduzindo o vocabulário arcaico do senador, “patranha” quer dizer mentira. Vide “caso Reis Pacheco”, farsa da encomenda de morte do prefeito de Imperatriz Ildon Marques por parte do deputado Sebastião Madeira, as oito versões para a “bufunfa” de 1,34 milhão encontrada na Lunus etc. etc.
A Direção do JP

Posts publicados no Rio das Maçãs sobre a Quinta dos Lagos :
http://riodasmacas.blogspot.com/2008/04/quinta-dos-lagos-na-estefnia-de-sintra.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2007/02/casa-do-primeiro-presidente-da-cmara-de.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2006/11/curiosidades-de-sintra-antiga.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2009/05/rio-das-macas-referido-no-brasil-por.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2009/05/quinta-dos-lagos-em-sintra.html

domingo, outubro 28, 2018

Coisas de Outono

Foto com os "Bolos dos Santos" e as Maçãs Reinetas de Fontanelas

A tradição obriga  em algumas regiões, que no dia 1 de Novembro, além do "Pão por Deus", a confecção de uma broas , "Bolos dos Santos", (denominação  na região de Mafra) - que tem a particularidade, de usar folhas de cana,  colocadas  nos tabuleiros  que vão ao forno, de forma a evitar que as broas com a cozedura não se agarrem à base do forno.As da foto feitas já este ano, pela D.Lurdes do Mucifal oriunda da Encarnação/Mafra.

Macã Reineta em Festival em Fontanelas
Realizou-se no fim de semana, em Fontanelas,continuando no próximo dia 1 de Novembro,  o VI Festival da Maçã Reineta uma iniciativa organizada pela Associação de Produtores de Frutos Tradicionais da Região de Colares, pela União Recreativa e Desportiva de Fontanelas e Gouveia e pela União de Freguesias de Terrugem e São João das Lampas, União das Freguesias de Sintra, com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e várias entidades.
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/10/festival.html
O festival tem por objectivo divulgar a produção, venda, consumo e confecção deste fruto que abunda na região de Sintra e  especial em Fontanelas, em chão de areia.

sexta-feira, outubro 26, 2018

Gostar de Árvores

Exemplo raro da prioridade dada à Árvore - na Praia Grande, Sintra
Fotos em 19 de Outubro de 2018

quinta-feira, outubro 25, 2018

Castelo de Colares (reedição)

Sobre o "Castelo de Colares":

“D.Dinis de Melo e Castro obteve a posse do antigo “castelo” onde funcionava a Câmara e a cadeia de Colares:«ainda que conservado o castello, delle se serviaõ os officiais da Camera para os ministerios do governo commum; com tudo há mais de cem annos, e fazendo gosto de viver naquella villa D.Diniz de Melo e Castro (sogeito de grande, e particular distincaõ; porque havia sido Bispo de Leiria, de Viseo e da Guarda, e Regedor das justiças deste Reyno) conseguio da mesma Camera o dominio e a posse de tal Castello. Neste, mudada a figura, fabricou um curioso Palacio para sua habitação. Que ainda existe dentro da villa (...) As casas da Camera, e Cadêa se fizeraõ em outro lugar»
Santa ANNA, 1751 II 89 Cfr, Maria Teresa Caetano "Colares"

A construção do Palácio do bispo D.Dinis ter-se-á, iniciado em 1620
Diniz de Melo e Castro, Nasceu em Colares, onde viveu largos anos. Morreu em Lisboa, em 24 de Novembro de 1640.Bispo de Viseu (1638) ,Guarda e Leiria, de que tomou posse em 11 de Dezembro de 1627, fundou a casa da Câmara e a Misericórdia de Colares .Obteve o domínio do arruinado castelo, fazendo construir sobre ele a sua casa.

«Colares teve castelo quase por completo desaparecido, cuja origem e fundação se desconhecem.» A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Volume VII, pag 109

O acesso ao "Castelo" com o fontanário cuja água que jorra , é ainda hoje canalizada através da Casa da àgua do "Castelo"

A CASA DA ÁGUA


"Por conseguinte, da singular villa de sabor italianizante subsiste, apenas, uma arcaria de amplos vãos cegos e a casa da água, sustida por abóbada de canhão. A cobertura destes edifícios, de planta regular e contíguos, é única e forma um grande terraço lajeado, delimitado por murete com conversadeiras. A data de 1690 inscrita numa cartouche relevada sobre o arco abatido de acesso à casa da água, indicará, talvez, a época em que se revestiram as paredes exteriores, junto ao grande tanque, com frescos de cariz mitológico e influência italianizante, infelizmente quase desaparecidos."
C.M.S. - Divisão de Património Histórico-Cultural
Antigas canalizações e tijolos em barro

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quarta-feira, outubro 24, 2018

Memórias Sintrenses (reedição)

*Texto de Carlos José Paulo Santos (Cainhas)

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Este Semanário "O DESPERTAR", do Partido Republicano da Esquerda Democrática do Concelho de Sintra, tinha a Sua Administração, e sede de Partido na Rua das Padarias nº 1 Sintra- Vila. É uma casa grande, que fica situada no primeiro andar em frente da Piriquita, tem frente para o Largo Rainha D.Amélia, por baixo, era um forno de padeiro do Sr. António Melo, mais tarde convertido numa casa de nome A TIBORNA, hoje tem outro nome e dedica-se à venda de produtos de artesanato.
Nesta casa onde era a sede do Partido Republicano, veio a ser mais tarde a residência do Sr. José Alfredo da Costa Azevedo, onde veio a falecer.

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Aqui foi a Sede do Centro Republicano de Sintra,(no primeiro andar), e a última residência do Sr.José Alfredo Azevedo.Onde hoje é a Loja do largo (por baixo) era o forno do padeiro (a lenha), e o posto de venda era onde se situa hoje a cafetaria das Padarias Reunidas de Sintra, no Largo da Vila -Foto de Carlos Santos

Sobre o Dr. Carlos França posso acrescentar que conforme O DESPERTAR de 2-10-1926 indica, em reunião efectuada nos Paços do Concelho desta Vila de Sintra, ficou acordado que fosse mandado erigir um monumento em Sintra em homenagem ao ilustre médico.
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Monumento esse que está edificado no Largo Dr. Carlos França aos Pizões, na Vila Velha, a Rua de ligação ao largo do Victor também foi chamada de Rua Dr. Carlos França, tendo nos anos 70 sido alterada para Maria Eugénia Reis Ferreira Navarro.
Esse monumento foi inaugurado nos anos 34 ou 35, (não fui lá ver) do século passado, tendo sido uma menina da escola feminina de São Pedro de Sintra, de seu nome Maria Vitória da Silva Mata, indicada para fazer o descerramento do dito monumento.

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Créditos:
Texto de Carlos Santos (Caínhas) e foto do Centro Republicano de Sintra
Reproduções do Jornal "O Despertar" (colecção Carlos Santos)
Foto do monumento ao Dr.Carlos França -Obras de José Alfredo da Costa Azevedo -VI