" Se Lisboa, Cascais e outras zonas do distrito de Lisboa comemoram o Santo António, por que razão Sintra tem como feriado municipal o dia 29 de junho, dia de São Pedro? Para responder a esta questão, é preciso recuar até ao século XII. Ainda hoje, existe a freguesia de São Pedro de Penaferrim, uma zona muito conhecida no centro de Sintra. O seu nome original era São Pedro de Canaferrim, igual ao da igreja que se encontrava no topo da serra, junto ao Castelo dos Mouros . Após a conquista de Lisboa e a rendição de Sintra (1147), D. Afonso Henriques quis construir estruturas religiosas nos locais que tinham sido ocupados pelos mouros. Assim, no século XII, foi ali construída uma pequena capela, votiva a São Pedro – a Igreja de São Pedro de Canaferrim . Foi a primeira igreja paroquial de Sintra e terá permanecido a culto até ao século XIV. Foi também a sede de freguesia durante muitos anos. É por isso que o santo popular associado a Sintra é, desde tempos idos...
Comentários
- Qual senha? pergunto eu
- Tem que tirar uma senha e aguardar a vez para se sentar numa mesa. Disse o empregado.
Entretanto uns estrangeiros tinham tirado uma senha.
- Dado que não tem senha tem que ceder a mesa às pessoas que entretanto tiraram senha. Disse o empregado.
Reparei no aparelho de tirar senhas e o letreiro com o numero do cliente seguinte, e dado que é regra da casa, levantei-me e sai com a consciência , e com muita tristeza, que aquele foi o ultimo dia que entrei na mítica piriquita, e que esta deixou de ser dos Sintrenses.
Nasci na Vila, no antigo hospital, e sempre morei nas proximidades, embora não no centro.
Gosto do interesse de gente de todos os cantos do mundo em conhecer esta, que também é a minha terra. No entanto, embora more tão perto, sinto-me de certa forma impedida de usufruir do seu espaço, pelo menos com a forma e frequência que gostaria, devido ao imenso caos do tráfico automóvel, ao estacionamento, e outros factores onde os preços turísticos e a forma de lidar com o público nacional e estrangeiro também têm o seu lugar.
Salvam-me os recantos ainda desconhecidos do grande público, esplanadas aprazíveis com belas vistas, livres de azáfamas, que manterei secretas por puro egoísmo.
Há anos que detenho uma posição sobre o turismo: nas nações ditas civilizadas não se faz distinção entre o nativo e o turista. Tudo é pensado e criado com o grande objectivo de satisfazer as necessidades dos cidadãos, e aumentar a sua qualidade de vida em todos os quadrantes.
Desta forma os turistas virão por curiosidade e pelo desejo de fazer parte desse modus vivendi.
Somente nos países de terceiro mundo é que é comum uma enorme dicotomia entre uns e outros, enfiando-se turistas em resorts fechados que em nada se assemelham à cultura e condições locais. Pois eu gostaria muito que optássemos por uma estratégia de gente civilizada.