sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Públicas impunidades Sintrenses

A mansão ilegal do comendador, no Parque Natural Sintra-Cascais

Sem mais comentários, aqui ficam as últimas páginas publicadas no Jornal "Público", sobre as impunidades reinantes cá no burgo, praticadas sempre pela mesma pessoa (ex-autarca Sintrense).Curiosamente, pessoa que tem contactos frequentes com o Presidente da Autarquia Sintrense, em actos oficiais e empresariais.
Jornal "Público" de 27 de Julho 2007

Jornal "Público" de 24 de Outubro 2007

Jornal "Público" de 28 de Fevereiro de 2008 (pressionar imagem para ampliar)

Quem fica a falar sózinho...ou talvez não.

O Presidente da Autarquia, que "fiscaliza" e embarga...mas as obras ficam. (foto encontrada- aqui)


Ministro do Ambiente- notícia na SIC em 15 de Novembro de 2006 :
« Cumpridas todas as formalidades legais prévias, Nunes Correia (Ministro do Ambiente), deu agora o último passo, concedendo ao dono do prédio 120 dias para cumprir a ordem de demolição.Caso contrário, avançará o PNSC, que o fará "a expensas do proprietário procedendo, se necessário, à tomada de posse administrativa do imóvel enquanto medida de tutela da legalidade urbanística."»
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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Visita ao Chalet da Condessa, no próximo domingo

A Comissão Cívica pelo restauro do Chalet da Condessa d’Edla, destruído pelo fogo em 1999, promove uma visita de sensibilização ao local no dia 2 de Março pelas 10h30m, agora que se inicia o seu restauro, com enquadramento histórico e artístico do mesmo,bem como visita crítica às obras.Inscrições pelo 918343698 até 29 de Fevereiro ou info@alagamares.net
O Jornal da Região de 26/02 a 3/03/2008, destaca a visita e noticia que "Os trabalhos de restauro vão poder ser acompanhados por visitantes do parque".

Em Novembro de 2007 era este o aspecto das obras iniciais para a recuperação do Chalet da Condessa d' Edla, que ardeu em 1999, e até esta data se encontrava em ruínas.


terça-feira, fevereiro 26, 2008

Parque da Pena



"O Parque da Pena situa-se na Serra de Sintra, um sítio distinto sob ponto de vista ecológico, paisagístico e histórico, inserido em pleno Parque da Natural de Sintra- Cascais e dentro da área classificada como Património Mundial. O Palácio é a imagem emblemática por excelência da Pena e constitui um importante pólo de atracção.
(...)

Conceptualmente o Parque distingue-se pelo formalismo pela dimensão e implantação de qualquer composição nacional de então. Afasta-se de igual modo das composições paisagisticas promovidas em território português e estranjeiro. Caracteriza-se pelo aproveitamento de elementos do passado- nomeadamente em revivalismo medieval. A exemplo do Palácio estilisticamente marcado pelo revivalismo gótico e manuelino, também a concepção do Parque obedece a principíos idênticos resultando numa composição nem sempre coerente com conceitos estéticos românticos.Embora esta composição seja dominada por referências à paisagem germânica, integra reminiscências nacionais constatáveis na adopção pontual de determinadas soluções estéticas e técnicas."

Extracto de:

Parque da Pena: O significado e uma proposta de intervenção.
Professora M.Teresa L. Andressen
Apresentado no 1º Congresso Nacional de Arquitectura Paisagistica em 1993

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Visita ao Chalet da Condessa d´Edla

A Comissão Cívica pelo restauro do Chalet da Condessa d’Edla, destruído pelo fogo em 1999, promove uma visita de sensibilização ao local no dia 2 de Março pelas 10h30m, agora que se inicia o seu restauro, com enquadramento histórico e artístico do mesmo,bem como visita crítica às obras.Inscrições pelo 918343698 até 29 de Fevereiro ou info@alagamares.net

Mais informações -
aqui

sábado, fevereiro 23, 2008

À volta do Palácio Nacional da Vila

"Entrando no Largo da Rainha D.Amélia, encontra, á direita, o portão que dá acesso ao Palácio Real, suptuoso edificio, cheio de históricas recordações.A fachada principal, deita para um extenso pateo, ao fundo do qual houve, em tempo, corridas de touros e outros divertimentos.
O palacio é de forma irregular, não se podendo avançar com precisão, qual o estylo que presidiu á sua edificação e reconstrucção , visto encontrar-se uma miscellanea de estylos caracteristicos de diferentes epochas.

È tradição que este vetusto edificio foi residencia dos reis mouros de Lisboa. D.João I, D.João II e D.Manuel, mandaram alli proceder a importantes obras.O terramoto de 1755, causou-lhe importantes estragos, e ás suas reparações, mandou o Marquez de Pombal que se procedesse.

Foi n'este palacio que nasceu D.Affonso V, em Janeiro de 1432, e foi tambem alli que faleceu em Agosto de 1481."


Guia do Viajante em Portugal e suas Colónias em África-1907

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

“Couvert” e os abusos no serviço de mesa

Todos os que frequentam os restaurantes “Típicos”, ou mais ou menos “Típicos” da nossa região, conhecem , a prática de antes de se fazer qualquer pedido, a mesa ficar repleta de “couverts”: manteigas, patés, queijos ,salgados, pão de vários tipos, presunto, melão, percebes, etc, etc.

Por vezes na conta há enganos , e conflitos porque alguns clientes não quererem pagar, “couverts” em que nem sequer tocaram.Por outro lado a parcela dos “couverts” tem um peso substancial na conta a pagar.


Para esclarecer estes usos comerciais algo “agressivos” de alguns restaurantes, vem agora a ADPC, Associação Portuguesa de Direito do Consumo em comunicado explicar que «O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa»,

E para que não haja dúvidas esclarece ainda que “. É a lei expressa que tem de ser observada com todo o rigor. A aposição dos acepipes na mesa - sem prévia solicitação - pode configurar um ilícito", ao abrigo do o n.º 4 do art.º 9.º da LDC - Lei de Defesa do Consumidor.
Segundo a APDC, o DL 143/2001, de 26 de Abril, corrobora esse entendimento no seu artigo 29, ao consagrar que "é proibido o fornecimento ou a prestação de serviços ao consumidor que incluam um pedido de pagamento, sem que este os tenha previamente encomendado.

O destinatário de bens ou de serviços recebidos sem que por ele tenham sido encomendados ou solicitados, ou que não constituam o cumprimento de qualquer contrato válido, não fica obrigado à sua devolução ou pagamento, podendo conservá-los a título gratuito", referia a APDC, ao sublinhar que a "ausência de resposta do destinatário não vale como consentimento.

Qualquer empresário de restauração que não respeite estes preceitos legais incorre no pagamento de coimas que, nos casos de sociedades mercantis, oscilam entre 3.500 e 35 mil euros, além de eventuais penas acessórias.

A Lei Penal do Consumo (art.º 35 do DL 28/84, de 20 de Janeiro) tem também solução para os autores de tais ilegalidades, prevendo uma pena de prisão de 6 meses a 3 anos, e multa não inferior a 100 dias, pelo crime de especulação”
refere neste comunicado a APDC.

Como consequência deste comunicado a APDC, já foi contactada pela Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP) de forma a iniciar-se conversações para se definirem como os restaurantes terão de cumprir a lei no pagamento do "couvert ".

As associações de Consumidores, tem uma acção importante para controlar o abuso de alguns agentes comerciais, fazendo denúncias e obrigando ao cumprimento das regras estabelecidas para cada área de negócio. Saliento neste âmbito a acção positiva da DECO, que hoje é uma voz autorizada e ouvida na defesa do consumidor.
Associações de defesa do consumidor:
-DECO -pressionar
-Instituto do Consumidor-pressionar

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

REN rejeita a suspensão do processo de muito alta tensão

S.Marcos/Cacém

A REN recusou o pedido de suspensão do processo a decorrer no Tribunal Administrativo de Sintra, movido pela Junta de Freguesia de Monte–Abraão, relativo á linha de muito alta tensão, Fanhões-Trajouce.

Pretende a REN, que o processo seja o mais célere possível e que a decisão do Tribunal não seja atrasada por “mecanismos jurídicos”, argumentando que a linha de muito alta tensão Trajouce-Fanhões é fundamental para o abastecimento de milhares de pessoas.

Fátima Campos, Presidente da Junta de Monte Abraão, considera que a Junta só tem utilizado os "mecanismos jurídicos a que tem direito e à sua disposição". Fátima Campos justificou o pedido de suspensão temporária do processo com a necessidade de "não baralhar o colectivo de juízes, que poderá pensar que a junta de freguesia estaria envolvida no alegado acordo entre a REN e a Câmara de Sintra" para enterrar a linha, na zona de de S.Marcos. Sobre a necessidade da linha Fanhões-Trajouce, facto alegado pela REN, afirmou que actualmente ”estão a funcionar as linhas antigas e que não houve um apagão”.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

CHEIAS II

Rio das Maçãs/Ribeira de Colares -Foto de 18/02/2008

Regresso ao tema das cheias, para transcrever um interessante artigo publicado no “Alvor de Sintra”, pelo sentido positivo de uma intervenção de há 10 anos do actual Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Nunes Correia, e que terá influenciado "a inclusão de zonas adjacentes ao leito de cheias de vários rios no PDM de Sintra. Em 1998, Nunes Correia, então professor do Instituto Superior Técnico, assinava uma comunicação no VII Congresso da Água, em que defendia “a necessidade urgente de delimitar áreas de risco de inundação no interior dos perímetros urbanos e de proceder à sua regulamentação através da figura de Zona Adjacente”, com base na análise da Ribeira das Lajes, em Sintra.

A alteração, proposta em conjunto com Graça Saraiva, arquitecta do Instituto de Agronomia, e Vítor Carmo, técnico da Câmara Municipal de Lisboa, surtiu efeito no concelho de Sintra no ano seguinte. Em 1999, o Regulamento do Plano Director Municipal de Sintra tornava “interdito”, nas zonas adjacentes às margens ameaçadas pelas cheias “implantar edifícios ou realizar obras susceptíveis de constituir obstrução à livre passagem das águas, destruir o revestimento vegetal ou alterar o relevo natural e instalar vazadouros, lixeiras, parques para sucata ou quaisquer outros depósitos de materiais”. e adianta o Alvor de Sintra que " O diploma remetia para legislação específica a Ribeira da Lajes, Rio Jamor e Rio de Colares, com mapas delimitando as zonas adjacentes, determinadas no final dos anos 80"
O estudo de Nunes Correia, datado de 1998, analisava a Ribeira das Lajes e apontava críticas à Câmara Municipal de Sintra. De acordo com o documento, que estudava a construção de edifícios em leito de cheias entre 1961 e 1991, “quatro edifícios foram construídos nesse intervalo de tempo numa parcela de alto risco”, com 100 por cento de área inundável. Nunes Correia acrescentava que outros 16 foram construídos em zonas abrangidas em mais de 50 por cento pela zona adjacente ao leito de cheias.

Sobre as responsabilidades na autorização da construção de edifícios em zonas de risco, Nunes Correia considerava que “este comportamento de algumas Câmaras Municipais e dos organismos do Ministério do Ambiente parece configurar uma situação de negligência, especialmente grave por pôr em causa a segurança de um número elevado de cidadãos que vive, na maior parte dos casos, na ignorância dos riscos que correm por habitarem em pleno leito de cheia”.

Este conhecimento do terreno talvez justifiquem as afirmações de Nunes Correia de ontem,sobre as responsabilidades das autarquias nas consequências das inundações, que parecem ter ofendido os autarcas e alguns responsáveis politicos...

Inundações de 1983 no Cacém, é visivel do lado esquerdo da foto o curso normal da Ribeira das Jardas, e á direita o leito da cheia. Ao fundo a fábrica Melka, semi-destruída.

Ontem em post, sobre estes tristes acontecimentos, considerava que a intervenção do programa Polis na baixa do Cacém, teria resolvido os erros do passado, mas o ponto da situação feito hoje pelo"Correio da Manhã" vem desmentir esse optimismo.

Pontos negros da cheias de ontem.

CACÉM
Nem as obras de requalificação inseridas no programa Polis, que terminaram recentemente, resolveram os problemas das cheias na freguesia.

SACAVÉM
Moradores e comerciantes da Baixa afirmam nunca ter visto uma cheia com tanta intensidade. No centro, a água ultrapassou os 1,5 metros de altura.

LOURES
Detritos arrastados pela corrente acumularam-se em pontos de estreitamento, causando o transbordo do leito dos rios.


Inundações de 1983, no Cacém
Precipitação de ontem em números:

-No observatório do Aeroporto de Lisboa, registou-se entre as 00:00 e as 05:00 uma precipitação de 65 milímetros (65 litros de água por metro quadrado), com 35 milímetros entre as 04:00 e as 05:00.
-No concelho de Sintra, a precipitação acumulada foi de 44 milímetros, com 17,7 milímetros entre as 03:00 e as 06:00, segundo o Instituto de Meteorologia


terça-feira, fevereiro 19, 2008

Cheias: Aprender a lição de uma vez por todas!

Há anos que o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, ergue a sua voz contra a forma de ordenação do território,que se pratica neste país, e ninguém parece ouvi-lo.

O exemplo de Loures e Vale de Alcântara, com as construções em zonas de leito de cheias, factos que provocam ciclicamente cheias em Algés em Loures e em Sacavém, de cada vez que a precipitação aumenta, demonstram bem a razão das suas afirmações.

Historial

1967
Na noite de 25 de Novembro de 1967, uma tromba de água caíu sobre a região de Lisboa.Alenquer,Loures, Odivelas, Quintas, (que desapareceu literalmente) foram as localidades mais afectadas. No total morreram setecentas pessoas, e houve milhares de contos de prejuízos.



1983

Há 25 anos nas grandes cheias que atingiram a região de Lisboa, e que inundaram a baixa do Cacém, quando as águas da Ribeira das Jardas sairam do seu leito, estrangulado pelas construções de imóveis, aí "plantados" , por não terem sido consideradas questões básicas do ordenamento do território.




Imagens das inundações no Cacém em 1983
Actualmente com o projecto Polis a baixa do Cacém sofreu uma revolução urbanística, espera-se que as lições de há 25 anos tenham servido de lição, para não se cometerem de novo os mesmos erros.


Nota:Foto Arq.Ribeiro Telles, encontrada aqui

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Mau tempo na região de Sintra

A serra de Sintra encoberta por um denso nevoeiro ao amanhecer

Imagem da serra a meio da manhã
Elevada precipitação desta madrugada, criou vários problemas na circulação nas vias de acesso à área de Lisboa, provocando várias inundações. Em Belas uma viatura foi empurrada pela enxurrada, provocando uma vitima e um desaparecido.

Rio das Maçãs com grande caudal, durante o início da tarde


PRECIPITAÇÃO – Condições meteorológicas adversas

Nesta época do ano, é previsível a ocorrência de precipitação em todo o território continental.
Desta forma, e tendo em conta a chuva que se tem vindo a fazer sentir, a Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda à população especial atenção e a tomada das seguintes medidas de precaução:

§ Preste atenção aos avisos e recomendações das autoridades competentes, mantendo-se atento à situação;
§ Proceda à desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes que possam ser arrastados;
§ Limpe bueiros, algerozes, caleiras e respectivos sistemas de escoamento;
§ Feche portas e janelas e arrume equipamento solto, caixotes de lixo ou outros objectos, em caso de vento;
Ao conduzir, tenha em atenção que as estradas podem estar cortadas ou condicionadas ao trânsito. Reduza a velocidade, conduzindo com cuidado devido a possíveis congestionamentos de tráfego. Tenha especial atenção aos lençóis de água que podem formar-se nas vias e à diminuição da visibilidade, que poderá aumentar o número de acidentes de viação; Em caso de inundação no interior de sua casa por excesso de chuva, contacte os Bombeiros e o Serviço Municipal de Protecção Civil do seu Concelho







VISITA AO CHALET DA CONDESSA D’EDLA, PARQUE DA PENA, SINTRA

A Comissão Cívica pelo restauro do Chalet da Condessa d’Edla, destruído pelo fogo em 1999, promove uma visita de sensibilização ao local no dia 2 de Março pelas 10h30m, agora que se inicia o seu restauro, com enquadramento histórico e artístico do mesmo,bem como visita crítica às obras.

Inscrições pelo 918343698 até 29 de Fevereiro ou info@alagamares.net

Concentração junto á bilheteira de entrada do Castelo dos Mouros.

Duração: 2h

Custos: os da entrada no Parque da Pena.

Crianças até 5 anos: entrada gratuita ,Adulto (18-64 anos): 4,5€, Jovem (6 -17 anos): 2,5€, Sénior (mais de 64 anos): 2,5€

Bilhete Munícipe: entrada gratuita aos domingos de manhã

Bilhete de Família: 10€

Como chegar: se não se desloca em viatura particular pode usar a carreira circular da Scotturb,com pontos de entrada na Estação de Sintra ás 9.30-10.10-10.30 ou junto ao Turismo,Vila 9.35-10.15-10.35.

Retorno na mesma linha com saídas de 20 em 20m.

Na sequência do Relatório da Missão da Unesco a Sintra, de Março de 2006, a Alagamares-Associação Cultural tem vindo a dinamizar a sociedade civil para as questões do restauro e recuperação do Chalet da Condessa d'Edla, Imóvel de Interesse Público desde 1993, que consta da lista de Património Mundial, mas há décadas em completo abandono e hoje já parcialmente destruído por um fogo ocorrido em 1999.

Se Sintra não existe como hoje a retemos no nosso imaginário sem o Rei-Artista D. Fernando II, um alemão que foi um grande português, percursor da protecção do património em Portugal, igualmente a casa singular que para si e sua segunda esposa erigiu, um mundo dos "Homens no Domínio dos Deuses", e a figura da Condessa d'Edla, como mecenas e vulto da cultura, merecem respeito e admiração. E não é por acaso que ao topo do seu jazigo, no cemitério dos Prazeres, obra de Raul Lino, figura para todo o sempre a Cruz Alta, simbolo do país que um dia mudou o seu destino.Disponibilizadas verbas de organismos internacionais o ano passado,e com obras previstas até Junho de 2009,visa-se dar a conhecer um local e a sua história que se articulam com todo o conjunto ,e que um clima de acompanhamento crítico e construtivo pode ajudar a não deixar pelo caminho e a catalizar sinergias do mundo do mecenato para a sua devolução ao público enquanto parcela singular do património de Sintra,que o mesmo é dizer,do Mundo.

Posts relacionados :
-Colocar de novo o Chalet da Condessa d' Edla no mapa do Parque da Pena-pressionar
-Pelo restauro do Chalet da Condessa d'Edla-pressionar

sábado, fevereiro 16, 2008

A reabertura da Estação e do Túnel do Rossio

Estação do Rossio em construção
O túnel do Rossio em construção-as 2 fotos encontradas aqui

Hoje e amanhã na estação do Rossio, recentemente renovada, decorrem alguns eventos integrados nas celebrações da reabertura do túnel do Rossio, encerrado para obras em 22 de Outubro de 2004 por questões de segurança. O encerramento do túnel, provocou alteração de percurso diário, para chegar à baixa pombalina a milhares de passageiros.

O túnel de 2600m, escavado por entre rochas calcárias, e considerado na altura (1887), juntamente com a estação uma das maiores obras de engenharia do séc. XIX. Inaugurado em 11 de Junho de 1890, tendo sido atravessado pela primeira vez pelo comboio em 8 de Abril de 1889.



Foto estação Rossio inicio séc XX, Benoliel,Arq.Fot.CML

A Real Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses encomendou ao arquitecto José Luís Monteiro a construção da Estação Central de Lisboa,concluída em 1890, com o custo de 730 mil reis. O edifício da estação é emblemático e caracteriza-se por uma linguagem neo-manuelina.

Peditório a favor da Guerra, junto ao edifício da Est.Rossio,1917-Benoliel,Arq.Foto.CML

Descrição de um início de viagem de comboio para Sintra em 1907:

Passeio á villas de Cintra e Collares

Dirigir-se-ha o viajante á Estação Central do Rocio d´onde partem os comboios para a villa de Cintra (1ª classe 530 –2ª ,360-3ª , 230).
As partidas são muito frequentes, principalmente na epocha do verão , devido ao extraordinário movimento que ha, não só para a bella estancia , como também para todas as povoações servidas pelo caminho de ferro de Cintra. Entre essas povoações , destacam-se Queluz e Bellas, que adeante trataremos.
Cintra dista de Lisboa 30 kilometros.
O trajecto de comboio rápido, é feito em pouco mais de meia hora; e em comboio ordinário, no dobro do tempo, sem, porém se tornar fastidioso, pois ha sempre surpresas na variedade do panorama.
Logo que o comboio galga o tunnel, onde entra á partida da estação do Rocio, descobrem-se, á esquerda, no sitio denominado Rabicha, ao principio do Valle de Alcantara, os Arcos das Aguas Livres, obra notavel de D.João V.(...)

Guia do Viajante da Empresa Nacional de Navegação em Portugal e suas Colónias em Africa-1907

" Sitio denominado Rabicha, ao principio do Valle de Alcantara, os Arcos das Aguas Livres "


Números do túnel*
210
mil é o número de utentes que diáriamente utiliza a linha de Sintra, 65 mil dos quais vão para o Rossio.

7,7 milhões de euros é o valor de derrapagem da obra, inicialmente orçada em 32 milhões de euros.

5 anos foi o tempo que levou a terminar a obra que deveria ter ficado concluída em Julho de 2006.

*Fonte: Jornal “Expresso”





sexta-feira, fevereiro 15, 2008

A REN, perde novo recurso junto do Tribunal Constitucional


A Redes Energéticas Nacionais (REN) foi derrotada mais uma vez em recurso junto do Tribunal Constitucional, neste recurso a REN pedia que fosse anulada a decisão do T.C. de 13 de Dezembro, que a obrigou a desligar a linha de muito alta tensão Fanhões Trajouce.
Entretanto a acção principal deste processo continua a decorrer no Tribunal administrativo e Fiscal de Sintra.
Por outro lado, decorrem reuniões da CMS com as Estradas de Portugal, sobre o processo de enterramento da linha de muito alta tensão na zona do Cacém.
12-02-2008

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Sintra Romântica e São Valentim

O 14 de Fevereiro, está marcado no calendário, como sendo o dia dos namorados, ou dia de S.Valentim, data também muito estimulada pelo comércio, promovendo nesse dia a troca de presentes, entre casais. Sendo Sintra um local romântico por excelência, aqui fica o registo da efeméride:

Sintra, e a sua serra sempre empolgaram as almas românticas, Almeida Garrett em 1925 escrevia:

"...Oh grutas frias / oh gemedouras fontes, oh suspiros / De namoradas selvas, brandas veigas, / verdes outeiros, gigantescas serras."















A Química do Amor- Centro de Ciência Viva de Sintra convida todos os casais apaixonados a descobrirem a química do chocolate e a ciência do amor. Neste dia, será explicada a “Química do Amor” e ainda a actuação da endorfina (um neurotransmissor presente no chocolate) a nível emocional e cerebral.





terça-feira, fevereiro 12, 2008

Nunes Claro, Poeta em Sintra

«Toma essas rosas de Dezembro agora,
Que ao frio, à chuva, esta manhã colhi,
Elas trazem humildes, lá fora,
Saudades da montanha até aqui.

Hão de morrer d’aqui a pouco, embora!
Em cada curva onde o perfume ri,
Trazem mais o terno duma hora,
Que um frágil coração bateu em ti.

Aceita-as pois, mas, como a vida é breve,
E, um dia, perto, leve e branca neve,
Há-de cair sobre o teu peito em flor,

(Não vá Dezembro algum murchar-te o encanto)
Deixa tu que eu te colha agora, enquanto
Tens sol, tens mocidade e tens amor.»

Pobres Rosas de Sintra
Nunes Claro (1878-1949)
“ Médico distinto e poeta de rara sensibilidade. Só deixou um livro de versos, “Cinza das Horas”, e um poema . «Oração à Fome», dedicado a Guerra Junqueiro.O mais ficou disperso. Foi também um «pai dos pobres».

No Parque Municipal está gravado na pedra um belo soneto deste médico-poeta.Ali também, tendo como plinto uma rocha, está um busto do poeta, em bronze, da autoria do distinto escultor Anjos Teixeira(filho).

Nunes Claro, nos seus tempos de estudante, foi chefe de uma tertúlia de que fazia parte, entre outros, Ramada Curto e Máximo Brou. Tinha o nome de "Clária"».

Em Obras de José Alfredo da Costa Azevedo

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Os comboios voltam a circular no túnel do Rossio

Foto:Túnel de Sintra
- Os utentes da Linha de Sintra vão ter a partir de domingo mais seis comboios por hora com ligação à estação do Rossio, encerrada há mais de três anos devido a problemas de segurança no túnel ferroviário.
De acordo com a CP, a partir de dia 17, quando os comboios voltarem a circular no Túnel do Rossio, o centro urbano de Sintra e a Baixa de Lisboa ficam separados por apenas 40 minutos.
O percurso passa agora a fazer-se de forma mais rápida (menos três minutos), uma vez que as obras no Túnel do Rossio permitiram aumentar a velocidade de circulação no interior daquela estrutura de 30 para 90 quilómetros por hora.
Assim, os passageiros da Linha de Sintra voltam a ter duas soluções de entrada em Lisboa: Rossio e Roma-Areeiro.
Vai igualmente ser assegurada a ligação à Gare do Oriente.
Nos períodos de hora de ponta passam circular seis comboios por hora entre Sintra e a estação do Rossio e igual número no eixo Cacém/Linha de Cintura.

Fonte :Lusa



sábado, fevereiro 09, 2008

Imagens de Colares

COLARES é uma Vila situada sobre duas colinas da Serra de Sintra e dista apenas a 7 km de Sintra. Um dos extremos da Freguesia, na longitude Oeste de 9º 30’, é o ponto mais ocidental da Europa: “...onde a terra acaba e o mar começa...”.

Antes da fundação da Nacionalidade, há muito que existia vida humana em Colares. Do tempo dos Romanos, apareceram, no seu termo, diversas medalhas e inscrições latinas. Uma delas, encontrada perto da foz do Rio das Maçãs, dizia: “SOLI ET LUNAE CESTIVIUS ACIDIVIS PERENNIS LEG. AVG. PR. PR. PROVINCIAE LUSITANAE”.

Colares foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques na sequência da vitória de Sintra, em 1147. Manteve-se na posse da coroa até 1385, data em que foi doada por D. João I ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, em recompensa pela sua fidelidade durante a guerra contra Castela. Voltou à posse do Estado depois da morte da Infanta D. Beatriz, mãe de D. Manuel I.

A velha Vila de Colares, que teve importância nos períodos da Pré e da proto-história teve foral logo nos alvores da nossa Nacionalidade. A antiga freguesia de Nossa Senhora da Assunção, foi uma reitoria da apresentação da mitra, na antiga comarca de Torres Vedras. Colares foi sede de Concelho, com foral atribuído por D. Afonso III, em Maio de 1255 e foral-novo de D. Manuel I, em 10 de Novembro de 1516. Na sequência de uma reforma administrativa, em 24 de Outubro de 1855, o Concelho, acabaria por ser extinto e integrado no de Sintra como freguesia.

In “Roteiro de Colares 2005”

-Texto encontrado aqui

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Arte Pública ou desleixo no Centro Histórico de Sintra? II

Após mais uma visita à Vila, fiz algumas fotos de uma “intervenção” sintrense com o objectivo de escrever de novo sobre este assunto já tratado no “Rio das Maçãs” em 24 de Julho de 2007.

Hoje ao comprar o “Jornal de Sintra” deparei com um artigo de João Cachado, que também é autor do blogue “Sintra do avesso”, com o título - “O novo ex-líbris de Sintra”, que versa esse mesmo tema, que é o estado lamentável de alguns edifícios na zona histórica de Sintra, “empacotados” em 2005 com painéis pintados pelo artista plástico, Leonel Moura.

Estando completamente de acordo com o referido artigo, e aproveitando a coincidência, publico as fotos que fiz sobre o estado degradado daqueles edifícios, “intervencionados”, ilustrando desta forma o que foi publicado no “Jornal de Sintra”.

Uma vista das ruínas, da Volta do Duche (pressionar imagem para ampliar)
Transcrevendo, parcialmente o artigo de João Cachado no “J.S”:

“Basta passear pela Volta do Duche, passar a zona reentrante de estacionamento, em frente à fonte romântica de inspiração mourisca e, à cota baixa, olhar o Rio do Porto.
Ali está, se quiserem, o novo ex-libris de Sintra: uma casa pombalina arruinada, parcialmente embrulhada nos painéis já rasgados duma farsa performativa de pseudo intervenção urbana, painéis comidos pela lógica de máscara, de uma Sintra do esconde-esconde, do tapa o Sol com a peneira.”

O futuro Museu de de Dorita Castelo Branco...

A segunda casa a aguardar recuperação, será uma casa de chá...

Notas sobre a intervenção de Leonel Moura na Vila Velha em 2005

Foto: Jornal da Região Sintra
- A intervenção de Leonel Moura custou 100 mil euros aos cofres da CMS em 2005, segundo o "Jornal da Região - Sintra" de 5 de Julho de 2005.

-Os edifícios “empacotados” são propriedade municipal.

-O vereador da Cultura na altura, Cardoso Martins, responsável pelo Centro Histórico justificava a intervenção, considerando Que esta arte contemporânea até chama a atenção para uma realidade que ninguém que esconder” e acrescentavaOs edifícios estão em ruínas mas em 2006, já vão entrar em obras, ao abrigo do Plano Integrado do Centro Histórico, que prevê 45 milhões de euros, em parte (26,6%) suportados pelo Instituto de Turismo, através das verbas da concessão do jogo do Estoril.”

-Leonel Moura, afirmava em 2005 que "O objectivo é dar visibilidade ao edifício, e mostrar que se pode intervir num Centro histórico com uma linguagem contemporânea e sem chocar."
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