quarta-feira, novembro 05, 2014

A fachada do Hotel Netto


Um pequeno apontamento em 3 episódios, sobre um antigo hotel de Sintra.

Episódio 1(A ultrapassagem)
No início de  2013, constou que a Parque de Sintra Monte da Lua (PSML), teria intenção de comprar o antigo Hotel Netto em Sintra. Abordando o assunto mais tarde, com um responsável da PSML – foi-me respondido que a proposta tinha sido feita, mas os acionistas não teriam aceitado.

No mês de Novembro de 2013, surgiu a notícia que a PSML, teria comprado o Hotel Netto, para instalar um Hostal.


No mesmo mês e após a   Assembleia Municipal  da CMS, foi deliberado utilizar o direito de preferência e comprar o Hotel Netto para  a instalação de um Hostal!!!

http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/11/o-estranho-caso-do-hotel-netto.html


Episódio 2 (A conformidade)
Notícia no "Diário de Notícias"
20 Dezembro 2013

"O Tribunal de Contas (TC) declarou a conformidade da aquisição das ruínas do Hotel Netto por parte do município de Sintra, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Basílio Horta.


O edifício do século XIX, adjacente ao Palácio Nacional no centro histórico da vila, que se encontra em ruínas e é conhecido por ter sido o local onde o escritor romancista Ferreira de Castro morou e escreveu parte da sua obra, será adquirido por 600 mil euros à cadeia de hotéis Tivoli.
A Câmara de Sintra exerceu o direito de preferência na aquisição do hotel, impedindo a intenção de aquisição da Parques de Sintra Monte da Lua, da qual é acionista.
De acordo com o presidente do município, Basílio Horta (PS), "a confirmação do Tribunal de Contas do processo de aquisição do Hotel Netto vai permitir à Câmara de Sintra adquirir este edifício degradado que se encontra no centro histórico da vila, e assim iniciar mais uma etapa de requalificação de um dos pontos turísticos mais visitados no país".
"A aquisição do Hotel Netto revela que a Câmara Municipal vai assumir as suas responsabilidades na requalificação do centro histórico da vila de Sintra e em todo o concelho", disse o autarca à agência Lusa.
Basílio Horta acrescentou que o município pretende instalar um hostel naquele edifício.
A Câmara e a Assembleia Municipal aprovaram a aquisição do imóvel.
A declaração de conformidade é o ato em que se consubstancia juridicamente a fiscalização prévia do Tribunal de Contas, inserida nos seus poderes de controlo financeiro."
 
Episódio 3 (E a fachada?)
No Jornal da Região
"Basílio Horta reconhece que a recuperação do edifício está num impasse pelos seus elevados custos"

No Blog Sintra Deambulada, escreve João Rodil:
Outubro 28 de Outubro 2014

 "A Câmara adquiriu o Hotel Netto e agora diz-se que o problema é o dinheiro que custa manter a sua fachada! Mas poderia ser de modo diferente? Não se sabia, de um saber obrigatório, que a fachada era para manter? É a Câmara que deve obrigar a manter todas as fachadas e, obviamente, obrigar-se a si própria. (...)"

http://www.sintradeambulada.blogspot.pt/2014/10/nem-tudo-sao-rosas-no-paraiso-ou-10.HTML

3 comentários:

Graça Sampaio disse...

Que bom! Já é um princípio. Ate faz doer o coração ver esse edifício tão emblemático em ruínas!!

Carlos José dos Santos disse...

Nesta terra tudo emperra. Nunca se vê uma coisa fluir, é tudo muito gemido, muito chorado, com muito sacrifício.
Vejam-se os caso do Hotel Tivoli, anos para acabar, a antiga pensão Bristol, idem, e outras que estão para começar há anos e sabe-se lá se algum dia serão feitas. Vai tudo para junto do processo do famigerado teleférico, que sempre se ouviu falar ainda antes do século XX, nunca passou disso mesmo um processo, mas só na intenção. Não passaria pela cabeça de ninguém que não era para manter a traça inicial, se a Câmara e o seu gabinete de urbanismo obriga os particulares a manter as traças originais do Centro Histórico porque carga de àgua com eles ia ser diferente.

Carlos José dos Santos disse...

Na sequência do meu comentário anterior, tive hoje uma notícia que reforça tudo o que eu disse anteriormente, em que tudo em Sintra é tirado a ferros, e quando alguém quer fazer alguma coisa vêm logo os alegados defensores e amigos da terra, que só defendem o que lhes interessa bradar aos céus.
Então é o seguinte:
Moro em São Pedro como o Pedro Macieira sabe, a viúva do Sr. José Lopes, antigo dono do Restaurante dos Arcos, fez um negócio com alguém (que não conheço, nem sei quem é), para a parte da quinta que era alugada para hospedaria, passar a ser um hotel com nova gerência, essa gente chegou, habilitou-se junto das autoridades com as devidas liçenças, iniciou obras, eis senão quando vieram os ditos zeladores, gritar aos céus que estavam a fazer buracos e que aquilo havia sido há muitos séculos um cemitério, a obra está embargada, estão gastos já uns bons milhares de Euros, e a unidade hoteleira que era para abrir já este ano, vai ficar para as calendas gregas.
Sintra no seu melhor.
Quem fez isto está-se nas tintas para os cemitérios, ou para algo de arqueologia que lá estivesse, houve sim uma grande dose de maldade, e vingança neste procedimento.