sexta-feira, julho 14, 2006

ACESSIBILIDADES

(Foto:Pedro Macieira)

IC19 /Linha de Sintra

IC19 a estrada mais congestionada da Europa continua em obras, e os engarrafamentos diários a qualquer hora e em qualquer sentido, fazem perder a cabeça a quem tem de se deslocar para Lisboa , ou de Lisboa para Sintra diáriamente. Fernando Seara, Presidente da CMS, indignou-se muito com o seu primeiro-ministro na altura Durão Barroso, quando o Governo de então se lembrou de repôr as portagens na Crel, mas as portagens mantiveram-se e a indignação passou.......o IC19 piorou, e o ex-ministro foi tratar da sua vida para outro lado, enquanto os utilizadores do malfadado IC19. continuaram no pára arranca, até hoje.

A linha de Sintra é uma alternativa, e é reconhecido que o seu serviço tem melhorado bastante , nos ultimos anos. As obras do túnel do Rossio vieram de facto a piorar os acessos a Lisboa, esperemos que a sua conclusão não se prolongue no tempo e terminem antes do famigerado túnel das Amoreiras....

Más Noticias para utentes da Linha de Sintra

Ontem, a Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) queixou-se que a CP reduziu 20 por cento os 358 horários das ligações da CP.Sendo uma das principais ligações prejudicadas a ligação Sintra-Agualva/Cacém com uma diminuição anunciada de 50 por cento. O que não deixa de ser uma péssima noticia para todos que consideram que o transporte colectivo, é a verdadeira altenativa ao transporte pessoal e que para cidades,
a forma de combater os altos indices de poluição, e melhoraria da circulação rodoviária.

Inacessibilidades

Falando de acessibilidades não posso deixar de pensar no que se passa com a Estação de Sintra, que projecto de estação ferroviária ,( relativamente recente) é aquele que obriga os passageiro a percorrer duas longas gares para chegar á saida , ou para entrar no combóio após utilizar as bilheteiras. O que tem como consequência que os utilizadores menos frequentes ou idosos percam os combóios já dentro da estação, por impossibilidade fisica de chegar á 2ª ou 3ª linha , onde na maioria das vezes está a composição que pretendem apanhar.A Estação de Sintra deverá ser a única estação de combóios (recentemente construída) que não tem passagens aéreas, nem subterrâneas para o acesso às gares onde estacionam composições que os passageiros querem utilizar.Não é normal!

- Percurso obrigatório para sair ou entrar nos combóios estacionados nas linhas 2 ou 3.

Saber mais sobre noticia do "Alvor de Sintra.sobre alteração dos horários da CP:

6 comentários:

Anónimo disse...

O design da estação sempre foi assim e convenhamos que passagens aéreas na estação de Sintra não justifica e fica feio, na minha humilde opinião.

Para entrar no comboio o utente não tem que percorrer duas longas gares mas sim meia gare, porque razão quererão as pessoas ir para a carruagem mais distante do comboio?

pedro macieira disse...

O design da estação sempre foi assim ,nas antes das obras mais recentes existiam passadeiras de madeira sobre as linhas no acesso ás gares, não sendo passagens seguras,não se compreende que não fosse considerado uma nova solução quando foram feitas as obras de renovação da estação.De facto as pessoas que apanham o comboio poderão fazer o percurso de gare e meia quando entram na composição e quando saiem e encontram-se na ultima composição?

Anónimo disse...

É uma questão bem pertinente, é que quem não tem dificuldades de locomoção ou quem não tem que carregar com os filhos, com mochilas, chapéus de chuva etc, não se lembra que esse trajecto é realmente muito longo e se calhar poderia ser encurtado.

pedro macieira disse...

Esta questão do percurso a fazer para quem quer apanhar o combóio em Sintra,(ou sair das composições) e normalmente as composições encontram-se 2ªe 3ª linha, fez-me sempre grande confusão, pois existem por todo o mundo na área de transportes publicos soluções umas mais outras menos arrojadas para solucionar estas situações, existem as soluções já mencionadas no meus comentário anterior
existe a solução das passadeiras rolantes ,usada em grandes extenções que fazem as ligações entre zonas de acesso a transporte por esse mundo fora mesmo em Portugal, no Metro por exemplo.Sendo testemunha de pessoas a atravessar saltando por cima da linha de forma a encurtar o percurso, correndo todos os riscos dai inerentes, até pessoas que ficam a olhar para os comboios a partirem por impossibilidade de chegar mesmo á ultima porta da composição........já não falando de pessoas com algum grau de deficiência locomotora, ou visual até ao idosos e mesmo pessoas com crianças pequenas algumas vezes ao colo.
Quanto á estética mencionada por Nuno Carvalho, penso que a arquitectura tem soluções sempre inovadoras ,para integrar as novas construções no ambiente envolvente de forma a não chocar, mas sempre em função das pessoas. Para terminar dou um exemplo:
a estação do Oriente peça da arquitectura de grande beleza, uma das "imagens fortes" da Expo98, tem uma falha, o local e o país onde foi construída, pois não considerou as frequentes rajadas de vento diárias, e durante o inverno as bategas de chuva que assolam as gares, pondo os utentes das plataformas completamente desabrigados. Logo aqui a estética teve prioridade, e não se considerou que estas obras de arte são para ser usadas em função das necessidades das pessoas.

Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Mas será que esse martírio não tem fim?

pedro macieira disse...

Até hoje não conheço nenhuma constestação , ao facto da estação não ter resolvido o problema do acesso .espero dar um pequeno contributo para essa discussão.
Queria corrigir a referência feita por erro ao NS -Nuno Saraiva e não Nuno Carvalho,como por lapso mencionei