
A Rola
O cheiro acre da penugem nova
da jovem rola fiel, solitária,
dos próximos pinheiros exilada,
entontecia os seres que a rodeavam
para executar a paz do seu arrulho
- os seres tão diversos de três reinos,
o gato negro, a pedra e eu no mundo.
Fiama Hasse Pais Brandão (1939)
in Animal Animal -Um bestário Poético
2 comentários:
Que poema tão bem escolhido! Gosto de Fiama Hasse, se bem que seja difícil lê-la.
Graça,
Cheguei à Fiama Hasse Pais Brandão, por causa da foto da Rola-minha vizinha-espero que ainda o seja...
Mas através das fotos vou lendo e encontrando poetas e poesias.
Um abraço
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