quarta-feira, março 26, 2008

Casa na Estefânia em Sintra

"Casa na Estefânia" em Sintra, aguarela de Stephen Brody

Exercício fotográfico (em dia enevoado), baseado na aguarela de S.Brody na casa da rua Dr.Alfredo Costa, na Estefânia.

"Sintra é um lugar muito antigo, que sofreu grandes mudanças ao longo da sua história,e naturalmente estamos ainda a vivê-las presentemente - na minha opinião isso não é uma vantagem, mas o mesmo poderei dizer do resto do mundo...(...)"
Stephen Brody
(Tradução livre)

8 comentários:

viajante disse...

Quase, quase que apanhava a minha casa..
Na primeira casa à esquerda funcionou durante muitos anos um barbeiro que também era calista. Agora está emparedada e aguarda que a nossa CMS dê luz verde ao projecto de reabilitação.
Na casa em relevo, à direita, moram pessoas idosas e o andar superior está devoluto. E depois ?
Será que vai ser recuperada como merece ?

Anónimo disse...

Eu quase pressinto que, na aguarela de Stephen Brody o papagaio, (o verdadeiro ou, depois, quando este morreu, o artificial) se encontra ainda a espreitar, por dentro do vidro, no lado esquerdo da janela da barbearia.
Numa e noutra só faltam mesmo os pombos no telhado...
ereis

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
pedro macieira disse...

Viajante,
A casa da"Estefânia" vizinha á sua e´uma casa muito interessante, e parece-me que está relativamente bem conservada.De tal forma que chamou a atenção de Stephen Brody, para mais uma excepcional aguarela.
O futuro destas casas é um enigma, mas conhecendo como conhecemos o que se passa cá no burgo, as perpectivas não são muito boas.
Um abraço.

pedro macieira disse...

ereis,
O pormenor do papagaio é fabuloso, e são estas piturescas histórias, que tornam o quotidiano das pessoas tão interessantes.
Um abraço

Prosasvadias disse...

Não pressinto mudanças, o que, neste caso específico, é bom, e natural, que elas não existam. A naturalidade do tempo encarrega-se de criar momentos em que o tempo parece parado. Parece, escrevi, porque na grande maioria das vezes, não é o que acontece, o tempo parece um camartelo que à sua passagem tudo destrói e consome. Os nossos olhos detectam aqui apenas esse movimento imperceptível que é a passagem do tempo e a sua permanência. Ainda bem que assim continua.

pedro macieira disse...

Caro Carlos Freitas,
É verdade que o "tempo à sua passagem tudo destrói e consome",a nossa acção de procurar no fundo das memórias, os aspectos do passado, e ter possibilidade de o mostrar, poderá ser uma tentativa com alguns efeitos no presente, que possibilite que a dinâmica da mudança seja mais lenta...
Um abraço