sábado, junho 30, 2007

O E$TADO DA$ ARTE$ do Comendador Joe Berardo



Áreas das artes,(por agora):Quinta da Bacalhoa em Azeitão, Papelaria Fernandes, Sogrape JP Vinhos, OPA da Portugal Telecom,OPA do Millenium BCP, OPA do S.L. Benfica, financiou estudo do aeroporto de Alcochete, financiou estudo da Associação Portuense sobre o aeroporto de Lisboa, Museu Colecção Berardo no CCB, Museu de Arte Moderna de Sintra.





Nota:Gravura adaptada do "Livro da Primeira Classe" dos anos 50

sexta-feira, junho 29, 2007

Nomeação para DOG LOVER BLOG

Nomeado pelo blogue “O Canto de Pandora”, para o “DOG LOVER BLOG”, que muito agradeço, deixo aqui as minhas nomeações, quebrando neste caso a regra de não dar continuidade às últimas nomeações que simpáticamente tem sido dirigidas ao “Rio das Maçãs”.

A difícil tarefa de apoiar os animais abandonados, e lutar diariamente pela sobrevivência daqueles, que levados para os canis municipais são condenados à morte. Ou como aconteceu recentemente no canil Municipal de Beja, chacinados cruelmente, sem qualquer respeito pelos seus direitos, merece ser destacado. Para a continuação deste importante trabalho com sucesso, é fundamental o apoio e o incentivo às instituições, e aos particulares que de forma totalmente voluntária enfrentam todas essas dificuldades apenas por amor aos animais.

Depois de alguma dificuldade na escolha , nomeio de entre muitos possíveis:

-Cantinho dos animais de Beja
-APCA -Associação de Protecção aos cães abandonados
-Miauus auus auss
-O meu melhor amigo

-Fases da lua cheia (embora já tenha sido nomeada uma vez,para este prémio) pelo exemplo de como se passa da teoria à prática no amor pelos animais.


quinta-feira, junho 28, 2007

A Quinta da Bacalhoa e a carta de Sintra

A Bacalhoa, como obra do último quartel do século XV mandada executar por D.Brites, filha do infante D.João, mestre de Santiago e mulher do infante D.Fernando.

Quinta da Bacalhoa (Azeitão) casa do tanque (Imagem retirada daqui)
Pequeno historial da Quinta da Bacalhoa, retirado da Monografia Historico-Artistica
“Quinta e Palácio da Bacalhoa em Azeitão "– aut. Joaquim Rasteiro -1895

Nos tempo do rei D.João I era seu monteiro mór das matas de Azeitão em Ribatejo, João Vicente, que trazia emprazada em vida de três pessoas uma quinta em Azeitão.

Uma parte da propriedade era foreira à coroa e a restante a Diogo Fêo.

Em virtude de João Vicente estar velho, cego e pobre , o rei comprou o dominio directo da quinta a Diogo Fêo para isso deu licença a Alvaro Annes para vender o emprazamento ao infante D.João, seu filho , por carta datada de Cintra a 4 de setembro de 1427.

Esta venda foi por vinte e oito mil reaes brancos por uma peça de pano de Ingraterra, conforme o instrumento feito e assignado por Gil Esteves e pelo infante em Setuval pustumeiro dia de setembro de 1427.

O infante teve a quinta pelo antigo fôro de duas corôas de oiro, até que o seu irmão D.Duarte lhe fez mercê pura e irrevogavel doaçam da dita quintãa de juro e de herdade, de suas rendas, direitos, entradas, saidas e pertenças d’este dia pera todo o sempre pera elle e todos os seu herdeiros e sucessores que depos elle veerem nom embargando que seja da corôa.E portanto lhe mandamos dar esta carta assignada per nós e assellada do nosso sello de chumbo.Dante em Cintra XXVIII dias de agosto-Lourenço de G.es afez era do nascimento de nosso senhor ihuus xpo de mill iuj.e xxx uj annos.

D.João II, de Cintra a 7 de Dezembro de 1485, e D.Manuel, de Alcochete a 24 de Julho de 1496, confirmaram esta doação, estando na posse da propriedade a infanta D.Brites, sogra do primeiro e mãe do segundo.

- Passados 573 anos, o seu proprietário é o comendador Joe Berardo.



quarta-feira, junho 27, 2007

O que mais vai acontecer a Colares?

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Colares, mais própriamente a Várzea parece estar a ser vitima dos conceitos económicos (neo-liberais?) que imperam na sociedade portuguesa actualmente e com consequências muito negativas, pois de um momento para o outro, o local paradisíaco, que era aquele sítio, ficou rodeado de edificios fantasmas.

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E o sinal dos tempos.....a galeria de arte foi substituída pela Remax!

-A bomba da gasolina da BP que existia desde que eu me lembro, fechou!

-Um dos cafés/restaurante fechado há alguns anos, está agora em obras e parece que será mais um banco....

-O “Cantinho da Várzea”, café com esplanada e dos mais antigos naquele sítio, mesmo ao lado da Ribeira de Colares/Rio das Maçãs, depois de ter saltado de dono em dono nos últimos anos, fechou definitivamente há alguns meses.

A mansão do comendador

Não bastava a Colares ,terem deixado construir ilegalmente uma mansão, em área protegida do Parque Natural de Sintra Cascais, cuja volumetria é três vezes maior que os imóveis da zona histórica de Colares, e que segundo parece com decisão para demolição (a última decisão judicial), nos próximos tempos, e a custas do PNSC que a deixou crescer...

É a economia, estúpido!
Considerando que tudo o que está acontecer, é pertença de privados, e excepto um posto de turismo que surpreendentemente se transformou num local ocupado por uma"Agência Municipal de Energia(?)", e um espaço minimalista denominado parque infantil,que serão públicos, temos aqui numa visão economicista... o mercado a funcionar!

Mas está-se mesmo ver que o mercado a “funcionar”,vai em breve transformar a Várzea de Colares uma área “verde” em “cinzenta”, em que a lei nem sempre impera.

A autarquia Sintrense, a Junta de Freguesia de Colares e a sociedade civil, como alguns tanto gostam de chamar, deverão fazer um esforço para evitar as consequências desastrosas , de deixar em “roda livre”, os desejos empresariais de arranjar mais-valias, em nome da população que quer continuar a gostar de viver em Colares.

terça-feira, junho 26, 2007

Climas de Cintra


Chamou a esta serra o nosso Gil Vicente dama polida, brava e doce, contemplação de amores,e a amada do verão etc; e pela sua temperatura he no estio encalmado frequentada da gente da Côrte, que alli aflue a buscar refrigerio ao calor, e repousar do continuo trafico da vida.

Quando o sol chega a essa quadra em que mais abraza os habitantes de Lisboa, os de Cintra gosão da mais suave primavera, conservando-se o thermometro de farenheit dez gráus abaixo.

Não só na suavidade de clima, mas em seus variados dons, a natureza foi prodiga com esta serra.

“Cintra Pinturesca ou Memoria Descriptiva da Villa de Cintra , Collares, e seus arredores"- 1883-Visconde de Juromenha

segunda-feira, junho 25, 2007

Sintra deixou fugir o Museu de Alfredo Keil para Torres Novas


A aldeia do Penedo, em Sintra -1902 -desenho de Alfredo Keil


De uma notícia da agência lusa:
Torres Novas, Santarém, 23 Jun (Lusa) - Torres Novas vai acolher parte significativa do espólio do músico, pintor e poeta Alfredo Keil, num museu que o município quer criar no antigo edifício do Paço até 2010, ano em que se celebra o centenário da República.
O contrato de comodato que estabelece os termos em que o espólio é cedido ao município pela família de Alfredo Keil foi assinado hoje, no jardim do Castelo, em Torres Novas, na presença do secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho.
Francisco Keil do Amaral, bisneto do autor da Portuguesa, considerou a cerimónia de hoje o "princípio do fim de uma longa caminhada que tem procurado dar um destino condigno e útil ao espólio" que, disse à agência Lusa, tem estado à guarda da família "em sótãos ou debaixo das camas".
Lembrando que Alfredo Keil era sem dúvida um lisboeta, o bisneto referiu os "15 anos de expectativas" criadas nos contactos da família com a Câmara Municipal de Lisboa, goradas as quais se seguiram 21 anos de contactos com a Câmara Municipal de Sintra, onde o artista passava longas temporadas na casa de praia e onde pintou telas "belíssimas".

Alfredo keil , foi um ilústre habitante da nossa região, o terceiro fundador do lugar de Nossa Senhora da Praia, hoje Praia das Maçãs, onde erigiu em 1890 um chalé, “Vila Guida”e uma pequena ermida. Iniciou ali naquele local, em 1893, uma manifestação de carácter religioso que se denomina “Círio de Nossa Senhora da Praia”.

Além da Praia das Maçãs Alfredo Keil autor da música da “Portuguesa”, viveu no lugar da Eugaria, no Casal da Serrana, e fez parte do círculo intelectual e mundano que se reunia em Colares ,no Eden Hotel, e na Villa Costa, com figuras de relevo como a familia Costa, Chaves Mazziotti-proprietário da Quinta Mazziotti e deputado pelo partido Progressista,o pintor Veloso Salgado , Marquesa de Val Flôr,Conde de Sabugosa, o Conde de Valenças,etc.

Alfredo Keil também costumava passar algum tempo em Ferreira de Zêzere, na antiga Estalagem dos Vales, e que segundo alguns autores, seria ali que teria composto a Portuguesa” e não na Vila Guida na Praia das Maçãs , como também é referenciado, e também a “Serrana”, a primeira ópera com libreto em português.

Alfredo Keil, além de compositor também deixou um vasta obra de pintura e desenhos, e foi pena que Sintra, que é ingrata para os seus amigos ter deixado fugir a oportunidade de ter aqui , o espólio de um homem que deixou tantas marcas , neste concelho. O mesmo tem acontecido com o Chalet da Condessa d´Edla, que com D.Fernando II nos deixou o Palácio da Pena e o seu Parque, e que desde 1999, se encontra em ruínas.

Um Rebanho em Sintra 1898, autor, Alfredo Keil óleo sobre tela 24,8 x 36,8 cm Museu do Chiado Lisboa

-Saber mais sobre Alfredo Keil-pressionar

Post relacionados:
-O Chalet de Alfredo Keil na Praia das Maçãs-pressionar
-Manifestação religiosa com inicio em Colares desde 1893-pressionar
--Vila Guida da Praia das Maçãs-pressionar
-O Éden de Colares-pressionar

domingo, junho 24, 2007

sábado, junho 23, 2007

Memórias Paroquiais de Sintra

Retomamos o tema das Memórias Paroquiais, interrogatórios feitos aos párocos, em 1758, por ordem Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Secretário de Estado do Reino do Rei D.José I, Conde de Oeiras e mais conhecido por Marquês de Pombal, sobre variados assuntos, desde a localização geográfica, número de habitantes, recursos agrícolas, e danos patrimoniais provocado pelo terramoto de 1755.

O extracto que publicamos hoje permite ter uma imagem da importância que os vários cursos de água, incluindo o Rio das Maçãs, tinha para a rega dos pomares de toda esta região de Colares em 1758.

Vista com a Vila de Sintra ao longe,da Quinta de D.João de Castro,Penha Verde do Duque do Cadaval,Quinta de Colares, etc. (gravura inglesa de 1795)-pressionar imagem para ampliar.

Memórias Paroquiais Da igreja Matris e Real Collegiada de Sam Martinho da Villa de Cintra.

(As ribeiras o rio das Maçãs , a agricultura e a caça na zona de Colares)

Os fruttos que pordûs esta terra, he Limaó azedo, Limaó doçe/ Limas,Larejas, e munto frutta de caroso, trigo, e çevada e milho.Nesta terra naó hâ rio nem ribeyra que corra todo / anno; porque a agoa nasce na fonte da Sardinha que fica de fregue /zia de Santa Maria; esta Sô o Imverno se ajunta com outra agoa que / vem do Lourel na ponte Redonda, e seguirá Sua corrente athe o rio das masçaes / onde entra o mar: também pello tarramoto Geral arrebentou grande abun / cia de agoa no sitio chamado da boisa, esta, e outra nasce pouco distante / se encaminhaó , e ajuntaó com as aguas antecedentes ao mesmo rio. No Veraó a Agoa da Sardinha toda se gasta em rregar os pomares que hâ desde o rio / do Porto athe a ribeyra, e da boisa serve pª. Regar os pomares de Collares.
.........
A cassa que hâ neste Sitio he Predizes, Coelhos, e Lepres mas he coutada de sua Magestade, por cuja Cauza ninguem cassa.
E he o que me offeresse responder aos Interrogatorios

Cintra 22 de Abril de 1758

O Prior Sebastiam Nunes Borges,
MP T.XI pags.2257 –2267


Post relacionados:
-Memória Paroquiais da Igreja Matriz de São Martinho da Vila Velha de Sintra-pressionar
-Memórias Paroquiais II-pressionar
-A lenda de Colares-pressionar

sexta-feira, junho 22, 2007

Desafio literário


O amigo José Matias do blogue Trans-atlântico indicou-me para um desafio literário ,que consiste em em indicar 5 livros que tenham sido referências de alguma forma e ainda, qual ou quais estão em leitura actual.

Havendo muitos livros que para mim são grandes referências , o desafio parece-me de grande dificuldade.Depois de algum tempo de reflexão a olhar para a estante, escolhi estes que me tem acompanhado, ao longo do meu percurso, e que ainda hoje continuam a ser uma grande companhia.

Os meus livros de estimação:

Praça da Canção- Manuel Alegre
Contos do Gin-Tónico-/Novos Contos do Gin-Tonic-Mário Henrique Leiria
Poemas –Bertolt Brecht
O Triunfo dos Porcos –George Orwell
O valente soldado Chveik-Jaroslav Hasek


As últimas leituras:

Um cão como nós –Manuel Alegre
Os poemas da minha vida-Mário Soares
A Guerra em directo-Carlos Fino
Aquilo que nunca se pode esquecer-Luciano Alvarez
Os dias da Unamet-Hernâni Carvalho


Como aconteceu em anteriores nomeações, pedindo desculpa de eventualmente estar a ser injusto por quebrar esta cadeia, não irei nomear ninguém.Mais uma vez o obrigado ao José Matias pela nomeação.




quinta-feira, junho 21, 2007

Ser solidário


Portugal Profundo

José Sócrates apresentou uma queixa-crime contra o blogger António Balbino Caldeira devido ao conjunto de textos que este professor de Alcobaça escreveu sobre a sua licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente (UnI), apurou o Expresso junto de fonte próxima do processo. Está assim explicado o facto de o autor do blogue 'doportugalprofundo.blogspot.com' ser ouvido no mesmo dia no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de manhã como arguido e à tarde como testemunha.
No Expresso on-line

"Acabo de ser convocado para prestar declarações como arguido no âmbito de inquérito judicial relativo ao assunto do percurso académico (e utilização do título de engenheiro) de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa - além de outra convocação para depoimento como testemunha noutro inquérito relativo ao mesmo Dossier Sócrates. Desconheço o(s) crime(s) de que sou arguido - tendo sido eu que investiguei e publiquei este Dossier, depois desenvolvido na blogosfera e nos media."
António Balbino Caldeira, no, Portugal Profundo


A indiferença

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso,
também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

Bertolt Brecht

Nota-Banner utilizado neste post, retirado do blogue Portugal Profundo

Novidades do Hospital da Misericórdia de Sintra

"Quatro anos depois do previsto, a Clínica da Santa Casa da Misericórdia de Sintra, situada no antigo Hospital da Vila, deverá abrir apenas depois do Verão. A garantia foi dada ao JC pelo provedor João Lacerda Tavares. Falta agora estabelecer um protocolo com a ARS para ser criada uma unidade básica de saúde. "
De uma notícia publicada no "Jornal digital.com" de ontem-aqui notícia integral.

-Curiosa coincidência , quando ontem tinhamos publicado um post que duvidávamos da rápida reabertura do Hospital de Misericórdia de Sintra.-aqui

Memórias do Hospital da Misericórdia da Vila velha de Sintra

Foto do Hospital e da farmácia anterior a 1940 , pois ainda não tinha a bomba de gasolina(Foto retirada das Obras de José Alfedo Azevedo)

"Contíguo à Praça ficava o Largo da Misericórdia, hoje alargado.
À igreja foi amputada toda a nave, ficando reduzida ao altar-mor, tendo sido reconstruída a frente tal como se encontra hoje, respeitando-se integralmente a traça anterior,este recuo do edifício foi acompanhado pela farmácia que, na data pertencia a Joaquim Henriques da Fonseca.
Para determinar a data das obras que modificaram a igreja e farmácia compulsei actas das sesões da Câmara, chegando a 1926 sem nada ter encontrado.Contudo, tais trabalhos podem situar-se à roda de 1930. pois no Arquivo da Câmara encontrei um livro de actas da Comissão de Iniciativas e Turismo e, nele datada de 30 de Abril de 1933, que refere ter sido deliberado pagar a José parente Rocha, empreiteiro da obra, já falecido(...) as contas de trabalhos efectuados na capela e «novo» edifício da Farmácia da Misericórdia."

Texto extraído das Obras de José Alfredo Azevedo-"Bairros de Sintra"

quarta-feira, junho 20, 2007

O caso da bomba de gasolina junto ao Hospital da Misericórdia de Sintra

Existiu durante muitos anos, uma bomba da gasolina junto ao antigo Hospital da Misericórdia, na Vila Velha de Sintra. A localização dessa bomba de gasolina,decorria o ano de 1940 não foi pacífica, o Provedor da Misericórdia na altura Capitão Américo dos Santos, contestou, junto do Governador civil de Lisboa, através de oficio, em 20/02/1940 , pedindo a paralisação das obras de instalação da referida bomba de gasolina com a sensata justificação de queestando muito próximo do Hospital, e parecendo-me que tal facto pode vir a originar prejuízos incalculáveis para esta Santa Casa e até perigo iminente para os doentes hospitalizados”,simultaneamente para o protesto se tornar público, chamou o jornalista para que fizesse “eco, no seu jornal de Sintra, desta triste resolução”.o jornalista transcreve em discurso directo o que aconteceu, neste curioso diálogo:

”-Oh homem! Já viu uma coisa assim? Andam a abrir um enorme fosso no coração da Vila velha, mesmo junto ao Hospital e farmácia da Misericórdia para instalação de uma bomba de gasolina!!!
-Mas...
-Mas é um contrasenso, meu amigo- atalhou o Capitão Américo. Não pode ser, pelo perigo moral e material que representa, levar-se por deante tamanha afronta.

E que eu na minha qualidade de provedor da Santa casa da Misericordia de Sintra, já tomei uma enérgica atitude contra o facto (o oficio).Mesmo não desejo ser vitima das criticas alheias a respeito deste caso, que não se pode admitir, por principio algum.”


O jornalista exclama –“Sr. Capitão: Certamente foram publicados editais nesse sentido.”

Mas o capitão replica que “É provável mas eu não sou obrigado a ler todos os jornais. E se isso aconteceu passou pela malha. Seja, no entanto, como for, eu não me posso conformar com tal bomba,naquele sitio.”

Local onde se encontrava a bomba de gasolina da Vila Velha

Apesar destes oficiais protestos a bomba da gasolina lá ficou durante muitos anos , talvez mais de 50 anos, entretanto o Hospital da Misericórdia fechou, e a bomba acabou e na altura que o Hospital reabrir neste século XXI,(?) já não terá aquela pouco ecológica e insegura companhia

-De uma notícia publicada no "Jornal de Sintra" de 25-02-1940

Nota:Foto antiga, retirada das Obras de José Alfredo Azevedo-V

terça-feira, junho 19, 2007

Sugestões para visitar a serra de Sintra

Guia do Viajante - Portugal-Espanha –Fugas , no Jornal Público


Percurso
Incursões românticas
.

Quem se contentar pela serra de Sintra, há um percurso rodoviário interessante, que permite passar por alguns dos locais imperdíveis deste “circulo encantado”.

O passeio pode começar por Sintra, com visita com uma visita histórica.A viagem segue depois pelo Parque da Pena (é obrigatório subir ao Palácio e ao vizinho castelo dos Mouros, ambos acessíveis por calçadas que partem de Sintra) e continua pelo Convento dos capuchos ( para “cavaquear um bocado com o Absoluto”, como diria Eça de Queirós) até ao alto da Peninha.Na descida, o percurso é feito por Pé da Serra, Colares- a viçosa Colares, cheia de fruteiras e quintas- e Monserrate, o histórico parque onde o palácio e os restantes elementos construídos são eles próprios peças exóticas no meio do exotismo natural.Se o desejo de descoberta for maior, então há mais uns quantos lugares incontornáveis: a aldeia de Ulgueira, muito limpa e bem recuperada, As pegadas de dinossauros da Praia Grande do Rodízio, as praias vizinhas da Adraga e das Maçãs, as dunas e arribas do Magoito, a alva e pitoresca Aldeia das Azenhas do Mar,que do alto do promontório desce a Arriba abaixo até quase ao mar e,por fim, o mítico Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. (...)

Extracto do texto, publicado no fascículo Nº15 –Sintra-Texto de Pedro Garcia


Castelo dos Mouros visto da Vila de velha de Sintra (Foto:PedroMacieira)




segunda-feira, junho 18, 2007

Conversas sobre o vinho de Colares nas Azenhas do Mar

Aconteceu no sábado , o primeiro encontro integrado no “Ciclo de Conversa & de Sabores “ no CEDCRAM, Centro Educativo, Desportivo, Cultural e Recreativo das Azenhas do Mar, local onde se encontrava até ontem uma exposição de artefactos, vinhos e alguma documentação relativa á produção do vinho de Colares, e da sua Região Demarcada de Colares.
As conversas iniciaram-se com uma dissertação sobre o tema do encontro pelos convidados João Rodil, e Graça Pedroso, passando pelo legado a Colares do Dr. Brandão de Vasconcelos ,médico e fundador do sindicato agrícola, e da Adega Regional de Colares, até ás práticas ligadas á produção do vinho ramisco, acompanhada por uma assistência atenta e conhecedora da cultura do vinho de Colares.De seguida passou-se a uma prova de vinhos produzidos nos terrenos arenosos desta região.


Esta exposição do Vinha e do Vinho, irá deslocar-se para Almoçageme, onde ficará durante algum tempo.

Esperamos que este embrião de um futuro Museu, encontre nos seu roteiro muitas vontades para reunir esforços para que esse projecto se realize. Uma instalação que iria dar projecção à região, e especialmente ao Vinho de Colares.


Post relacionado:De Museu a exposição itinerante-pressionar


domingo, junho 17, 2007

Aeroportos há muitos....

A aproximação ao aeroporto da Portela (Foto:PedroMacieira)

A questão do novo aeroporto tem colocado os portugueses a discutir qual o melhor local para construir o aeroporto que substituirá (ou não), o actual na Portela.

Uns defendem a Ota, (a 40 Km de Lisboa), outros acham que que na margem esquerda ( a tal do deserto) é que se está bem.Seja em Poceirão seja agora Alcochete.

Também existem os que defendem a continuação do aeroporto na Portela, juntamente com outro aeroporto de apoio, (Portela+1).É o caso da posição da autarquia Sintrense,em que em moção aprovada em Assembleia Municipal em Dezembro de 2005 a Coligação que apoia Fernando Seara,defendeu a utilização do aeródromo da Base Aérea militar (Granja do Marquês) como estrutura complementar ao Aeroporto da Portela.

A Assembleia Municipal concordou na sua maioria com a proposta apresentada, com a abstenção do socialista António Barbosa.

A Pista da Granja do Marquês (Foto Google Earth)

O vereador socialista João Soares, tem uma opinião divergente: não concorda com a utilização da Granja do Marquês para aviões civis, e em entrevista ao Jornal digital Alvor de Sintra 17 de Abril de 2006 , diz que,“ há também ali problemas que tem a ver com as acessibilidades, enquanto não tivermos acessibilidades capazes, não faz sentido falarmos da Granja do Marquês como uma alternativa da Portela".E adianta que "Os aviões de baixo custo estão na Portela e estão bem na Portela”.

Estando Sintra a participar nesta discussão que parece não ter fim, avançamos com algumas informações sobre o “aeroporto” de Sintrense.

Base Aérea de Sintra Nº1
As origens da Base Aérea de Sintra remontam a 1914, após promulgação pelo Presidente da República, Manuel de Arriaga, a 14 de Maio, da lei que cria a Escola Militar de Aviação, com base em estudos efectuados pelo Aero Club de Portugal. Esta escola, inicialmente construída em 1915 em Vila Nova da Rainha, foi transferida para a Granja do Marquês, em 05 de Fevereiro de 1920.
Posteriormente, em 1928, viu o seu nome alterado para Escola Militar de Aeronáutica, até à sua extinção em Outubro de 1939, altura em que passou a designar-se por Base Aérea nº 1.

Outras valências da pista da Granja do Marquês

Foto antiga de uma prova, na pista da Granja do Marquês(Foto:ACP)

Quase quarenta anos depois da primeira prova de velocidade organizada na base aérea da Granja do Marquês (Sintra), o Automóvel Clube de Portugal fez regressar os carros de competição a este circuito histórico.Numa organização conjunta com a FPAK e da ACDME (Associação de Comissários de Desportos Motorizados do Estoril), o evento – que decorrerá este fim de semana (dia 16 e 17 de Junho)– vai ter um programa repleto de provas para os mais diversos tipos de automóveis.

-Saber mais sobre a Base Aérea da Granja do Marquês-pressionar
-Saber mais sobre as provas automobilisticas deste fim de semana na Granja do Marquês-aqui
-Noticía do Jornal "Alvor de Sintra" sobre a moção da Granja do Marquês-pressionar

sábado, junho 16, 2007

Memórias Paroquiais II

Aproveitando o excelente retrato da sociedade portuguesa de 1758, que as Memórias Paroquiais possibilitam, divulgamos hoje mais uns excertos das respostas aos “interrogatórios” que o Marquês de Pombal colocou aos párocos de então, uma forma de obter informações sobre a população o seu modo de vida e as consequências que o grande terramoto de Lisboa de 1755 teria provocado na região.


Memórias Paroquiais da Região de Colares

Resposta da Freguezia de Sancta Maria de Cintra âos interrogatórios incluzos:
Esta Freguezia de Santa Maria Situada junto â Villa de Cintra, no Arrebalde da mesma Villa ; pertence ao Patriachado de Lisboa, cuja Villa hê da Comarqua de Alenquer, terra da Raynha Nossa Senhora, da Provincia da Extrema/dura.
Tem esta freguezia cento, e quatro vezinhos, que são fogos, ou familias em que se comprehendem trezentas e oitenta pessoas dentro em huá legoa de distancia pª a parte Nascente.
(...)
A esta Serra, chamada vulgarmente Serra de Cintra, os Mareantes lhes chamam Cabo da Roca; e os antiguos, Promontorio, ou Monte da Lua; corre desde o pé da Villa de Cascaes, athe á Rocha, que fica por sima da Villa de Collares, aôn/de vai fenecer em o Mar Occeano, â que os moradores destas terras chamam Rio das Maçans; terá de comprido a dita Serra tres Legoas, e de largo Legoa, e meya ; ficaó nas suas faldas situadas tres Villas Cascaes, Cintra, e Collares.
Tem varios regatos de agoa, e muitas hervas medicinaes, cuja virtude sô hê conhecida de quem o professa.

Rio das Maçãs/Ribeira de Colares
(...)
Hâ porem huma fonte chamada fonte da Sardinha, aonde junto de huma grande pedra, sahe hum grande olho de agoa , de que se servem os moleiros desta terra para moerem os trigos do povo; naó hâ memoria de que jâ mais secasse esta fonte. E de veram he esta agoa repartida, para benefeciar as fazendas, ou pumares de Caroço e espinho, que estam junto de sua Corrente pella Rybeira de Cintra, e pello uzo desta agoa pagaó os moleiros quarto a fedelissima Raynha Nossa Senhora.
Cintra 18 de Abril de 1758
O Prior Fran./co Antunes Monteiro

Post Relacionado:
-Memórias Paroquiais da Igreja Matriz de S.Martinho da Vila de Sintra-pressionar

-Fotos:PedroMacieira
-Memórias Paroquiais /Torre do Tombo

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sexta-feira, junho 15, 2007

Do Blogue

Os meus agradecimentos a todos que deixaram mensagens de felicitações e incentivo, pela passagem dos primeiros 365 dias deste blogue.

Também á Wicky do blogue
" Sol de Domingo” e ao Nuno Saraiva do blogue "Colares entre o Mar e a Serra" pela colocação em post, do vídeo do Rio das Maçãs.


-Rio das Maçãs, em dia de aniversário (vídeo)-aqui


quinta-feira, junho 14, 2007

Petição - Pela reposição do Património Natural junto ao IC19

Petição divulgada pelo Jornal Alvor de Sintra

O ansiado alargamento do IC 19 – como em relação à generalidade das obras públicas de construção de vias – tem gerado este acto de colisão entre a necessidade de construir e a consequente destruição do património natural.

Esta situação torna-se ainda mais visível à medida que esta via se aproxima de Sintra e que as arvores se atravessam à frente do progresso e em nome da mudança e da necessidade de responder a outras solicitações.

Mas, em nome do desenvolvimento e da protecção da natureza e do ambiente, pode e deve procurar que seja assegurado – antecipadamente – que, em vez de destruição, se promova a substituição, que em vez de estragar, se determine a salvaguarda, que ao invés de lamentar, se proponha manter ou melhorar a condição natural existente.
(extraído do texto da petição)

Petição - Pela reposição do Património Natural junto ao IC19


Assinar a petição-aqui






quarta-feira, junho 13, 2007

Memórias Paroquiais da Igreja Matriz de S.Martinho da Vila de Sintra

Em 2º plano a Igreja de S.Martinho na Vila Velha de Sintra(Foto:PedroMacieira)

As Memórias Paroquiais, feitas em 1758, por ordem de Marquês de Pombal, ( Secretário de Estado do Reino do Rei D.José I, de 1750 a 1777), eram inquéritos que nessa data eram feitos aos párocos sobre um extenso conjunto de informações das freguesias . Verdadeiros censos, e que possibilitam hoje conhecer melhor a forma como se vivia em Portugal nessa época.

O exemplo que apresentamos; a Memória Paroquial da Igreja matriz de S.Martinho , que se encontra na Torre do Tombo é um exemplo desses importantes testemunhos

Memórias Paroquiais 1758, Vol.11 nº331 a 2260 -Torre do Tombo

Resposta do pároco de S.Martinho da Vila de Sintra ao inquérito em 1758:

(Extractos)
Da Igreja Matris, e Real Collegiada/ de Sam Martinho da Villa de Cintra./

“Estâ esta freguezia situada na praça desta villa, que fica na Ábas da Serra;/ não pude descobrir a criação della, nem o Cartorio, se acha noticia alguma, he das / mais antigas pello que mostra da sua arquetatura; esta tinha Capela mor, / e seis Capellas, quatro dentro do Cozeyro (sic) que Sam, das Almas em que tem a Imagem / de Santo Andre, e da Outra parte Sam Liborio;outra de Senhora do Rozario / e defronte desta á de Nossa Senhora do Livramento(...)”


Consequências do Terramoto de 1755

Relativamente ao danos provocados pelo terramoto de 1755, refere o pároco “a Capella Mor tinha vinte e sinco de fundo e dezouto/ de largo; era dabobada,Esta pello teramoto geral de 1755 se arruinou de forma / que apena ficou algumas paredes, mas essas incapazes de poderem servir.” E mais á frente “Ficou esta Villa a mayor parte arruinada, mas ja se acha com m.tos Edefficios/redeficados.Na mesma praça se acha a caza da Mizericordia que exprime/tou a mesma Ruina que freguesia, mas esta se acha ja quasi Coberta.Esta /Santa Caza tem um Hospital em que se curaó os pobres;tem rendas suffi/cientes p.ª se reger.”

Também as Memórias Paroquiais de S.Martinho ,permitem saber o número de habitantes existentes na Vila de Sintra na altura :”Esta freguezia tem trezentos e nove vizinhos, e mil cento e outtenta, e tres pessoas.”.

Estas memórias são realmente verdadeiros retratos da forma como em 1758, se vivia em Portugal, e neste caso em Sintra em particular. As Memórias Paroquiais dão-nos um conjunto de informações que nos obriga a reflectir no percurso feito por este país nos últimos 249 anos.


Igreja de S.Martinho
-De origem românica provalvelmente da segunda metade do séc.XII, foi substituída no reinado de D.Dinis (sec.XIII) por um templo gótico, como confirma a lápide de Margarida Fernandes (1334).Sofreu pequenos melhoramentos durante a Renascença e o Manuelismo.Sériamente danificada pelo terramoto de 1755, foi reconstruída, mantendo hoje a traça setecentista.

terça-feira, junho 12, 2007

Teatro Infantil no Auditório Olga Cadaval


Associação Cultural teatromosca

Os Músicos de Bremen

A partir de conto homónimo dos Irmãos Grimm
A história dos insubmissos burro, galo, cão e gato que, abandonados pelos seus donos, resolveram tentar a sua sorte em Bremen, vila onde, conta-se, os músicos são bem recebidos. No caminho encontram, todavia, uma quadrilha de ladrões que, passe-se a expressão, lhes vão dar água pela barba. A leitura encenada deste conto dos Irmãos Grimm será feita por três actores acompanhados por quatro jovens músicos convidados.

16 Junho Sábado (Público em Geral) 16h

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Direcção, interpretação/ leitura Pedro Alves, Filipe Araújo e Paulo Campos dos Reis Participação especial 4 jovens alunos do Conservatório de Música de Sintra Ilustrações Alex Gozblau Fotografia António Rodrigues Produção executiva Pedro Alves (teatromosca) Co-produção teatromosca e Centro Cultural Olga Cadaval Apoios Câmara Municipal de Sintra, Junta de Freguesia de S. Pedro de Penaferrim, Junta de Freguesia de Santa Maria e S. Miguel, El Corte Inglés, Sport Zone , Conservatório de Música de Sintra e Foreva

Classificação etária maiores de 6 anos
Duração aproximada 45 minutos
Bilhetes 7,5 € / 5 € [menores de 12 anos e maiores de 65 anos]
Te.: [351] 91 461 69 49
Reservas
Ticketline (707 234 234 - http://www.ticketline.pt/)Centro Cultural Olga Cadaval 21 910 71 10

-Blogue do Teatromosca-pressionar

segunda-feira, junho 11, 2007

De Museu a Exposição itinerante!

Com alguma “pompa e circunstância” foi anunciado a “Inauguração do Museu da Vinha e do Vinho da Região Demarcada de Colares”, nos dias 13 e 14 de Abril deste ano. Este Museu estaria localizado no CEDCRAM, das Azenhas do Mar.

Folheto apelativo e gráficamente bem concebido dava a entender a um potencial visitante, que estávamos perante acontecimento importante, pois a criação de um Museu, exige um planeamento, um espaço apropriado,uma recolha temática documental e neste caso uma colecção de artefactos, e vinhos.

A maioria dos meios de comunicação da Região,e diversos blogues, como o “Rio das Maçãs”deram o devido destaque ao acontecimento, criando expectativas de que o assunto era credivel.

Mas o dito “Museu” foi um flop,passou rápidamente a uma exposição sobre o Vinho de Colares em um fim de semana! (Não consegui durante as duas semanas seguintes , mesmo no local no CEDCRAM, ser informado das horas de abertura da dita exposição....desloquei-me ao local duas vezes! ).
Caricatura de Alberto Tota ,publicada no "Jornal de Sintra"em 25 de Julho de 1937
A polémica
Este acontecimento criou alguma polémica, especialmente na participação de comentários no blogue “Noticias da minha Freguesia”,criticando a ausência desta organização da Adega Regional de Colares. Por esse motivo contactado o Director Técnico da Adega Regional de Colares, Francisco Figueiredo sobre a opinião da Adega sobre o “Museu” foi-nos comunicado que “Que não é verdade que a Adega não tenha participado no Museu.Estive sempre em contacto com elementos do ICE no decorrer da preparação do museu. A adega participou Através da cedência de muitas peças que constituem o Museu “ e adianta que “A adega participou ainda na prova dos vinhos(...), quer através da oferta de vinhos (em conjunto com a Adega Beira Mar), quer pela minha presença no decorrer da prova.”
Também o Presidente da Adega Reginal de Colares ,Engº José Vicente Paulo considerou este assunto “muito complicado” remetendo as respostas para o seu comentário no BlogueNoticias da minha Freguesia”, em que declarava que esta iniciativa, tal como é dito no verso do respectivo folheto, é financiada por apoios Comunitários e Nacionais num projecto que se chama TEIAS e que envolve quatro Instituições, a saber: - Associação Portuguesa para Análise do Valor, Associação Olho Vivo, Câmara Municipal de Sintra e Instituto das Comunidades Educativas. O projecto tem várias vertentes, não apenas a do vinho, e a Adega Regional de Colares esteve presente nas primeiras reuniões de construção do mesmo, sempre representada por mim, tendo vindo a desistir desta candidatura por entender que o assunto não poderia vir a ser tratado com a dimensão e a dignidade que era merecedor, pois a verba a ele destinada (no conjunto das actividades projectadas) não chegaria, sequer, para elaborar o projecto museológico.” E a concluir “Penso que cumprimos, como sempre temos feito, em tudo o que foi solicitado, sem qualquer custo para a organização. Penso também que a isso se pode chamar colaboração e, por isso, merecia a Adega um lugar no verso do respectivo folheto.”

Adega Visconde de Salreu em Colares (Foto:PedroMacieira)
Isto tudo vem a propósito de um anunciado “Ciclo de Conversas & Sabores que irá acompanhar a exposição sobre "A Vinha e o Vinho da Região Demarcada de Colares", que foi inaugurada, há cerca de dois meses, nas instalações do Centro Educativo, Desportivo, Cultural e Recreativo das Azenhas do Mar, na Rua da Casarita, n.º I.”no dia 16 de Junho pelas 17 horas.
Esperando que o diferendo entre a organização do "Museu" e a Adega Regional venha a ser ultrapassado, permitindo que este projecto se consolide.Projecto que arrancou com boas intenções mas sem condições para se implantar como um verdadeiro Museu do vinho de Colares.
Assim todo o material exposto como não tem um espaço próprio vai andar de terra em terra. A partir de Junho, a exposição estará em Almoçageme, na Adega de Fernando Rilhas. Mais tarde terá como porto de abrigo a Escola de Galamares.

É necessário que rápidamente se encontre um local definitivo para a instalação deste Museu, que irá enriquecer culturalmente esta Região, promovendo a Região Demarcada do Vinho de Colares.
Encontrando-se actualmente a Adega Visconde de Salreu ,um edificio de prestigio, sem actividade, e com um espaço ideal para albergar esta iniciativa,- mesmo considerando que a CMS, tenha algum plano anterior para este espaço, deverá abdicar dele,pela importância deste projecto.Existindo agora as condições que este movimento criou para instalar em Colares, um núcleo cultural sem equivalência em qualquer outro projecto para aquele local.

Post relacionado:
-Museu da Vinha e do Vinho de Colares (BlogueRio das Maçãs)-pressionar
-Inauguração do Museu da Vinha e do Vinho da região demarcada de Colares(Blogue Noticias da minha freguesia)-pressionar

Nota:
-Notícia do novo evento sobre o Vinho e a Região Demarcada do Vinho de Colares -aqui

domingo, junho 10, 2007

Blogue em dia de aniversário.


Hoje este blogue, prefaz um ano de existência. Foi em 10 de Junho de 2006, que nasceu o “Rio das Maçãs”,com o objectivo de se juntar ás vozes que então já existiam na defesa e divulgação das coisas e das gentes de Sintra.

O Rio das Maçãs tentou neste primeiro ano essencialmente dar a notícia, e tentar estar nos locais onde havia acontecimentos que mereciam destaque na nossa região.Tentou ser mais uma voz contra a invasão do betão, e estar com aqueles que defendem a preservação do património natural e monumental.

Este trabalho só foi possivel com enorme apoio que encontrei nos blogues da região, e em colaborações preciosas , que possibilitaram a publicação de interessantes documentos durante este primeiro ano da sua existência.Também os comentários deixados pelos muitos visitantes, que se transformaram em alento para continuar e tentar fazer melhor.

Para marcar a passagem deste primeiro aniversário, juntei em vídeo algumas das imagens que utilizei para ilustração dos 400 posts publicados, e que tiveram 31004 páginas vistas até hoje.

Obrigado a todos


sábado, junho 09, 2007

Rampa da Pena, privada?

O Jornal Público de hoje dá voz a uma denúncia da Associação de Defesa do Património de Sintra (ADPS), pelo facto do troço da rampa da Pena que dá acesso ao Palácio (Estrada Nacional 247-3), ter uma placa que indica que a aquela estrada é privada!!!

A explicação do Parque de Sintra Monte da Lua que o jornal transcreve é que “a placa visa apenas controlar a venda ambulante e não se destina a condicionar a circulação automóvel na serra.” , explicação assaz curiosa , para transformar uma estrada nacional em estrada privada.

Lembramos , o facto do Palácio da Pena ter passado recentemente para a tutela do PSML, e este acontecimento não augura nada de bom no futuro do Parque da Pena quando a primeira medida conhecida desta nova "tutela"é de cariz completamente ilegal.

Aguardemos que a autarquia reponha rápidamente a legalidade naquele território.

sexta-feira, junho 08, 2007

Pardais ao pequeno almoço (Continuação)

A minha singela homenagem a Alfred Hitchcock, o mestre do suspense

Disposto a tomar um calmo e reconfortante pequeno almoço ,vi-me armado em "Hitchcock", de trazer por casa, quando um bando de gordos pardais,( mas ainda esfomeados) me assaltou a mesa com o fito de tomarem comigo a refeição matinal.
A dois dias deste blog fazer um ano na blogosfera, o fugir ao tema Sintra, fica justificado.


-Saber mais sobre "Os pássaros"-pressionar