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sábado, junho 09, 2018

Convento de Santa Ana do Carmo

Quinta do Carmo /Foto em 07/06/2018

CONVENTO DE SANTA ANA DO CARMO
O Convento de Santa Ana do Carmo situa-se em plena serra de Sintra, entre os lugares de Gigarós e Boca da Mata, freguesia de Colares. Seguindo a estrada que liga Monserrate a Colares, pela serra, e ao chegar à povoação da Eugaria, surge-nos uma estrada de calçada à esquerda com a indicação Gigarós. Tomando-a, cerca de mil metros daqui avistamos o portão principal da quinta onde foi edificado o antigo Convento de Santa Ana do Carmo da Ordem dos Carmelitas Calçados, actualmente propriedade privada.
Em 1389, D. Nuno Álvares Pereira manda construir o Convento do Carmo, em Lisboa. Para este convento vieram religiosos do Convento de Moura, solicitados e indicados pelo próprio D. Nuno. Em 1423, realiza-se o primeiro Capítulo Provincial em terras de Portugal. Elaboram-se os primeiros Estatutos, que foram aprovados por D. João I, em 1424.
O Convento de Santa Ana de Colares será o terceiro convento da ordem carmelita fundado em Portugal, porém, o segundo convento fundado em Sintra, depois da tentativa falhada de construção de um primeiro cenóbio nos arredores da vila.(1)
André Manique
(1) Este primeiro cenóbio foi construído próximo de Janas, em terrenos que hoje pertencem a uma caríssima amiga, a Ana B., que mantém os restos arqueológicos do mesmo devidamente preservados.
Post Scriptum : com pouca distância uns dos outros, quase em linha recta, a Ermida da Peninha, o Convento dos Capuchos e o Convento de Santa Maria do Carmo, hoje todos desactivados, significam a permanência religiosa da Igreja Católica num local - o extremo ocidental da Serra de Sintra, que coincide com a freguesia de Colares - que no passado remoto foi local de cultos fenícios, celtiberos, romanos e do cristianismo primitivo visigótico, de que permanecem vestígios arqueológicos no Promontório da Roca, no Porto Touro e no Alto da Vigia, junto à foz do Rio das Maçãs. Não sendo caso único - existem referências equivalentes noutros promontórios localizados na Europa, sobretudo na Irlanda e em Finisterra - , é de referir a concentração inusitada de diferentes cultos esotéricos e religiosos que se sobrepõem ao longo do tempo.

Inf.encontrada aqui:
 http://www.bvalmocageme.pt/associa%C3%A7%C3%A3o/historia/historia%20de%20almo%C3%A7ageme/

Após a extinção das Ordens Religiosas decretada por Joaquim António de Aguiar em 1834, o convento foi abandonada pelo seus ocupantes, encontrando-se em bom estado de conservação, sendo actualmente uma propriedade particular, com a denominação de Quinta do Carmo.




sexta-feira, novembro 27, 2009

Quinta do Carmo II

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"A pouca distância do Convento do Carmo, naquela agreste e encantadora posição da nossa Sintra, a que o próprio Lord Byron, inimigo fidagal dos portugueses, chama «a mais bela da Europa», estava a cruz que impressionou Herculano"
Bulhão Pato

"Quando na posse do Conde de lavradio estiveram no Carmo, durante uma excursão de oito dias realizada a pé, através da montanha, Bulhão Pato, o marquês de Sabugosa e Alexandre Herculano, que ali compôs uma das mais belas poesias A Cruz Mutilada."
No "Guia de Portugal Lisboa e arredores" de Raul Proença em 1924

sábado, dezembro 01, 2007

O Convento de Santa Ana do Carmo em Colares

O Convento de Santa Ana do Carmo em Colares foi o terceiro convento da ordem Carmelita fundado em Portugal, mas o segundo convento fundado em Sintra.

Em 1457, Frei Constantino Pereira fundou este novo convento, Frei João de Santa Ana e os outros frades da ordem dos Carmelitas Calçados, transferem-se de Janas onde se encontravam desde 1436 para o novo local, entre Gigarós e o local denominado Boca da Mata, em plena serra de Sintra.
O Visconde de Juromenha, descreve em 1838 na “Cintra Pinturesca” o local onde se encontra instalado o Convento do Carmo:
“Acha-se o Convento edificado em hum sitio ameno, em huma planície na raiz da Serra, e sobranceiro á Villa de Collares, cercado de frondoso arvoredo. Gosa ao perto da aprazível vista da varsea, casas de campo, pomares, e quintas revestidas de copados arvoredos, e mais longe de logares, e casaes, terminado o horizonte de hum tão variado e deleitavel painel o occeano, cujas vagas prateadas se estão vendo em distancia quebrar naquellas praias.


Tem a Igreja a porta para o poente e está assentada em hum Adro, no fim do qual se lê em letras maiusculas:


O Bispo D.Fr.Christovão Moniz, Religioso do Carmo, sagrou esta Igreja até este logar no anno de 1528."

Após a extinção das Ordens Religiosas decretada por Joaquim António de Aguiar em 1834, o convento foi abandonada pelo seus ocupantes, encontrando-se em bom estado de conservação, sendo actualmente uma propriedade particular, com a denominação de Quinta do Carmo.
Fontes:
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo- II
-Cintra Pinturesca -Visconde de Jurumenha