terça-feira, junho 23, 2015

Restaurante do Grego na Praia das Maçãs


Restaurante Flôr da Praia de Júlio Grego

  José Malhoa. «O Caminho do Grego (Praia das Maçãs)», 1922. Óleo sobre tela, 23x32. Colecção particular.

 



O Restaurante do Grego na Praia das Maçãs

"O semanário Correio de Sintra, de  2 de Abril de 1899, noticiava:

" sr, Júlio Grego, laborioso e activo proprietário do novo Restaurante Flôr da Praia das Maçãs, instalado  na casa que pertence ao nosso amigo Sr. Matias del  Campo, vai dotá-lo com novos melhoramentos e já concluiu uns frescos e aprazíveis caramanchões, donde  se disfruta vista sobre o mar. Já um mês antes desta notícia se anunciava que o estabelecimento do Grego tinha bons terraços, abrigo para carros e gado, aceio e boa cozinha."

Também José Alfredo da Costa Azevedo, relata nas suas obras aspectos do restaurante do Grego:
"Foi neste restaurante que se serviu o primeiro banquete que houve na Praia das Maçãs - um almoço de homenagem ao Visconde de Tojal, João Vicente de Oliveira, moço fidalgo que residiu em S.Pedro de Sintra e faleceu em Lisboa com 74 anos, em 16 de Maio de 1939. Entre os muitos convivas, estavam elementos da família Cabournac, ainda hoje muito considerada em Sintra, e o nosso famoso padre Antóonio  Matias del Campo.
O interior da esplanada do Grego, debruçada sobre a praia, plena  de mesas sempre cheia de clientes , foi motivo  para uma tela do grande pintor José Malhoa."
 
José Malhoa. «À Beira-Mar (Praia das Maçãs)», c.1926.Óleo s/ madeira, 69x87. MNAC-MChiado, inv.584, pintado no Restaurante Flôr da Praia,  e cujo cenário é o mesmo da foto da filha de Júlio Grego, o que não deixa qualquer dúvida do local onde José Malhoa pintou este óleo s/ madeira, que se encontra exposto no Museu do Chiado

 
 
Foto de Elisa de Jesus Grego, no restaurante onde José Malhoa pintou o quadro a óleo sobre madeira.(publicada na Ilustração Portuguesa nº340 de 26 de Agosto de 1912).
 

Actualmente, o que resta do restaurante Flôr da Praia (foto de 2014)

5 comentários:

LBG disse...

Ah! e já agora, sobre «Á Beira-Mar». Não repita, por favor, o erro comum e recorrente de datar a pintura de 1918!?
Esta tábua, belíssima, foi mostrada na exposição da SNBA de 1926 e então logo vendida ao Museu de Arte Contemporânea - disto não há dúvida alguma! E não é crível que tão importante e valiosa obra andasse de “Herodes para Pilatos”, meia dúzia de anos, “ao Deus dará”… Confundem-na erradamente com outra das muitas «Praia(s) das Maçãs» que Malhoa apresentou anteriormente – é o que é. Mas mal.
Assim, e nisto não estarei sozinho, o justo será datar a coisa de «c.1926» - o ano em que há notícia certa de ter sido pela primeira vez exposta e comentada na imprensa.
LBG

pedro macieira disse...

Reparo muito bem aceite:
"Esta tábua, belíssima, foi mostrada na exposição da SNBA de 1926 e então logo vendida ao Museu de Arte Contemporânea - disto não há dúvida alguma! E não é crível que tão importante e valiosa obra andasse de “Herodes para Pilatos”, meia dúzia de anos, “ao Deus dará”… Confundem-na erradamente com outra das muitas «Praia(s) das Maçãs» que Malhoa apresentou anteriormente". Luís Borges da Gama

Abraço
Pedro Macieira

António disse...


É curioso que esta casa também tenha pertencido a Matias del Campo. Desconhecia.

Obrigado, Pedro!







Inês Garcia disse...

Boa tarde,

Não sei se a minha mensagem anterior ficou visível. Em todo o caso volto a repetir: tem alguma informação sobre o "casal das três Marias"? gostaria de saber se existem fotos antigas ou outro tipo de informação relevante para além da famosa lenda que se conta.

Muito obrigada

pedro macieira disse...

Inês Garcia, tenho ideia que terei respondido ao comentário anterior. De facto além de fotos (minhas)do estado actual, não tenho mais in formações sobre o "casal das Três Marias", em que há uns anos foi reconstruído o telhado.
Cumprimentos