A Garça já não voa aqui


Antes o Vôo da Ave
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!


Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa)


Garça2015blog.jpg


A garça já não voa aqui
Acompanhámos durante algum tempo um casal de garças, que resolveu instalar-se no final do último ano na Várzea de Colares - neste blog, fomos dando notícia dos encontros com essas elegantes aves, que se integraram na vivência do bando de patos reais que por aqui  têm o seu habitat.
Notícia da última semana, avisara-nos que uma garça teria morrido - razão para as não  voltar a observar nos últimos tempos.
Infelizmente, confirmámos que uma das garças que tanto animou a Várzea de Colares, já não voaria mais no rio das Maçãs.
Em voo no rio das Maçãs 17/10/2014

Comentários

Anónimo disse…
Que pena confirmar-se, eram tão bonitas! Espero que tenha sido idade e não doença. Onde estará instalada a outra? Oxalá mais diversidade venha em breve alegrar Colares.

Cump.

salomé

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