segunda-feira, abril 29, 2019

Postais da Vila Velha... e do Campo de Seteais

Caixa de correio no imóvel do antigo\ hospital da Misericórdia de Sintra


O Campo de Seteais

Chegou-me esta aos ouvidos:
O campo de Seteais vai, dentro em pouco,
Ser ornado de canteiros floridos.
Mas estou apreensivo, quase louco,
Com o mais que constou a tal respeito,
Que por ser caso grave, vou expôr
Nesta minha secção, muito a preceito,
...........................................................
Tendo da nossa Câmara aquiescência.
Resolve o dito Campo encerrar,
Desde a hora em que o sol entra no ocaso,
´Té que torne a romper a madrugada,
No verão; pois de inverno é outro caso:
Encerram-se os portões um tudo nada
Mais cedo, e também serão abertos
Umas duas ou três horas mais tarde
Mas todos nós podemos estar certos
-E disto se fará depois alarde-
Que o no primeiro verão que se seguir
Ao primeiro inverno, já se vê,
O empregado continua a abrir
À mesmíssima hora – Mas porquê?
Perguntam os leitores. – Que ingenuidade!
-Porque depois, em continuação
deste descuido, os portôes de grade,
estou convencido que fechar-se-ão
duas horas por dia, ou talvez mais,
P´ra que o guarda-portão possa almoçar,
E outras tantas p´ra ver, em aspirais,
Depois de muito bem se recostar.
Subir ao Céu o fumo dum charuto;
............................................................
O tal guarda por ser matuto
Ou por causa de qualquer imprevisto,
Inclusive o «não estar para isso»,
Não quer abrir o Campo de Seteais
Porque tal lhe passou pelo totiço...
E o povo fica...«aos ais».
(...)
20 de Maio de 1934
José Alfredo da Costa Azevedo, Obras VI

domingo, abril 28, 2019

Exposição de Nadir Afonso no MU.SA

 O MU.SA – Museu das Artes de Sintra, vai inaugurou no dia 8 de Março, às 17h00, a exposição “O Espaço ilimitado da pintura” obras da coleção de Nadir Afonso, patente até 5 de janeiro de 2020.

 Esta exposição insere-se nas comemorações do centenário do nascimento do pintor, datado de 4 dezembro de 1920. A Cidade era um meio privilegiado de observação da geometria e de inspiração para as suas obras, daí resultantes os 167 trabalhos/obras expostos que dão a conhecer a metodologia do artista, e os vários estádios de desenvolvimento da sua obra, através de estudos e telas. Grande parte das obras expostas compõem a coleção de Laura Afonso, viúva do pintor, e da Fundação Nadir Afonso.
Fonte CMS

sábado, abril 27, 2019

Porque hoje é Sábado...


Esplanada

Naquele tempo falavas muito de perfeição, 
da prosa dos versos irregulares 
onde cantam os sentimentos irregulares. 
Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão, 

agora lês saramagos & coisas assim 
e eu já não fico a ouvir-te como antigamente 
olhando as tuas pernas que subiam lentamente 
até um sítio escuro dentro de mim. 

O café agora é um banco, tu professora do liceu; 
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu. 
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes, 
e não caminhos por andar como dantes. 

Manuel Pina, in 'Um Sítio onde Pousar a Cabeça' 

quinta-feira, abril 25, 2019

O 45º aniversário do 25 de Abril de 1974

"E livres habitamos a substância do tempo"

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém,  Salgueiro Maia proferiu o célebre discurso: "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!

*
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, abril 24, 2019

Amanhã comemora-se o 25 de Abril!


Na madrugada de 25 de Abril de 1974, durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém,  Salgueiro Maia proferiu o célebre discurso: "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!


segunda-feira, abril 22, 2019

25 de Abril com concerto musical no terreiro do Palácio da Vila

 Os concertos de música ao vivo vão regressar ao terreiro do Palácio da Vila de Sintra no próximo dia 25 de abril, às 20h00. Os Real Companhia, de Fernando Pereira, vão recordar algumas das músicas que marcaram o dia da Liberdade há 45 anos. O Terreiro Rainha Dona Amélia, do Palácio Nacional de Sintra, é palco para o Concerto da Liberdade, com Fernando Pereira e convidados, e com entrada livre. Rogério Charraz, Sebastião Antunes e Joana Amendoeira estão entre os convidados do concerto que terá o Castelo dos Mouros iluminado com a cor dos cravos da revolução.
Fonte CMS

sábado, abril 20, 2019

A tradição obriga à apanha do Mexilhão

 A apanha de Mexilhão, como  é tradicional na Sexta-feira Santa,  fez com que muitos habitantes das zonas do litoral Sintrense,  se dedicassem à actividade da apanha do apreciado bivalve, na manhã do feriado
Uma prática não isenta de riscos, obrigando nos nossos tempos a algum equipamento apropriado.
Fotos no Mindelo/ Praia das Maçãs


Fotos em 19/04/2019
Mindelo /Praia das Maçãs. local que obriga a grande actividade fisica.


quinta-feira, abril 18, 2019

Sobre a Capela da Peninha

"Eminente ao mar na mesma Costa está a ermida de Nossa senhora da Peninha, situada sobre um rochedo, o qual por ser inferior em grandeza relativamente áquelle em que se edificou o Convento da Pena se chamou da Peninha.(...)"
Visconde de Juromenha- "Cintra Pinturesca" 1838
"(...)No tempo do Cardeal Rei, pelos annos de 1579, acudiram a venera-la (imagem da N.Senhora da Penha) muitos povos como Collares, Cintra, Cascaes, e de todos aquelles logares circumvizinhos até o Milharado(...) "
Visconde de Juromenha-Cintra Pinturesca, 1838

Em 1850 a propriedade da peninha foi vendida ao Dr.José Maria Rangel de Sampaio.1873 – Passa para a posse da Universidade de Direito de Coimbra. 1918 –Palácio construído por António Augusto de Carvalho Monteiro e projectado por por Júlio Fonseca. 1991-Comprado pelo Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza por 90.000 contos, sendo 70% financiado por programa comunitário ENRIREG.

Junta Freguesia de Colares

"Este conjunto histórico engloba a Ermida de São Saturnino e a Capela de Nossa Senhora da Penha. Foi fundado por Frei Pedro da Conceição, nos finais do sec XVI, e o seu interior barroco, inclui um conjunto de páineis de azulejos azuis e brancos do início do sec.XVIII, representando cenas da vida da Virgem. Junto à capela existe uma residência romântico-revivalista mandada construir em 1918 pelo mecenas António Carvalho Monteiro."
CMS
A meio caminho entre Sintra e o litoral, entre os 300 e os 490 metros de altitude, sujeita a fortes ventos marítimos, a Peninha é uma janela panorâmica sobre a quase totalidade do Parque Natural Sintra-Cascais avistando-se a orla costeira do Cabo espichel até ao Cabo Carvoeiro. O conjunto edificado que aqui se encontra inclui a Ermida de São Saturnino, do Séc.XXII, e a Capela da Peninha, erguida por devoção popular no sécXVI e classificada como de interesse público. PNSC


quarta-feira, abril 17, 2019

Notas sobre a antiga Escola Primária de Colares

A antiga Escola Primária Oficial de Colares, projecto do arquitecto Adães Bermudes, de 1898, foi erigida nos primeiros anos do século XX, num terreno doado para o efeito pelo Visconde de Monserrate, em 1903 conforme lápide existente no local.

«As escolas projectadas por Adães Bermudes ficaram conhecidas por “gaiolas de grilos”, fundamentalmente por defender maior amplitude de espaços e a redução do número de alunos por turma.» No caso da escola de Colares ela tem só uma sala de aulas, houve internamente “uma valorização da habitação do professor, compreendendo a sala de jantar e cozinha, ambas situadas no rés-do-chão, e os quartos do primeiro andar em contraponto com a falta de ambientes especializados para a diversificação de actividades pedagógicas, estando estas centradas na sala de aula.”


No exterior, “Bermudes opta por fazer uso de elementos de cerâmica nos vãos de janela e portas, por forma a dar alguma dinamização à fachada - diga-se algo modesta dados os rigorosos limites financeiros impostos para a consecução do projecto – recorrendo ainda ao campanário.”

Hoje o espaço da antiga Escola Primária, tem sido ocupada por uma Associação de Escoteiros.

*Fonte utilizada: "Sintra Escolas e Memória" ed. Sta. Casa da Misericórdia de Sintra

segunda-feira, abril 15, 2019

18 de Abril – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

18 de abril – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


 – No próximo dia 18 de abril, para celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Palácio Nacional de Queluz vai estar aberto à noite. As visitas, que incluem também o acesso ao Jardim de Malta e ao Jardim Pênsil, são gratuitas e decorrem entre as 20h00 e as 00h00, sendo a última entrada às 23h30. O evento tem uma capacidade limitada a 2.800 pessoas e exige inscrição prévia.

Abertura noturna gratuita do Palácio Nacional de Queluz - Entrada livre mediante inscrição prévia (limite 2800 pessoas) - Visita abrange o Palácio, o Jardim Pênsil e o Jardim de Malta - Iniciativa decorre das 20h00 às 00h00 (última entrada 23h30) Sintra, 8 de abril de 2018.

Fonte PSML

sábado, abril 13, 2019

Vivaldi na Igreja da Terrugem

Decorreu ontem, Sexta-feira, mais um "Concerto de Primavera" Ciclo de Música Barroca de Sintra.

As Quatro Estações de António Vivaldi
Tamila Kharambura, violino
Ensemble Barroco de Lisboa
Nelson Nogueira, violino
Eurico Cardoso, violino
Francisco Fins, viola
Abel Gomes, vioncelo
João Alves, contrabaixo
Jenny Silvestre, cravo

Tamila Kharambura
Nascida em Lviv, na Ucrânia. Tamila é actualmente professora convidada de Violino na Escola Superior de Música de Lisboa e colabora frequentemente com várias orquestras na Áustria e em Portugal como a Wiener Kammer Orchester, a Volksoper Wien e a Orquestra Gulbenkian.

sexta-feira, abril 12, 2019

Simulacro de evacuação da população nas aldeias de Atalaia/Ulgueira e Azóia no Sábado 13 de Abril


No dia 13 de abril, às 15h30, nas aldeias de Atalaia/Ulgueira e Azóia, realiza-se um exercício de evacuação da população no âmbito do Programa “Aldeia Segura-Pessoas Seguras”. Nas povoações da Ulgueira/Atalaia o exercício será desenvolvido numa componente real, enquanto que na povoação da Azóia será apenas simulado.


 Este exercício é o primeiro de quatro, e irá pôr em prática os procedimentos a adotar em caso de incêndio na envolvente das referidas aldeias, tais como: Mecanismos de activação da Guarda Nacional Republicana (GNR) que irá coordenar a evacuação em colaboração com a Policia Municipal; As acções dos Oficiais de Segurança, na identificação da população mais vulnerável; A articulação com a Paróquia de Colares, que disponibilizou a utilização das Igrejas para os locais de abrigo colectivo para a população (Igreja Nossa Senhora da Conceição da Ulgueira); Testar os mecanismos de aviso à população: O sino da igreja tocará durante um minuto.


 O evento terá inicio com a realização de uma queima de resíduos de limpeza florestal, que se descontrola, da qual se desenvolve um incêndio que é prontamente combatido pelos Corpos de Bombeiros de Almoçageme e Colares, apoiados pelos Corpos de Bombeiros de São Pedro de Sintra e de Sintra. Pretende-se incentivar a consciência coletiva de que a Proteção Civil é uma responsabilidade de todos.

Protecção Civil de Sintra

quarta-feira, abril 10, 2019

Abelhas agradecem que não corte já as ervas daninhas


Investigadores desaconselham o corte da vegetação espontânea que cresce nos relvados ou entre os muros da cidade porque assim se retiram recursos a insectos importantes para o equilíbrio dos ecossistemas.

Transcrição  parcial de um artigo do jornal Público:

 https://www.publico.pt/2019/03/25/local/noticia/ervas-daninhas-tambem-dao-flores-nao-cortadas-mal-comeca-primavera-1866480


"  Mal começa a Primavera, há uma tarefa que se repete por todo o lado: cortar ou atirar um químico para aniquilar as ervas daninhas e as flores selvagens que delas rebentam entre os passeios de casa ou as pedras e muros das cidades, ou florescem nos relvados citadinos. E se, com esta rotineira acção, estivéssemos a prejudicar insectos polinizadores como as abelhas? E se, com isso, nos estivéssemos também a prejudicar? Algumas das plantas favoritas destes insectos, que ajudam na reprodução da flora, são as mal-amadas ervas daninhas. É por isso que entomólogos (estudiosos dos insectos) desaconselham que se cortem estas plantas mal começam a florescer. Dessa forma, estão a retirar-se recursos a estes bichos tão importantes para o equilíbrio dos ecossistemas."

 "Este declínio do número de insectos é causado, em grande parte, pelas alterações climáticas mas tudo depende de uma conjugação de factores: a intensificação da agricultura, o crescimento das áreas urbanas e a perda de área verde e a utilização intensiva de herbicidas e pesticidas."

Créditos:
Artigo do Jornal Público de 25/03/2019 de Cristiana Faria Moreira

segunda-feira, abril 08, 2019

Cidadãos de Sintra oferecem à autarquia árvore para substituir árvore abatida pela CMS



Hoje durante a manhã foi entregue ao Presidente da CMS, Basílio Horta e ao Vereador Domingos Quintas, um marmeleiro com cerca de 2m e 50 cm de altura – árvore adquirida pela Adriana Jones da ADPS e pelo Grupo de amigos das Árvores de Sintra.


O motivo desta acção , é devido ao  recente  abate de um enorme pinheiro de Alepo, que existia na Curva do Duche. Um relatório técnico do ISA, com conclusões ambíguas relativo à intervenção para o Pinheiro, (que considerava ter uma percentagem de risco elevado), foi aproveitado como  justificação pela CMS para o seu abate, considerando haver risco de queda e desta forma evitar assunção de quaisquer responsabilidades futuras. Também técnicos de Serralves apresentaram soluções para a manutenção do Pinheiro de Alepo, por não o considerarem uma árvore de risco, relatório que não foi tido em conta pela CMS.


Após o abate do Pinheiro de Alepo, ficou uma larga clareira, abate que afectou  também mais duas árvores no local, tendo os serviços da Câmara plantado duas pequenas ginjeiras com cerca de 30 cm de altura para ocupar o  novo espaço….

Face a esta situação Adriana Jones, e o Grupo de amigos das Árvores de Sintra, adquiriram um marmeleiro para ser plantado no espaço do pinheiro abatido – solução que Adriana Jones já teria proposto e que os técnicos da Câmara tinham recusado. Hoje foi feita a entrega do marmeleiro, pelos dois grupos, nos Paços do Concelho pessoalmente ao Presidente Basílio Horta, como sinal  da nossa cidadania ambiental e uma demonstração de estarmos atentos ao que acontece com o património arbóreo de Sintra.



domingo, abril 07, 2019

Colóquio sobre as "Árvores de Sintra - Património Vivo"

Realizou-se no Sábado, o Colóquio sobre as “Árvores de Sintra–Património Vivo" na Biblioteca Municipal de Sintra, com um painel de especialistas e um auditório cheio de um público interessado e participante.



O Colóquio foi organizado pelo “Grupo de amigos das Árvores de Sintra”, que já em 17 de Novembro 2018, organizou um passeio pelas Árvores Classificadas em Sintra de interesse Municipal  
(Jardim da Correnteza, Volta do Duche, Praça da República e Largo Ferreira de Castro). 
Recentemente   o "GAAS",interveio com propostas durante a discussão pública do novo regulamento do arvoredo de Sintra, que será sujeito a votação em Assembleia Municipal amanhã
.


As intervenções  ficaram a cargo da Drª Sofia Silvano, Técnica da CMS, do Engº Eugénio Sequeira, Engª Maria Filomena Caetano, Engº Rui Tojeira,Arqº Jorge Cruz e o Arqº João Rocha e Castro.

Engº Eugénio Sequeira, na sua intervenção: Alterações climáticas e selagem dos solos e a carência de água.

No final houve debate sobre a temática das  podas municipais,  cuidados com as podas nas árvores ornamentais em espaços públicos, sobre o novo regulamento do Arvoredo de Sintra, modos da sua aplicação e problemas na gestão do património arbóreo em processo  da sua descentralização .

sábado, abril 06, 2019

Concertos da Primavera na Igreja da Ulgueira

Realizou-se ontem  na Ulgueira o terceiro concerto da Primavera no Ciclo de Música Barroca de Sintra:

A Biblioteca Musical da Europa
Cornetas e Sacabuxas de Lisboa
Tiago Simas Freire e Rodrigo Calveyra - Cornetas
Helder Rodrigues e António Santos - Sacabuxas
João Vaz - Órgão



"Ilustrando a rica diversidade musical europeia e paralelamente homenageando a perdida biblioteca de D.João IV, apresenta um programa europeu eclético de música instrumental usando como referência o catálogo de livraria de música do Rei melómano e que viria a tornar-se, até 1755 a maior biblioteca musical da Europa."
In Programa dos Concertos da Primavera



Cornetas e Sacabuxas de Lisboa
Depois de vários anos em colaboração com diversas orquestras nacionais e em projectos de repertórios do século XVII (nomeadamente Orquestra Barroca Casa da Música, Orquestra Gulbenkian e Ludovice Essemble) os seus elementos decidiram criar em Portugal um agrupamento que assumisse a sua identidade de partilha humana e musical. Assim nasceu o grupo "Cornetas e Sacabuxas de Lisboa" . O objectivo principal além da divulgação de repertórios dos séculos XVI e XVII é a partilha e divulgação dos instrumentos que dão nome ao ensemble.



sexta-feira, abril 05, 2019

Exercício de evacuação nas Aldeias Seguras de Sintra – Eugaria e Gigaroz





No dia 6 de abril, às 15h30, nas aldeias de Eugaria e Gigaroz, realiza-se um exercício de evacuação da população no âmbito do Programa “Aldeia Segura-Pessoas Seguras”.

 Este exercício é o primeiro de quatro, e irá pôr em prática os procedimentos a adotar em caso de incêndio na envolvente das referidas aldeias, tais como:

 -Mecanismos de ativação da Guarda Nacional Republicana (GNR) que irá coordenar a evacuação em colaboração com a Policia Municipal
- As ações dos Oficiais de Segurança, na identificação da população mais vulnerável;

-A articulação com os donos dos abrigos, que disponibilizaram os locais de abrigo para a população (Quinta do Carmo e Quinta do Vinagre);

 -Testar os mecanismos de aviso à população: A sirene do corpo de Bombeiros de Colares.

 O evento terá inicio com a realização de uma queima de resíduos de limpeza florestal, que se descontrola, da qual se desenvolve um incêndio que é prontamente combatido pelos Corpos de Bombeiros de Colares e de Almoçageme, apoiados pelos Corpos de Bombeiros de São Pedro de Sintra e de Sintra. Pretende-se incentivar a consciência coletiva de que a Proteção Civil é uma responsabilidade de todos.

Informação CMS

quinta-feira, abril 04, 2019

A história às camadas - O Eléctrico da Cª Cintra-Atlântico

O eléctrico de Sintra foi inaugurado oficialmente em 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos). O percurso com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde em 31 de Janeiro de 1931, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.

A Estação do Banzão, agora  com as cores da Companhia Sintra Atlântico (foto em 04/04/2019)

Estando neste momento a decorrer obras na antiga estação dos eléctricos do Banzão, em Colares, por baixo das pinturas  mais recentes e após limpeza da fachada, surgiu um  interessante pedaço de história -  começaram a aparecer  incrições de outra época, quando a denominação usada pelo Eléctrico e pelos autocarros de passageiros, com a cor azul,  pertenciam à Companhia Cintra - Atlântico.

Foto 04/04/2019 com as antigas inscrições da "Cintra-Atlântico"

Companhia Cintra-Atlântico (1914 -1975)

-Recorrendo ao livro, de Valdemar Alves, um saudoso amigo e Júlio Cardoso "Eléctricos de Sintra":

"A 15 de Agosto de 1914, o novo dono dos eléctricos tomou posse de todos os seus bens (do eléctrico) e respectivas concessões da extinta "Cintra ao Oceano".
A 18 de Outubro de 1914, foi constituida a nova companhia "Cintra-Atlântico S.A.R.L", com um capital de 135.000$00 dividido em 5.400 acções de 25$00 cada uma."

Foto em 04/04/2019/ Estação do Banzão, a sala de Espera e sala de Despachos da "Cintra Atlântico"

A estação do Banzão da Cª Cintra-Atlântico

"No Banzão, os ventos de mudança também se fizeram sentir, pelo que a 14 de Agosto de 1938 foi inaugurada a nova estação, que substitui o inestético barracão em madeira que aí existia. Esta magnifica realização da direcção de Camilo Farinhas, possuia várias dependências, como sala de espera, escritório, bar, casa de banho, sala de despachos de mercadorias, cais e uma linha para os carros que se prolongava até ao interior das Caves de Salreu."

Sala  de Mercadorias /foto em 04/04/2019
Uma fotografia do ano passado, com um eléctrico guardado - num acesso ao interior da Adega Visconde de Salreu, de onde partiam as caixas de vinho de Colares, eventualmente para o mercado exportador (Brasil por ex.)

Créditos:
*Francisco Figueiredo, pela informação do surgimento das antigas inscrições na estação dos eléctricos.
*"Eléctricos de Sintra um percurso centenário" de Júlio Cardoso e Valdemar Alves