Quarenta anos depois o mesmo Coliseu esgotado para cantar de novo Grândola
Foto do Coliseu em 29 de Março de 1974/Associação José Afonso/Público
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/03/a-cantiga-e-uma-arma.html
O momento culminante em 29/03/1974
"E chegou o momento culminante com o avanço de José Afonso em direcção ao micro. «Grândola», foi tema mais uma vez repetido: com ele, as vozes dos restantes intérpretes que se encontravam no palco e, ainda todas as pessoas que enchiam o Coliseu. Emocionante, aquele espectáculo ao ritmo da nostálgica melodia do folclore alentejano, as conco mil pessoas cantaram aquele tema simples com uma convicção insuspeitada : «Grândola vila morena/terra da fraternidade/ o povo é quem mais ordena/dentro de ti ó cidade.» Foi repetida prolongada e mais uma vez repetida, depois de «Milho verde». Toda a gente de pé. Os olhos num sorriso em que havia surpresa e admiração."
No Diário Popular de 30 de Março de 1974 a 26 dias da revolução de 25 de Abril!
Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.
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sexta-feira, março 28, 2014
terça-feira, março 11, 2014
O 1º Encontro da Canção Portuguesa 40 anos depois
Em 29 de Março de 1974, (um mês antes do dia 25 de Abril, que mudaria tudo), num país onde existia uma ditadura, um único partido politico, uma policia politica, não havia liberdade de expressão e reunião, presos politicos, a censura que controlava tudo que era publicado, também não permitia que as canções de Zeca Afonso fossem transmitidas, uma guerra colonial que se arrastava há treze anos, aconteceu um espectáculo no Coliseu -"1º Encontro da Canção Portuguesa", que juntou 5 mil espectadores, que para entrarem no coliseu tiveram que passar entre alas da policia de choque - e que ficou na memória de todos que lá estiveram. Quarenta anos depois, um convite para regressar ao mesmo sítio.
Vitorino,José Jorge Letria,Fausto,José Barata Moura,Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira
Notas sobre o espectáculo do Coliseu há 40 anos
"Estavam lá, não sei se já vos disse, 5 mil pessoas. Eram 10 horas, passavam 30 minutos da hora prevista para o começo do espectáculo, e a festa havia começado. Cantava-se em coro Canta, Canta, Amigo Canta...
(...)
Carlos Paredes Guitarra foi recebido com gritos isolados de : Tira a gravata. pá. Mas veio a música e aquela sim...
(...)
E entrou, /De pé como um poeta ou um cavalo/, José carlos Ary dos Santos. Entrou no palco entre assobios e aplausos. Eu venho cá dizer poesia. Se não gostarem manifestem-se no fim.
(...)
No coliseu, o climax veio em grupo:
José Barata Moura, Intróito, Zeca, Zé Jorge letria,Adriano, Tordo,Freire.
Entraram todos, sentaram-se no chão e começou o desfile.
(...)
Quando depois de Adriano acabar de cantar (Canção de Emigração e Canção de Lágrimas), José Afonso se aproximou do microfone, as palmas rebentaram.
Venho aqui cantar uma canção a GRÂNDOLA, disse Zeca.
Cerraram-se as luzes, e toda a sala, todos os 5 mil de pé, entoaram em coro os versos da canção. Braços dados corpos balanceando, pés batendo no chão..."
Foto e excerto de um texto de Mário Contumélias, escrito em 6 de Abril de 1974, 20 dias antes da revolução de 25 de Abril -.Revista Cinéfilo nº27 6-12 Abril de 1974
sábado, fevereiro 22, 2014
Zeca Afonso
2 de agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987
Se a canção de protesto pretende directa e concretamente atingir uma dada estrutura politico-social num dado momento histórico com referência a factos, indíviduos e lugares, então eu não sou um cantor de protesto. De resto as minhas canções são predominantemene líricas. Mas elas pretendem opor-se (quer as líricas quer as intencionais) a padrões de vida, gostos e predilecções vingentes entre nós. São a minha contrapartida, a minha «revanche». Chamemos-lhes canções de réplica. Reproduzem um meio, mas colaboram (ou pretendem colaborar) na sua reconstituição. Se neste sentido, eu próprio as não considerasse uma forma de protesto não me sentiria justificado como homem.
*José Afonso entrevista a José Armando Carvalho, in «Comércio do Funchal»,1/6/1970
Porque hoje é Sábado...
Eduardo Lourenço afirmou ontem, durante a 15.ª edição do Correntes d´Escritas, na Póvoa de Varzim, que houve uma invasão por «uma espécie de vampiros», que são quem controla o sistema inventado pela modernidade, vivendo-se agora um «apocalipse indirecto» em «estado de guerra permanente».
«Dá a impressão de que, de repente, fomos invadidos, não por uns castelhanos arcaicos nossos vizinhos e que são nossos irmãos e primos, mas por uma espécie de vampiros como aqueles que o cinema de Hollywood ilustra. Não é por acaso que o tema dos vampiros se tornou um tema da moda, os vampiros são emissários da morte, é como se estivéssemos a viver uma espécie de apocalipse indirecto».
Afirmou o vencedor do prémio Camões de 1996, também, não acreditar que o tempo desta «espécie de submissão mansa» vá perdurar, ressalvou não querer contribuir para algo como uma «depressão de segundo grau, por conta dos outros».
«Não sei se é um comportamento muito português dormir em cima daquilo que nos ameaça profundamente e nos põe problemas que não podemos resolver esperando que, com o tempo, com um pouco de sorte, acabemos por sair desta espécie de atoleiro em que estamos mergulhados»
«Os vampiros não são tão vampiros como isso, são pessoas reais. São as pessoas que controlam o sistema que a modernidade foi inventando pouco a pouco, com os seus novos meios de produção, que aumentaram efectivamente de maneira fantástica a possibilidade que os homens têm de aceder a um certo número de coisas que são importantes»
Ler no Diário Digital com Lusa notícia integral:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=686490
quinta-feira, abril 25, 2013
domingo, março 03, 2013
"O povo é quem mais ordena/Dentro de ti, ó cidade"- Actualizado
O movimento "Que se lixe a 'troika'" convocou para o dia de ontem, manifestações em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, para pedir o fim das políticas de austeridade. Com o lema "Que se lixe a 'troika', o povo é quem mais ordena".
As manifestações, deste Sábado terão tido a adesão a este protesto de cerca de 1,5 milhões de participantes de todas as idades. Estas manifestações coincidem com a presença da delegação da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) em Lisboa, para fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento. As manifestações foram antecedidas nas últimas semanas por diversos protestos, junto de governantes, quase sempre ao som de "Grândola, Vila Morena".
*Fotos da grande manifestação de Lisboa, Sábado 2 de Março 2013
Actualização 17h11m
sábado, fevereiro 23, 2013
Porque hoje é Sábado...

José Afonso: 2 de Agosto de 1929/23 de Fevereiro de 1987
A historiadora Irene Pimentel, num interessante texto publicado no blogue Jugular, conta-nos a história de um activista de Grândola, José Conceição e a sua ligação a "Grândola Vila Morena" de José Afonso.
Adeus a José Conceição (31/1/1937 -16/4/211)
Morreu hoje José da Conceição, uma das
figuras mais importantes do associativismo cultural português, conhecido
por várias gerações de pessoas ligadas ao teatro amador e ao chamado
«trabalho legal» nas colectividades e sociedades de cultura e recreio
durante a ditadura de Salazar e Caetano. Além de ter sido militante e
dirigente político da chamada esquerda radical, nomeadamente da
Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP-O Grito do
Povo), antes e pouco depois de 25 de Abril
de 1974, José da Conceição foi sobretudo um organizador e dinamizador
de grupos de teatro – além de ter encenado inúmeras peças e participado
nelas como actor - em colectividades, em particular na Sociedade Musical
Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), de Grândola, e no Clube
Fluvial Vianense, de Viana do Castelo.
Tive a grande sorte de conhecer, em
1971, José da Conceição, pelo qual tive uma profunda e terna amizade,
bem como uma estreita camaradagem política. Além disso, pude participar
com ele em actividades políticas e culturais em associações na margem
sul do Tejo. Em conjunto, sob sua direcção, organizámos, em Alhos Vedros
e Grândola, sessões culturais, de teatro, cinema e canto, com diversos
intelectuais, escritores, encenadores e cantores, entre os quais se
contaram José Saramago, Joaquim Benite, Armando Caldas, Adriano Correia
de Oliveira, Fausto e José Afonso, entre outros.
Para José Afonso, aliás, o ano de 1964
foi crucial, pois foi então que escreveu o poema «Grândola, Vila
Morena». Mais tarde, José Afonso contou ter ficado «brutalmente
satisfeito com o convite» da «Música Velha» - Sociedade Musical
Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), onde conheceu Carlos Paredes.
José (Zeca) Afonso descreveu a «Fraternidade Grandolense» como um
«local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma biblioteca de
evidentes objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e
aceite entre todos os membros, o que revelava já uma grande consciência e
maturidade políticas» (José A. Salvador, Livra-te do medo, 1984, p. 127-128).
Quatro dias, José Afonso enviou a um dos
organizadores da sessão de Grândola, precisamente José da Conceição,
uma missiva, com um poema dedicado à SMFOG, lido publicamente na sala
desta colectividade, em 31 de Maio, por ocasião da estreia do Grupo de
Teatro da «Música Velha»: tratava-se de «Grândola, Vila Morena». Em
Agosto de 1968, foi a vez de Manuel Freire, cantor da «Pedro Filosofal»,
conhecer José Afonso, em Viana do Castelo, pois ambos foram convidados
para actuar no Clube Fluvial Vianense (José A. Salvador, José Afonso: O que Faz Falta, Uma memória plural,
pp. 59-62) cuja secção cultural era então dirigida pelo mesmo José da
Conceição havia organizado o espectáculo de Grândola, em 1964.
Em 13 de Agosto de 1968, o comando-geral
da PSP enviou ao director da PIDE o relato feito por um agente desse
espectáculo em Viana do Castelo, segundo o qual a ele tinham assistido
cerca de 200 indivíduos «desafectos» ao regime. Quanto às «letras dos
fados e canções (…) encerravam um fundo picante para o lado subversivo»,
embora, segundo dizia o relator da sessão, os cantores haviam moderado a
sua tendência subversiva, «certamente por se terem apercebido da
presença dos nossos agentes». O autor do referido ofício, que
visivelmente desconhecia completamente o conteúdo das canções dos dois
cantores, deu conta de algumas das estrofes das canções de José Afonso,
trocando as respectivas palavras. Por exemplo, «Cantar alentejano» e «Ó
cavador do Alentejo» continham, segundo o elemento da PSP,
respectivamente, as seguintes estrofes: «Catarina do Alentejo que não te
viu nascer mas há-de vir o dia que hás-de viver» e «Oh cavador do
Alentejo que há muito tempo não te vi cantar» (Arquivo da PIDE/DGS no
ANTT, proc. 931 CI (1), fl. 394).
José Afonso voltaria a Grândola, em
final de 1970, quando renasceu a actividade cultural da SMFOG, pela mão
de José da Conceição e de uma nova geração de jovens, e novamente em
Junho de 1972, por ocasião da primeira feira do livro, realizada no
jardim da vila, pela «Música Velha», e por José da Conceição. Tive então
a sorte de participar nesse evento, escolhendo livros que eram vendidos
no jardim central de Grândola em lindas barracas de praia às riscas –
uma ideia de José da Conceição. Alguns dos livros «do dia» foram obras
de autores marxistas, cujos nomes José da Conceição e eu nomeámos numa
entrevista dada a João Paulo Guerra, na Rádio Renascença. Lembre-se que
estávamos no período “marcelista” e o certo é que os censores e a
polícia política já tinham então muito que fazer, pois aparentemente a
iniciativa “esquerdista” passou despercebida.
Foi também uma ideia de José da
Conceição realizar, ainda na SMFOG de Grândola, um ciclo de cinema com
filmes de teor político - daqueles que a censura deixava passar -, por
escolhidos a dedo. Lembro-me que um deles era o western, «Soldado Azul» (Soldier Blue, 1970), com Candice Bergen e Peter Strauss, onde era pela primeira vez dada uma imagem diferente da habitualmente retratada nos filmes de cowboys acerca do verdadeiro massacre de índios perpetrado na América do norte.
Gerações de jovens activistas e
militantes, entre os quais me incluo, foram levados para a actividade
cultural nas colectividades por José da Conceição, um homem com uma
inteligência acutilante e um sentido de humor do tamanho da sua
generosidade, com o qual aprendi muito, tanto na actividade cultural
como na política. Que saudades vou ter de ti, Zé, das nossas conversas,
dos nossos almoços onde nos divertíamos e ríamos a bom rir do passado e
do presente!
Irene Pimentel
Irene Pimentel
Irene Pimentel na Escola Ferreira Dias no Cacém em Março de 2012, durante uma palestra sobre "A politica para a juventude no Estado Novo e a Mocidade Portuguesa Feminina"
terça-feira, dezembro 25, 2012
quarta-feira, novembro 21, 2012
Homenagem a José Afonso em Paris (Actualizado 22/11/2012 - 18H27m)
Actualização com o Vídeo do espectáculo de ontem em Paris de homenagem a José Afonso
Pour José Afonso, revoir le concert live sur... por Mediapart
Decorreu hoje em Paris, no Théatre de la Ville um espectáculo de homenagem a José Afonso.Há
trinta anos Júlio Pereira, acompanhou Zeca Afonso numa série de seis concertos nesta mesma sala, sempre com a lotação esgotada, o mesmo aconteceu esta noite.
Na impossibilidade de ter o registo vídeo deste acontecimento, transmitido em directo via internet - publicamos algumas fotos deste tributo a José Afonso, numa altura em que as suas composições continuam a ser cantadas nas ruas e nas salas por gerações mais novas.
Pour José Afonso, revoir le concert live sur... por Mediapart

Decorreu hoje em Paris, no Théatre de la Ville um espectáculo de homenagem a José Afonso.Há
trinta anos Júlio Pereira, acompanhou Zeca Afonso numa série de seis concertos nesta mesma sala, sempre com a lotação esgotada, o mesmo aconteceu esta noite.
Na impossibilidade de ter o registo vídeo deste acontecimento, transmitido em directo via internet - publicamos algumas fotos deste tributo a José Afonso, numa altura em que as suas composições continuam a ser cantadas nas ruas e nas salas por gerações mais novas.
sábado, outubro 13, 2012
Porque hoje é Sábado...
Como Se Faz Um Canalha
Conheci-te ainda moço
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ias ao Napoleão
Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão
Alguma gente enganaste
(A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa União
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traição
Um social-democrata
Nao foge ao Grão-Timoneiro
Basta citar o paleio
O major psicopata
Já são tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tão perto
Nunca te vimos tão longe
Daquilo que tens pregado
Nunca te vimos ão fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estas sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais
Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente
Sao tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exacto
Assim se faz um canalha
Se a memória não me falha
Já te mandei prò Caetano
Zeca Afonso
Conheci-te ainda moço
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ias ao Napoleão
Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão
Alguma gente enganaste
(A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa União
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traição
Um social-democrata
Nao foge ao Grão-Timoneiro
Basta citar o paleio
O major psicopata
Já são tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tão perto
Nunca te vimos tão longe
Daquilo que tens pregado
Nunca te vimos ão fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estas sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais
Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente
Sao tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exacto
Assim se faz um canalha
Se a memória não me falha
Já te mandei prò Caetano
Zeca Afonso
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Traz Outro Amigo Também (Actualizado)
Zeca Afonso
2 Agosto 1929 - 23 Fevereiro 1987
Recordar Zeca Afonso
Ao longo de todo o dia a RTP faz um tributo ao homem, à vida e a obra com parte da programação dedicada ao poeta, compositor e intérprete José Afonso.
Na RTP1 podem assistir ao primeiro episódio da série documental "Zeca Afonso - Maior que o pensamento", de Joaquim Vieira.
- Dia 23, às 22:40.
Na RTP Memória podem ver o concerto "José Afonso ao vivo no Coliseu", gravado ao vivo a 29 de janeiro de 1983, no Coliseu dos Recreios.
- Dia 23, a partir das 15:20, com repetição a partir das 23:15.
Na Antena1 também recorda Zeca Afonso.
- Dia 23, ao longo de todo o dia podem ouvir nove poemas ditos por António Cardoso Pinto.
- Dia 24, a partir das 21:13, transmissão do concerto Amigos Maiores que o Pensamento do grupo Canto D'Aqui.
Via José Almeida Dias

Em 1963, José Afonso gravou o EP Baladas de Coimbra com "Os Vampiros".
2 Agosto 1929 - 23 Fevereiro 1987
Recordar Zeca Afonso
Ao longo de todo o dia a RTP faz um tributo ao homem, à vida e a obra com parte da programação dedicada ao poeta, compositor e intérprete José Afonso.
Na RTP1 podem assistir ao primeiro episódio da série documental "Zeca Afonso - Maior que o pensamento", de Joaquim Vieira.
- Dia 23, às 22:40.
Na RTP Memória podem ver o concerto "José Afonso ao vivo no Coliseu", gravado ao vivo a 29 de janeiro de 1983, no Coliseu dos Recreios.
- Dia 23, a partir das 15:20, com repetição a partir das 23:15.
Na Antena1 também recorda Zeca Afonso.
- Dia 23, ao longo de todo o dia podem ouvir nove poemas ditos por António Cardoso Pinto.
- Dia 24, a partir das 21:13, transmissão do concerto Amigos Maiores que o Pensamento do grupo Canto D'Aqui.
Via José Almeida Dias

Em 1963, José Afonso gravou o EP Baladas de Coimbra com "Os Vampiros".
terça-feira, outubro 18, 2011
Vejam Bem

Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar
(...)
*

*Vejam bem - Letra de Zeca Afonso e Gaivotas na Praia Grande, ontem
terça-feira, março 08, 2011
A Cantiga é uma Arma *
Os Homens da Luta, foram os vencedores do 47º Festival RTP , com a canção ‘A Luta é Alegria’ - que ganhou por acumulação entre a votação das capitais de distrito e os votos telefónicos.Com este triunfo, os Homens da Luta vão representar Portugal no Festival da Eurovisão, em Düsseldorf, no próximo mês de Maio .
Outros festivais outras semelhanças

Em 1972, uma votação dos leitores do Diário de Lisboa levou o José Afonso ao VII Festival Internacional da canção do Rio de Janeiro. Onde cantou 'A Morte Saiu à Rua', (homenagem ao pintor Dias Coelho, assassinado pela PIDE, em 1961, na Rua da Creche, em Alcântara).

Festival da Eurovisão 1973 - Fernando Tordo - Tourada
Música: Fernando Tordo Letra: Ary dos Santos
Não sendo considerado na época, Fernando Tordo, um cantor de intervenção, a "Tourada", com letra de Ary dos Santos, venceu o Festival RTP,em 1973 e representou Portugal no Festival da Eurovisão desse ano - com uma letra "encriptada",( forma de passar o filtro da censura), não deixou de perturbar os espíritos marcelistas, nos seus últimos tempos de poder.
Créditos
* Cantiga é uma Arma -Título de uma canção interpretada pelo GAC e José Mário Branco
-Capa da Revista R&T -encontrada- aqui
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