quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Hotel Lawrence`s

Hotel Lawrence`s
Fonte utilizada “ obras de José Alfredo Azevedo.”

A sua fundação tem muitos anos, Lord Byron foi um dos seus hóspedes ilustres, em 1809 durante um Verão e também por ali ter escrito –diz-se –parte do seu imortal poema «Childe Harold’s Pilgrimage», com algumas estrofes dedicadas a Sintra a que chamou «Eden Glorioso».

Em 1850 estava ali instalada a “Hospedaria Inglesa” da Srª Duran.

Em 1899 o “Jornal Saloio "nº88 de 1 de Novembro, anunciava que uma sociedade inglesa projectava adquirir o antigo Hotel Lawrence e a Quinta dos Pisões, para ali construir um grande hotel e Parque.

O Hotel Lawrence pertenceu à mãe de Luís Lawrence Oram, colaborador fotográfico da 2ª edição de Cintra Pinturesca.

Também foi neste espaço que existia uma antiga fábrica de pastéis de feijão, e uma pastelaria que segundo José Alfredo Azevedo “ durou pouco tempo e ali se fabricava os célebres pastéis de feijão de Torres Vedras, chamando-lhes Pastéis da Pena.”
Mais tarde, alguém pensou restaurar o hotel mas com o nome de “Estalagem dos Cavaleiros” e nas suas notas José Alfredo, em 3 de Novembro de 1999, comentava “Hoje todo o edifício está a entrar em ruínas, pode-se dizer, sem receio de desmentido, que a entrada principal é uma montureira.”

Além de Lord Byron, o Lawrence`s acolheu várias figuras marcantes do panorama intelectual oitocentista em Portugal:
Alexandre Herculano, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão,Camilo Castelo Branco, e mesmo Bulhão Pato.
Hoje, após a reconstrução do degradado imóvel, funciona o actual Hotel que mantém o nome Lawrence, e que vive ainda hoje com o prestígio secular daquele lugar. E graças ao trabalho meticuloso de José Alfredo Azevedo, podemos nos dias de hoje ter uma imagem quase completa de uma Sintra de outros tempos.

Saber mais sobre o Hotel Lawrence`s-pressionar
*Fotos:PedroMacieira

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Nota aos visitantes

A partir do dia 27 de Fevereiro, a publicacao dos post retomam o seu ritmo normal.
Obrigado

Notas de Colares

Nota : Este texto escrito longe de Sintra, tem alguma ausencia de acentos, pois a falta de normalizacao do teclados dos computadores ainda cria estes problemas, por esse motivo as minhas desculpas.

O PREVENTORIO DE COLARES
No inicio do Sec.XX existia em Colares uma instituicao que dava apoio a menores necessitados, denominava-se "Preventorio de Colares", tinha como impulsionadora, D.Isabel Morais Sarmento.O Preventorio de Colares debatia-se desde o seu inicio,(1926) com problemas de ordem financeira. Para compensar essas necessidades organizava festas de recolha de fundos, fazendo apelos como o que o "Jornal de Sintra" publicava em 1938:

"A favor do Preventorio de Colares"
"Realiza-se este ano, no vasto recinto da Adega Regional de Colares, a terceira festa de caridade em favor do Preventorio de Colares.A primeira foi ha tres anos, num pinhal sob nevoeiro, perto do marulho do mar.A segunda festa, muito mais linda, foi levada a efeito no Banzao silente e umbroso.Para a terceira foi escolhido o mesmo local- e e de esperar que as experiencias anteriores contribuam este ano para os resultados ainda mais belos."

Como curiosidade e demonstrativa da importancia ques estas festas tinham para a regiao de Colares, o facto da Companhia Sintra-Atlantico ter um servico especial que era mencionado com os respectivos horarios no anuncio da festa de recolha de fundos,"Sempre pronta a corresponder aos dessejos do publico, estabeleceu um servico especial de carreiras de electricos ...."

Segundo dados publicados no "Jornal de Sintra, nos primeiros nove anos da sua existencia o Preventorio teria apoiado para cima de trezentas criancas necessitadas da zona de Colares.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007


Hotel Victor na Vila Velha

Fotografia retirada de "Bairros de Sintra" de José Alfredo Azevedo, com o edifício do antigo ,Hotel Victor ao fundo desta imagem.

Imagens de um Hotel que existiu há muito anos na Vila de Sintra, e que não foi possivel ter muitas informações.José Alfredo Azevedo, no volume “Bairro de Sintra”, indica que nas caves do Hotel “foi instalado um restaurante de boa categoria, ao qual foi dado o nome de «Tacho Real».É seu proprietário João Salvado Alves.”Este restaurante ainda existe nas caves do que foi o Hotel Victor.
Pintura em azulejo, num estabelecimento de seu nome “Cintra Antiga”, em que o Hotel Victor surge no plano central.

(Foto:PedroMacieira)
Imagem de hoje da Vila de Sintra, ainda com o Edifício do antigo Hotel em destaque. (foto:PedroMacieira)




domingo, fevereiro 18, 2007

Hotel Nunes na Vila Velha de Sintra

Hotel Nunes (Foto cedida por Valdemar Alves)

Notas de José Alfredo Azevedo em "Bairros de Sintra":

“No Largo do Meca está indicado o edifício onde funcionou o Hotel Nunes, recentemente demolido para a construção de uma nova unidade hoteleira que, por várias razões se está assemelhando às célebres «obras de Santa Engrácia»(as obras recomeçaram em 1977 e terminaram em 1980).

Nesse edifício em 1850 estava instalada a Pensão de Bragança.A propriedade pertencia nessa época ao 7º Visconde de Asseca. (Visconde de Asseca era bisavô do que foi, em data recente, presidente da nossa Câmara, de nome próprio Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara), nascido a 2 de Agosto de 1825 e falecido a 25 de janeiro de 1852.”

ANTES


O Hotel Nunes antes de ser demolido (Foto no "Bairros de Sintra)"
O nome do hotel deriva do nome de um dos antigos proprietários João Nunes.

DEPOIS....

O Hotel Tivoli Sintra construído no local onde existia o Hotel Nunes

Um edifício construído sem respeitar o ambiente urbanístico da Vila de Sintra e a sua história.

Publicidade minimalista em 1937, no "Jornal de Sintra"


Os preços do Hotel Nunes em 1907

Post relacionado :
Hotéis de Sintra antiga-pressionar


sábado, fevereiro 17, 2007

Zeca Afonso 1929/1987 -Um grande Português.

Zeca Afonso no Coliseu dos Recreios em 29 de Janeiro de 1983

Autor de referência da música portuguesa, combatente pela liberdade merece que a sua obra seja lembrada, às novas gerações como um dos homens que com grande coerência, lutou pela liberdade como criador musical , poeta e intérprete. Foi com a sua “Grândola Vila Morena” que Portugal renasceu de 45 anos de uma ditadura, onde pensar tinha sido proibido. Mas mesmo depois de 25 de Abril a sua coerência e militância pela liberdade não parou, só a morte conseguiu interromper este percurso. Em 23 de Fevereiro de 1987.

Rui Pato,José Afonso, Adriano Correia de Oliveira,António Portugal e Manuel Alegre 1964-cantina do Hospital de StªMaria (estreia da “Trova do Vento que Passa”)
Para evocação do vigésimo aniversário da sua morte vão realizar-se vários debates , exposições , concertos, sessões de poesia, que decorrerão por todo País,durante o mês de Fevereiro e Março.

Em Sintra:
A Alagamares - Associação Cultural ,promove nos próximos dias 10 e 11 de Março, no espaço da Sociedade União Sintrense, uma exposição biográfica evocativa dos vinte anos passados sobre o desaparecimento físico de "Zeca" Afonso.

Em 1962, José Afonso gravou o EP o “Menino de Ouro” acompanhado pela primeira vez pelo Rui Pato então com 16 anos. E em 1963 "Os vampiros". No EP Baladas de Coimbra.

-Versões feitas até hoje das criações de José Afonso-pressionar
Notas:
-Foto de José Afonso no Coliseu em 1983 de autoria Alexandre Carvalho
-Foto "Trova ao vento que passa" retirada do folheto do CD "Venham mais cinco" de Aut.José Niza

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Atribulações do Casino de Sintra

- Escrevia José Alfredo Azevedo no Volume (bairros de Sintra):

“Pouco durou esse Casino. Ficou mal situado e o Adriano Coelho não queria «batota».
Um dia estava a decorrer a sua construção, o saudoso Carvalho da Pena disse a Adriano Coelho : «Faça o casino em Sintra. Ele aqui, não vinga!» Adriano Coelho, intrigado, perguntou:«Então, aqui não é Sintra?».
Retorquiu o Carvalho, que tinha muito espírito:«Não! Aqui é Lourel de Cima!»
Artigo do "Jornal de Sintra de 1937
E não “vingou” mesmo. A vida deste imóvel tem tido grandes flutuações derivado das diversas funções para que tem sido utilizado, ao longo dos seus 85 anos de vida.

Em 10 de Junho de1935 o “Jornal de Sintra” num artigo de primeira página , assinado pelo seu director,António Medina Júnior , anunciava a reabertura das nova instalações do Casino de Sintra, depois de um longo período de inactividade. Elogiando Adriano Júlio Coelho, fundador do Casino, e criticando aqueles que após a sua morte teriam perdido o entusiasmo pelo desenvolvimento do Turismo de Sintra.

E em 19 de Fevereiro de 1937 também no “Jornal de Sintra” pela pena de José Felner d’Almeida Rino, lamentava que após 15 anos da construção do “magnifico Casino da nossa terra “. ele se encontre “abandonado , havendo alvitres para ser aproveitado numa Escola de Artes e Ofícios ou num Liceu Municipal onde recebam instrução todos os filhos de Sintra.”

(Foto:PedroMacieira)
Pequeno historial do Casino de Sintra

Era no Casino que se realizava os ensaios do Orfeão de Sintra, que chegou a ter duzentos elementos Foi seu regente o maestro Luís Silveira. O Orfeão de Sintra também terminou precocemente em 1926 ou 1927.

O Casino de Sintra foi fundado por Adriano Júlio Coelho, construído sob projecto do arquitecto Norte Júnior, em 1922-24, como Casino durou pouco, posteriormente foi ocupado durante alguns anos por um Liceu, também como local de projecção de filmes, mais tarde pela Repartição de Finanças de Sintra, e nos últimos anos pelo Museu de Arte Moderna, onde esteve até 2006 em exposição parte da colecção Berardo.

Neste momento com a partida da colecção Berardo para o Centro Cultural de Belém, qual será o futuro daquele importante imóvel ,do património Sintrense?



Nota: Actualização de post publicado em Setembro de 2006 com o título: “O Casino de Sintra”


quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Porque não vai Lisboa passar o Verão a Sintra? II


Após a publicação do post,sobre o serviço de autocarros da Sintra-Atlântico que faziam a ligação desde 1932 entre Lisboa (Largo S.Domingos) e as Azenhas do Mar. Um assíduo colaborador no “Rio das Maçãs”, Valdemar Alves enviou-nos uma preciosa informação sobre este autocarro, que publicamos hoje.

Documentos preciosos para a compreensão nos dias de hoje de como no princípio do Século XX, a tenacidade empreendedora de homens como Camilo Farinha,( responsável na altura da Sintra-Atlântico), ultrapassavam as dificuldades das vias de comunicação, para colocar ao serviço das populações transportes inovadores para a época, como este serviço de autocarro ou o eléctrico da Praia das Maçãs, hoje ainda uma imagem de marca de Sintra

O autocarro nº1

O autocarro nº 1, tirada no Largo do Carmo em Lisboa , em Janeiro de 1932. O homem do centro é Camilo Farinhas, administrador-delegado da Sintra-Atlântico e um, senão o maior, impulsionador dos carros eléctricos do tempo desta Companhia.
Este autocarro teve a matricula S-24932 depois alterada para AC-49-82.
Foi retirado do serviço durante o ano de 1953.

A carreira Lisboa-Azenhas do Mar foi inaugurada a 20 de Junho de 1932. As chegadas e partidas em Lisboa era nos Restauradores, junto ao Parque Mayer. A partir de 1 de Abril de 1933 as chegadas e partidas passaram a ser no Palácio dos Condes de Almada (conhecido por Palácio da Independência), no Largo de São Domingos.

Nas Azenhas do Mar e ao contrário dos carros eléctricos que chegava e partiam junto à Adega dos Chitas (onde começa a estrada para Janas), os autocarros chegavam e partiam do Largo Paula Campos.

Das Azenhas do Mar partiam carreiras às 7.40 e 16.00 que regressavam de Lisboa às 10.00 e 18.00. O percurso demorava hora e meia a ser feito e o preço ida e volta, era de 13$00 (uma fortuna para a época).

As cores inciais dos autocarros da Sintra-Atlântico eram vermelho e creme, muito semelhante ao dos carros eléctricos actuais. Em 1955/56 passaram a azul e branco a puxar para o creme e, foi assim que chegaram a 1975, ano da nacionalização da empresa. Os Cooperativa Lisbonenses de Chauffeurs (vulgo Palhinhas) eram cinzentas e brancas e outras quase completamente brancas, somente com algumas riscas finas em cinzento.
Valdemar Alves

Post relacionado: Porque não vai Lisboa passar o Verão a Sintra?-pressionar




quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Praia das Maçãs: mar agitado impede buscas de homem que caiu ao mar

Hoje de manhã (8H30m)no retomar das buscas (Foto:PedroMacieira)


14.02.2007 - 09h05 Lusa
As buscas para encontrar o cidadão romeno que caiu ontem ao mar na zona da Praia das Maçãs, em Sintra, não podem ser feitas hoje devido à agitação do mar, disse o porta-voz da Marinha."É impossível chegar perto da falésia" onde o cidadão romeno caiu porque "as condições são bastante adversas", disse à agência Lusa o comandante Brás de Oliveira.

De acordo com o porta-voz da Marinha, "há ondas de três a quatro metros e ventos fortes, que dificultam muito as operações".
A Praia das Maçãs notícia nos telejornais, mas desta vez por um mau motivo (Foto:PedroMacieira)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Queda na falésia da Praia das Maçãs


Durante a tarde de hoje , 3 cidadãos de estrangeiros, caíram das falésias da Praia da Maçãs. Ocorreram ao local os Bombeiros de Colares, GNR, policia Marítima.

Estando ainda a esta hora (19H30) por encontrar um dos homens,de nacionalidade romena, tendo os outros dois saído do mar pelos seus próprios meios.Um deles foi conduzido ao Hospital Amadora-Sintra.

Durante as buscas no mar e em terra, para tentar encontrar o desaparecido, estão a ser utilizados,um helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea e também um salva-vidas da Capitania .

(Fotos:PedroMacieira)



Porque não vai Lisboa passar o Verão a Sintra?


Cartaz da Companhia Sintra -Atlântico com o serviço de ligação de Lisboa a Sintra, com os veículos de "luxo" de 1937.
Imagem retirada do "Eléctricos de Sintra" de Júlio Cardoso e Va ldemar Alves

Porque não vai Lisboa passar o verão a Sintra?
-Era esta a questão que o "Jornal de Sintra"de 4 de Agosto de 1937 colocava como título de uma notícia que além de salientar que "Não há estrangeiro que, posto em presença da exuberância fantástica de Sintra e da formosura inigualável dos Estoris, não se confesse dominado por tamanha grandeza de vegetação e de luz".divulgava também o serviço da Companhia Sintra Atlântico com a recente aquisição para" as carreiras entre a capital e as Azenhas nos novos «auto-cars», a óleos pesados, que são a ultima palavra do conforto em matérias de transportes".
E informa ainda o "Jornal de Sintra" que "basta ir ali abaixo ao Largo de S.Domingos,instalar-se num desses esplêndidos carros automóveis e deixar-se conduzir.Minutos depois, estará em contacto com esse cenário de sonho, com essa «feerie» de luz e do sol, que é a região linda , e incomparável de Sintra."



Imagem do titulo da notícia do Jornal de Sintra de 4 de Agosto de 1937
"Vai-se hoje de Lisboa ás Azenhas do Mar como se ia noutros tempos a Algés ou a Benfica, com a diferença de que se pode fazer agora o passeio em condições quasi inacreditáveis de comodidade e de preço"

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Palácio da Pena do IPPAR para o PSML

Na sequência da atribuição da coordenação da zona classificada como Paisagem Cultural ao Parques de Sintra-Monte da Lua (PMSL), surge a noticia (Público de hoje),de que o Palácio da Pena também vai deixar de ser tutelado pelo IPPAR, e passar para o PSML.

O Parques de Sintra-Monte da Lua,SA. foi criado em 2000 com a missão de gerir os jardins históricos (Pena e Monserrate) e monumentos (Convento dos Capuchos e Castelo dos Mouros), situados na zona classificada património mundial pela Unesco.

Unesco que em 2006, relatou falhas, na gestão da zona classificada e apontou como solução a criação de uma “Task Force” independente , para a gestão da área classificada, solução que o governo do engº Sócrates não seguiu, atribuindo no início de Fevereiro de 2007 essas competências ao PSML.

Sendo o Palácio da Pena, o monumento mais lucrativo (51 mil visitantes em 2006)sob tutela do IPPAR, esperamos que esta medida não seja apenas mais uma solução para obter receita para o PMSL. Não esquecer o caso da Tapada do Mouco, (cedida à TVI para o reality Show a 1ªCompanhia, a troco de uma verba que parece não ter acontecido), que provocou uma clareira no Parque devido ao desbaste de árvores....

Terá o PSML a justificação que o Palácio e o Parque são um todo, e também era essa a opinião de D.Fernando II seu mentor. Mas vendo como PMSL tratou da reconstrução do Chalet da Condessa d’Edla, é caso para ter algumas reservas com esta decisão.

Notas:
-Imagem do Palácio da Pena , retirada dos "Tesouros da Humanidade e da Natureza"Ed.Público
-Fonte consultada; Noticía do Público de 12-02-2007, da autoria Luis Filipe Sebastião.

domingo, fevereiro 11, 2007

RESULTADOS DO REFERENDO.


O SIM GANHOU EM SINTRA.

Em Sintra votaram 47,88% dos cidadãos inscritos, tendo o SIM obtido 75,58% dos votos expressos e o NÃO, 24,42%.

Para ver todos os resultados do Concelho de Sintra-"SINTRAVOX"

O dia do Referendo


Depois do dia de reflexão, o dia da votação!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O referendo do dia 11

Depois de amanhã , Domingo 11 de Fevereiro os portugueses maiores de 18 anos irão dar a sua opinião sobre a questão inserta na imagem.

Post relacionado:

-O Referendo e os números.-pressionar


quinta-feira, fevereiro 08, 2007

D.Fernando II, e as Maravilhas de Portugal

Imagem retirada do Jornal da Região de Fev.2007
Durante o passado fim-de-semana Sintra, acolheu a digressão Nacional da eleição das 7 maravilhas de Portugal. O resultado desta eleição a nível nacional terá lugar a 7 de Julho de 2007 no estádio da Luz.

O Concelho de Sintra está representado neste evento com dois dos seus monumentos mais representativos. O Palácio da Pena, e o Palácio Nacional de Queluz.
Nesta lista 21 monumentos das " 7 maravilhas" , existem 5 monumentos que são agora candidatos: O Mosteiro da Batalha, o Mosteiro de Alcobaça,o Convento de Cristo em Tomar, Mosteiro de Santa Maria de Belém ( Jerónimos), e o Palácio da Pena construído sobre as ruínas do Mosteiro de NªSrª da Pena . Todos estes monumentos, ainda hoje em magnifico estado de conservação graças à intervenção directa de D.Fernando II. Na altura em que a preservação da arte monumental não estava na ordem do dia , ele teve a sensibilidade, muitas vezes a custas suas de recuperar, e construir os monumentos de que hoje nos orgulhamos.
D.Fernando II o Rei Artista,nasce em Viena em 1816, oriundo da familia Saxe-Coburg_Gotha, casa em 1836, com D.Maria II, e após a sua morte é regente do Reino, enquanto o seu filho,D.Pedro não atinge a maioridade.

Imagem do Guia Expresso
O Palácio da Pena, o Parque da Pena, o Castelo dos mouros (também reconstruído por D.Fernando II) e o Convento dos capuchos faziam parte do projecto de D.Fernando II para aquele maciço montanhoso e com um bosque semi-devastado que é hoje o magnífico Parque da Pena.
Palácio Nacional de Queluz -Foto António Passaporte-Arq.CML

O Parque da Pena só ficaria completo depois do o seu segundo casamento com Elise Hensler, a Condessa d´Edla,com a construção de um Chalet ,com desenho da autoria da própria Condessa, um símbolo do romantismo. O Chalet da Condessa foi destruído por um incêndio em 1999, e até hoje aguarda a reconstrução,estando neste momento aguardar um subsidio da EFTA,para esse efeito
Postal Ilustrado do Chalet da Condessa

Agora que a empresa "Parques de Sintra Monte da Lua ,SA". foi delegada pelo governo a entidade que deverá gerir o Património Classificado de Sintra, esperamos que a reconstrução do Chalet ocorra o mais rapidamente possível, única forma de Sintra homenagear aquele que originou o rico património monumental e paisagístico que hoje podemos desfrutar .

Link relacionado -As 7 maravilhas de Portugal-pressionar
Posts relacionados- As sete maravilhas-pressionar
-O Chalet da Condessa e Sintra Património Mundial da Humanidade-pressionar
- O Chalet da Condessa dÉdla, memória descritiva-pressionar

Nota: Imagem de D.Fernando II -Alagamares


quarta-feira, fevereiro 07, 2007

O Rancho Folclórico de Colares

Em 1937 Colares vivia uma fase de grande desenvolvimento.Época em que a Adega Regional de Colares, com o Dr.Brandão de Vasconcelos e Alberto Totta na direcção reflectia também os bons resultados da produção do vinho de Colares.
Com o apoio de Alberto Totta , Colares tinha um rancho folclórico que era na época também uma marca da região. O Rancho premiado, na 1ª festa da Vindimária,(1936) com um alto galardão ”O Cacho Dourado”, entregue pelo então Presidente da República ,Marechal Carmona, orgulhou todos os que se identificavam com o trabalho da Adega Regional de Colares e todos que se viam reflectidos nos êxitos do Rancho, como verdadeiro embaixador de Colares.
Alberto Totta aqui caricaturado pelo Jornal "Sempre Fixe"
Com imagens obtidas no “Jornal de Sintra” de Junho de1937 , aqui ficam alguns momentos que fazem parte da história de Colares:
O Ramisco
Plo mundo como estão vendo,
Vão os Reis desaparecendo,
Sem respeito a pergaminhos!
Mas firme como um ob’lico (obelisco)
Será o «Colares –Ramisco»
Tôda a vida o Rei dos Vinhos.
*
Estribilho
*
Todos devem preferir
Este vinho em Portugal
Na Adega Regional
Que se bebe até cair
Sem conseguir fazer mal.
*
Mulher velha ,já caida
.Aborrecida da vida,
Pla morte a correr o risco,
Pode voltar a ser nova
Bebendo até ir p’ra cova
Só vinho «Colares Ramisco».
*
Na cama um tipo morria...
Já não falava, não via
Quando o médico chegou...
Deu-lhe a comer um petisco
Por cima «Colares Ramisco»
E o homem ressuscitou.
*
Pedro Bandeira(Música de Bernardo Ferreira –cantada pelo rancho de Colares)













Imagens obtidas no desfile do Rancho de Colares na Baixa de Lisboa (1937)








Fontes:
-"Jornal de Sintra"

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Bazar de apoio a cães abandonados em Sintra

Uma iniciativa de apoio a cães abandonados e recolhidos pela APCA, anunciada no Trans-atlantico, e que merece a maior divulgação.
O Bazar estará aberto todos os Sábados e Domingos, no Largo D. Afonso de Albuquerque Nº 22, ao pé da Farmácia Marrazes, em frente ao Millennium BCP, na Estefânea de Sintra (próximo da estação de comboios de Sintra). Temos diversos artigos para venda. Alguns novos, outros em segunda mão, onde se incluem:
Artigos de Decoração
Livros
Brinquedos
Vestuário
Velharias
Utensílios para a casa
etc, etc

A loja onde se realiza o bazar da APCA (foto retirada do Trans-Atlântico), antes um local abandonado e vazio, num local nobre de Sintra, em plena Estefânia.