segunda-feira, julho 10, 2006

TABERNA DE MANUEL PREGO NA PRAIA DAS MAÇÃS



A Taberna de Manuel Prego


Referenciada como fazendo parte do primeiro aglomerado populacional da Praia das Maçãs, nessa altura denominada Villa Nova da Praia das Maçãs . O Chalet Villa Guida, a casa do sacerdote António Matias del Campo e a capelinha de Nossa Senhora da Praia construida por Alfredo Keil em 1889, a taberna de Manuel Prego é uma referência histórica muito interessante.

A casa construida pelo Manuel Dias Prego desapareceu há muitos anos, existindo hoje nesse local um edificio moderno com uma bela vista para a Praia,(rua Nossa senhora da Praia) que segundo conseguimos saber através de habitantes locais, que terá sido nesse local que José Malhoa, pintou em 1918 o famoso quadro “Praia das Maçãs”, que pode ser admirado, no Museu do Chiado, em Lisboa.

Segundo José Alfredo,"no local onde se encontrava a Taberna de Manuel Prego, foi construído o edifício onde funcionou o Hotel Royal, (...)" a meio da actual rua Nossa Senhora da Praia, acompanhando lateralmente o areal da Praia das Maçãs.

Existe uma fotografia em que uma tabuleta colocada por cima da porta da taberna de Manuel Prego que tem escrito, 1889, na mesma altura em que as construções da Villa Guida e casa do padre António Matias del Campo foram construidas.















Ainda segundo José Alfredo ,”o negócio do Prego progrediu a ponto de ocupar com mesas um terreno adjacente à taberna, cobrindo-o com um caramachão (nota PM, ver quadro de José Malhoa ,Praia das Maçãs), apresentando na Cãmara um pedido para o fechar. A Câmara em reunião de 1 de Fevereiro de 1899 reconhecendo que o terreno era municipal, indeferiu o pedido” mais tarde o o pedido foi deferido através de uma licença que Manuel Prego foi obrigado a requerer. Testemunhos ouvidos no local e também na obra de José Alfredo mencionam o facto de antes da construção da taberna em tijolo, Manuel Prego já teria uma construção (desenho de A.Neves de 1886) na Praia das maçãs onde desenvolveria o seu negócio.

O local onde foi construida a casa pelo padre António Matias del Campo. situa-se dentro de um pátio murado à beira da estrada, para as Azenhas do Mar, perto da Villa Guida e reconstruida com alguns traços do velho imóvel.

Transcrição do jornal "Correio de Sintra de 7 de Junho de 1896"

“Não há memória de nunca ter arribado à Praia das Maçãs (Colares) barco pequeno ou grande, com o mar manso ou bravo; pois arribou no dia 28 (Maio?) um barquito remado por uns intrépidos rapazes d’Arosa,soltando um em terra para fornecer-se dumas garrafitas de vinho em casa de Prego!”

Saber mais sobre José Alfredo da Costa Azevedo-pressionar aqui.

Fontes:Entrevistas no local

-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo-III-"litoral e Planicie saloia". edição CMS.1977

Todas as fotografias foram reproduzidas , excepto a reprodução do quadro de José malhoa, do "Litoral e Planicie saloia" de José Alfredo da Costa Azevedo.

6 comentários:

Azenhas disse...

Já entendi e consigo visualizar onde era a taberna do manel Prego!

Obrigado pedro!

Um abraço,

pedro macieira disse...

O meu post de hoje, é mais esclarecedor, só o não coloquei ontem para não tornar demasiado pesado o tema.
Um abraço

Anónimo disse...

Quando puder fale tambem do Padre del Campo,um dos 2 primeiros moradores da Praia das Maçãs

pedro macieira disse...

Faz parte do meu plano de publicação um post sobre o Padre António Matias del Campo, para breve, pois terá sido segundo algumas fontes o primeiro morador da actual Praia das Maçãs.
Agradeço o comentário

Anónimo disse...

Falando em 1ºs habitantes da Praia das Maçãs, convém relembrar também a "Ti Mari Zé" - minha bisavó - e que faleceu com a provecta idade de 107 anos, tendo sido a 1ª pessoa a nascer na Praia das Maçãs no ano de 1891.

Anónimo disse...

Fez 5 anos que estive tambem lá, num desses restaurantes com a mesma fisionomia da obra do Malhoa.Era tarde e o almoço tranformou- se num lanche, come-mos uma açorda de marísco dentro de pão enorme, uma delicía...
Continuamos juntos, agora casados e quando contemplamos essa obra revemo-nos nela e dessa tarde. Alfredo Campos