segunda-feira, julho 31, 2006

Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme

Foto:Pedro Macieira

A sua sede comemora dia 1 de Agosto deste ano 8o anos ,mas já em 1992 Almoçageme comemorou o centenário da Sociedade Recreativa e Musical , o amor à musica vive-se intensamente por estes lados.

Os 80 anos da sede da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme



Brancos e Amarelos

Os primeiros testemunhos existentes sobre a Filarmónica de Almoçageme remontam aos anos de 1768, nessa altura já abrilhantando as festas , organizadas pela confrarias em honra dos diversos patronos.Também nessa data se iniciou a tradição dos Festejos de Almoçageme que por autorização de D.Maria II concedeu para que anualmente, no primeiro domingo de Outubro de realize uma feira no largo junto à capela de Almoçageme.

Mais tarde por volta de 1922 por divergências várias entre a Direcção e os elementos da Filarmónica, provocou uma cisão , e os elementos que abandonaram a Filarmonica formaram outra.

Esta existência de duas filarmónicas criou grandes rivalidades, em Almoçageme, surgindo também denominações para cada grupo, assim a filarmónica mais recente denominada AMARELA (Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme) e a BRANCA –a filarmónica mais antiga (Grémio Republicano) estas designações era devido às cores dos instrumentos de cada uma das bandas.

Decorreu cerca de dois anos este conflito musical, em que várias familias se incompatibilizaram, chegando mesmo a ameaças de morte entre os dois grupos e seus apoiantes. É neste efervescente ambiente que José Gomes da Silva , fundador do Grémio Republicano a suas custas, e em terreno seu, constrói a sede que este ano prefaz 80 anos.Posteriormente os dois grupos em conflito, voltaram a juntar-se, numa unica filarmónica.


Inaugurada no dia 1 de Agosto de 1926 A Sociedade recreativa e Musical de Almoçageme ,com grande pompa por um grupo de teatro de Dona Maria.

Almoçageme passou a usufruir gratuitamente até aos nossos dias de uma sala de espectáculos, dispondo de uma ampla plateia, balcão e palco, que era para o seu tempo uma das melhores do perímetro lisboeta com cerca de 230 lugares sentados.

Fonte: gravura e texto baseado em:"1892-1992 Cem anos de vida e História da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme"

domingo, julho 30, 2006

CARTA ABERTA DE MARIA JOÃO PIRES

Porque hoje é domingo, acabado de digerir as imagens de mais um massacre no Líbano, perpetrado pelas forças israelitas em nome da civilização ocidental, vejo-me sem grande ânimo para escrever o que quer que seja. Mesmo assim e como é necessário continuar os nossos caminhos.............publico hoje uma carta aberta de Maria João Pires, cuja ida para o Brasil criou mesmo na blogoesfera alguns comentários que parece que precisam de ser actualizados. E não terá Sintra e Belgais alguma coisa em comum?

Senhores jornalistas portugueses, Belgais não fechou nem vai fechar.
O côro de Belgais faz anualmente grandes progressos graças à colaboração preciosa da sua directora Helena Antunes, à equipa de Belgais e a todo o meu apoio. Tem concertos programados para o estranjeiro, como por exemplo um festival em Montreal no Canadá em Junho de 2008 entre outros.
A escola da Mata em plena expansão e desenvolvimento graças à directora Carma Martins e com todo o meu apoioA nossa experiência pedagógica continua e o Ministério da Educação tem colaborado de uma forma positiva como sempre o fez.Ainda há poucas semanas atrás a equipa de Belgais juntamente comigo e o Secretário de Estado da Educação teve uma reunião muito construtiva sobre projectos futuros.

Junto comigo, César Viana tem trabalhado incansavelmente para manter uma programação de concertos e cursos com poucos recursos e muita qualidade.
Em Belgais a erva cresceu porque a equipa está de férias.
Eu trabalho em Belgais regularmente e não tenciono nunca abandonar aquilo que eu próprio criei.
Não temos patrocinadores privados, nem provavelmente algum dia teremos, num país como Portugal que se comporta sem algum interesse pelas gerações futuras nem por projectos que incentivem valores morais, solidariedade, educação,respeito pelo ambiente, amizade e camaradagem. Ao inverso preocupa-se com sensacionalismo, mentira, intriga, conflito e consumismo.
Comprei uma casa na Bahia onde tenho “descansado de Portugal” porque aqui ao contrário daí me é permitido descansar.
Gostaria de vos comunicar que posso trabalhar e colaborar no projecto Belgais sem gostar de Portugal.
Obrigada por não omitirem palavras nem manipularem este texto.

Maria João Pires
Pianista

sábado, julho 29, 2006

FEIRA AO LARGO em COLARES


Hoje , pela 2ª vez realiza-se em Colares a” Feira ao Largo” realizar-se-á no Largo da Igreja Matriz de Colares (largo Dr. Carlos França) ,organizado pela Câmara de Sintra e Junta de Freguesia de Colares, possuirá um cariz multifacetado, incluindo bancas de alfarrabistas, artesanato, vinhos regionais, produtos de agricultura biológica e muita animação.

sexta-feira, julho 28, 2006

Naufrágios no litoral Sintrense II

Imagem da época sobre o naufrágio da Nau Nossa Senhora da Conceição


Prestimosa informação de Fernando Morais Gomes, permite acrescentar informação ao post anterior sobre naufrágios do litoral Sintrense:

-Em 1786 a corveta Nossa Senhora do Carmo,S.José e Almas,naufraga a 19 de Março perto da Samarra,vinda de Pernambuco.Dos 27 tripulantes,só 7 sobreviveram,tendo recolhido ao hospital de Sintra.

Texto da época referência a Nau Nossa senhora da Conceiçaõ, na altura fazendo a carreira da India.

Para ver post relacionado (Naufrágios no litoral Sintrense)-pressionar aqui


PRESERVAR SINTRA!

(Foto:Pedro Macieira)


O texto que eu gostava de ter escrito:

A convicção com que cimentamos o país é de loucos.

O Paraíso provoca angústia,porque colado às coisas boas está sempre o medo de as perder.E então quando o paraíso é um lugar situado em Portugal, o receio é tristemente fundamentado.suspeito mesmo que os especialistas na mente nos diagnosticariam um impulso fortísssimo de autodestruição.Só assim se explica a forma como cimentamos convictamente cada espaço verde e cilindramos os traços visíveis do passado, como se a MEMÓRIA nos perturbasse.Ou talvez não sejamos mais do que novos-ricos, deslumbrados
Pelo último grito da moda, sempre prontos a substituir o muro, o candeeiro ou o portão «vellho» pela última novidade do catálogo.Mas o que somos, sem sombra de dúvida, é idioticamente passivos perante interesses particulares, talvez porque acreditemos que chegará o dia em que seremos nós os beneficiários desse fechar de olhos colectivo.Hoje falamos do Património Mundial de Sintra, a propósito do ultimo relatório da UNESCO, para concluir que nem esses lugares pertença da HUMANIDADE estão livres de perigo.Podem continuar a ser uma miragem no meio de uma realidade urbana feia, caótica e inimaginável, mas nada garante que o cerco não se aperte, saltando por cima de todos os limites que lhe são colocados.O que hoje se jura ser impossivel a história recente prova que amanhã não o é.Porque o Estado português assume OBRIGAÇÕES que não cumpre, porque ninguém acata as responsabilidades.No décimo aniversário da atribuição do «título» há boas noticias, mas também há razões para atirar as mãos à cabeça....e deixá-las lá.Basta uma visita ao fim-de-semana para constactar, como fizeram os peritos da UNESCO, que os carros invadem as ruas do centro histórico, espalmando os turistas contra as paredes, ou como descaracterizar casas, transformando-as em «chalets neo-neo-barroco século XXl» , nas barbas de toda a gente.Mas há mais.entre e leia, para que um dia possamos ter um PARAÍSO, sem medo de o perder.
Isabel Stilwell


Página editorial da revista Noticias Magazine, suplemento do Diário de Noticias de Domingo 23 de Julho de2006-Dossier sobre Sintra Património Mundial
Da autoria de Isabel Stilwell.


post relacionado- Sintra : UNESCO quer Património da Humanidade com auto-gestão

quinta-feira, julho 27, 2006

Naufrágios no litoral Sintrense e no Rio das Maçãs


Imagem que ilustra um naufrágio de uma nau da armada de 1549 capitaneada por Diogo Botelho Pereira-livro de Lisuarte de Abreu, fl.66v.


NAU SANTA CATARINA DE RIBAMAR

-A nau almirante Santa Catarina de Ribamar partiu de Goa a 17 de Março de 1635, sob o comando do capitão Luís de Castanheda de Vasconcelos. Na noite de 1 para 2 de Novembro do mesmo ano deu à costa no cabo da Roca. O local preciso é algo incerto: de acordo com outros testemunhos coevos, o naufrágio poderá ter ocorrido no rio das Maçãs – dos léguas desta barra en la costa, parage que llaman de la Maçã - no penhasco que chamam Guincho, perto de Lisboa, ou abaixo da costa de Colares


Em Espanha, o Archivo General de Simancas guarda ainda o testemunho do grumete Fernando de Oliveira – venienedo en la vuelta de Cascais le falto el viento en el parage donde ella hizo naufrágio; por la parte ser peñascosa se costó luego una amrra y trás ella outra que echaron; entrando la noche tempestuosíssima y echando la nao mas amarras creció de manera que a media noche quedo sobre una y que querendo por ultimo remédio dar a la vela no era el viento favorable y assi vencieron los mares dando com la nao de atravéz dos horas antes que amañecesse deshaciendose todas en un instante; haziendo uno de los notables naufrágios de que puede haver memoria, salvandose solamente de quinze para vinte personas das 470 que trazia a bordo


NAU NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO



Nau "Nossa Senhora da Conceição", do século XVIII (1701-1724). Navio de 80 peças, capitânea das Armadas Portuguesas na campanha de Corfu (1716) e na Batalha Naval do Cabo Matapan (1717). Reprodução de pintura a óleo de Alberto Cutileiro (PN-I-349).


Nau Nossa Senhora da Conceição, afundada, algures entre o cabo da Roca e Peniche, quando do regresso da participação na Batalha do Cabo Matapan, a 19 de Julho de 1717, comandando a frota portuguesa de 11 barcos e 3840 homens, que foi em socorro de Veneza, após o apelo do Papa contra os Otomanos. O navio participou na batalha com uma tripulação embarcada de 700 homens, entre marinheiros, soldados e artilheiros, e no regresso já com a tripulação atingida pelo escorbuto e navegando em condições precárias , é apanhada por barcos piratas argelinos (Turcos?) e afundada. Existe outra versão do naufrágio , que menciona que Nau Nossa Senhora da Conceição fazendo a carreira da India, e já no regresso a Lisboa, com atripulação doente e esfomeada terão sido atacados e afundada por 17 navios piratas turcos já à vista da Costa Portuguesa.

O local do afundamento da Nau Nossa senhora da Conceição continua ainda hoje escondido pelas águas do mar - até agora, só um canhão de bronze, recuperado ao largo da Ericeira, poderá constituir uma pista sobre o local onde jaz o navio afundado pelos turcos 384 anos atrás.

Fonte do texto da Nau Santa Catarina de Ribamar extraido do Blog Naufrágios

quarta-feira, julho 26, 2006

Ode ao Vinho Ramisco

Garrafas de vinho com rótulos de Viúva Valério


O Ramisco
Plo mundo como estão vendo,
Vão os Reis desaparecendo,
Sem respeito a pergaminhos!
Mas firme como um ob’lico (obelisco)Será o «Colares –Ramisco»
Tôda a vida o Rei dos Vinhos.

Estribilho

Todos devem preferir
Este vinho em Portugal
Na Adega Regional
Que se bebe até cair
Sem conseguir fazer mal

Mulher velha , já caida .
Aborrecida da vida,
Pla morte a correr o risco,
Pode voltar a ser nova
Bebendo até ir p’ra cova
Só vinho «Colares Ramisco».

Na cama um tipo morria...
Já não falava, não via
Quando o médico chegou...
Deu-lhe a comer um petisco
Por cima «Colares Ramisco»
E o homem ressuscitou.

Pedro Bandeira

(Música de Bernardo ferreira –cantada pelo rancho de Colares)

-Foto e versos retirados de "Cem anos de vida e História da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme"

terça-feira, julho 25, 2006

Risco de derrocadas nas falésias do litoral de Sintra

(Foto:Pedro Macieira)
A queda de um pedregulho que caiu da falésia, ocorrida no domingo na Praia do Magoito que feriu gravemente um homem, veio chamar a atenção de novo para os perigos que correm os banhistas que desrespeitam os avisos , mas também para o estado das falésias, em perigo de desmoronamento em diversos locais no litoral Sintrense.

Hoje o Jornal Público menciona que “na Praia da Aguda, a escadaria de acesso ao areal desprendeu-se na parte final,principalmente devido à natureza frágil dos materiais da falésia.” Também “nas Azenhas do Mar, há muitas anos placas alertam para a instabilidade da arriba. A queda de parte do miradouro virado para a pequena praia e o casario encavalitado na encosta levou à construção de um muro junto ao bar Mira Azenhas”. Na Praia Pequena, entre a Praia Grande e a Praia das Maçãs ,o estacionamento de viaturas no topo da arriba também é preocupante , segundo ao “Público”.

A Câmara de Sintra e o Intituto de Conservação da Natureza, irão tomar medidas, para tomar medidas de emergência para reduzir o risco da erosão costeira , após a época balnear, até lá é necessário que se respeitem os sinais de aviso, de forma que os banhista não ponham as suas vidas em risco.

segunda-feira, julho 24, 2006

SINTRA /UNESCO

Capa de Noticias Magazine, dossier sobre relatório da UNESCO sobre estado de Sintra, autoria Isabel Stiwell


“É urgente que o Estado crie uma comissão independente dos interesses particulares,impedindo mais estragos.”

-In relatório dos peritos da UNESCO,para avaliar o estado de Sintra, Património Mundial

domingo, julho 23, 2006

PENSÃO BRISTOL

( Foto:Pedro Macieira)

O projecto de reabilitação da antiga Pensão Bristol cuja origem remonta ao século XIX, na Vila Velha de Sintra , lança a discussão sobre o conceito de reabilitação da zona histórica. Segundo o jornal “Público” de hoje, num artigo(não disponível on-line) de autoria de Luis Filipe Sebastião, o projecto de reabilitação que não levantou dúvidas ao arquitecto consultor para o centro histórico Lino Pimentel, mas segundo o artigo do “Público” o “projecto à semelhança das ampliação do antigo edifício das padarias de Sintra, próximo da Igreja de São Martinho, pode colidir com o Plano de Urbanização de Sintra, de Etiene de Groer.

O arqueólogo José Cardim Ribeiro, técnico responsável pela candidatura que levou a UNESCO a classificar Sintra como Paisagem Cultural, considera no mesmo artigo que “Teóricamente trata-se de uma recuperação de um antigo edifício.Mas na pratica, trata-se da destruição desse edifício, com excepção de duas fachadas, que passam a servir de mero “biombo” para um novo imóvel que se vai construir por detrás, e que vai ocupar todo o antigo logradouro”. E continuando “O edifício das antigas padarias de Sintra, também foi totalmente demolido e foi construído um novo pretendendo ser similar ao anterior” Em qualquer destes casos deixou de existir o edifício antigo....”

A favor da construção do novo imóvel –Consultor para o centro histórico
-Direcção Geral do Turismo
- vereador do Turismo da CMS –João Soares
- O proprietário do Bristol
-
Contra/ou com dúvidas sobre a construção do novo imóvel - Arqueólogo José Cardim Ribeiro
- Plano de Urbanização de Sintra de Etienne de Groer
- Parecer do Comissário municipal para a paisagem cultural, e dos arquitectos consultores da equipa de Leon Krier, recomendaram alterações ao projecto.
- Associação de Defesa do património de Sintra “algumas dúvidas em relação a um corpo novo para acesso de deficientes motores”

Opinião de José Cardim Ribeiro , « A Vila manteve preservada a sua autenticidade enquanto faltaram recursos para a reabilitação urbana, mas agora, quando começa a haver investimento, poderá caminhar para “o desastre” devido a “uma mentalidade provinciana e culturalmente terceiro-mundista” de fazer de qualquer maneira e sem critérios,»

sexta-feira, julho 21, 2006

FUGIR AO TEMA II

Sem Comentários

FUGIR AO TEMA

Contra a indiferença .


A vida de uma criança Libanesa, Palestiniana ou Iraquiana tem tanto valor como a de uma criança Israelita!

Parques de estacionamento do nosso descontentamento

Novo parque de estacionamento da Praia da Adraga (foto:Pedro Macieira)
Praia da Adraga (Foto:Pedro Macieira)

A discussão está lançada e essa é talvez, a contribuição da “blogosesfera” para o fortalecimento da cidadania. O espaço público deve ser melhorado para garantir aos cidadãos um melhor usefruto daquilo que pertence a todos , e assim deverá permanecer.

Deverá ser pago qualquer benefício a favor da qualidade de vida dos cidadãos? Não deverão ser canalizados as receitas dos impostos autárquicos para esse fim? Serão as rotundas (por enquanto sem portagens) as obras prioritárias das autarquias?

Os cidadão comum que paga impostos , e em Portugal a incidência dos impostos é bastante elevada comparativamente com os beneficios de retorno, não terão direito a utilizar “gratuitamente” a orla maritima sem que alguém a torne mais uma fonte de receita, de forma equilibrar orçamentos , algumas vezes geridos com pouca sensatez?

O espaço público deve ser regulado pela entidades autárquicas , de forma a permitir um acesso de melhor qualidade, sem que para isso se estabeleça uma diferença de utilização em função da possibilidade de pagar ou não.

Saber mais sobre o pagamento de Parques de estacionamento nas praias-pressionar aqui

quinta-feira, julho 20, 2006

Praia da Adraga com parque de estacionamento pago!

Praia da Adraga -"Foto obtida através de Google Earth"

Banhistas recusam pagar estacionamento

"A maioria dos banhistas que frequentam a Praia da Adraga, no concelho de Sintra, recusa-se a pagar três euros para deixar o carro no novo parque de estacionamento que o concessionário daquela zona acaba de criar num terreno anexo. A funcionar há pouco mais de uma semana, o espaço - que tem capacidade para mais de 250 automóveis - tem estado praticamente às moscas. No último domingo, por volta das 15.00, com a praia cheia, o número de veículos estacionados não ultrapassava a meia dúzia. Durante a semana, havendo menos gente, o cenário ainda é mais desolador". Este era início da noticia que o jornal "Diário de Noticias" de ontem da autoria de Luis Batista Gonçalves,informava da revolta dos banhistas sobre o pagamento de novos parque na praia da Adraga, também hoje em oportuno "post" no Blog "Azenhas do Mar", se contestava o mesmo tipo de medidas adoptadas também na Praia Grande.

Estes procedimentos relativo ao pagamento dos parques de estacionamento é de facto uma medida que lesa os direitos dos banhistas, na medida que os impostos pagos por todos deviam garantir, que estas pequenas medidas de gestão de espaços de estacionamento , seja uma obrigação das entidades a quem compete a intervenção na zona costeira, criando cada vez melhores condições de acesso à praia a todos.

Para ler artigo integral do Diário de Noticias -pressionar aqui
Par ver post do Blog Azenhas do mar -Pressionar aqui

quarta-feira, julho 19, 2006

------------------------CÍRIOS---------------------

Foto Círio do Litoral Colarense.(foto:Pedro Macieira)

Tendo decorrido em Colares e Azenhas do Mar no dia 2 de Junho uma manifestação religiosa denominada “Círio do Lítoral Colarense em honra de S.Lourenço”, efectuada pela primeira vez, não tendo portanto historial, será oportuno analisar embora de forma sintética o que alguns autores que estudaram este tipo de eventos terão escrito sobre as suas origens e tradição.


O Círio de Nossa Senhora do Cabo Espichel que percorre várias paróquias sintrenses é uma tradição secular,segundo Manuel J.Gandra” a romaria popular e a peregrinação religiosa dos Círios constituir-se-iam como última reminiscência e mais longíncua memória do acontecimento geográfico-natural que tradicionalmente se designa pelo dito afundamento do continente Atlante ou da Atlântica..”

Neste sentido, e segundo Manuel J.Gandra os “Círios do cabo”, como o “devotado por Sintra, com o nome de Nossa senhora do Cabo Espichel, partilhado desde o século XV pelas populações costeiras entre o Cabo Espichel e o Cabo da Roca, estatuir-se-iam como memória religiosa daquele trágico acontecimento, não do afundamento de um continente, como até há pouco se pressupunha quando se falava da Atlântica, mas da submersão de centenas de quilómetros da zona costeira europeia por uma onda gigantesca, igualmente com profundas consequência no Mediterraneo.Há cerca de10000 anos, nível do Oceano Atlântico, encontrar-se-ia a uma quota “inferior ao actual de mais de uma centena de metros”,permitindo a passagem, ilha a ilha entre a Europa eo continente americano.(...)”

Este cenário terá sido alterado, segundo o autor por um impacto de um cometa, em pleno atlântico, “o que terá causado um aquecimento global do planeta, provocando uma deglaciação abrupta e um súbito, e inesperado e devastador dilúvio, em virtude da devolução aos oceanos das águas retidas nos glaciares.”

Como resultado desta alteração planetária ,”as populações sobreviventes na sua mentalidade evemerista* teriam passado a adorar, sobretudo nas zonas geográficas de cabos peninsulares, onde a terra penetra mar a dentro, tanto um conjunto de divindades maritimas, como a memória dos seus antepassados tragados pela águas.sintomáticamente, no caso do Círio de N.Senhora do Cabo Espichel, a divindade primitiva adorada (uma “Virgem Negra”, segundo Manuel Gandra) designava-se primitivamente como Nossa Senhora da Pedra da Mua, que não terá a ver com a
mula **que transportava a imagem peregrina de N.senhora mas com o étimo*** egípcio “Mu”.
Os povos da serra de Sintra (alcabideche) e da Serra da Arrábida (Caparica) ter-se-iam unido na adoração de uma entidade mítica primitiva de que, após cristianização da Península Ibérica N.Senhora do Cabo se tornou descendente.


Vitor Manuel Adrião, considera que “Círio Votivo ou Giro seria já cardápio do Culturísmo do Saloio moçárabe ao tempo da Ocupação árabe, cuja lei era permissiva e não repressiva da Fé cristã”.


O “giro” do Círio de N.Senhora do Cabo espichel iniciado em 1430, protegido pelos reis de Portugal desde 1849.

. Teresa Marques Alves ,considera que “Um Círio é por definição uma manifestação religiosa de forte cariz popular que se traduz em romagens cíclicas, de uma ou mais povoações , a santuários , passando por vários lugares em cortejo.(...) Círios são manifestações essencialmente estremenhas: temos como exemplos o Cirio de Nossa Senhora do Cabo Espichel, o de Nossa Senhora da Nazaré, Nossa Senhora da Atalaia, Nossa Senhora da Guia, Nossa Senhora da Peninha e o Círio de Nossa Senhora da Penha de França.”


O Círio de Nossa Senhora da Praia que nasceu em 1897,por iniciativa de Alfredo Keil e foi efectuado pela última vez em 1944, tinha o seu inicio na Vila de Colares para as Azenhas do Mar.
Também José Alfredo Azevedo, abordou o tema do Círio da Praia das Maçãs , reportando que nesse ano (1897)“Para além das cerimónias tradicionais meteu um galeão que “navegou” em terra puxado por duas juntas de bois, conduzido a banda dos Voluntários de Colares”mas em “1898 a coisa não correu da melhor maneira.Embora com três círios, de Colares,Sintra e Almoçageme,Alfredo Keil, por razões que não consegui apurar, não franqueou a sua capela.Logo os festeiros resolveram construir outra, em terreno oferecido pelo padre Matias del Campo, no outro lado do areal, na eminência conhecida por Ponta da vigia.Chegou a ser anunciado o início das obras, mas a capela que seria da mesma invocação, nunca foi construida.”

No texto,publicado nas “Loas” da autoria de Maria Teresa Caetano do mais recente círio , o Círio do Litoral Colarense em honra de S.Lourenço” organizado pela Associação dos Bombeiros voluntários de Colares e do CEDCRAM-Centro Educativo das Azenhas do Mar, em 2 de Julho de 2006, é descrito que,” Os círios surgiram assim vinculados a irmandades e/ou comissões de festeiros que se empenhavam em garantir a continuidade da tradição, cuja génese é hoje muito dificil de determinar sendo notável porém, a sua estreita relação com a finisterra ocidental, porquanto quase todos eles , organizados segundo regras ancestrais e percorrendo sempre os mesmos itinerários, se encaminhando até à beira-mar(...)”

“Os Círios assumiram-se , pois como activos mágico-simbólicos, e para além de agirem como catalizadores sociais e religiosos evoluiram segundo as necessidades próprias das comunidades quer acrescentando novos episódios (...),tudo isto de forma a melhor se contextualizar também o momento histórico vivenciado pelos seus actores.”


*evemerismo-Sistema filosófico dos que sustentam que os deuses foram personagens humanas, divinizadas pelos homens .

** Versão tradicional “No século XIII, o local foi muito popular junto dos peregrinos, depois de um homem ter tido uma visão de Nossa Senhora que surgia do mar numa mula. A lenda diz que as pegadas da mula podem ser vistas nas rochas. Em homenagem à Virgem, foi edificada, nesse mesmo local, uma ermida a que chamaram “Pedra Mua”.
Explicação da origem da lenda segundo Vitor Manuel Adrião,” , a existência de diversas pistas de dinossáurios, com maior realce nas escarpas da enseada da praia dos Lagosteiros, pretexto para as pegadas deixadas na Pedra de Mua pela burrinha (mula ou muar) que transportou a Senhora encosta acima,10 transpondo-se assim o óbvio geológico para a maior valia da aparição sobrenatural da Virgem, o que recata à finalidade consagratória desse mais um finis-terrae ou lugar sagrado”
***étimo-vocábulo que é de origem imediata de outro

Fontes :
-“Jornal de Sintra” 7 de Julho 2006-Círio do Litoral Colarense , Graça Pedroso
-“Loas” Círio do Litoral Colarense em honra de S.Lourenço –Maria Teresa Caetano
-“Jornal da Região” de 13 Fevereiro de 2002- O Círio de Nossa Srª da Praia, Teresa Marques Alves
-“Jornal de Sintra” 19 de Maio 2006-07-18- O Círio de N.Srª do cabo Filomena Oliveira/Luis Martins
-“ Diário Noticias “7 de Abril 1990 - Sintra Morada de Deuses , Antónia de Sousa /.M.J.Gandra
-O Giro do Círio dos Saloios , Vitor Manuel Adrião para ver texto integral pressionar aqui

-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo –III

-Círio do litoral Colarense-saber mais –pressionar aqui

-Círio da Nossa senhora da Praia de 1879 –saber mais –pressionar aqui

Círio da Nossa Senhora da Praia –alfredo Keil saber mais –pressionar aqui

terça-feira, julho 18, 2006

CURIOSIDADES MUCIFALENSES

(Foto:Pedro Macieira)


Campeão do Mundo de Pesca de Mar

O Mucifal uma das localidades da Freguesia de Colares, freguesia com 3.324 hectares ,e com 7.296 habitantes sendo 5.789 eleitores, segundo o Censo de 2001, teve em 2001 um campeão Mundial, na modalidade de Pesca de Mar. José Henriques Nunes foi campeão do Mundo de pesca do Mar-2001,(Título Individual )em França no Campeonato Mundial de Surf Casting, no mês de Outubro ,em representação da selecção portuguesa.

Para além da medalha de ouro, José Henrique ganhou ainda o bronze, mercê do terceiro lugar por equipas, assim como os restantes companheiros da selecção, contituida por mais dois representantes Sintrenses, José Sousa Augusto e Fernando Mechas Nunes, que fazem parte da equipa da União Mucifalense.

Este acontecimento devidamente noticiado pelo Boletim Informativo “Collares”, da Junta de Freguesia de Colares,nº27 de 2001, não teve um grande impacto na altura na localidade , embora seja um local de bastantes praticantes da pesca . Mas foi de certeza um grande marco para a prestigiada Sociedade União Mucifalense.

Nota: José Nunes já tinha obtido o título de Campeão do Mundo em 1988, mas nessa altura não era atribuido o título individual.

O que é o Surfcasting


É costume definir-se o Surfcasting como pesca de praia, mas na verdade um espigão,uma escarpa, ou uma zona de porto ou estuário, servem para se atirar a linha às ondas.

segunda-feira, julho 17, 2006

FÁBULA DO RIO DAS MAÇÃS

Rio das Maçãs (Foto:Pedro Macieira)


Das maçana appelido então tomei
Que no mundo me faz tão conhecido
E hum caso aconteceo que vos direi
Quando corri furioso, e atrevido:
Porque tam longe as ondas penetrei
Neptuno se mostrou mais offendido,
Queixando-se que entrei mais Soberano
Que no seu Oceano outro Oceano.

E porque em popa vinha a Armada
A tomar em mim porto desejado
Mutiplicou penedos mil na entrada
Como tão poderoso apaixonado:
A maritima gente experimentada
Do mar quebrando em flor vento alterado
Arrendo as escotas de estibordo
Mandou virar da parte de bombordo

Neptuno por quem fazia mil estremos
Em mil negocios seus no tempo antigo
Dos quaes ambos depois nos esquecemos
Isto me faz então como inimigo:
E fez mais inda o damno que sabemos
Por estar encontrado assi comigo.
E porque sou a causa que me magoa
Que vos entope a barra de Lisboa

Mas que dirá o Tejo celebrado
A quem tanto poema lisongea
Foi nisto com Neptuno conjurado
Que um acarreta pedra, outro area:
Por inveja de eu ser tam estimado,
Traidor se mostra fero, e deshumano
Pella parte que tem Castelhano.


D.Francisco de Mello e Castro, Fábula do Rio das Maçãs ,sécXVII

sábado, julho 15, 2006

RIO DAS MAÇÃS,30 dias depois.


Este fim-de–semana , Rio das Maçãs, completa um mês de existência,segundo o contador durante estes 30 dias foi visitado 2112 vezes.Foram colocadas 70 entradas.e houve bastantes comentários.
Para estes resultados muito importante foi o apoio dos Blogs da região mais antigos,que desde já muito agradeço.

Destaco:

Alagamares

Ricardo Carvalho Weblog

Notícias da minha Freguesia

Colares .Entre o mar e a serra

Azenhas do Mar



Para manter este ritmo de publicação,exigiu um trabalho com alguma intensidade,que irei tentar manter. Embora nos próximos meses com as férias de verão ,os indicadores das visitas, o ritmo de publicação de entradas seja dificil de garantir.

Muito obrigado a todos, esperando que tenha desta forma embora modesta, contribuído para alertar, e sensibilizar para alguns aspectos desta bela região. Associando-me deste modo, á intervenção activa de todos os que tem como missão, ajudar a encontrar as melhores soluções para a manter com as suas caracteristicas e a sua riqueza natural e patrimonial.

Concentrações elevadas de ozono na região de Lisboa

Praia Grande (Foto:Pedro Macieira)

A poluição por ozono atingiu ontem níveis elevados em Lisboa, Sintra, Setúbal, Barreiro, Seixal e Almada, ultrapassando o valor que obriga a informar a população, por poder afectar a saúde das pessoas mais sensíveis.(informação jornal "Público" de 15-06-2006).

Mem-Martins regista valor mais elevado de ozono do país

O valor mais alto de poluição por ozono foi registado em Mem-Martins. Ontem de tarde, entre as 14 e as 16 horas, a estação de Mem Martins, que mede a concentração de ozono, marcava 196 microgramas por metro cúbico. Esta localidade de Sintra ultrapassou o limite que obriga a informar a população, já que a partir dos 180 mg/m3 o ozono pode afectar a saúde das pessoas mais sensíveis (informação jornal Digital "Alvor de Sintra de 15-06-2006)


Saber mais sobre o ozono-pressionar aqui

sexta-feira, julho 14, 2006

ACESSIBILIDADES

(Foto:Pedro Macieira)

IC19 /Linha de Sintra

IC19 a estrada mais congestionada da Europa continua em obras, e os engarrafamentos diários a qualquer hora e em qualquer sentido, fazem perder a cabeça a quem tem de se deslocar para Lisboa , ou de Lisboa para Sintra diáriamente. Fernando Seara, Presidente da CMS, indignou-se muito com o seu primeiro-ministro na altura Durão Barroso, quando o Governo de então se lembrou de repôr as portagens na Crel, mas as portagens mantiveram-se e a indignação passou.......o IC19 piorou, e o ex-ministro foi tratar da sua vida para outro lado, enquanto os utilizadores do malfadado IC19. continuaram no pára arranca, até hoje.

A linha de Sintra é uma alternativa, e é reconhecido que o seu serviço tem melhorado bastante , nos ultimos anos. As obras do túnel do Rossio vieram de facto a piorar os acessos a Lisboa, esperemos que a sua conclusão não se prolongue no tempo e terminem antes do famigerado túnel das Amoreiras....

Más Noticias para utentes da Linha de Sintra

Ontem, a Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) queixou-se que a CP reduziu 20 por cento os 358 horários das ligações da CP.Sendo uma das principais ligações prejudicadas a ligação Sintra-Agualva/Cacém com uma diminuição anunciada de 50 por cento. O que não deixa de ser uma péssima noticia para todos que consideram que o transporte colectivo, é a verdadeira altenativa ao transporte pessoal e que para cidades,
a forma de combater os altos indices de poluição, e melhoraria da circulação rodoviária.

Inacessibilidades

Falando de acessibilidades não posso deixar de pensar no que se passa com a Estação de Sintra, que projecto de estação ferroviária ,( relativamente recente) é aquele que obriga os passageiro a percorrer duas longas gares para chegar á saida , ou para entrar no combóio após utilizar as bilheteiras. O que tem como consequência que os utilizadores menos frequentes ou idosos percam os combóios já dentro da estação, por impossibilidade fisica de chegar á 2ª ou 3ª linha , onde na maioria das vezes está a composição que pretendem apanhar.A Estação de Sintra deverá ser a única estação de combóios (recentemente construída) que não tem passagens aéreas, nem subterrâneas para o acesso às gares onde estacionam composições que os passageiros querem utilizar.Não é normal!

- Percurso obrigatório para sair ou entrar nos combóios estacionados nas linhas 2 ou 3.

Saber mais sobre noticia do "Alvor de Sintra.sobre alteração dos horários da CP:

quinta-feira, julho 13, 2006

Passeio á Villa de Cintra em 1907

" Estação de caminho de ferro e arcos das águas livres em Campolide-principio do sécXX "(Foto retirada da revista Cais nº34 Novembro1998)

Dirigir-se-ha o viajante á Estação Central do Rocio, d’onde partem os comboios para a vila de Cintra (1ªclasse 530 reis –2 ª., 360 -3ª., 230).

As partidas são muito frequentes, principalmente na epocha do verão, devido ao extraordinário movimento que ha, não só para tão bella estancia, como também para todas as povoações servidas pelo caminho de ferro de Cintra.Entre essas povoações destacam-se Queluz e Belas de que adeante falaremos.

Cintra dista de Lisboa 30 kilometros.


O trajecto em comboio rápido, é feito em pouco mais de meia hora; e em comboio ordinário , no dôbro do tempo , sem, porém, se tornar fastidioso, pois ha sempre surpresas na variedade do panorama .

Logo que o comboio galga o tunnel , onde entra á partida da estação do Rocio, descobrem-se á esquerda no sitio denominado Rabicha, ao principio do Valle de Alcantara, os Arcos das Aguas Livres, obra notavel de D.João V.

(...)De Cacem em deante, do lado esquerdo , avistam-se já , por vezes, os castellos da Pena e dos Mouros.


E assim, debaixo da impressão mais agradável, chega-se a Cintra, villa encantada, que a natureza, n’um prodigio de esthética e excesso de bom humor, conseguiu elevar com tudo quanto a imaginação póde conceber de bello e grandioso.(...)Á sahida da estação, entra-se na villa esthephania.


Fonte:Guia do viajante em Portugal e suas colonias em Africa. ed.Empresa Nacional de Navegação 1907

Edifício da antiga cadeia de Sintra

(Foto:Pedro Macieira)

O edificío da antiga cadeia de Sintra, encontra-se como muitos outros edificios de Sintra, com um aspecto exterior bastante degradado, sendo uma das primeiras imagens do visitante que chega a Sintra de combóio.

Estando actualmente a ser ocupado pela Associação dos escuteiros de Portugal, onde não haverá concerteza grandes verbas para tratar da sua recuperação .Nem mesmo para colocar vidros nas janelas.




(Foto retirada de postais da Vila Velha e de Gigarós e coisas de Sintra de José Alfredo ,CMS 1998)

O edificio da prisão projecto do arquitecto Adães Bermudes, edificado junto á estação nos terrenos do antigo cemitério foi inaugurada no mesmo dia que o edificio da Câmara Municipal, antigos Paços do Concelho no dia 13 de Junho de 1909 durante as Festas da Primavera de Sintra.

Possivelmente terá havido algumas intenções de o recuperar , que não surtiram efeito, e antes que a degradação seja total , e surja aos nossos olhos, um qualquer projecto turístico com muitas camas, e muita qualidade, como alternativa ao edificio degradado, seria muito interessante que a Autarquia Sintrense , que está bastante activa na recuperação de alguns edifícios com as verbas do actualmente suspenso “Coresintra” , tivesse em atenção esta situação, como já referido a primeira imagem dos que chegam a Sintra de combóio.


Edificios degradados mencionados neste blog-pressionar aqui
Hotel Netto-pressionar aqui
Ruinas Praia das Maçãs-pressionar aqui

quarta-feira, julho 12, 2006

FRASE DO DIA!


(Foto: Pedro Macieira)

"O que se passa dentro deste parque passa-se, infelizmente, no país inteiro. Há abusadores que constroem em cima de tudo e ninguém tem coragem de demolir nada neste país".

Autor-Mendes Bota deputado do PSD, elemento da Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território ,ontem na reunião sobre o parque de campismo da Praia Grande.


Transcrito do Jornal digital "Alvor de Sintra" para leitura integral -pressionar aqui

Saber mais sobre o tema da foto-pressionar aqui.

Parque de campismo da Praia Grande discutido no Parlamento

( Fotomontagem:Pedro Macieira)


O jornal “Público”, de hoje 12-07-2006 (não disponivel on-line), relata que na reunião de ontem entre o Instituto de Conservação da Natureza , Parque Natural de Sintra Cascais, e a comissão parlamentar do Poder Local ,Ambiente e Ordenamento do território foi afirmado pelo responsável pelo PNSC, João Albuquerque que “no território do antigo parque de campismo da Praia Grande , no litoral de Sintra, apenas poderá ser construído um equipamento idêntico de quatro estrelas.” Ainda segundo o jornal “Público” esta “audição foi pedida pelo BE e Partido Ecologista Os Verdes perante ameaças de especulação imobiliária da zona”

Saber mais sobre este assunto-pressionar aqui

terça-feira, julho 11, 2006


TABERNA DE MANUEL PREGO -PRAIA DAS MAÇÃSII

Rua Nossa Senhora da Praia, local onde existiu a Taberna de Manuel Prego
(Foto:Pedro Macieira)


( imagem obtida através de Google Earth)
Saber mais sobre este assunto - pressionar aqui

segunda-feira, julho 10, 2006

TABERNA DE MANUEL PREGO NA PRAIA DAS MAÇÃS



A Taberna de Manuel Prego


Referenciada como fazendo parte do primeiro aglomerado populacional da Praia das Maçãs, nessa altura denominada Villa Nova da Praia das Maçãs . O Chalet Villa Guida, a casa do sacerdote António Matias del Campo e a capelinha de Nossa Senhora da Praia construida por Alfredo Keil em 1889, a taberna de Manuel Prego é uma referência histórica muito interessante.

A casa construida pelo Manuel Dias Prego desapareceu há muitos anos, existindo hoje nesse local um edificio moderno com uma bela vista para a Praia,(rua Nossa senhora da Praia) que segundo conseguimos saber através de habitantes locais, que terá sido nesse local que José Malhoa, pintou em 1918 o famoso quadro “Praia das Maçãs”, que pode ser admirado, no Museu do Chiado, em Lisboa.

Segundo José Alfredo,"no local onde se encontrava a Taberna de Manuel Prego, foi construído o edifício onde funcionou o Hotel Royal, (...)" a meio da actual rua Nossa Senhora da Praia, acompanhando lateralmente o areal da Praia das Maçãs.

Existe uma fotografia em que uma tabuleta colocada por cima da porta da taberna de Manuel Prego que tem escrito, 1889, na mesma altura em que as construções da Villa Guida e casa do padre António Matias del Campo foram construidas.















Ainda segundo José Alfredo ,”o negócio do Prego progrediu a ponto de ocupar com mesas um terreno adjacente à taberna, cobrindo-o com um caramachão (nota PM, ver quadro de José Malhoa ,Praia das Maçãs), apresentando na Cãmara um pedido para o fechar. A Câmara em reunião de 1 de Fevereiro de 1899 reconhecendo que o terreno era municipal, indeferiu o pedido” mais tarde o o pedido foi deferido através de uma licença que Manuel Prego foi obrigado a requerer. Testemunhos ouvidos no local e também na obra de José Alfredo mencionam o facto de antes da construção da taberna em tijolo, Manuel Prego já teria uma construção (desenho de A.Neves de 1886) na Praia das maçãs onde desenvolveria o seu negócio.

O local onde foi construida a casa pelo padre António Matias del Campo. situa-se dentro de um pátio murado à beira da estrada, para as Azenhas do Mar, perto da Villa Guida e reconstruida com alguns traços do velho imóvel.

Transcrição do jornal "Correio de Sintra de 7 de Junho de 1896"

“Não há memória de nunca ter arribado à Praia das Maçãs (Colares) barco pequeno ou grande, com o mar manso ou bravo; pois arribou no dia 28 (Maio?) um barquito remado por uns intrépidos rapazes d’Arosa,soltando um em terra para fornecer-se dumas garrafitas de vinho em casa de Prego!”

Saber mais sobre José Alfredo da Costa Azevedo-pressionar aqui.

Fontes:Entrevistas no local

-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo-III-"litoral e Planicie saloia". edição CMS.1977

Todas as fotografias foram reproduzidas , excepto a reprodução do quadro de José malhoa, do "Litoral e Planicie saloia" de José Alfredo da Costa Azevedo.

domingo, julho 09, 2006

Futuro do parque campismo Praia Grande terça-feira no Parlamento

(Imagem obtida através de Google Earth)

Os responsáveis do Instituto da conservação da Natureza (ICN) e do parque Natural Sintra-cascais (PNSC) vão na próxima terça-feira para prestar esclarecimentos sobre o futuro do parque de campismo da Praia Grande e alegados atentados ambientais naquela zona.

O parque de campismo foi encerrado em Setembro de 2005, por falta de condições sanitárias.

A comissão de utentes do parque de campismo receia que o espaço dê lugar a um empreendimento imobiliário, o que, frisa, contraria o regulamento do Parque Natural Sintra-Cascais, o Plano de Ordenamento da Orla.

A Comissão de Utentes do Parque de Campismo da Praia Grande e a Quercus garantiam em fevereiro de 2006, segundo o Jornal Alvor de Sintra: que existem algumas moradias ilegais construídas no interior daquele parque. Uma delas foi mostrada aos jornalistas e aos deputados do PCP, BE, partido ecologista Os Verdes e PPM, durante uma visita ao local. De acordo com Carlos Moura da associação ambientalista essa casa, que está vedada e tem uma saída própria do parque de campismo, está construída numa zona considerada não edificante e ocupa uma área significativa do parque.

A Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, presidida pelo socialista Jorge Coelho, aprovou por maioria a presença dos responsáveis das duas entidades, que serão ouvidas terça-feira, disse hoje à agência Lusa fonte do Bloco.

No requerimento, a deputada Alda Macedo afirmava que o BE tinha sido alertado para "ilegalidades consentidas na zona do Cabo Raso (concelho de Cascais) e para a polémica em torno do Parque de Campismo da Praia Grande", no concelho de Sintra.
Também o partido ecologista "Os Verdes" tinha pedido na mesma altura a presença da direcção do parque na sétima comissão parlamentar para esclarecimentos sobre a possível construção de um condomínio privado nos terrenos do Parque de Campismo da Praia Grande.

Fontes utilizadas:
Jornal "Publico" de 8 de Julho 2006
Jornal "Alvor de Sintra" de 8 de Julho 2006

sábado, julho 08, 2006

Bonjour tristesse.....................


Quarto lugar não é o mesmo de ser terceiro...............,mas de qualquer forma a equipa de um país triste, provocou alegrias. Voltamos agora ao nosso quotidiano , ouvir os resultados dos indicadores económicos, os indicadores do desemprego, os comentadores televisivos portadores sempre de más noticias...............................

Talvez com uns Scolaris, e com mais organização se consiga dar mais alegrias a estes nove milhões de portugueses e apontar-lhes a luz ao fundo do túnel que todos anseiam.

sexta-feira, julho 07, 2006

Exército combate incêndios em Sintra

(Foto:Pedro Macieira)

Segundo o jornal digital "Alvor de Sintra" de 6-7-2006 " Sintra é uma das dez áreas onde 120 militares do Exército participam no combate directo aos incêndios. Até 30 de Setembro as equipas de Sapadores do Exército ficam responsáveis pelo combate ao fogo em primeira intervenção. o que inclui, por exemplo, a abertura de linhas de quebra-fogo ou mesmo o combate inicial às chamas."

-Para leitura integral da noticia -pressionar aqui.

Notas sobre a Instituição centenária, dos Bombeiros Voluntários de Colares:

Transcrito parcialmente da página da Internet dos Bombeiros Voluntários de Colares

" (...)É facto provado que a Associação do Bombeiros Voluntários de Colares, a primeira a ser criada no Concelho de Sintra, iniciou serviços operacionais em 9 de Março de 1890, com a inauguração da sua “Estação de Incêndios”, embora os seus primitivos Estatutos só tivessem sido aprovados por Alvará do Governo Civil de Lisboa datado de 22 de Junho de 1892.

De entre as 27 pessoas que integraram a comissão que redigiu e assinou esses Estatutos, destacamos os nomes de:• José Inácio da Costa, natural de Colares, um dos fundadores do Montepio e benemérito que muito contribuiu para vários melhoramentos em Colares, como a fundação a expensas suas de uma banda de música integrada no Corpo de Bombeiros, a construção da estrada para a Praia das Maçãs, etc.;

• Eduardo Rodrigues da Costa, também natural de Colares, que veio a ser o primeiro Chefe da Esquadra e depois o Comandante do Corpo de Bombeiros e doador do material com que este iniciou as suas actividades;• António Maria Dias Pereira Chaves Mazziotti, também ele natural de Colares, que durante 17 anos foi Secretário da Junta do Crédito Público, em representação do Governo e, em várias legislaturas, de 1880 a 1908, foi Deputado pelo Partido Progressista, representando os Círculos de Sintra, Lisboa e Beja.Pelo menos até 1892, o novo Corpo de Bombeiros constituiu a 5ª Esquadra da Real Associação dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, de que era então Comandante o Príncipe D. Afonso Henriques, Duque do Porto e irmão do Rei D. Carlos I.Com esta nova Esquadra, os Bombeiros da Ajuda, passaram então a estar estruturados como segue:

1.ª Esquadra, no Palácio da Ajuda, chefiada por João Luís Duarte;

2.ª Esquadra, na Casa Pia, chefiada por Eugénio L. Oliveira;

3.ª Esquadra, no Palácio da Necessidades, chefiada por Eugénio L. Oliveira;

4.ª Esquadra, no Hospital S. José, chefiada por Artur Mena;

5.ª Esquadra, em Colares, chefiada por Eduardo Rodrigues da Costa."


Para saber mais sobre os Bombeiros Voluntários de Colares -pressionar aqui.

Notas bibliográficas sobre os Voluntários da Ajuda em documentos existentes na Biblioteca da Ajuda.

manuscritos:


1683, Março 19 — «Regimento que os juizes do crime dos bairros d’esta cidade hão de guardar em acudirem e mandarem acudir aos incendios, e repartirem cada um em seu bairro os machados, picaretas, alavancas, enxadas, baldes e lanternas que, por ordem do senado, lhes fôrem entregues, na fôrma do decreto de S. Alteza, que Deus guarde, de 24 d’Outubro de 1681, em resolução de uma consulta do Senado de 19 de Março do presente anno de 1683.» (vol. 10, p. 54-57)


1908, Fevereiro 2, Lisboa
Telegrama de Alfredo de Andrade, presidente da direcção da Real Associação dos bombeiros voluntários da Ajuda, para o infante D. Afonso, de pêsames pela morte do rei [D. Carlos ], e do príncipe real.
Ms. Av. 54-XIII-22, n.º 713


[s. d., s. l.]
Real Associação dos bombeiros voluntários da Ajuda : lista dos nomes, moradas e patentes dos bombeiros, de que é comandante o infante D. Afonso Henriques, Duque do Porto.
Ms. Av. 54-XI-1, n.º 8