terça-feira, abril 24, 2018

Porque amanhã é 25 de Abril

"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais os corporativos e o estado a que chegámos. Ora nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto."
Salgueiro Maia/ EPC de Santarém 24 de Abril de 1974

O cravo vermelho de Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro / Lisboa 25/04/2017

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen

 No 25 de Abril de 1974, ele esteve no Terreiro do Paço
EDUARDO GAGEIRO nasceu em Sacavém a 16 de Fevereiro de 1935. Empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém de 1947 a 1957, conviveu diariamente com pintores, escultores e operários fabris, que o influenciam na sua decisão de fazer fotojornalismo.

Com 12 anos publica no Diário de Notícias, com honras de primeira página, a sua primeira fotografia.

Começa a sua actividade de repórter fotográfico no Diário Ilustrado em 1957.

Foi fotógrafo do Diário Ilustrado, O Século Ilustrado, Eva, Almanaque, Match Magazine, editor da revista Sábado, Associated Press (Portugal), Companhia Nacional de Bailado, da Assembleia da República e da Presidência da República. Trabalhou, nomeadamente, para a Deustche Gramophone - Alemanha, Yamaha - Japão e para a Cartier. Actualmente é freelancer.
Da sua bibliografia
 http://eduardogageiro.com/pages/biografia/

3 comentários:

Anónimo disse...

É triste... mas as palavras de Salgueiro Maia poderiam ser ditas hoje!!!

Graça Sampaio disse...

Grande Salgueiro Maia!!!

(parece-me que o anónimo das 5.54 da tarde não viveu o 24 de abril, ou então já se esqueceu... :(

Anónimo disse...

Caríssima Senhora por ter vivido e por viver no "terreno" as situações dos mais desfavorecidos, saber o que se vive nas Escolas e na Saúde, é que lamento o estado "a que isto chegou", e digo que as palavras do Grande Salgueiro Maia poderiam ser ditas hoje"o estado a que isto chegou". O tempo passou mas continuam as desigualdades, os "Chicos Espertos" e o dinheiro para "os mesmos" e não para a Saúde, a Educação e os que mais necessitam... Claro que muito mudou... mas existe uma "escravidão encapuçada"... existe pouca consciência do exercício de cidadania... e se calhar isso interessa ao poder económico...
e contra esse a luta é difícil ou impossível...