terça-feira, dezembro 22, 2015

No País dos "cofres cheios"


Via Correio da Manhã (19/12/2015) e Blog Tudo sobre Sintra:

"Autarquias como Lisboa, Sintra, Seixal, Almada e Barreiro vão abrir as cantinas das escolas de 1º ciclo nestas férias de Natal, para garantir a alimentação a crianças carenciadas. Lisboa prevê fornecer 4500 refeições por dia. Em Sintra, o programa de apoio abrange também os pais que desejem almoçar com os filhos. No ano passado foram servidas 36 mil refeições.

No Seixal, nas férias de 2014 serviram-se 4484 refeições a 561 alunos. No Barreiro, as escolas fornecem 30 a 40 refeições por dia a alunos com Ação Social Escolar. As autarquias notam que o Ministério da Educação não comparticipa as refeições nesta pausa letiva.

Há também câmaras, como Oeiras, Cascais, Amadora e Loures, que mantêm abertas as cantinas para crianças que frequentam o ATL, mas os pais pagam. Em Setúbal, Vila Franca de Xira e Moita as escolas não servem refeições nas férias. A Câmara de Setúbal afirma que não recebeu pedidos das escolas e a de Vila Franca de Xira diz que tem um programa de apoio a 600 famílias carenciadas."
 
 
A Sopa do Sidónio - 1919 em Sintra
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"Há muitos anos «A benemérita duquesa de Palmela, cujo nome fica ligado a admiráveis manifestações de arte e caridade, criou a excelente obra das cozinhas económicas que tão excelentes serviços têm prestado às classes trabalhadoras.
(..)
Quando a guerra veio agravar ainda mais as condições aflitivas da gente humilde da capital, o Século, coadjuvado pelo seus inumeros leitores, meteu ombros à empresa da criação de uma sopa que tem sido distribuida por dezenas de milhares de litros, em troca de cada um dos quais se recebe uma pequena moeda de dois centavos que não paga a sopa mas tira a essa dádiva o aspecto de esmola que para muitos seria desagradável e deprimente." "Em Cintra, um dos primeiros actos do sr. dr. Sidónio Paes consistiu na fundação de uma sopa, que se instalou nas dependências do velho e histórico palácio da vila. Consta-nos, porém que aí também se fornece a refeição popular aos que em troca dela contribuem com cinco centavos"»
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 Publicado na "Ilustração Portuguesa" nº652 de 19 de Agosto de 1919

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