quarta-feira, março 19, 2008

A Quinta do Marquês de Marialva

Foto Cruz,Chaves-arq.foto.CML

«Na segunda metade do séc XIX, o Campo(de Seteais) recaiu no domínio público , e os danos foram tantos que os descendentes e sucessores do Marquês de Marialva por três vezes tentaram fechar o terreno, por cuja conservação eram responsáveis. Mas o povo, cioso do seu direito, por três vezes impediu o ajardinamento do centro do Campo, que sucessivamente foi servindo para ali se realizarem jogos de futebol, concursos hípicos, feiras agrícolas e festejos populares, até que o Estado Português, em 1946, adquiriu ao ultimo proprietário, Conde Sucena, a casa e a quinta, livre de foros desde 1797, e também os domínios útil e directo do campo de Seteais. Hoje é a empresa concessionária do Hotel-Palácio quem se opõe às tentativas populares que de vez em quando procuram divertir-se no terreno relvado.»
História do Palácio e Quinta de Seteais-Estudos Sintrense II-Francisco Costa-1958

Depois dos acessos proibidos no Parque da Pena, alegadamente por motivos de segurança de futuras obras de restauro do Chalet da Condessa, também o Palácio de Seteais tem o acesso impedido ao público durante um ano pelos mesmos motivos.

O "Rio das Maçãs" associa-se às vozes que já contestaram esta medida tomada pelo concessionário ( hotel Tivoli, grupo Espírito Santo) daquele espaço - destacando os blogues “Alagablogue”, e o “Sintra do Avesso”, exigindo que os PSML,e a CMS criem uma solução durante o longo período das obras, que permita o acesso dos visitantes a um local, que tem uma vista impar para a Várzea de Sintra, como um dos ângulos mais interessantes do palácio da Pena, visto através do Arco de Seteais.

*Nota sobre as obras no Palácio de Seteais no início do séc XIX
«(...)Como a entrada do palácio não podia situar-se ao centro da construção, que era e é caminho público para o Miradouro, o arquitecto do Marquês de Marialva (provavelmente José da Costa e Silva) tirou partido desse inconveniente, marcando o centro com o arco de triunfo dedicado ao Príncipe Regente.»
Francisco Costa, Estudos Sintrenses II

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