segunda-feira, novembro 20, 2017

Sobre a Quinta dos Lagos em Sintra (reedição)


Foto do  EngºFCMendes (1930), via M.Clara Gomes/FB Adoro Sintra

- A  Quinta dos Lagos em Sintra, tem tido neste blog várias referências ao longo do tempo, a foto acima que não conhecíamos, permite hoje voltar ao tema.

(imagem maps.live.com) Quinta dos Lagos
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"(...) Uma torre muito alta evoca as das cidades medievais italianas, com um relógio de torre e sineira nórdica. Como contribuição portuguesa, painéis de azulejos azuis e brancos e conchas barrocas acompanham dois episódios da vida de Santa Amália, primeiro coroada e segurando na mão uma cruz e um livro, e depois flutuando sobre um peixe. Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, esse jardim é pontuado por lagos que dão nome à quinta. O pintor J. Pinto ornamentou o mirante medieval."

*Texto de "Quintas e palácios nos arredores de Lisboa", de Anne de Stoop
"As duas torres feudais que ladeiam uma magnífica grade art nouveau anunciam desde a entrada do jardim o ecletismo da Quinta dos Lagos."*

Fotos da inauguração da casa de Fernando Formigal de Morais em 1909
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Fotos de Benoliel, publicadas na revista"Brasil- Portugal" nº255, de 1 de Setembro de 1909

A legenda da fotografia : "As novas construcções de Cintra, começam também a adquirir um certo caracter de elegancia.Damos hoje a photografia da casa do sr. Fernando Formigal de Moraes, recentemente construida na Variante da Estephania, cuja capella foi benzida a semana passada pelo sr. Arcebispo de Mytilene."(Fotos: Novaes, na "Ilustração Portuguesa" em 1909)
Publicámos diversos posts sobre Fernando Formigal de Morais. O palacete da Quinta dos Lagos,  foi mandado construir em 1907 - segundo projecto do Arq. Francisco Carlos Parente, pelo primeiro Presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 1910.
De um texto sobre a Quinta dos Lagos, publicada em “Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa “de Anne de Stoop editado pela livraria Civilização em 1986. transcrevemos:

“Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, este é pontuado por lagos que dão o nome à quinta e por pavilhões como um templozinho circular em ruínas ao gosto do séc. XVIII.”

“Na fachada da casa, vãos em asas de cesto, e de volta perfeita coexistem como uma «loggia» Renascença e uma torre muito alta, evocando as das cidades medievais italianas com relógio de torre sineira nórdica.”

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