sábado, junho 16, 2018

Do Vale da Raposa a Gigarós

Nos últimos dias uma intervenção da CMS,  resolveu um caso que há muito tempo necessitava de solução. O Vale da Raposa, na Estefânia , sendo uma propriedade particular e num local nobre da Vila de Sintra, mantinha  um enorme matagal, e acumulação de lixo. Com a limpeza coerciva por parte da autarquia naquela propriedade, terá sido anulado um perígo  para a saúde pública e potencial  risco de incêndio naquele local - o panorama que  agora se desfruta do  jardim da Correnteza, miradouro muito visitado, é ainda de uma beleza maior.

Fotos em 14/07/2018
A intervenção decorre até ao fim deste mês

E uma limpeza radical em Gigarós

Junto a uma ribeira em Gigarós a desmatação  em curso na altura (07/06/2018),  já apresentava o resultado que a foto  demonstra.

Outras "limpezas":
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/a-limpeza.html

sexta-feira, junho 15, 2018

Avenida Heliodoro Salgado e Estefânia nos anos sessenta

Avenida Heliodoro Salgado 1960-Foto de FP.Eaton

 a Avenida Heliodoro Salgado , na Estefânia nos anos sessenta, quando era uma movimentada via de Sintra , com o tradicional eléctrico azul da “Sintra Atlântico”que tinha o início da linha , em frente à estação da CP. Avenida Heliodoro Salgado-1960-Colecção de Valdemar Alves
Avenida Heliodoro Salgado-1965, com sinaleiro-Colecção de Valdemar Alves

quarta-feira, junho 13, 2018

Em Queluz a 17 de Junho a "Rota dos Palácios" com automóveis antigos.


A  IV Expo Clássicos de Queluz “Rota dos Palácios”, iniciativa do Queluz Clássicos - Automóvel Antigo, que decorrerá frente ao Palácio Nacional de Queluz, no dia 17 de junho, pelas 10h00.
À semelhança do que tem sucedido em anos anteriores vão estar presentes diversos clubes, particulares e grandes marcas do circuito automóvel tais como a Porsche, Lotus, Mercedes, BMW, VW, Fiat, Renault, Citroen entre outros.
*Fotos prova  Londres -Lisboa em 2017/Cascais

terça-feira, junho 12, 2018

Morangos de Sintra

 Esta qualidade de morangos, e muito dificil de encontrar nos nossos dias, por contágio de plantas de outros tipos de morangos usadas pelo agricultores. Em 2014,  tivemos a oportunidade de os fotografar, e este ano a sorte repetiu-se por gentileza de alguém que conhece bem a fruta tradicional da região de Colares. Morangos de Sintra, que são cada vez mais raros.

Morangos de Sintra/Colares -Foto em Maio de 2018

Sobre os morangos de Sintra


Rótulo de licor Morango de Sintra

Créditos:
Foto Blog restos de coleccao
http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2013/12/antigamente-86.html


JFABRICA ANCORA
Fabrica Ancora : licores e cognacs portuguezes. - Lisboa : F.A.

Peça de antiga de louça com morangos
Peça em louça de criança com Morangos  (foto de Filipe Dias)

Uma curiosa história ja com alguns anos, permite agora ser publicada por gentileza de Filipe Dias, que nos fez chegar foto que publicamos. Nos anos 60 numa drogaria, que na altura havia no Mucifal , foi encomendada a uma fábrica de Alcobaça, pequenas figuras em louça representando um casal de crianças com um cesto de morangos, em ligação com os  tradicionais e  apreciados Morangos de Sintra.

Não foi possivel encontrar o par desta peça, mas poderá ser com a publicação deste post,  surja a possibilidade de alguem ainda possuir exemplares deste casal de  saloios de Sintra.


domingo, junho 10, 2018

Ermida de Santa Anna da Penha

A Ermida de "Santa Anna da Penha",  encontra-se num local denominado Boca da Mata, entre Gigarós e o Penedo, no coração da Serra de Sintra - a explicação para a sua construção  em meados de 1400, é nos dada pelo Visconde de Jerumenha em 1838, na sua "Sintra Pinturesca".


"Como o sítio fosse pouco fructifero, e desabrigado, tendo hum certo Sebastião e sua mulher Inez Esteves feito doação ao dito C.Pereira, para elle seus herdeiros e sucessores, de huma sesmaria que possuíam, no logar da boca da mata, partindo para o oriente com a quinta de Milides, e pelo poente com a Serra, tratou logo de suspender a obra começada, e principiar nova fábrica no local, ficando malograda a primeira fundação. Chamou este para o ajudar o seu antigo companheiro o Padre Fr. João de Santa Anna, e prevendo ambos que o edifício gastava tempo antes que fosse de todo concluído, construíram huma pequena Ermida com o nome de oratório dedicado a Santa Anna, que tomaram por orago do novo Convento, onde interinamente celebravam os os officios divinos, empregando-se os  ditos Padres em cultivar a Serra, rompendo matos, plantando arvores, em quanto não se podia acudir á obra do edifício por a Provincia não ter os fundos necessários para a despesa. Neste exercícios se conservou o sobrinho do Condestável até que faleceu a 14 de Fevereiro de 1465.”

O pequeno altar da Ermida
“Na proximidade desta Ermida, está o extinto Convento de invocação Santa Anna, de Padres Carmelitas. Foi primeiro fundado este convento no casal da Torre, antigamente chamado de Miguel Joanes no termo de Sintra, que pertenceo a mestre Henrique, physico mór d’El-Rei D.Duarte"
In "Sintra Pinturesca ou memória Descritiva da Via  de Sintra, Colares e seus arredores".
Visconde de Jerumenha, 1838

Sobre o Convento da Quinta do Carmo

"Acha-se o Convento edificado em hum sitio ameno, em huma planície na raiz da Serra, e sobranceiro á Villa de Collares, cercado de frondoso arvoredo. Gosa ao perto da aprazivel vista da varzea, casas de campo, pomares, e quintas revestidas de copados arvoredos, e mais longe de logares, e casaes, terminando o horizonte de hum tão variado e deleitavel painel o oceano, cujas vagas prateadas se estão vendo em distancia  quebrar naquelas praias.
Tem a igreja a porta para o poente e está assentada em hum Adro, no fim do qual se lê em letras  maiúsculas –
O Bispo D.Fr. Cristovão Moniz, religioso do Carmo, sagro esta Igreja até este logar no anno de 1528.”
In "Sintra Pinturesca ou memória Descritiva da Via  de Sintra, Colares e seus arredores".
Visconde de Jerumenha, 1838

sábado, junho 09, 2018

Convento de Santa Ana do Carmo

Quinta do Carmo /Foto em 07/06/2018

CONVENTO DE SANTA ANA DO CARMO
O Convento de Santa Ana do Carmo situa-se em plena serra de Sintra, entre os lugares de Gigarós e Boca da Mata, freguesia de Colares. Seguindo a estrada que liga Monserrate a Colares, pela serra, e ao chegar à povoação da Eugaria, surge-nos uma estrada de calçada à esquerda com a indicação Gigarós. Tomando-a, cerca de mil metros daqui avistamos o portão principal da quinta onde foi edificado o antigo Convento de Santa Ana do Carmo da Ordem dos Carmelitas Calçados, actualmente propriedade privada.
Em 1389, D. Nuno Álvares Pereira manda construir o Convento do Carmo, em Lisboa. Para este convento vieram religiosos do Convento de Moura, solicitados e indicados pelo próprio D. Nuno. Em 1423, realiza-se o primeiro Capítulo Provincial em terras de Portugal. Elaboram-se os primeiros Estatutos, que foram aprovados por D. João I, em 1424.
O Convento de Santa Ana de Colares será o terceiro convento da ordem carmelita fundado em Portugal, porém, o segundo convento fundado em Sintra, depois da tentativa falhada de construção de um primeiro cenóbio nos arredores da vila.(1)
André Manique
(1) Este primeiro cenóbio foi construído próximo de Janas, em terrenos que hoje pertencem a uma caríssima amiga, a Ana B., que mantém os restos arqueológicos do mesmo devidamente preservados.
Post Scriptum : com pouca distância uns dos outros, quase em linha recta, a Ermida da Peninha, o Convento dos Capuchos e o Convento de Santa Maria do Carmo, hoje todos desactivados, significam a permanência religiosa da Igreja Católica num local - o extremo ocidental da Serra de Sintra, que coincide com a freguesia de Colares - que no passado remoto foi local de cultos fenícios, celtiberos, romanos e do cristianismo primitivo visigótico, de que permanecem vestígios arqueológicos no Promontório da Roca, no Porto Touro e no Alto da Vigia, junto à foz do Rio das Maçãs. Não sendo caso único - existem referências equivalentes noutros promontórios localizados na Europa, sobretudo na Irlanda e em Finisterra - , é de referir a concentração inusitada de diferentes cultos esotéricos e religiosos que se sobrepõem ao longo do tempo.

Inf.encontrada aqui:
 http://www.bvalmocageme.pt/associa%C3%A7%C3%A3o/historia/historia%20de%20almo%C3%A7ageme/

Após a extinção das Ordens Religiosas decretada por Joaquim António de Aguiar em 1834, o convento foi abandonada pelo seus ocupantes, encontrando-se em bom estado de conservação, sendo actualmente uma propriedade particular, com a denominação de Quinta do Carmo.




Teatro na Sociedade União Sintrense



Espectáculos aos sábados na sede da  Sociedade União Sintrense – 21h30
 16, 23 e 30 Junho | 7  de Julho – 8, 15, 22 e 29 de Setembro | 6 e 13 Outubro
Dia 7 de Julho e 13 de Outubro – Também Matiné
Contactos para reservas e informações
Telefone – 91 960 48 74
Mail – teatrouniao@outlook.com
Facebook – Teatro União

Site: teatrouniao.wordpress.com

sexta-feira, junho 08, 2018

A limpeza

Foto em 6 de Junho de 2018
Foto em 6 de Junho de 2018
Foto em 6 de Junho de 2018
Nos últimos dias o Banzão tem sido falado pelos piores motivos, afinal foi só o cumprimento da lei de prevenção aos incêndios, que deixou uma propriedade importante em Colares neste estado.
Fotos do que resta da Casa Camacho - vamos ver o que se segue.

Foto em 2 de Junho de 2018

quarta-feira, junho 06, 2018

Falsas notícias sobre a Casa Camacho ou falsas justificações para a perda de património histórico de Colares

Sobre uma notícia do "Notícias sde Sintra"

O Jornal online Sintra Notícias, em notícia de hoje com o título "Banzão-ALDI e como se propagam as falsas notícias"  - tenta demonstrar que o  algum alarme social provocado pelas redes sociais com o caso, Casa Camacho, é uma coisa sem nenhum sentido.

https://sintranoticias.pt/2018/06/06/banzao-aldi-e-como-se-propagam-as-falsas-noticias/
Foto de 2 de Junho de 2018

A notícia confirma que em 2015, o ALDI (que comprou a propriedade) pretendia instalar no Banzão um hipermecado da sua cadeia. Como noticiámos na altura,  (assim como a SIC),não tendo havido nenhum desmentido.

http://riodasmacas.blogspot.com/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi.html

Avança o Sintra-Notícias que essa intenção da ALDI não foi autorizada pela CMS.

Dia 2 de Junho de 2018, depois de acabar o prazo para limpeza das florestas, foi todo património arbóreo (centenário) da propriedade do Banzão abatido, não sobrevivendo uma única árvore de qualquer espécie - sem que haja conhecimento de qualquer intervenção da GNR, ou da CMS.

A velha vivenda, que até essa altura se encontrava embora fechada, mas em estado exterior aparentemente razoável, envolvida por  centenários pinheiros, está agora depois da limpeza com aspecto mais próximo de ruína -não parecendo que a sua recuperação esteja em vista.
Sobre a radical "limpeza" adianta o "sintra-Notícias", que é uma questão a ser analisada pelo ICNF, e pela GNR.
Foto de 6 de Junho de 2018

O ALDI, não surge nesta história, como sendo uma invenção do blog ou das  redes sociais e a verdade é que um local que tem um valor histórico para Colares, e concerteza para Sintra, não tenha sido preservado, seja o motivo de uma instalação de um ALDI ou dum Pingo Doce qualquer.

Foto em 6 de Junho de 2018
Saber mais:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-para-o.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html

Olhares para Colares e para a Casa Camacho nos dias que correm

Se uma imagem vale mais que mil palavras...


Casa Camacho, no Banzão/Colares,  hoje quarta-feira 6 de Junho 2018 às 12H00
Casa Camacho /Foto em 06/06/2018 às 12H00
Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Saber mais:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-para-o.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html

Sessão de esclarecimento sobre o Plano Director Municipal (PDM) em Colares

A Câmara Municipal de Sintra vai realizar uma sessão de esclarecimento sobre o Plano Diretor Municipal (PDM) na Junta de Freguesia de Colares, no próximo dia 7 de junho, quinta-feira, pelas 19h00.



segunda-feira, junho 04, 2018

O F-84 G Thunderjet do Museu do Ar

O Museu do Ar foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) na categoria de Intervenção em Conservação e Restauro. A associação atribuiu uma Menção Honrosa ao trabalho de restauro da aeronave F-84 G Thunderjet, da Força Aérea Portuguesa, no âmbito do Prémios APOM 2018, cuja cerimónia que se realizou no dia 25 de maio.
Notícia completa em: https://goo.gl/i6oZnx

F-84 G Thunsderjet da FAP/Fotos em 01/06/2018
Museu do Ar /Sintra
No dia 23 de Junho de 2016 decorreu, no Aeródromo de Manobra N.º 1 (AM1) em Maceda/Ovar, a cerimónia de entrega do F-84G Thunderjet - número de cauda 5131 - ao Museu do Ar.
Ao longo de cerca de três anos e meio diversos militares do AM1reconstruíram um F-84G Thunderjet, que foi  entregue ao Museu do Arpara ocupar o lugar que lhe pertence na galeria dos aviões a reacção.
Esta aeronave teve um longo e valioso contributo para a aeronáutica militar, entre 1953 a 1973. Contribuiu largamente para a capacidade operacional da Força Aérea e para a prontidão para o combate de inúmeros pilotos.

domingo, junho 03, 2018

Foi você que pediu um ALDI para o Banzão? III

Como estava anunciado desde 2015 - iniciou-se nos últimos dias a destruição de uma propriedade no Banzão/Colares. Local onde no inicío do Séc XX , foi construida uma vivenda a "Casa Camacho"que detinha referências históricas, começando pelo abate de todo património arbóreo envolvente - numa área do Parque Natural Sintra Cascais.
Não sabemos se a vivenda  amanhã já terá sido demolida - esta demolição e o abate  da totalidade das árvores da Casa Camacho, que o Prof. Inocêncio Camacho Rodrigues, Ex-Governador do Banco de Portugal construiu, na Avenida do Atlântico nº40, tem como objectivo a construção de um hipermercado ALDI.
Imagem  Google Earth, para memória futura de um local onde havia árvores - neste momento nem uma.
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html
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A casa "Camacho" no Banzão, local onde se pretende fazer "nascer" um ALDI (foto de 2015) antes da intervenção de abate de todas as árvores.

Foto em 3 de Junho de 2018

A  notícia da construção de uma loja da cadeia ALDI, no Banzão, local de paisagem protegida na área do Parque Natural Sintra-Cascais, surpreendeu e preocupou todos que consideram que aquela zona deveria ser preservada - embora a constante indiferença da comunidade sobre o seu património , e o olhar para o lado da  autarquia sobre mais este caso, fez-nos chegar à triste situação que hoje temos no Banzão.
A "Casa Camacho", embora actualmente não estivesse ocupada, faz(ia) ainda parte integrante da paisagem daquela zona, fronteira com o Pinhal da Nazaré - com arquitectura datada dos meados do séc XX,  envolvida por muitos pinheiros  centenários que não mereciam o destino, que lhes foi destinado.A construção  da loja ALDI,  implicou o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma vivenda com história, destruíndo a harmonia de um local de grande importância paisagística e arquitectónica.

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Nº40 da Avenida Atlântico (foto de 2015)

O nº40 ,agora -foto de 2 de Junho de 2018

A "Casa Camacho", do Banzão foi mandada construir pelo Professor Inocêncio Camacho Rodrigues, Governador do Banco de Portugal, 2 de Abril de 1911 – 30 de Junho de 1936, (Moura, São João Baptista, 23 de Maio de 1867 — Lisboa, Santos-o-Velho, 11 de Setembro de 1943.

O proprietário da "Casa Camacho", também explorava uma nascente de água minero-medicinal que possuía no Monte  Banzão, com origem numa nascente  do pinhal da Nazaré e canalizada para uma fonte (Fonte Maria), que  nos nossos dias  se encontra em ruínas. A água minero-medicinal,  do Monte - Banzão, era publicitada como a melhor água de mesa do país.

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A linha do eléctrico, a avenida Atlântico, os pinheiros a harmonia do Banzão, local escolhido para a loja ALDI(Foto de 2015)
Foto de 3 de Junho 2018

Sobre às Águas minerais do Monte-Banzão de  Inocêncio Joaquim Camacho Rodrigues

"Em Colares existiram pelo menos três empresas de comércio de águas.
(...)
Quanto a esta última (Monte-Banzão), sabemos que em 19o5, foi pedida, por Joaquim Camacho Rodrigues, a concessão da água Mineral "Monte-Banzão". Esta água era engarrafada num anexo da casa do proprietário do Monte Banzão , através de um cano de ferro que ligava esse anexo ao poço. A água deixou de ser comercializada em 1913, por diminuição do caudal que se deveu a aluimentos de terras resultantes dos fortes abalos sísmicos de 1908"

De um texto do Prof. António Miranda

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Padaria Flor - Monte Banzão -Actualmente o início da Avenida Atlântico no Alto Banzão

As Águas do Monte-Banzão, nas vésperas da Revolução de 1910
"A morte de Miguel Bombarda, dada a conhecer pela notícia afixadas em O Século, foi como chama que se espalha por Lisboa inteira e a incendeia. Espelhava-se nos rostos a máscara das horas graves, de quem espera um acontecimento grande. Vultos atarefados passavam, cosendo-se com as parede, transmintindo ordens. Os dirigentes republicanos não se vêem. Na manhã de 3 tinham reunido os oficiais comprometidos na Rua dos Correeiros, na Empresa das Águas do Monte Banzão, de Inocêncio Camacho."

Excerto de um texto de José Brandão -aqui

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Anúncio publicado na rev. "Occidente" 1022 de 20 de Maio de 1907

Águas Minerais do Monte-Banzão Identificação -Monte-Banzão Indicações - Aparelho digestivo e rins (Contreiras,1951) Instalações
  - A emergência da água é no fundo de um poço que atravessa as areias (Acciaiuoli,1944) Fracamente mineralizada, radioactiva (Contreiras,1951) Sintra/Colares Alvará de concessão de 30/11/1906, abandonadas em 4/8/1937Bibliografia:Acciauioli 1944, Andrade 1906,Contreiras 1937, Contreiras 1951, Machado 1904,Pestana 1905.

A exploração é suspensa em 1913,  e em 12 de Maio de 1937, é requerido o abandono da exploração.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_Camacho

sábado, junho 02, 2018

Foi você que pediu um ALDI no Banzão? II

Foto de hoje, 2 de Junho de 2018

A história de Colares ficou mais pobre com a destruição de um património arbóreo centenário ,   seguindo-se  a destruição da casa Camacho, na Avenida Atlântico 40 , no Banzão - destruição anunciada, para a construção de um hipermercado ALDI - ontem foi o dia  em que  a economia e  a chegada aos "tempos modernos" apagaram deste local  uma parte da sua história.
Antes
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A casa "Camacho" no Banzão, local onde se pretende fazer "nascer" um ALDI

A  notícia da construção de uma loja da cadeia ALDI, no Banzão, local de paisagem protegida na área do Parque Natural Sintra-Cascais, surpreendeu em 2015, e preocupou todos que consideram que aquela zona deveria ser preservada. A "Casa Camacho", embora  não esteja ocupada, fazia parte integrante da paisagem daquela zona, fronteira com o Pinhal da Nazaré - com arquitectura datada dos meados do séc XX,  envolvida por muitos pinheiros que não mereciam o destino, que lhes foi destinado.

A construção  da loja ALDI, implica o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma vivenda com história, destruíndo a harmonia de um local de grande importância paisagística e arquitectónica.

Banzão714072015blog.jpg
Nº40 da Avenida Atlântico

A "Casa Camacho", do Banzão foi mandada construir pelo Professor Inocêncio Camacho Rodrigues, Governador do Banco de Portugal, 2 de Abril de 1911 – 30 de Junho de 1936, (Moura, São João Baptista, 23 de Maio de 1867 — Lisboa, Santos-o-Velho, 11 de Setembro de 1943.

O proprietário da "Casa Camacho", também explorava uma nascente de água minero-medicinal que possuía no Monte  Banzão, com origem numa nascente  do pinhal da Nazaré e canalizada para uma fonte (Fonte Maria), que  nos nossos dias  se encontra em ruínas. A água minero-medicinal,  do Monte - Banzão, era publicitada como a melhor água de mesa do país.

Agora

Foto de hoje 2 de Junho de 2018
Foto de hoje 2 de Junho de 2018
Foto em 2 de Junho de 2018 

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Fotos de Ana Vellez Miller