quinta-feira, dezembro 03, 2009

Recital de Piano evoca Condessa d'Edla

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No próximo dia 5 de Dezembro pelas 16h, no Palácio Valenças, em Sintra, a Alagamares promove um concerto de piano que assinalará os 8o anos do falecimento de Elise Hensler, Condessa d'Edla e esposa de D.Fernando II e a cujo Chalé no Parque da Pena tem sido dedicado toda a nossa atenção.

Programa do recital -Aqui

Notas sobre a Condessa d'Edla

Condessailustração831Junho1929
Revista "Ilustração" nº83 de 1 de Junho de 1929

legenda: Aspecto da câmara ardente onde por humildes servos e contadas personalidades, foi velado o cadáver da ilustre Senhora Condessa d'Edla - No oval, à direita : A Senhora Condessa d'Edla, vivva de El-Rei D.Fernando II, que há pouco se finou na sua residência de Santa Marta, depois de voluntário recolhimento de muitas dezenas de anos.
*data do falecimento 21 de Maio de 1929
Ilustraçao232Número 232 da "Ilustração", de 10 de Agosto de 1935, com a Condessa na capa, quando "Sintra pagou uma dívida de gratidão a D.Fernando II, levantado-lhe um singelo monumento no Parque da Pena"

-O programa do concerto do próximo dia 5, inclui a peça que Vianna da Motta dedicou à Condessa com apenas 13 anos de idade - "Au bord du Lac de Pena".Vianna da Motta que viveu em Colares, local devidamente assinalado com uma lápide que o recorda.

Vianna da Motta deu uma entrevista ao jornal "Século", nos fianis dos anos 30, onde relata a sua primeira apresentação em Lisboa, depois dos êxitos alcançados no estrangeiro:

"Apresentei-me no Teatro Trindade. A Condessa d'Edla lá estava, num camarote, ansiosa por ouvir-me tocar. Num dos intervalos fui comprimentá-la. O público, então ao ver-me junto dela ( e porque toda a gente sabia que fora ela quem pagara todas as despesas da minha educação) levantou-se e, com entusiasmo, fez-lhe uma extraordinária manifestação de simpatia. A Condessa surpreendida com os aplausos, pegou-me na mão e fez-me avançar, como que entregando ao povo o artista que ela formara. E tão comovida estava que as lágrimas lhe caiam em torrentes pelas faces. "

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