quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Porque não vai Lisboa passar o Verão a Sintra? II


Após a publicação do post,sobre o serviço de autocarros da Sintra-Atlântico que faziam a ligação desde 1932 entre Lisboa (Largo S.Domingos) e as Azenhas do Mar. Um assíduo colaborador no “Rio das Maçãs”, Valdemar Alves enviou-nos uma preciosa informação sobre este autocarro, que publicamos hoje.

Documentos preciosos para a compreensão nos dias de hoje de como no princípio do Século XX, a tenacidade empreendedora de homens como Camilo Farinha,( responsável na altura da Sintra-Atlântico), ultrapassavam as dificuldades das vias de comunicação, para colocar ao serviço das populações transportes inovadores para a época, como este serviço de autocarro ou o eléctrico da Praia das Maçãs, hoje ainda uma imagem de marca de Sintra

O autocarro nº1

O autocarro nº 1, tirada no Largo do Carmo em Lisboa , em Janeiro de 1932. O homem do centro é Camilo Farinhas, administrador-delegado da Sintra-Atlântico e um, senão o maior, impulsionador dos carros eléctricos do tempo desta Companhia.
Este autocarro teve a matricula S-24932 depois alterada para AC-49-82.
Foi retirado do serviço durante o ano de 1953.

A carreira Lisboa-Azenhas do Mar foi inaugurada a 20 de Junho de 1932. As chegadas e partidas em Lisboa era nos Restauradores, junto ao Parque Mayer. A partir de 1 de Abril de 1933 as chegadas e partidas passaram a ser no Palácio dos Condes de Almada (conhecido por Palácio da Independência), no Largo de São Domingos.

Nas Azenhas do Mar e ao contrário dos carros eléctricos que chegava e partiam junto à Adega dos Chitas (onde começa a estrada para Janas), os autocarros chegavam e partiam do Largo Paula Campos.

Das Azenhas do Mar partiam carreiras às 7.40 e 16.00 que regressavam de Lisboa às 10.00 e 18.00. O percurso demorava hora e meia a ser feito e o preço ida e volta, era de 13$00 (uma fortuna para a época).

As cores inciais dos autocarros da Sintra-Atlântico eram vermelho e creme, muito semelhante ao dos carros eléctricos actuais. Em 1955/56 passaram a azul e branco a puxar para o creme e, foi assim que chegaram a 1975, ano da nacionalização da empresa. Os Cooperativa Lisbonenses de Chauffeurs (vulgo Palhinhas) eram cinzentas e brancas e outras quase completamente brancas, somente com algumas riscas finas em cinzento.
Valdemar Alves

Post relacionado: Porque não vai Lisboa passar o Verão a Sintra?-pressionar




1 comentário:

Anónimo disse...

DOCUMENTOS PRECIOSOS!!!
er