quarta-feira, dezembro 24, 2008

Blogue vai de férias!

O Rio das Maçãs não vai ter actualizações até ao início do próximo ano.Deixamos para quem queira “visitar” Sintra, o acesso ao Canal Youtube do Rio das Maçãs, onde se encontram todos os vídeos publicados durante estes três anos de existência do blogue.
Canal YouTube Rio das Maçãs -aqui

terça-feira, dezembro 23, 2008

A iluminação da Várzea de Colares em Dezembro

Em Colares como já é tradicional nesta quadra, as iluminações natalícias dão uma luz ambiente diferente e mais colorida às ruas da Várzea. Algumas montras dos poucos estabelecimentos comerciais neste local estão decoradas com grande cuidado.


segunda-feira, dezembro 22, 2008

Apontamentos sobre o Palácio de Monserrate

A revista “Occidente” de 30 de Abril de 1906 relatava um “Garden Party” em Monserrate, quando do XV Congresso de Medicina.
“Nada mais sumptuoso e bello que este palácio um monumento e um museu de arte onde se guardam verdadeiros primores e preciosidades, o que junto ao grande parque povoado de lindos jardins e colossal arvoredo das mais variadas espécies constitue uma dessas mansões encantadas de que nos falam as histórias maravilhosas.
Os srs. Viscondes recebiam os convidados á entrada do terraço que dá acesso para o palácio onde entravam em grupos de cem, sendo acompanhados na visita por sir Herbert Cook, filho dos srs.Viscondes.”
Foto maps.live.com

domingo, dezembro 21, 2008

Plano de pormenor da Praia das Maçãs em discussão pública

Termina no próximo dia 27 de Dezembro a discussão pública sobre a elaboração do plano de pormenor para a Praia das Maçãs. Podem até essa data os moradores e interessados nas questões do ordenamento e ambiente a produzir comentários e propostas.
“Praia de areia dourada e foz do rio que lhe dá o nome (conta-se que no Outono o rio transportava até ao areal muitas maçãs provenientes das quintas que atravessava) a povoação apenas começou a despontar nos finais do seculo XIX, quando o padre Matias del Campo, pároco de Colares, um habitante das Azenhas do Mar de nome Manuel Prego e o compositor e pintor Alfredo Keil, autor de A Portuguesa aí construiram as três primeiras casas.”

No "Sintra Guia" ed.CMS

sábado, dezembro 20, 2008

Apontamentos sobre o Vinho de Colares

O Jornal “Diário da Manhã” de 3 de Janeiro de 1933, publicava a seguinte nota na primeira página sobre o Vinho de Colares:

Ao de leve
Os números
São os seguintes os preços obtidos pela Adega Regional de Colares para a Colheita de 1931:
Chão rijo .......12$00 o almude
Branco...........17$00 » »
Chão de areia.21$00 » »
Perante estes resultados animadores que intensificaram a vida agricola na linda região. O Diário da Manhã orgulha-se do estímulo e da defesa da prestimosa iniciativa que foi a criação da Adega Regional.
Actualmente a Adega Regional de Colares tem 66 associados e um valor médio de vendas anuais de 100.000 Euros.
O vinho tinto de Colares é até hoje feito na Adega Regional de Colares de acordo com os técnicas tradicionais, sendo composto de cerca de 80% de uvas da casta "Ramisco" e 20% de outras castas, com predominância das castas "Molar" e "João Santarém".
(...)
A produção é muito escassa, não ultrapassando as 20 000 garrafas ano.
(...)
Quanto ao vinho branco, a casta é malvasia de "Colares", a qual dá origem a vinhos de cor citrina , aroma frutado e floral e gosto acídulo característico da mesma. Deve ser servido fresco. A produção média anual ronda as 15 000 garrafas, o que torna ainda mais escasso que o tinto.

Fonte :Site da Adega Regional de Colares

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Apontamentos Sintrenses II

Sintra-Estefânia no principios do Séc XX

Excerto de um texto publicado pela revista "Occidente" em 21 de Julho de 1885:

Cintra –Villa Estephania

A villa Estephania é uma recordação que a rainha do mesmo nome, esposa de D.Pedro V deixou da sua breve passagem por Portugal, onde viveu pouco, arrebatada pela morte prematura aos disvellos do seu querido esposo e á sympathia que em pouco tempo soube ganhar ao povo portuguez.

Cintra-villa Estephania 1885

Foi esta rainha que fundou a villa Estephania, situada á entrada de Cintra, d'onde dista menos de 1 kilometro, ou 24 kilometros ao norte de Lisboa.

D.Estephania indo por vezes a Cintra passar algum tempo no palacio real, dava repetidos passeios pelos arrabaldes da villa, e, vendo aquella grande extensão de matto, onde não havia uma barraca sequer, não obstante o sitio ter condições para ser habitado, nutriu a idéia de fundar alli uma pequena villa, dispondo para isso do mais que podesse do seu bolso,e, de accordo com o monarcha seu marido, tratou de pôr em pratica a sua idéia.


Principiou por mandar arrotear uma parte dos terrenos, abrindo uma extensa rua propria a edificar habitações. Lançou os alicerces de uma capella, e todas as obras proseguiam com grande incremento quando da morte da fundadora fez parar os trabalhos.D.Pedro V ainda continuou depois na mesma empreza, mas o pouco tempo que sobreviveu a sua esposa não lhe permittiu o adiantar muito mais a fundação da pequena villa, a que deu o nome Estephania.(...)

*Ortografia e pontuação conforme o original

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Luzes de Sintra em Dezembro

“Cintra com todas as suas belezas naturaes e artisticas, está de tal fórma cantada e descripta, em todos os tons e com todas as côres, desde o que ha de mais sublime na poesia, até ao que ha de mais na rhetorica

Na revista "Occidente" de 1 de Agosto de 1879

*Ortografia e pontuação conforme original




Nota:Escultura da primeira foto da autoria de João Mendes

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A antiga Escola Primária Oficial de Colares

A antiga Escola Primária Oficial de Colares, projecto do arquitecto Adães Bermudes, de 1898, foi erigida nos primeiros anos do século XX, num terreno doado para o efeito pelo Visconde de Monserrate, em 1903 conforme lápide existente no local.

«As escolas projectadas por Adães Bermudes ficaram conhecidas por “gaiolas de grilos”, fundamentalmente por defender maior amplitude de espaços e a redução do número de alunos por turma.» No caso da escola de Colares ela tem só uma sala de aulas, houve internamente “uma valorização da habitação do professor, compreendendo a sala de jantar e cozinha, ambas situadas no rés-do-chão, e os quartos do primeiro andar em contraponto com a falta de ambientes especializados para a diversificação de actividades pedagógicas, estando estas centradas na sala de aula.”


No exterior, “Bermudes opta por fazer uso de elementos de cerâmica nos vãos de janela e portas, por forma a dar alguma dinamização à fachada - diga-se algo modesta dados os rigorosos limites financeiros impostos para a consecução do projecto – recorrendo ainda ao campanário.”

Hoje o espaço da antiga Escola Primária, está ocupada por uma Associação de Escoteiros.

*Fonte utilizada: "Sintra Escolas e Memória" ed. Sta.Casa daMisericórdia de Sintra

terça-feira, dezembro 16, 2008

Apontamentos Sintrenses

Em 20 de Junho de 1906, a Revista “Occidente”publicava um artigo sobre novos edifícios em Sintra:

Os novos Paços do Concelho de Cintra

A encantadora villa de Cintra, cantada pelo bucólico Byron que mais a celebrou em seu poema e d´ella levou fama ao mundo civilisado,também, parece lhe chegou a hora de engrandecer seus encantos naturaes, com aquelles que a arte fornece, completando assim a obra da naturesa e dos homens.

Uma vereação mais intelligente e illustrada á frente da qual se encontra, o sr. Dr. Virgilio Horta, entendeu muito bem, acabar com uns vergonhosos pardieiros que Cintra exibia em desolador espectaculo, como são a Cadeia, o Matadouro, e os casebres onde se acommodam as repartições publicas, tomando a iniciativa de proceder a novas edificações para aqueles fins. Ao distinto architeto sr. Adães Bermudes, incumbio aquella vereação de fazer os projectos para os novos edificios(...)


*Ortografia e pontuação conforme original de 1906
O edifício da Cadeia da Comarca de Sintra, edificado junto á estação nos terrenos do antigo cemitério foi inaugurada no mesmo dia que o edifício da Câmara Municipal, antigos Paços do Concelho projectos do arquitecto Adães Bermudes, no dia 13 de Junho de 1909, durante as Festas da Primavera de Sintra.
Hoje a antiga Cadeia de Sintra é ocupado pela Associação dos Escoteiros de Portugal.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Dia de Festa no Mucifal

Decorreu durante a tarde de domingo no Largo da Capela no Mucifal, a inauguração do monumento de homenagem a José Fernandes Badajoz. Cerimónia emotiva, com uma grande participação popular e forte representação das forças vivas do Concelho.
O esperado momento do descerrar do busto do “Poeta Cavador”
José Fernandes Badajoz continua bem vivo na memória das pessoas
A Banda da União Mucifalense executou algumas composições do “Poeta Cavador”, provocando lágrimas de emoção em muitos dos presentes.
O LP do "Poeta Cavador" gravado em 1984, também esteve presente no Largo da Capela

domingo, dezembro 14, 2008

Neblinas de Sintra

Serra de Sintra, em ti se iam pousando
Os olhos dos mareantes que abalavam,
E só por fim ao longe adivinhavam
A pátria entre neblinas ondeando.

Afonso Lopes Vieira
Ilhas da Bruma

sábado, dezembro 13, 2008

José Fernandes Badajoz II

José Fernandes Badajoz

Carta sem Resposta

Esta é uma carta de familia – da minha (da tua), Zé Fernandes: da familia Medina que tanto te amava.Aqui estamos todos contigo, em escassa meia-dúzia de flores de memória.Comigo, algumas das tuas pautas de música e poesia; contigo, lá no céu dos anjos; sofridos mas descansados, a minha mãe, o pai Medina o meu irmão António.No silêncio da tua ausência fisica, a tua enxada faz concerto nas terras do ramisco e as aves passarinham nas manhãs vegetalizadas dos teus olhos de poeta cavador – continuas a frondear horizontes e a oferecer os teus préstimos à comunidade. O Mucifal e todo o concelho de Sintra enxergaram o teu saber – o saber das coisas ínfímas perfumadas de palavras e voos de ave. Vá, põe o teu boné à banda.Amigo, e até sempre.

Maria Almira Medina


*Texto "Carta sem Resposta" de Maria Almira Medina, publicado na Revista "Sintra Regional" Junho 2004

Post relacionado: José Fernandes Badajoz

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Saudades do eléctrico da Praia das Maçãs

O eléctrico agora já não passa aqui...

Em 10 de Julho de 1904 chegava o primeiro eléctrico à Praia das Maçãs, 104 anos depois o eléctrico tem grande parte da sua linha desactivada. A chegada dos eléctricos à Praia das Maçãs não acontece desde o princípio do ano.
Fazendo fé no que veio a público a empreitada para a recuperação da linha orçada em cerca de 1,5 milhões de euros, terá sido lançada em Setembro último, e as obras deverão começar no próximo ano.
No ano eleitoral 2009, o eléctrico será com certeza um óptimo “veículo” eleitoral e para aqueles que gostam dos eléctricos da Praia das Maçãs, será talvez uma pequena garantia que voltarão a vê-los passar...

Quando em 1909 os eléctricos chegavam à Praia das Maçãs
Alguns convidados apeando-se para a festa oferecida pela Senhora Duquesa de Palmela, na Praia das Maçãs, para festejar os anos do seu neto António, filho dos Srs. Marqueses do Faial

Foto publicada em 1 de Setembro de 1909, na revista "Brasil-Portugal"

quinta-feira, dezembro 11, 2008

José Fernandes Badajoz

A homenagem muito esperada pela população do Mucifal a um dos seus filhos mais ilustre; José Fernandes Badajoz o “Poeta Cavador” - vai concretizar-se com a inauguração do seu busto no Largo da Capela, no próximo domingo 14 pelas 15H00.

José Fernandes Badajoz, homem que optou por não deixar a sua terra e o seu campo pelos holofotes da fama, foi através de um convite de José Oliveira Cosme, produtor do programa de rádio “A vida é assim” ele próprio natural de Almoçageme, que o “Poeta Lavrador” do Mucifal actuou aos microfones do Rádio Clube Português, no seu programa “Emissões Recreativas”. A actuação segundo o jornal de Sintra, teve grande impacto," o que fez que durante cinco anos ali,quizenalmente José Fernandes Badajoz apresentasse as sua melodiosas canções."

Sintra Terra de Encantos
Poema e música de José Fernandes Badajoz (1949)

quarta-feira, dezembro 10, 2008

O "Cintra", o "Colares",o "Praia Grande" e o "Praia da Adraga"

Post actualizado aqui

Rebocador Praia da Adraga

Vários locais do litoral Sintrense banhado em toda a sua extensão pelo Oceano atlântico, tem sido utilizados para atribuir nomes a embarcações que ao longo do tempo tem prestado grandes serviços marítimos ao país - hoje lembramos quatro:

Rebocador Praia Grande

Os três rebocadores de alto-mar “CINTRA, PRAIA da ADRAGA e o PRAIA GRANDE” pertencentes à Sociedade Geral do Comércio, Indústria e Transportes, fizeram estação em Ponta Delgada, S.Miguel, Açores, nos anos 60. Os gémeos “PRAIA GRANDE” e “PRAIA da ADRAGA” foram construídos em Portugal, mais precisamente em Lisboa em 1951, no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa explorado pela CUF.O primeiro ainda existirá e estava à venda na Grécia...
Rebocador Cintra

O navio de classe C “Colares” de 1.300 toneladas terá sido construído no Quebec (Canadá)em 1945(?) E nos anos 60 foi vendido á empresa TRANSFRIO, para ser transformado em navio frigorífico.
O navio Colares

Fontes utilizadas para este post
Blogues:
Alerta 1143
Navios&Navegadores-Foto do reb.Cintra
Navios à Vista

Sites:
Navios Mercantes Portugueses-Fotos do P.Adraga,P.Grande,Colares
Bordo Livre

terça-feira, dezembro 09, 2008

Vinho de Colares

Berlim recebeu a Exposição de Vinhos Portugueses em 1888


De uma notícia da Revista "Occidente" de 11 de Dezembro de 1888:

Vinho de Colares, colheita de 1887 em Berlim


Banquete em Berlim- realizou-se na capital do império alemão o banquete oferecido pelos delegados portugueses aos seguinte cavalheiros: marquês de Penafiel, nosso ministro junto à Corte de Berlim, consul e vice consul de Portugal, e a todos os membros da comissão executiva da Exposição de vinhos portugueses em Berlim.

(...) O sr. Gellert leu uma inspirada poesia saudando Portugal.O sr. Visconde de Vilarinhos brindou pela imprensa alemã...
Até ao final do ano, a exposição “100 Anos da Região Demarcada de Colares – 1908/2008”, patente na Adega Visconde Salreu, em Colares

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Cintra de Almeida Garrett

Cisne branco do Lago do Parque da Pena

Cintra

Oh Cintra! Oh saudosissimo retiro,
Onde se esquecem maguas, onde folga
De se olvidar no seio a natureza
Pensamento que embala adormecido
O sussurro das folhas c’o murmurio
Das despenhadas lymphas misturado;
Quem descançado á fresca sombra tua
Sonhou senão venturas? Quem sentado
No musgo de tuas rocas encarpadas,
Espairecendo os olhos satisfeitos
Por céos por mares, por montanhas, prados,
Por quanto ha ahi mais bello no universo,
Não sentiu arroubar-se-lhe a existencia,
Pousar-lhe o coração suavemente
Sobre esquecidas penas, amarguras
Ancias, lavor da vida? - oh grutas frias,
Oh gemedoras fontes, oh suspiros
De namoradas selvas,brandas veigas,
Verdes outeiros, gingantescas serras!
Não vos verei eu mais delicias d’alma?
Troncos onde eu cortei queridos nomes
D’amizade, e d’amor não hei-de um dia
Perguntar-vos por elles? Soletrando
Não lerei pela arvores crescidas
Os caracteres que, em tenrinhas plantas
Pelas verdes cortiças lh’entalhára?

Almeida Garrett
*ortografia e pontuação conforme texto original de 1912

domingo, dezembro 07, 2008

Teatro infantil na Quinta da Regaleira


«É que há fadas e duendes escondidos em Sintra… Obedecem aos reis da floresta, Oberon e Titânia… Eles andam zangados por causa de um pedacinho de Lua… Puck, o duende traquinas, não vai ter tempo para descansar! Com as suas magias tem de consertar (e desconsertar!) as vidas de todos. Ainda por cima três artesãos de Sintra andam a preparar uma peça maluca sobre uma princesa moura dos seteais, que querem oferecer na noite de casamento dos Reis de Sintra. Será que vão conseguir ter tudo ensaiado a tempo?Isto e muito mais são As Aventuras de Puck, o Duende! Um sonho!»

As Aventuras de Puck o Duende

numa adaptação livre da versão infantil de Hélia Correia de Sonho de Uma Noite de Verão de William Shakespeare

Quinta da Regaleira - Sintra Sábado: 16h | Domingo: 11h30 pelo Teatro TapaFuros

Encenação: Rui Mário; Adaptação: Hélia Correia/ Teatro TapaFuros

sábado, dezembro 06, 2008

Sintra em 1907

LIGA PROMOTORA DOS MELHORAMENTOS DE CINTRA

“Constituiu-se há pouco com este titulo uma sociedade cujo fim patriotico é promover os melhoramentos indispensaveis em Cintra, para que esta pittoresca estancia seja o que requer a sua prevelegiada e unica situação entre os mais bellos sitios da Europa.

(...) Não se trata da realização de melhoramento local, inspirado pellas bellezas sem par d'esse Eden, immortalizado por Byron no seu Child Harold, mas sim do começo de execução de um vasto plano tendente a valorisar economicamente o capital opulento, que a natureza com mão prodiga doou e que por um criminoso desleixo até agora temos votado ao mais completo desprezo.

(...) E no entretanto esses viajantes ao chegarem aqui encontra um sitio sem agua, sem luz, sem hoteis dignos d'este nome, mal servidos de comboios, sem um parque publico na terra dos mais famosos parques do mundo, sem um casino sem nenhum dos attractivos emfim, que fixando-os por alguns dias, os obrigariam a deixar aqui parte d'esse dinheiro, que por culpa nossa e nossa incuria, elles vão gastar em outras estações do continente

(...) É preciso que esta vergonha nacional cesse por interesse do paiz e para honra do nosso nome de gente civilisada.”

Terminava o articulista da Revista Brasil-Portugal de 16 de Outubro de 1907, considerando que “Patriotica é pois a iniciativa do grupo que fundou a Liga promotora dos melhoramentos de Cintra, e muito deve desde já o paiz em reconhecimento.”

Da "Liga Promotora dos Melhoramentos de Cintra" faziam parte o Conde Mesquitella, Conde de Caria,Dr. António A. De Carvalho Monteiro, Consiglieri Pedroso,Collares Pereira, Raul Lino entre outros.

Revista Brasil-Portugal ,Nº210 de 16 de Outubro de 1907

*ortografia e pontuação conforme texto original