quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares III -reedição

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. E chegou o a 7 de Julho de 1945, dia da inauguração do majestoso edificío da nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, que o "Jornal de Sintra" de 15-07-1945, descreve assim:
O momento solene da inauguração da nova sede da Banda de Colares
O dia de sábado-nem de «encomenda».Sol a pino.Céu turqueza.Aragem branda.Clima retemperante-beneficiado, ainda, com as odorâncias abençoadas dos prados, dos vergeis, dos pomares de Colares-vestido amorosamente na inigualável dalmástica primaveril de seu verde eterno...
(...)
-Efectivamente ás 17 horas precisas surge o carro da Presidência, dêle saindo, alegre e sorridente o senhor General Carmona que é alvo de uma quentissima e eloquente manifestação de saudar.
A banda toca «A Portuguesa».Os bombeiros perfilam-se em continência. O mesmo fazem os atletas dos clubes. As bandeiras erguem-se ao alto, em boas-vindas ao mais alto magistrado da Nação.O povo dá palmas e solta «vivas».Surgem flores, em mãos de gentis raparigas-para o General Carmona e para sua bondosa esposa que o acompanha - «vive», e «sente», como nós todos vivemos e sentimos a sinceridade expontânea daquele inesquecivel momento de «inteira saúde espiritual» que o bom povo de Colares a Suas Excelências mais uma vez prodigalizava.”
Legenda: Frontal da nova sede da Banda de Colares:azulejos majestosos do pintor de arte Mário Reis; escudo de Colares, em pedra cinzenta da Várzea, trabalho maravilhoso do escultor José Fonseca.(J.S: de 14-02-1941)
Em 2 de Abril de 1944 o "Jornal de Sintra"" publicou o seguinte sobre a construção da nova Sede da Banda do Bombeiros de Colares:
"Paralelamente creou-se e fundou-se a nova sede da Banda de Colares; junto ao rio, na Várzea, edificou-se um monumental edifício com salões para conferências, exposições, palestras, concêrtos e tudo o mais que se torne necessário ao civismo do burgo. Obra de fôlego, do mestre Júlio da Fonseca, tem um amplo teatro com plateia e galerias para cêrca de quinhentos espectadores; cabine de cinema e máquina sonora, bar rink de patinagem, amplo parque de arvoredo frondoso com um pomar característico e regional.Está nos acabamentos de pintura e decoração e preste a inaugurar-se.Estes adornos serão completados com dois retratos a óleo de Alfredo Keil e de João Arroio, os dois musicógrafos portugueses que se inspiraram no bucolismo edénico de Colares. Um panneaux, no tôpo da galeria, mostrará aos Colarejos a carta foral de D. Manuel I. Os azulejos do frontal e estas reconstituições são tudo obra de Mestre Mário Reis; os gêssos e as modelações de Mestre Meireles.Chegamos ao fim dêste doce calvário e, para melhor cúpula do edifício, encarregou-se o escultor, Mestre José da Fonseca, de trabalhar em pedra cinzenta da Várzea, o orgulhoso escudo de Colares, que encima todo o vastíssimo edifício, advertindo os seus naturais de que está ali a verdadeira Casa do Povo de Colares".
Legenda: Á noite - A luminiosidade de uma Grande Obra Social...
Mais tarde esta sede agora inaugurada teria um fim inglório, que obrigaria a Banda do Bombeiros de Colares a regressar para a sua antiga e modesta sede.
Continua

Posts relacionados:-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.
2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares II -reedição

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891 e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. A construção da nova sede, iniciou-se,” os caboucos cresceram e mutiplicam-se em paredes mestras, os auxilios, os dias de trabalho as ofertas centuplicaram-se a grandiosa mocidade do Grupo “A casa”, o seu jazz, a nossa vélhinha Banda a colaboração fraternal do “Sport União Sintrense”, a recolha de madeiras, as percentagens dos músicos, tudo –num labor de abelha-tem vindo junto de nós num crescendo apoteótico notável”( Jornal de Sintra 26-3-1944)

“Como havia mais um bocado de terreno comprado em Novembro de 1939 e pelo qual se entregaram 500 escudos de sinal, vamos pagar o resto e fazer a escritura e o registo...”J.S. de 26-3-1944

E assim nasceu o registo de transmissão da propriedade efectuada no Registo Predial de Sintra ,com a data de 24 de Junho de 1943.
Em que era mencionado que:
“Um pomar de caroço denominado o «O Redondo» no sitío da Abreja freguesia de Colares confronta ao norte com o Rio das Maçãs, António José Cosme e herdeiros de Dona Inocência, do sul com a Banda dos Bombeiros Voluntários, nascente com a mesma poente com os herdeiros de Casimiro Lúcio da Silva que está inscrito na matriz sob o artigo trinta e cinco."
Também a contribuição de de dois anónimos beneméritos denominados "Pai "e "Filho" que terão oferecido o imóvel e garantiam financiamento durante o primeiro ano dos juros bancários acrescido de um por cento...

A "Liga Regionalista" , partido politico apoiante do regime de então ,era a apoiante principal desta obra assim como teve a participação em uma série de obras marcantes ainda hoje na região.

Continua.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-1ªParte-pressionar
Nota-Imagens publicadas no "Jornal de Sintra" em 26-3-1944

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -reedição

Jornal de Sintra de 13-3-1939 -Lançamento da 1ª pedra para a nova sede
A nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -1ª Parte

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade.

Em 13 de Agosto de 1939, o “Jornal de Sintra” noticiava o lançamento da primeira pedra, para a construção de uma nova sede para a Banda dos Bombeiros de Colares, ideia lançada pouco tempo antes com o apoio do povo de Colares.
“Houve estreia de fardamentos novos, nesse dia, e descerramento de retratos”, adiantava o "Jornal de Sintra”.
Nessa noticia mencionava-se o grupo de impulsionadores daquela inovadora obra,”Luis J. dos Santos,Joaquim Borges,Carlos Dias,Carlos da Luz,José de Sousa e João Fontes Pereira de Melo”.

Foto do "Jornal de Sintra" de 15-07-1945
O terreno tinha sido adquirido, os caboucos abertos, e era o inicio da construção da “Casa do Povo de Colares”como era denominada na altura.O lançamento da primeira pedra faz-se ao som do hino da “Maria da Fonte” tocada pela Banda dos Bombeiros de Colares, com a presença de altas autoridades da época, da Comissão Pró-sede,e de numerosa assistência.

Fotos do "Jornal de Sintra" de 15 de Julho de 1945

Continua.

domingo, fevereiro 24, 2019

Parques de Sintra Monte da Lua II

Entradas ultrapassam os 3,5 milhões

Parques de Sintra regista subida de 10% no número de visitas em 2018
        
- 3.513.200 entradas em todos os parques e monumentos em 2018
- Aumento de 10% relativamente ao período homólogo
- 86% de visitantes estrangeiros e 14% de portugueses
- Estrangeiros que mais visitaram são do Reino Unido (19,9%), de França (11,6%) e de Espanha (11,1%)




Fonte PSML

 Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2019/02/parque-de-sintra-monte-da-lua-salarios.html

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Parques de Sintra Monte da Lua - salários e precariedade.

Trabalhadores da Parques de Sintra contestam baixos salários e precariedade



Via Diário de Notícias

"A inexistência de instrumentos de valorização remuneratória, como um plano de carreiras, apesar de obrigatória por lei, continua a fazer com que os trabalhadores da PSML não possam beneficiar de uma atualização de vencimentos, o que acontece desde 2008", denunciou, em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT).
A PSML, criada para gerir parques históricos e monumentos de Sintra, revelou estar a negociar com sindicatos um acordo de empresa, para melhorar salários e valorizar as carreiras dos trabalhadores.
A CT considera a "situação injustificável, já que a PSML anunciou recentemente mais um crescimento da receita", por via do aumento do número de visitantes nos parques e monumentos sob a sua gestão.
"Esta empresa pública que recebe zero do Orçamento do Estado, e que vê, de ano para ano, o número de visitas crescerem e consequentemente os lucros crescerem, funciona com 40% dos trabalhadores a receber um valor igual ou inferior ao salário mínimo nacional e 30% de trabalhadores precários", refere-se no comunicado.
Segundo explicou à Lusa Maria João de Sousa, da CT, a administração da PSML comunicou que o montante para aumentos salariais "está cabimentado desde 2018, mas está bloqueado na Secretaria de Estado do Tesouro".
"O Governo não se devia meter nesta questão, mas não nos deixa nem fazer contratações. Todos os dias saem pessoas da empresa e, com ordenados baixos, não se consegue contratar, portanto não sabemos qual é o futuro", frisou.
A representante dos trabalhadores admitiu que a sociedade ainda não informou se vai aplicar o aumento para 635 euros do salário mínimo na administração pública.
"Temos pessoas a fazer trabalho efetivo da empresa, com encargos específicos técnicos, de projetos ligados à conservação e restauro, o grande departamento de intervenção da empresa, que recebem 600 euros e são contratadas por uma empresa de trabalho temporário", denunciou Maria João de Sousa.
A sociedade, que gere os parques e palácios da Pena e de Monserrate, bem como o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos e os palácios nacionais de Sintra e de Queluz, possui 308 funcionários efetivos e "entre 100 a 150 funcionários contratados" por empresas, estimou.
Para Maria João de Sousa, perante a falta de respostas, a paz social pode estar em causa na empresa, levando "em crescendo a fazer vigílias e, eventualmente, terminando numa greve".
"É inadmissível que uma empresa que recebe 3,5 milhões de visitantes, que é uma das principais bandeiras do turismo nacional, seja constituída por funcionários que recebem salários com os quais mal conseguem sobreviver", vincou o comunicado, notando que "o valor médio de lucro anual, desde 2015, é de mais de seis milhões" de euros.
Numa nota enviada à Lusa, a PSML informou que "está a falar com os sindicatos, onde a celebração de um acordo de empresa é um dos principais temas".
A sociedade lembrou que "está sujeita às normas do Orçamento do Estado e ao cumprimento dos respetivos decretos de execução orçamental e das circulares emitidas pelo Ministério das Finanças que têm, ao longo dos últimos anos, imposto as restrições salariais que a todos têm afetado".
O descongelamento de progressões de carreira e reposição de ordenados só é possível em empresas com instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor, que "nunca existiram" na PSML.
A atual administração "tem reunido com os sindicatos, com vista à negociação e celebração de um acordo de empresa que permita a melhoria dos salários dos colaboradores e a valorização dos recursos humanos", adiantou a nota.
"A administração está empenhada e a trabalhar para ultrapassar estas questões, tendo já previsto, no seu orçamento para 2019, uma verba para aumentos salariais", concluiu a PSML.
A PSML foi criada em 2000, na sequência da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra, e possui como acionistas o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra."

https://www.dn.pt/lusa/interior/trabalhadores-da-parques-de-sintra-contestam-baixos-salarios-e-precariedade-10604753.html




terça-feira, fevereiro 19, 2019

Olhares Sintrenses

Imagens gémeas

O Parque de Monserrate e o Convento dos Capuchos, foram  propriedade de Francis Cook, durante o Séc. XIX, curiosamente nos nossos dia, nos dois locais distintos encontrámos duas imagens "gémeas",  em que a natureza fez o seu trabalho e que terão sido testemunhas durante mais de dois séculos da passagem da História de Sintra.

Foto em 9 de Novembro de 2016, Convento dos Capuchos

"As  paredes e no chão, as sondagens arqueológicas encavam por entre a história que se sobrepôs à história mais antiga. Com a extinção das ordens religiosas em 1834 e a expropriação dos frades que o habitavam, o convento passou para as mãos de Francis Cook, visconde de Monserrate. Em pleno século XIX, os terrenos à volta do convento foram usados como jardins de lazer e passeio – ao estilo romântico - contíguos ao Parque e Palácio de Monserrate. Às intervenções românticas, seguiu-se o abandono: sob tutela do Estado desde 1949, o monumento esteve entregue à degradação e fechou ao público entre 1998 e 2001. "
Texto da PSML

Monserrate07092011f
Foto no Parque de Monserrate em Set.2011-publicada no @Rio das Maçãs aqui

Construído no terceiro quartel do século XIX, por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate, sobre a ruína de um edifício anterior do século XVIII, o Palácio de Monserrate possuía um complexo sistema de redes de águas, esgotos, electricidade e aquecimento central, hoje obsoleto. A distribuição original destas redes pelo edifício foi feita através das galerias de ventilação existentes sob os pavimentos do piso térreo, cujo eixo principal é a actualmente designada galeria técnica (localizada sob o corredor longitudinal).
Fonte: PSML





segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Ode ao Vinho Ramisco

Garrafas de vinho com rótulos de Viúva Valério


O Ramisco
Plo mundo como estão vendo,
Vão os Reis desaparecendo,
Sem respeito a pergaminhos!
Mas firme como um ob’lico (obelisco)Será o «Colares –Ramisco»
Tôda a vida o Rei dos Vinhos.

Estribilho

Todos devem preferir
Este vinho em Portugal
Na Adega Regional
Que se bebe até cair
Sem conseguir fazer mal

Mulher velha , já caida .
Aborrecida da vida,
Pla morte a correr o risco,
Pode voltar a ser nova
Bebendo até ir p’ra cova
Só vinho «Colares Ramisco».

Na cama um tipo morria...
Já não falava, não via
Quando o médico chegou...
Deu-lhe a comer um petisco
Por cima «Colares Ramisco»
E o homem ressuscitou.

Pedro Bandeira

(Música de Bernardo Ferreira –cantada pelo rancho de Colares)

-Foto e versos retirados de "Cem anos de vida e História da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme"

domingo, fevereiro 17, 2019

Sobre os Patos-reais do rio das Maçãs

Garantida a continuidade do feliz bando de Patos-reais da Várzea de Colares (rio das Maçãs)
Fotos em 16/02/2019

Post relacionado:
https://riodasmacas.blogspot.com/2017/04/patos-reais-na-primavera-2017.html


"Formam grandes grupos na época de migração. São bastante rápidos a voar, podendo atingir 65 km/h. Os casais só se formam na altura da reprodução. O ninho é uma depressão rasa rodeada de vegetação ou existente em cavidades de árvores, perto de zonas com água. Após eclosão, apenas com algumas horas de vida, as crias podem começar a nadar, mantendo-se próximas da mãe. A plumagem do macho é colorida e a fêmea apresenta uma coloração acastanhada."
Texto retirado daqui


sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Embargada a obra do hotel da Gandarinha

Texto via "Sintra Notícias"
«A obra do hotel da Gandarinha, na vila de Sintra, foi embargada esta sexta-feira pela Câmara Municipal, após uma vistoria determinada pelo presidente do município.
O embargo surge na sequência de uma fiscalização à obra, determinada por Basílio Horta, na qual foram detectadas desconformidades com o projeto aprovado e licenciado. O SINTRA NOTÍCIAS apurou que essas irregularidades estiveram na origem do embargo hoje determinado pelo presidente da Câmara.
Num documento a que a Lusa teve acesso, as desconformidades em causa dizem respeito ao aumento das áreas de estacionamento, retificados os vãos e reduzida a edificação nova prevista e recuado o muro na rua Luís de Camões.

“Verifica-se ainda que o alvará de licenciamento de obras de alteração n.º 124/2016 não se encontra averbado no nome do presente titular do processo/proprietário”, acrescenta a informação.
O grupo Turim, proprietário da obra, terá agora de fazer novo pedido de licenciamento tendente à sua legalização, ficando a obra embargada até finalizado o respetivo procedimento.»
Fotos em 17/11/2018

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Lua de Fevereiro

A Lua em quarto Crescente - foto de hoje.

Foto de ontem 13/02/2019

A lua de hoje está 66.58% visível e está a crescer. Faltam 4 dias para a fase Lua Cheia.

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Recantos sintrenses

LagoMonserrate2Final

Lago de Monserrate

Lagode Monserrate77Final

LagoMonserrateFinal

"(...)Na encosta sobranceira ao valle está assentado este pomar, se vê uma cascata de enormes calháos, que para ali foram conduzidos expressamente, exforçando-se por este modo com tanto trabalho e artificio humano em imitar a simplicidade das bellezas da natureza, sem magestosa e bella na obras da sua creação; toma esta repreza as aguas que no inverno e principios da primavera descem do alto da serra, e formam uma catarata que se despenha por um leito pedregoso, que forma a parte mais baixa do valle d'esta mata.
Tal é o sitio encantador de Monserrate!"

De "Cintra Pinturesca" de António A.R. Cunha ed.1906
*Ortografia e acentuação conforme o original

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Cascata de Beckford

domingo, fevereiro 10, 2019

Olhares sobre a Casa dos Penedos (reedição)



«A Casa dos Penedos será talvez umas das realizações deste arquitecto (Raul Lino), em que  melhor se entende a sua preocupação com as "boas maneiras" anunciadas na sua obra escrita e transposta para a arquitectura, mas sobretudo entendidas na construção desta casa, onde podemos encontrar "gestos inteligentes e sinais  de insensatez".
Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro Ferreira, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto tanto em Cascais como em Lisboa.»
In Raul Lino 1879/1974/Ed.Blau

Fotos de 26/05/2014


"Um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro"(Raul Lino 1879-1974)

Fotos de 26/05/2014


Post relacionado:
-Olhares sobre a Casa dos Penedos
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/olhares-sobre-casa-dos-penedos.html

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O Hotel da Praia das Maçãs de Eugénio Levy

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"Pela tarde do dia 18 realizou-se na aprazível Praia das Maçãs a tradicional festa da collocação do "pau de fileira" na magnifica propriedade em construcção, e destinada pelo nosso amigo e abastado capitalista Mr. Eugene Levy ao estabelecimento de um grande hotel, o qual decerto, e especialmente na estação calmosa, deve não só tornar-se de muita utilidade para os numerosos forasteiros da capital, como irá dar uma agradável animação aquella formosa praia.
Na construcção do excellente  edificio a cargo dos Srs. Ventura Terra, conceituado architecto e Francisco dos Santos digno fiscal de obras do municipio, teem trabalhado 36 operários, aos quais o generoso proprietário offereceu por occasião da festa, um excellente jantar, gratificando pecuniariamente todo o pessoal."

Publicado na "Gazeta de Cintra" de 25 de Abril de 1908

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Consultando as "Obras de José Alfredo da Costa Azevedo  III", encontramos as seguintes referências:

Em 19 de Abril de 1908, foi anunciada festa rija, nesse mesmo dia, para assinalar a colocação do seu «pau de fileira» na moradia do sr. Eugénio Levy, outro grande impulsionador da Praia das Maçãs, onde está homenageado, justamente, em placa toponímica."

"Outro semanário sintrense,"Echos de Cintra ",anunciava, em 12 de Abril de 1908, a construção de um edifício para hotel e adaptação de outro a restaurante e clube.Quanto ao primeiro, suponho tratar-se do «Hotel Tapie».Este estabelecimento pertenceu a uma senhora conhecida por «Madame Tapie» (...)"


Relativamente ao hotel de Eugénio Levy, não existe mais qualquer referência além dos conhecidos :Hotel-Restaurante Cintra-Praia,  o referido  Hotel Tapie,mais tarde «Atlântico Hotel», que  foi demolido em 1945 e, no local foi construído o Casino,  o Hotel Bela Vista de 1908 e o Hotel  Royal Belle-VueBela Vista, ambos de Rafael Sarnadas  destruído por um incêndio em 1920.
Não se conseguindo até agora  mais informações sobre o destino da construção do edificio anunciado em 1908, pela "Gazeta de Cintra".

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Irmãos Mayer (reedição)

ChaletMayer2Blogue  Chalet Mayer, na Estefânia de Sintra  
 
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 Foto DN

Augusto Mayer  (1926-2012)  e Ivo Mayer (1928-2012), irmãos inseparáveis, faleceram   com um dia de intervalo.

Augusto, fotógrafo,a sua objectiva  registou os momentos de jazz em Portugal  entre 1940  e 1970, Ivo,  pianista e divulgador do jazz em Portugal .  Sócios fundadores do Hot Club Portugal , fazendo  também parte  dos corpos sociais do grupo tauromáquico Sector 1, há mais de trinta anos -  geriam um negócio de familia em Lisboa  e passavam fins de semana em Sintra no Chalet Mayer.
 O jazz e a cultura em Portugal ficaram mais em 2012.

Chalet2012 *Saber mais sobre os irmãos Mayer aqui e aqui

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Ondas de Sophia


Adraga

As Ondas

As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen

E na onda, outro poema, que  afinal não é da* autoria de Sophia de Mello Breyner Andresen -  "O mar dos meus olhos", como temos atribuido  e com essa  indicação de autora, também o  publicámos no blog em 2018.


O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma
(sem autor conhecido)

*Jornal Público em 04/02/2019:
https://www.publico.pt/2019/02/04/culturaipsilon/noticia/falso-poema-sophia-tornou-viral-1860533


Post no blog, 
https://riodasmacas.blogspot.com/2018/12/porque-hoje-e-sabado_8.html

sábado, fevereiro 02, 2019

Porque hoje é Sábado...

No tempo das Trotinetas
Depois dos Tuk-Tuk, as Trotinetes com motor potente, um novo transporte citadino - já chegaram a Sintra.
Em Lisboa, onde este negócio é disputado por várias empresas, a PSP está atenta ao cumprimentos dos utilizadores no respeito pelas regras do Código da Estrada.