terça-feira, maio 22, 2012

O desejo chamado Eléctrico

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 O eléctrico  da Praia das Maçãs é um elemento fundamental na paisagem desta região,  estando a aproximar-se o mês de Junho,  altura que normalmente o eléctrico começa a circular. No entanto deixa-nos preocupados verificar que os 200 metros de fio de cobre da catenária,  roubados  em Fevereiro deste ano, na recta  da Ribeira de Sintra continuam por reparar.

Estando o primeiro-ministro com o desejo de empobrecer o país, "custe o que custar" e sendo Fernando Seara um seu constante acompanhante - temos o receio que este desaparecimento do eléctrico em Sintra, seja a  prova que o autarca segue com convicção  os passos do seu chefe de partido, pondo em causa a imagem turística de Sintra.


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-O eléctrico da Praia das Maçãs cercado pela indiferença -Aqui

9 comentários:

Anónimo disse...

continuem a empregar mais ladrões de cobre e a alugar-lhes casa, assim, teremos electrico a pilhas...

Uma Mucifalense disse...

é muito triste ver o electrico desaparecer :(

Um Saloio disse...

Isto só vai lá com um
Levantamento Popular e por um verdadeiro Sintrense
aos comandos do nosso Concelho.

Bruno Santos disse...

Não acho o eléctrico uma grande "mais valia turística para Sintra". É caro e o seu percurso é, na sua maior parte paralelo ao da EN 247. Duvido que as suas receitas cubram os seus custos de manutenção. Pode não ser unânime mas é a minha opinião. Quanto ao primeiro ministro que tem "o desejo de empobrecer o país "custe o que custar"", só tenho pena de não ver aqui a mesma acutilância quando os primeiros ministros eram outros.

pedro macieira disse...

Agradeço os comentários e as visitas.
Caro Bruno Santos,
Não temos segundo transparece pelo seu comentário a mesma opinião sobre o que se passa em Sintra. Este blogue existe desde 2006 – Fernando Seara tomou posse pela primeira vez em Janeiro de 2001, como presidente da Câmara Municipal de Sintra,5 anos antes da existência do blogue, razão que ”acutilância” (participação civica) que diz existir no blogue, dificilmente poderia ter outro sentido, ou dirigido a outro responsável politico e de outra orientação partidária – portanto Sintra de hoje é fruto do trabalho autárquico,nos últimos 10 anos
liderado por duas forças partidárias o PSD e o CDS.

Quanto ao eléctrico de Sintra, que segundo a sua opinião não é rentável (?)como não será segundo o mesmo prisma, a Biblioteca Municipal, pois o acesso é gratuíto e tem custos de utilzação....
Não tendo essa opinião economicista do mundo que me rodeia, considero o eléctrico uma peça importante do património histórico de Sintra – a sua excelente conservação, e a identificação desse transporte pelas gentes do litoral sintrense, seria a razão suficiente para o considerar uma mais valia. O eléctrico de Sintra é um museu vivo e talvez único no mundo em extensão em circuito não urbano, motivo porque é muito procurado nas alturas do ano em que está em funcionamento.Também é utilizado pela população de Sintra, para ir para a Praia das Maçãs ou para matar saudades de uma viagem naquele transporte secular.
Eventualmente estará de acordo em se tornar mais pobre, e emigrar da sua terra, ou mesmo considerar também que o "desemprego é uma oportunidade para mudar de vida", - conceitos que não me passavam pela cabeça, ouvir alguma vez de um primeiro-ministro do meu país.
Cumprimentos

João A. disse...

Em 2011 resolvi voltar a experimentar ir de eléctrico de Sintra até à Praia das Maçãs.

Isto porque tive um dia de folga durante a semana e resolvi aproveitar a circunstância.

Posso dizer que, mesmo num dia de semana, a viagem fez-se com o eléctrico completamente CHEIO.

Ficaram pessoas para trás que não couberam.

Repito: era um dia de semana. Imagino como seria se fosse fim de semana ou feriado.

No regresso, eléctrico igualmente lotado.

Paguei dois euros de bilhete, creio, em cada sentido.

Claro que haverá sempre uns especialistas a achar que é insustentável, que é um fracasso, que mais vale fechar.

Pois.

Anónimo disse...

Pois...
Devem ser do mesmo grupo dos que acham que o SNS devia dar lucro e que as árvores "vulgares" se devem abater (entre muitas outras coisas)...
sintrense

Anónimo disse...

Estou de acordo com o que Um Saloio disse...

Anónimo disse...

Uma perda sem igual para sintra. É um marco da história de sintra sem igual.
Recordo com nostalgia os passeios que o meu bisavó me falava com uma clareza e convicção que me deixavam estarrecido. Recordo-me com especial atenção uma das viagens que me contará onde el rei de Portugal se encontrará. Ele era também um profundo admirador deste mesmo eléctrico.
Todos os anos faço questão de me dirigir a sintra para em família e na companhia de amigos realizar algumas viagens.

Faço votos de que em 2012 seja mais um ano que possa recordar para a posteridade.