quinta-feira, abril 30, 2020

Inscrições para VI edição do Prémio de Fotografia de Sintra


Informação via  CMS:

Encontram-se abertas as inscrições para a VI edição do Prémio de Fotografia de Sintra

"A Câmara Municipal de Sintra promove a VI edição do Prémio de Fotografia de Sintra, as candidaturas deverão ser entregues, juntamente com o formulário, até 15 de setembro de 2020, no MU.SA – Museu das Artes de Sintra.
Esta iniciativa tem como objetivo, reconhecer a importância da fotografia na cultura contemporânea. Considerada uma forma de criação plástica e intervenção na realidade que lhe confere um estatuto único como testemunho cultural e social.
As condições para participação encontram-se definidas no Regulamento e Edital n.48/2020.
Serão atribuídos os seguintes prémios: 1º Prémio no valor de € 2.000,00 (dois mil euros), 2º Prémio no valor de € 1.500,00 (mil e quinhentos euros), 3º Prémio no valor de 1.000,00 (mil euros).
As fichas de inscrição e as respetivas obras de fotografia devem ser entregues até dia 15 de setembro no edifício MU.SA- Museu das Artes de Sintra, situado na Av. Heliodoro Salgado, Estefânia em Sintra, de acordo com o formulário disponível AQUI.
Para complementar a Inscrição os participantes devem enviar para o e-mail dbmu.artes.plasticas@cm-sintra a seguinte documentação:
  • Ficha de inscrição preenchida e assinada;
  • Currículo resumido- (Word);
  • Memória descritiva da(s) obra(s)fotográfica (s) - (Word: até 12 linhas);
  • Imagem da (s) obra (s) fotográficas (resolução 300 dpi);
  • DOC anexado:  Informação ao Titular de Dados assinado"


terça-feira, abril 28, 2020

Sobre o manifestante solitário da Avenida da Liberdade no 25 de Abril

Após a foto de José Sena Goulão, do solitário manifestante a  subir a Avenida da Liberdade deserta, carregando a bandeira Nacional, no último, Sábado - Carlos Carreira, de seu nome,  foi  objecto de grande atenção na comunicação social e redes sociais.
Foto de 2017/04/25 na A.liberdade

Também ele fotografado há vários anos por nós, e na continuidade do anterior post - hoje publicamos via revista Visão, mais  alguma informação sobre o  seu perfil.

«Carlos Carreira, sócio 4362 da Associação 25 de Abril, a figura da tarde, aquele que, adivinhamos, fará as parangonas de todos os noticiários. Aos 72 anos, veio de Massamá, de comboio, vestido a rigor, como se ainda trabalhasse no Tivoli, aqui mesmo ao lado. Apresenta-se de blazer branco, apertado com um alfinete de ama, porque os botões já não cumprem a sua função óbvia e calça luvas da mesma cor, que seguram a enorme bandeira vermelha e verde, com alguns cravos falsos anexados de forma arcaica. “Naquele hotel [aponta], atendi a Beatriz Costa, Sá Carneiro, Jorge Amado e Mota Amaral, só para citar alguns”, conta, parado no meio da rua, com tanto fulgor como se estivesse em plena manifestação. Na lapela, topamos-lhe dois pins do MFA. E, na alma, o saudosismo de uma Avenida cheia de gente, a gritar: “Fascismo nunca mais”. Na realidade, diz, só está a fazer “o costume”»
*Visão



Foto de 2018/04/25 na Av. da Liberdade
Fotob de 2019/04/25 na Av.da Liberdade

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2020/04/o-manifestante-solitario-e-comemoracao.html

sábado, abril 25, 2020

O manifestante solitário e a comemoração do 25 de Abril

Neste 25 de Abril  não houve o tradicional desfile  comemorativo na Avenida da Liberdade. Mas houve um manifestante,  mesmo com a manifestação cancelada  pelo estado de emergência, em virtude da pandemia do COVID-19, que  não deixou de estar presente. Este ano, solitário, vestido impecávelmente e munido de uma enorme bandeira nacional e de cravos vermelhos, como faz há vários anos, percorrendo uma avenida - deserta.
Imagem da SIc 25/04/2020

Este ano a imagem é da SIC, em 2017, 2018 e 2019 já o tinha fotografado e hoje é a oportunidade de publicar este pequeno portefólio deste  solitário manifestante, sempre presente, mesmo que a manifestação não se realize.
2017 
2018
2019
*Espero que no próximo ano consiga fazer-lhe uma entrevista.

Porque hoje é 25 de Abril



sexta-feira, abril 24, 2020

Avenida da Liberdade 46 anos depois

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen


Foto em 2018, em Lisboa/Av. da Liberdade

Este ano as comemorações do 25 de Abril, não se realizarão na Avenida da Liberdade. Hoje véspera do dia 25, oportunidade para publicar algumas imagens/memória, dos últimos desfiles.
Foto em 2017
 Foto em 2018
Foto em 2019
Foto em 2019

quarta-feira, abril 22, 2020

A "Grândola Vila Morena" e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense


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José Afonso: 2 de Agosto de 1929/23 de Fevereiro de 1987

A historiadora Irene Pimentel, num interessante  texto publicado no blogue Jugular, conta-nos a  história  de um activista de Grândola,  José Conceição e a sua ligação  a  "Grândola Vila Morena" de José Afonso.

Adeus a José Conceição (31/1/1937 -16/4/211)
Morreu hoje José da Conceição, uma das figuras mais importantes do associativismo cultural português, conhecido por várias gerações de pessoas ligadas ao teatro amador e ao chamado «trabalho legal» nas colectividades e sociedades de cultura e recreio durante a ditadura de Salazar e Caetano. Além de ter sido militante e dirigente político da chamada esquerda radical, nomeadamente da Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP-O Grito do Povo), antes e pouco depois de 25 de Abril de 1974, José da Conceição foi sobretudo um organizador e dinamizador de grupos de teatro – além de ter encenado inúmeras peças e participado nelas como actor - em colectividades, em particular na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), de Grândola, e no Clube Fluvial Vianense, de Viana do Castelo.


Tive a grande sorte de conhecer, em 1971, José da Conceição, pelo qual tive uma profunda e terna amizade, bem como uma estreita camaradagem política. Além disso, pude participar com ele em actividades políticas e culturais em associações na margem sul do Tejo. Em conjunto, sob sua direcção, organizámos, em Alhos Vedros e Grândola, sessões culturais, de teatro, cinema e canto, com diversos intelectuais, escritores, encenadores e cantores, entre os quais se contaram José Saramago, Joaquim Benite, Armando Caldas, Adriano Correia de Oliveira, Fausto e José Afonso, entre outros.
Para José Afonso, aliás, o ano de 1964 foi crucial, pois foi então que escreveu o poema «Grândola, Vila Morena». Mais tarde, José Afonso contou ter ficado «brutalmente satisfeito com o convite» da «Música Velha» - Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), onde conheceu Carlos Paredes. José (Zeca) Afonso descreveu a «Fraternidade Grandolense» como um «local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma biblioteca de evidentes objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e aceite entre todos os membros, o que revelava já uma grande consciência e maturidade políticas» (José A. Salvador, Livra-te do medo, 1984, p. 127-128).
Quatro dias, José Afonso enviou a um dos organizadores da sessão de Grândola, precisamente José da Conceição, uma missiva, com um poema dedicado à SMFOG, lido publicamente na sala desta colectividade, em 31 de Maio, por ocasião da estreia do Grupo de Teatro da «Música Velha»: tratava-se de «Grândola, Vila Morena». Em Agosto de 1968, foi a vez de Manuel Freire, cantor da «Pedro Filosofal», conhecer José Afonso, em Viana do Castelo, pois ambos foram convidados para actuar no Clube Fluvial Vianense (José A. Salvador, José Afonso: O que Faz Falta, Uma memória plural, pp. 59-62) cuja secção cultural era então dirigida pelo mesmo José da Conceição havia organizado o espectáculo de Grândola, em 1964.
Em 13 de Agosto de 1968, o comando-geral da PSP enviou ao director da PIDE o relato feito por um agente desse espectáculo em Viana do Castelo, segundo o qual a ele tinham assistido cerca de 200 indivíduos «desafectos» ao regime. Quanto às «letras dos fados e canções (…) encerravam um fundo picante para o lado subversivo», embora, segundo dizia o relator da sessão, os cantores haviam moderado a sua tendência subversiva, «certamente por se terem apercebido da presença dos nossos agentes». O autor do referido ofício, que visivelmente desconhecia completamente o conteúdo das canções dos dois cantores, deu conta de algumas das estrofes das canções de José Afonso, trocando as respectivas palavras. Por exemplo, «Cantar alentejano» e «Ó cavador do Alentejo» continham, segundo o elemento da PSP, respectivamente, as seguintes estrofes: «Catarina do Alentejo que não te viu nascer mas há-de vir o dia que hás-de viver» e «Oh cavador do Alentejo que há muito tempo não te vi cantar» (Arquivo da PIDE/DGS no ANTT, proc. 931 CI (1), fl. 394).
José Afonso voltaria a Grândola, em final de 1970, quando renasceu a actividade cultural da SMFOG, pela mão de José da Conceição e de uma nova geração de jovens, e novamente em Junho de 1972, por ocasião da primeira feira do livro, realizada no jardim da vila, pela «Música Velha», e por José da Conceição. Tive então a sorte de participar nesse evento, escolhendo livros que eram vendidos no jardim central de Grândola em lindas barracas de praia às riscas – uma ideia de José da Conceição. Alguns dos livros «do dia» foram obras de autores marxistas, cujos nomes José da Conceição e eu nomeámos numa entrevista dada a João Paulo Guerra, na Rádio Renascença. Lembre-se que estávamos no período “marcelista” e o certo é que os censores e a polícia política já tinham então muito que fazer, pois aparentemente a iniciativa “esquerdista” passou despercebida.
 Foi também uma ideia de José da Conceição realizar, ainda na SMFOG de Grândola, um ciclo de cinema com filmes de teor político - daqueles que a censura deixava passar -, por escolhidos a dedo. Lembro-me que um deles era o western, «Soldado Azul» (Soldier Blue, 1970), com Candice Bergen e Peter Strauss, onde era pela primeira vez dada uma imagem diferente da habitualmente retratada nos filmes de cowboys acerca do verdadeiro massacre de índios perpetrado na América do norte.
Gerações de jovens activistas e militantes, entre os quais me incluo, foram levados para a actividade cultural nas colectividades por José da Conceição, um homem com uma inteligência acutilante e um sentido de humor do tamanho da sua generosidade, com o qual aprendi muito, tanto na actividade cultural como na política. Que saudades vou ter de ti, Zé, das nossas conversas, dos nossos almoços onde nos divertíamos e ríamos a bom rir do passado e do presente!

Irene Pimentel

Irene Pimentel na Escola Ferreira Dias no Cacém em Março de 2012, durante uma palestra sobre "A politica para a juventude no Estado Novo e a Mocidade Portuguesa Feminina"

terça-feira, abril 21, 2020

Chaimite Bula e o 25 de Abril

A chaimite "Bula" foi comandada  no  25 de Abril de 1974, pelo capitão Salgueiro Maia desde Santarém até Lisboa, tendo sido também nela que foi transportado o então presidente do Conselho, Marcelo Caetano, quando saiu do Quartel do Carmo após a rendição do regime. Este veículo blindado, tem tido uma presença importante nas comemorações desse dia, que há quarenta e seis anos comemoramos.

Foto: Terreiro do Paço em Lisboa 2019

"O VBTP Chaimite foi uma viatura blindada ligeira de transporte de tropas com tracção 4x4, desenvolvida e fabricada em Portugal. Esta foi a primeira viatura blindada produzida em série no país[1] e foi posteriormente vendida ao PeruFilipinasLíbia e Líbano."

in Wikipédia

Foto dia 25/04/2019 Av da Liberdade

Notas sobre  a Chaimite
O projecto começou a ser desenvolvido no final da década de 1960 pela Bravia - Sociedade Luso-Brasileira de Veículos e Equipamentos, SARL para as Forças Armadas Portuguesas[1]. As Forças Armadas Portuguesas encontravam-se então envolvidas na Guerra do Ultramar que necessitavam de mais blindados para levar a cabo missões de escolta, reconhecimento e apoio - de facto, em 1964, o número de blindados em África não ia além dos 57 veículos e os que existiam eram inadequados ou obsoletos[1].
Em 1965, Portugal tenta adquirir 50 blindados Commando V-100 mas os Estados Unidos insistem que as mesmos não podem ser usados em África[1]. Contudo, a empresa Bravia consegue, em 1967, trazer para Portugal uma equipa de técnicos que tinham trabalhado na Cadillac Gage e inclusive uma viatura Commando V-100 para assim criar a Chaimite[1]. O Exército aprova, em 1967, a aquisição do primeiro lote de 28 blindados Chaimite seguido, em 1968, de um lote de mais 56[1].
Como a Bravia não possuía uma unidade fabril, recorria à subcontratação: os primeiros cascos das Chaimite foram feitos na Sorefame da Amadora e a montagem final era feita nas OGME - Oficinas Gerais de Material de Engenharia de Belém, um estabelecimento fabril do Exército português. Posteriormente, a produção passou para a nova fábrica da Bravia, em Samora Correia, na região de Porto Alto.
As primeiras unidades foram entregues já em 1970, e um primeiro lote é enviado para a Guiné-Bissau, em janeiro de 1971
.in Wikipédia
Av.Liberdade 2019
Quando da eclosão da Revolução dos Cravos (25 de abril de 1974), estes blindados assumiram posição no largo do Carmo, em Lisboa
.

segunda-feira, abril 20, 2020

O cravo vermelho de Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro / Lisboa 25/04/2017

EDUARDO GAGEIRO nasceu em Sacavém a 16 de Fevereiro de 1935. Empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém de 1947 a 1957, conviveu diariamente com pintores, escultores e operários fabris, que o influenciam na sua decisão de fazer fotojornalismo.

Com 12 anos publica no Diário de Notícias, com honras de primeira página, a sua primeira fotografia.

Começa a sua actividade de repórter fotográfico no Diário Ilustrado em 1957.

 No 25 de Abril de 1974, ele esteve no Terreiro do Paço


Foi fotógrafo do Diário Ilustrado, O Século Ilustrado, Eva, Almanaque, Match Magazine, editor da revista Sábado, Associated Press (Portugal), Companhia Nacional de Bailado, da Assembleia da República e da Presidência da República. Trabalhou, nomeadamente, para a Deustche Gramophone - Alemanha, Yamaha - Japão e para a Cartier. Actualmente é freelancer.
*Da sua bibliografia
 http://eduardogageiro.com/pages/biografia/

Foto em 25 de Abril de 2017

sábado, abril 18, 2020

Porque hoje é Sábado...

Terreiro do Paço 2019

"Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
(...)

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
(...)

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
(...)

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra."
As Portas que Abril Abriu, poema de Ary dos Santos (poema completo aqui).
Via post de Vicente Ferreira/Blog Ladrões de Bicicletas

segunda-feira, abril 13, 2020

Centro de Saúde de Agualva com rastreio do COVID-19


Informação CMS:
A Câmara Municipal de Sintra informou que aumentou para três os laboratórios, que realizam análises de rastreio ao Covid-19, efetuadas através do Centro de Atendimento a Doentes, que funciona no Centro de Saúde de Agualva.
"Estas análises, que são totalmente gratuitas mediante prescrição médica, podem agora ser realizadas em três laboratórios, alargando assim a capacidade para até mil análises, podendo ser este número aumentado posteriormente.
Assim, Cintramédica, Laboratórios Germano de Sousa e Laboratório Dr. Joaquim Chaves têm capacidade de cerca de mil análises ao rastreio do Covid-19.
O primeiro Centro de Atendimento a Doentes de Covid-19 de Sintra funciona no Centro de Saúde de Agualva, todos os dias da semana, das 08h00 às 20h00.
Podem dirigir-se ao centro, por iniciativa própria, os munícipes que manifestem sintomas da doença e que suspeitem de estar infetados, por encaminhamento da Saúde 24 ou Unidades de Saúde do concelho.
No centro é efectuada a avaliação clínica do utente e quando necessário a prescrição de medicamentos e testes de rastreio a Covid-19, gratuitamente.

O objetivo é evitar idas aos hospitais ou a centros de saúde com doentes comuns, diminuindo assim o risco de contágio."

Centro de Saúde de Agualva
Rua do Mercado, 2735-112 Agualva-Cacém
Todos os dias, incluindo fins de semana, das 08h00 às 20h00.

quinta-feira, abril 09, 2020

Restrições de circulação para Concelhos vizinhos



🚨 Entraram  às 0 horas, do dia 9 de Abril as restrições  de circulação decorrentes do Estado de Emergência;.

Durante o período da Páscoa, os cidadãos não podem circular para fora do Concelho de residência habitual e devem deslocar-se somente para o estritamente necessário.

Via  Polícia Municipal de Sintra





terça-feira, abril 07, 2020

domingo, abril 05, 2020

Vinho de Colares e Outros

Em 2012, era assim que o "rio das Maçãs", se referia a um interessante projecto de dois jovens enólogos;
"É com grande satisfação que a população de Almoçageme vê a "sua" Adega voltar a produzir o famoso vinho que a tornou conhecida internacionalmente .Actualmente a Adega Viuva Gomes, de Almoçageme é utilizada como armazém.
Este interessante projecto  empresarial utiliza as melhores uvas de cada região de Portugal. A Região Demarcada de Colares, a segunda mais antiga a seguir à Região Demarcada do Douro, é uma região vitivinícola conhecida pela suas castas Ramisco e Malvasia, plantadas em chão de areia que produzem o famoso vinho de Colares"

AdegaAlmoçageme22092012dBlogue  ."De regresso a Almoçageme, os enólogos da “Casca  Wines", Tito Gomes e Helder Cunha,  mais uma vez na Adega Viuva Gomes, para  a produção 2012 do Vinho de Colares - o branco Malvasia e o tinto Ramisco, ambos  plantadas   em chão de areia."
AdegaAlmoçageme22092012cBlogue No ano de 2010, tivemos também a possibilidade de acompanhar a actividade destes dois enólogos em Almoçageme - aqui

10 anos depois

Este Domingo no programa "Essência" da RTP3, voltámos a encontrar Helder Cunha, com a explicação da mudança de rumo que o projecto, agora empresa tem tido nestes últimos 10 anos:
Foto RTP3

"A origem do projecto foi na região de Colares. As uvas sem estarem certificadas como biológicas sempre foram biológicas em Colares, porque os  os tratamentos  que os viticultores/agricultores fazem  são tratamentos como há 100 anos atrás. Não há qualquer tipo de químico a entrar dentro da vinha - e essa foi a nossa origem, sempre nos mantivemos junto de quem protege o sítio onde vive."

Foto RTP3

Em 2020:
"Pela necessidade de ter um certificado, fomos para a região onde é fácil certificar as uvas/vinhas biológicas - a Beira interior."

Post relacionado:
https://riodasmacas.blogspot.com/2012/09/vinho-de-colares-2012.html

sexta-feira, abril 03, 2020

Estado de emegência com novas medida



03 abril 2020

O Governo aprovou, esta quinta-feira, a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República e lança um novo conjunto de medidas extraordinárias em resposta à situação epidemiológica do Covid-19.
As novas medidas estarão em vigor durante mais duas semanas de Estado de Emergência, que foi prolongado até 17 de abril. As medidas decretadas em 19 de março continuam em vigor.
Conheça os principais pontos do que foi anunciado:

Páscoa
Destacam-se as restrições às deslocações das pessoas, que, no período da Páscoa, entre 9 e 13 de abril ficam limitadas ao concelho de residência, sendo também proibido ajuntamentos de mais do que cinco pessoas.
A excepção é para quem tem de se deslocar para o local de trabalho, que deverá fazer-se acompanhar de uma declaração que o comprove.
No mesmo período, serão encerrados para tráfego de passageiros todos os aeroportos nacionais. Mantêm-se os voos de carga, voos de natureza humanitária, voos de repatriamento de portugueses ou voos de Estado e natureza militar.

Trabalho

Reforço das competências da Autoridade para as Condições do Trabalho. Os inspectores passarão a ter poderes para suspender qualquer despedimento com indícios de ilegalidade.

Taxas moderadoras

Isenção das taxas moderadoras para todos os doentes com Covid-19.

Limpeza das matas

Prorrogação do prazo para os proprietários procederem às limpezas das matas. Este prazo terminava a 15 de abril.

Consultas para quem chega a Portugal

Ministra da Saúde e ministro da Administração Interna irão designar países ou territórios cuja origem determina necessariamente uma consulta médica para quem chega a Portugal proveniente desses locais.

Penas de prisão 

Para proteger reclusos e quem trabalha em estabelecimentos prisionais vão ser tomadas medidas para reduzir o número de presos nas cadeias. O Presidente da República pode conceder, por razões humanitárias - a pessoas idosas ou particularmente vulneráveis -, indultos em relação às penas que estão a cumprir.
recorde-se que as medidas decretadas em 19 de março continuam em vigor até 17 de abril.
  • Via CMS

quinta-feira, abril 02, 2020

Apontamento histórico sobre o rio das Maçãs

Riodas Maças2012Bloguefinal

"As fontes árabes, tais como as portuguesas até ao séc XVI, evidenciam a importância que então detinha na região, o denominado Rio de Colares ou das Maçãs. Sabe-se hoje que, na Antiguidade, existia um esteiro navegável que ocupava todo o vale entre a actual Praia das Maçãs e  o Banzão. No período islâmico tal esteiro não estava ainda completamente assoreado, pois em Colares encontrámos e escavámos silos dessa época que continham numerosas conchas de moluscos que apenas vivem em água salobras e relativamente paradas. Aliás o profundo e rápido assoreamento da costa portuguesa a meio da respectiva fachada Atlântica é um fenómeno que sobrevem apenas a partir do séc XV, como está já largamente estudado e comprovado. A foz do Rio de Colares e o esteiro que a continuava e ligava ao mar, formavam então uma enseada que proporcionava à nossa região um verdadeiro porto e lhe estreitava os laços quotidianos com o Oceano, de uma forma que hoje nos custa a compreender privados que estamos, desde há séculos, dessa estrada natural de penetração.(...)"

Do "O Foral Afonsino de Sintra -Alguns contributos para a sua renovada intepretação e respectivo enquadramento histórico" da autoria de José Cardim Ribeiro