sexta-feira, maio 26, 2017

Postal de Colares

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A Villa Costa, o chalet de José Inácio Costa

José Inácio Costa
Natural de Colares , foi criado no seio de modesta familia e, ainda jovem fixou-se em Lisboa onde aprendeu o oficío de latoeiro.Um dos proprietários da fábrica onde trabalhava, sem herdeiros ,afeiçoou-se ao moço e ,legou-lhe uma das suas industrias conserveiras, Inácio Costa soube gerir o seu património e diversificou a sua actividade, acumulando fortuna.Manteve, apesar de tudo, grande afeição à sua terra natal, tornando-se num dos maiores beneméritos da Vila de Colares, onde faleceu a 13 de Abril de 1896".(cfr ROCHA, 1997,10p.3)

O Chalet de José Inácio Costa construído em 1885 e que "constitui um exemplar arquitectónico muito interessante, com as sua janelas góticas e decoração vegetalista estilizada dos capitéis patentes nas janelas maineladas, cuja gramática recorda vagamente certo estilo revivalista.”
No "Colares" de Maria Teresa Caetano

Quase em frente à Vila Costa, duas Vivendas geminadas, Ema e Alda, mandadas construir por Inácio Costa para as sua duas netas e que hoje alojam a Farmácia e os Correios de Colares.

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Vivendas Ema e Alda

Sobre José Inácio Costa
"Collares, seu berço natal sua estância  favorita que sempre disse querer nela acabar os seus dias, deve-lhe inolvidaveis benefícios, José Inácio da Costa queria-lhe como um filho quer a uma mãe extremosa; pugnava pelo seu bem-estar, interessava-se com entusiasmo por tudo quando pudesse aumentar as belezas materiais e o prestígio moral.
Começando por embelezar  a entrada da Vila com uma magnífica vivenda de campo para si e um belo chalet para os seu filhos, continuou, dotando-a com sucessivos melhoramentos, entre os quais avulta o Eden-Hotel.
Construiu também duas belas casas para a sociedade Filarmónica e para o teatro. à sociedade musical prestou dedicado patrocínio, já abonado-lhe quantias para fardamentos, já doando-lhe várias ajudas monetárias para a sua manutenção.
Foi o iniciador do Montepío, tendo também dotado a corporação de bombeiros Voluntários com uma bela máquina para extinção de incêndios."
No Correio de Cintra de 19 de Abril de 1896 (quando do seu falecimento)


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