sábado, dezembro 05, 2015

Sintra, 20 anos depois da classificação de Paisagem Cultural do Património da Humanidade

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Palácio da Pena

"Elevada a Paisagem Cultural do Património da Humanidade durante a 19ª Sessão do Comité da UNESCO ocorrida em Paris a 6 de Dezembro de 1995, Sintra é um imenso livro aberto de imagens do Passado, emolduradas numa Natureza fascinante."
In Sintra Património Mundial/CMS 2004Soltiscio21062015blog.jpg
 «Aquilo que se tem de entender por Paisagem Cultural de Sintra, e que corresponde à realidade aprovada pela UNESCO, inclui, em sentido lato, três diferentes zonas", salientou Cardim Ribeiro, numa comunicação sobre os 20 anos da classificação, defendendo que as áreas são "complementares e interdependentes."»
In Diário Digital/Lusa

Foto de José Cardim Ribeiro, director do M.A.S.M.O, no local do Santuário Romano consagrado ao Sol, à Lua e ao Oceano, na Praia das Maçãs.

Palácio de Monserrate

*Texto publicado no Diário Digital e Lusa:

A classificação da Paisagem Cultural de Sintra pela UNESCO faz 20 anos no domingo, numa altura em que a vila regista um aumento do turismo e ainda procura solução para o trânsito no centro histórico.

   "A classificação de Sintra como Paisagem Cultural da Humanidade projectou-a nos roteiros culturais internacionais, granjeou-lhe prestígio, reconhecimento, que se traduziu também num aumento da procura turística", admitiu à Lusa Edite Estrela (PS), presidente da autarquia sintrense quando a vila foi classificada.
Parte do centro histórico e da serra de Sintra foi classificada, a 06 de dezembro de 1995, pelo comité do Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), reunido em Berlim, na categoria de Paisagem Cultural.
A ideia da candidatura, proposta em 1988 pelo historiador de Arte Vítor Serrão, então director da Biblioteca Municipal de Sintra, foi desenvolvida através de um longo e conturbado processo coordenado pelo arqueólogo José Cardim Ribeiro.
"Aquilo que se tem de entender por Paisagem Cultural de Sintra, e que corresponde à realidade aprovada pela UNESCO, inclui, em sentido lato, três diferentes zonas", salientou Cardim Ribeiro, numa comunicação sobre os 20 anos da classificação, defendendo que as áreas são "complementares e interdependentes".
Na zona "inscrita" concentram-se os parques da Pena e de Monserrate, com os respetivos palácios, o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos e o Palácio Nacional de Sintra (antigo Paço Real), enquanto a zona "tampão" se estende até ao litoral e a "de transição" se prolonga pela área do Parque Natural de Sintra-Cascais.
Na sequência de missões técnicas a Sintra, um comité da UNESCO concluiu, em 2006, não existirem motivos para a inclusão na lista de património mundial em perigo, desde que fosse recuperada a zona "inscrita", alertando para a "ameaça" urbanística nas zonas "tampão" e "de transição".
"Quer as autoridades nacionais, quer as autoridades autárquicas têm a noção de que é um espaço privilegiado que urge preservar e valorizar. E, portanto, não penso que alguma vez este estatuto possa ser perdido, isso seria dramático", considerou Edite Estrela.
A criação da sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), para gerir os parques e os monumentos do Estado, em 2000, também contribuiu para salvaguardar "as condições e tudo aquilo que é exigível para uma área classificada", notou.
A deputada admitiu a necessidade de resolver a questão do trânsito e do estacionamento na vila, depois de ter sido abandonado, no seu mandato, o projeto da construção de um silo na Volta do Duche.
"Hoje em dia, e pela Europa, o que se vê em zonas similares é o recurso a parques subterrâneos e a zonas pedonais, ou seja, interditar o trânsito aos centros históricos e cada vez mais isso vai ser uma necessidade, até por razões ambientais", vincou.
A presidente da comissão nacional da UNESCO, Ana Martinho, sublinhou que a inscrição na lista do Património Mundial se traduz em benefícios de "maior visibilidade e promoção turística", o que, por seu lado, origina "novas pressões sobre os bens".
Para a embaixadora, "é natural que as pessoas" queiram visitar os sítios e monumentos classificados, "mas o eventual acréscimo de turistas não pode, de facto, colocar em causa os valores do bem, pelo que a sua gestão requer um cuidado acrescido e exigente".
Apesar da revisão das áreas "inscrita" e "tampão" ser "uma possibilidade em aberto", dependente de exigentes avaliações técnicas, o comité do Património Mundial atribui cada vez mais importância aos planos de gestão, apontou Ana Martinho.
O município e a PSML decidiram constituir, em setembro, o Gabinete do Património Mundial - Paisagem Cultural de Sintra, com o objetivo de promover o "debate de ideias sobre a gestão e a reabilitação do património".
A comissão nacional da UNESCO decidiu associar-se à iniciativa e instalar no gabinete um novo centro da organização internacional, vocacionado para o Património Mundial, através da divulgação dos valores do organismo das Nações Unidas.
"O centro UNESCO que está a ser criado poderá desempenhar um papel fundamental na preservação desta bela paisagem cultural que é um bem partilhado por todos nós e de que nos orgulhamos muito", explicou Ana Martinho.

In Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=801915

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Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena

Os 20 anos de Sintra Património Mundial, no Fugas
 "Quando Byron vem a Portugal no início do século XIX e, tal como todos os outros antes dele, se deixa levar por este encanto avassalador que Sintra sempre teve, ele não viu o que estamos a ver" explica António Nunes Pereira, director do Palácio Nacional da Pena e do Palácio de Monserrate. "O que nós vemos é o produto da transformação paisagística que acontece a partir de 1838 quando D.Fernando II compra o antigo mosteiro da Pena e o transforma numa residência, transformando também a paisagem em volta."

In Os românticos criaram Sintra e deixaram-nos um "paraíso glorioso"/Alexandra Prado Coelho e Miguel Manso/Fugas, sábado 5/12/2015
http://fugas.publico.pt/Viagens/355919_os-romanticos-criaram-sintra-e-deixaram-nos-um-paraiso-glorioso?pagina=-1

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