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Um País fardado.

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"A farda do rapaz da MP é uma profissão de fé" (Marcelo Caetano, Comissário da M.P: numa conferência sobre processos de formação nacionalista) A 17 de Setembro de 1947, o Estatuto do Ensino liceal determina expressamente à MP a missão de cooperar com os liceus na função educativa com a fixação da obrigatoriedade para todos os alunos matriculados. A MP é assim equiparada ao serviço próprio da docência escolar. A farda é uma instituição.Ela simbolizava o culto do dever militar, como referia o ministro Carneiro Pacheco, em 1937. Sem ela- diria o fundador da MP -, não poderia haver efectivo amor da Pátria, um instrumento de educação pré-militar, sem o qual o soldado não dará todo o seu possível rendimento . O contacto com a simbologia e a farda começava logo na instrução primária "A linda festa da Mocidade Portuguesa em Sintra" Em dia de ano novo sempre se realizou, no quartel da Legião Portuguesa local, a anunciada festa da Mocidade Portuguesa, para comemorar a entrad...

III Encontro de História de Sintra

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Nos próximos dias 3 a 5 de Maio de 2007 vai ter lugar, no Palácio Valenças, em Sintra, o III Encontro de História de Sintra, promovido e organizado pela Alagamares-Associação Cultural , com o apoio logístico da Câmara Municipal de Sintra. O Encontro terá 4 painéis - A Cultura, as Instituições, o Espaço e o Sagrado - e serão apresentadas mais de 20 comunicações de temáticas diversas e originais, visando dar um contributo e novo olhar sobre temas pouco abordados, ou mesmo nunca abordados, na riquíssima história local. Igualmente será homenageada a figura de Francisco Costa, figura ímpar na organização dos arquivos e da Biblioteca de Sintra, e sobre quem falarão figuras como João Bigotte Chorão e Pinharanda Gomes. A Comissão Científica do III Encontro é composta por Sérgio Luís Carvalho, director do Museu do Pão de Seia; Eugénio Montoito, da Câmara Municipal de Sintra; Cruz Alves, director da Quinta da Regaleira e José Martins Carneiro, director do Palácio da Pena. A Comissão Executiva é...

Museu da Vinha e do Vinho de Colares

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Imagem publicada em "O vinho de Colares" em 1938 Na véspera da abertura do Museu da Vinha e do Vinho da Região Demarcada de Colares , nas instalações do Centro Educativo, Desportivo, Cultural e Recreativo das Azenhas do Mar, transcreve-se parte de um texto publicado no "Jornal de Sintra "de 10/11/2006 da autoria José António Vicente Paulo –Presidente da Adega Regional de Colares, que aborda a temática do Vinho de Colares. Colares-Região Demarcada há quase um Século! “A região demarcada fundada pelo Rei D.Manuel II, através de Carta de lei de 18 de Setembro de 1908, a Região Demarcada de Colares é uma das mais antigas do País e, seguramente, aquela que corre maior risco de extinção no panorama vitivinícola nacional.Nos dias que correm a produção da região é basicamente dominada por duas entidades: a Adega Regional de Colares e a Fundação Oriente.Todavia subsistem ainda alguns produtores isolados que, a seu belo prazer, fazem nas suas ade...

Cartoons de antigamente

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1870? - gravura : litografia-Biblioteca Nacional Digital Transcrição/adaptação livre,das legendas da caricatura politica: 1) Os planos mal concertados De um triste parlapatão , São da mesma consistência Destes globos de sabão (2) Inchados com esses globos Pretendemos suplantar Um Ministro, mas todo o plano se desfez no ar. (3) Carreguei com aquela pasta Desde do Palácio ao portão! Deus perdoa a quem ...asta * Meu Sogro é perdição!!! ...O pior foi o foguete E eu não ficar baronete (4) Não me posso levantar... Da nulidade em que estou! Quis meu rival suplantar Mas o manejo abortou! Se eu não abundára em ronha Morrerei de vergonha. * palavra imperceptível na gravura Monteiro dos Milhões Caricatura de António Carvalho Monteiro «Monteiro dos Milhões», o construtor da Quinta da Regaleira. (F.Valença) Um cartoon, cartune ou cartum é um desenho humorístico acompanhado ou não de legenda, de caráter extremamente crítico ...

José Maria Latino Coelho

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General de brigada do estado-maior de engenharia, ministro da. marinha, sócio efectivo e secretario perpetuo da Academia Real das Ciências de Lisboa, lente na Escola Politécnica, vogal do Conselho Geral de Instrução Publica, deputado, par do reino, jornalista, escritor, etc. Nasceu em Lisboa a 29 de Novembro de 1825 faleceu em Sintra em 29 de Agosto de 1891. Era filho de João Alberto Coelho, que faleceu sendo tenente-coronel de artilharia, e de D. Maria Henriqueta Latino Martins de Faria Coelho. (retirado de Portugal Dicionário histórico ) Lápide do prédio onde viveu Latino Coelho na Vila Velha, homenagem de Sintra no 20º aniversário da sua morte (Foto:PedroMacieira) Curiosidades Em 22 de Julho de 1911,a Câmara Municipal de Sintra, usando uma faculdade que lhe conferia o decreto de 15 de Outubro de 1910, determinou que o feriado municipal fosse a 29 de Agosto, dia em que faleceu José Maria Latino Coelho, no ano de 1891.Hoje o feriado municipal em Sintra é a 29 de ...

Inauguração do monumento-lápide a D.Fernando II

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“O monumento-lápide que consta de um medalhão de bronze, contornado de diversos festões de flores e loiros , também assentes sôbre pedestal em mármore regional”,da autoria de José Fonseca ,de Sintra.(Foto retirada do site da Alagamares ) D.Fernando II “A Vila de Sintra salda hoje, para com a memória de D.Fernando II, uma dívida de reconhecimento e gratidão.(...) Desejamos significar o nosso modesto mas vivo contentamento, ao sr. Carlos d’Oliveira Carvalho, por haver conseguido levar a bom têrmo uma pesada emprêsa que fica a atestar a gratidão de Sintra, para com a memória do inteligente monarca a quem Portugal deve um dos seus mais formidáveis jardins de beleza e encanto, como talvez segundo não haja em tôda a Europa. Com a festa de hoje, pois está Sintra desobrigada de um dever de reconhecimento e gratidão que há muito se impunha.” Extracto da notícia publicada no "Jornal de Sintra "no dia da inauguração do monumento-lápide a D.Fernando II ,em Agosto de 1935. Soneto comemo...

QUEIJADAS DE SINTRA IV

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FÁBRICA DE «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE -1ª Parte - pressionar Actualmente o estabelecimento conserva o mesmo aspecto exterior que tinha em 1936( Foto:PedroMacieira) Em 1916 , depois de dissolvida uma sociedade que entretanto tinha feito com José Ambrósio, estabeleceu-se por conta própria no Largo de Regedor em S.Pedro, denominado as queijadas que fabricava com a marca «Fábrica de Queijadas Recordação de Sintra». Depois do falecimento de Gregório Casimiro Ribeiro o negócio das queijadas passou para seu filho Álvaro de Almeida Ribeiro, que associou à marca o nome de «Gregório». A fábrica continua nos dias de hoje com outros proprietários , na Avenida D.Francisco de Almeida. (Foto:PedroMacieira) A forma de publicitar e indicar o estabelecimento, passava pela figura de um policia sinaleiro, que ainda hoje está presente, e que foi utilizada como imagem de marca das queijadas, impressa nos papéis de embrulho, antes de ser substituida pela imagem que ainda hoje é ut...

Festival Mundial do Cartoon em Sintra

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Decorre em Sintra no Olga Cadaval a 3ª edição do World Press Cartoon, de 13 de Abril a 13 de Maio. O World Press Cartoon terá a concurso 403 trabalhos, que concorrerão em três categorias-cartoon editorial, caricatura e desenho de humor.

Contrastes negativos numa Sintra Património Mundial da Humanidade.

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O feio moderno e as ruínas de um dos mais antigos hotéis de Sintra o Hotel Netto, lado a lado. Razões que a razão desconhece, ou mais-valias imobiliárias criam contrastes numa Sintra que é (ainda) Património Mundial da Humanidade. Na Vila velha, mesmo ao lado do ex-líbris que é o Palácio Nacional de Sintra, dois exemplos como a incompetência, e os interesses imobiliários pesam mais que o estatuto atribuído pela UNESCO. O que resta do que foi o Hotel preferido por Ferreira de Castro, ao lado do "moderno" Hotel Tivoli-Sintra. Hotel Tivoli-Sintra , vizinho do antigo Hotel Netto -Saber mais sobre o Hotel Netto- pressionar -Hotel Nunes ou Vila Velha de Sintra- pressionar Fotos:PedroMacieira

EXORTAÇÃO ÀS ÁRVORES

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Soneto comemorativo da inauguração do monumento-lápide a D.Fernando II Exortação às árvores Porque nasci na vizinhança amiga Do nosso verde, ó árvores gigantes, E quebrei , sob as copas murmurantes, As algemas da mágoa e as da fadiga, Por muito que eu em verso vos bemdiga, Nunca os meus versos hão-de ser bastantes! E agora nestes fúlgidos instantes, É minha voz inda maior mendiga. Cante-vos, pois, o universal idioma Do vento que vos beija a verde coma E as outras vai beijar, de serra em serra. E ao mundo vos proclame descendentes de reis, pois vossas míseras sementes da mão dum rei caíram sobre a terra! Agosto 1935 - Francisco Costa Foto do Palácio Nacional da Vila de Sintra :PedroMacieira

Eleições e a Legião Portuguesa

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Exercício Legionário nos Seteais (Sintra) , "Jornal de Sintra" de 25 de Agosto de 1940 Legião Portuguesa Criada em 1936, a Legião Portuguesa era uma milícia que estava sob a alçada dos Ministérios do Interior e da Guerra. O seu objectivo era "defender o património espiritual da Nação" e a ameaça comunista. É de realçar que durante a II Guerra Mundial a Legião Portuguesa foi o único organismo português que se colocou ao lado das intenções de Hitler. Nas décadas de 50 e 60, a sua acção caracterizou-se pela perseguição e repressão às forças oposicionistas, para a qual contribuiu o seu Serviço de Informações e a sua vasta rede de informadores. Fonte (CITI) Ofício Organizativo... Transcrição do ofício da” Legião Portuguesa” de 22 de Outubro de 1969 Setubal, 22 de Outubro de 1969 Informo V.Exª. que no dia 19 do corrente, pelas 11H00, foi solicitadada , a minha comparência na Escola Comercial e Industrial de Setubal, a fim de tomar parte numa reunião com o Exmº. Sr. Migue...

SINTRA

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SINTRA Ó Sintra, onde nas sombras rastejantes Há sempre um verso antigo que flutua, e as pedras guardam pranto dos gigantes Titans, que foram bisavós da Lua; Sintra, onde as juras nascem já distantes, E o som de beijos mortos continua, Onde a Hora, ao partir, deixa uns instantes Para a Beleza se fazer mais nua; Sintra das fontes e da névoa fria, Onde Vénus deitou seu corpo um dia, E em cuja sombra o grande Pan morreu; Foi em ti, que a surgir sobre um desejo, Entre uns lábios floriu aquele beijo Que, primeiro na Terra, o homem deu! Agosto 1935 - Nunes Claro *Soneto, comemorativo da inauguração do monumento-lápide a D.Fernando II Foto do Palácio de Valenças: PedroMacieira

Chuva (d)e Ferraris na Vila de Sintra

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Para comemorar os 60 anos da Ferrari, cincos bólides desta famosa marca iniciaram no dia 29 de Janeiro, em Abu dhabi, uma longa viagem que passando hoje por Sintra terminará em 23 de Junho em Maranello, Itália. Os cincos carros que estão a percorrer este percurso foram recebidos hoje no Palácio da Vila, por uma concentração de dezenas de bólides daquela famosa marca . " Enzo Ferrari vivia em Maranello como um imperador,quando não tinha muito interesse em receber alguém, fazia essa pessoa esperar duas horas ou mais, sem razão aparente.Até o Rei da Bélgica passou por isso...A sala dele era toda pintada de branco e não tinha praticamente decoração, para além de umas cadeiras e a sua mesa.Uma vez disse-me, na brincadeira que ia fazer uma placa de homenagem ao visitante desconhecido, encontrado morto na sala de espera!... " Bérnard Cahier (jornalista de automobilismo) in "A história da Fórmula um "edição" "Público" Fotos:PedroMacieira

Queijadas de Sintra III

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Fábrica de «Queijadas do Gregório» 1ªParte O fundador desta marca de queijadas foi Gregório Casimiro Ribeiro falecido em 22 de Janeiro de 1947, e também fundador e director do semanário “O Regional” O local onde se fabrica ainda hoje as queijadas, com o policia sinaleiro e indicação de "Paragem das Queijadas" para chamar a atenção dos clientes. Fotografia publicada no "Jornal de Sintra" em 16-11-1936(foto cedida por Valdemar Alves) Jornal "O Regional" nº53 de 24 de Setembro de 1922, fundado e dirigido por Gregório Casimiro Ribeiro , com a sua fotografia na 1ª página. Gregório Casimiro Ribeiro , iniciou-se como fabricante por volta de 1890 .Em 1911, associou-se a José Ambrósio, enteado de Josefa Neves da família “Sapa”,para fabricar as queijadas em Ranholas que eram vendidas no “Café Pérola de Sintra”, de João Cunha que segundo José Alfredo Azevedo; o mesmo local onde mais tarde foi a sede do Hockey Club de Sintra. Em ...

A Capela de Nossa Senhora das Dores do Mucifal

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Primeira página do "Jornal de Sintra" de Janeiro1942 Mucifal situado na margem direita do Rio das Maçãs,(ribeira de Colares), não tem no seu património monumentos que possibilitem grandes referências. A sua Capela, e seu Largo , são sem dúvida a sua maior referência, tendo ao lado o Mercado, obra recente mas com um bom enquadramento no local. O Largo do Mucifal ,(Largo Nossa senhora das Dores), conhecido por forasteiros e da população dos seus arredores, pelas festas que aí se organizavam durante o Verão. O Largo está actualmente a sofrer obras de embelezamento, que alteraram o seu aspecto tradicional, e que após a conclusão ,terá um busto de umas das figuras mais emblemáticas do Mucifal, José Fernandes Badajoz o” Poeta Cavador”. A Capela do Mucifal que teve obras de ampliação recentes, começou a ser construída há 67 anos, como noticiava o “Jornal de Sintra”, em 1940: “Em poucos dias, a edificação desta capelinha tem atingido grandes proporções, mercê do apoio do po...

As eleições em Portugal - 1942

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Mais de cinquenta mil razões para publicar pequenas memórias de um País com amnésia. Publicado em 11 de Fevereiro de 1942 na primeira página do Jornal de Sintra. No Portugal de antigamente (1942),as condições para se poder votar * eram: 1-Os portugueses do sexo masculino ,maiores ou emacipados, que saibam ler e escrever, domiciliados no Concelho há mais de 6 meses. 2-Os que não saibendo ler nem escrever, paguem ao Estado contribuições não inferiores a 100$00. 3-Os portugueses do sexo masculino , com curso especial, secundário ou superior. * Só existia um partido politico denominado "União Nacional". Nota -António Óscar de Fragoso Carmona (Marechal Carmona); foi eleito, por sufrágio directo, presidente (25.3.1928); e sucessivamente reeleito sem opositor (17.2.1935, 8.2.1942, 13.2.1949) Foto utilizada da autoria de Armando Serôdio-Arquivo Fotográfico da C.M.L.

CINTRA

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Cintra , amena estancia, Throno da vicejante primavera, Quem te não ama? Quem, se em teu regaço Uma hora da vida lhe ha corrido, Essa hora não esquecerá?... Almeida Garrett Fotos:PedroMacieira