quinta-feira, outubro 31, 2013

Um olhar sobre o Palácio Nacional de Sintra

Palácio Nacional de Sintra, Portugal
Palácio Nacional de Sintra, Portugal Palácio Nacional de Sintra, Portugal
Vista noturna.
Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais.
Fotografias sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980.


Fotos da colecção da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian


Com fundação árabe, o Palácio de Sintra torna-se, a partir do século XII e por cerca de oito séculos, residência da Família Real Portuguesa. Único sobrevivente dos Paços Reais medievais, a sua configuração actual não se alterou substancialmente desde meados do século XVI, resultando de campanhas de obras sucessivas de Dom Dinis, João I e Dom Manuel I. Reunindo vários estilos arquitectónicos - gótico, mudéjar e manuelino - foi muito utilizado na Idade Média como refúgio da Corte durante os meses de verão e para a prática da caça. Mundialmente reconhecido pelo perfil das duas monumentais chaminés cónicas das suas cozinhas, exibe no seu interior um acervo único de azulejaria hispano-mourisca e colecções de artes decorativas do século XVI ao século XVIII.

Monumento Nacional desde 1910.
Integra desde 1995 a classificação da Unesco de Sintra Paisagem Cultural da Humanidade.
*Texto PSML

3 comentários:

Carlos José dos Santos disse...

Só é pena que lhe tenham retirado grande parte do seu mobiliário interior, umas coisas simplesmente roubadas, outras como o contador que foi para a Fundação Oriente. Se a Fundação não tinha nada para lá meter dentro, não tinha razão de existir, foi mais um tacho que se arranjou, para lá refundir uns amigos, e fugir aos impostos.
Eu ainda me lembro de visitar o Palácio quando eu era menino e moço, e haver muito mais mobiliário. Muitas peças em prata, onde é que isso mora?

Caminhando por Sintra disse...

No tempo do estado novo, os palácios foram transformados numa espécie de 'museus das artes decorativas', um projecto no qual participou o Arq. Raul Lino. Cada palácio ficou com o seu estilo e houve grande itinerância de peças entres os diferentes monumentos. Para os interessados na museologia do Palácio Nacional de Sintra, aconselho vivamente a consulta da tese de mestrado de Luís Soares, que inclui uma interessante descrição cronológica das entradas e saídas dos objectos do seu acervo. https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CDEQFjAA&url=http%3A%2F%2Frun.unl.pt%2Fbitstream%2F10362%2F4432%2F1%2Fluissoares.pdf&ei=Eu5yUqv9DuTF7AaM0oGYDg&usg=AFQjCNGhSshXUV2n8Bjleh0Ouw26OecfcA&sig2=Ux_8o3wyFnNfFr4bpO-XBA&bvm=bv.55819444,d.ZGU

pedro macieira disse...

Agradeço, embora ainda não tendo lido a totalidade da Dissertação de mestrado em Museologia uma informação muito útil sobre o movimento do acervo do Palácio da Vila, para melhor entender o seu actual estado .
Abraço