domingo, agosto 08, 2010

Cintra Elegante

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"Quando em 1836, Passos Manuel, eleito e imposto pelo povo, começou a governar em nome da democracia, a nobreza cartista, recolheu-se a Cintra.Quando a rainha D.Carlota Joaquina, em 1821, é exilada para o Ramalhão, Cintra passou a ser o exilio dos legitimistas. A centenária Villa ficou sempre aristocrática através os tempos e as revoluções. Cintra é ainda hoje, com raras excepções, apanágio de uma casta. Alugar casa em Cintra é, para um estranho ficar a mil léguas de Cintra.
Cintra é, hereditáriamente uma propriedade particular: a propriedade de uma classe.(...)"

Ilustração Portuguesa Nº31 de 24 de Setembro de 1906
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Legenda:
Em Seteaes
Conde de Tovar -D.Fanny Davidson Perestrelo-Marqueza do Funchal-Condessa de Tovar-D.Pedro de Mello e Castro-Baroneza da Regaleira-D.Alice de Carvalho Lobo-Ernesto Aguiar de Andrade- D.Maria de Vasconcellos d'Almeida-Eduardo Perestrello-D.Manuel de mello e Castro-D.Maria de Aguiar Andrade-D.Laura Moraes de Carvalho-D.Alda Moreira de Carvalho-D.Maria das Dores Mello e Castro-Jorge José de Mello (Sabugosa)-Guilherme Bleck e os quatro filhos do Sr.Eduardo Perestrello.

5 comentários:

Caínhas disse...

A primeira foto da Sra D.Constança de Magalhães Cunha e Costa, pelo nome deve ser alguém ligada ao senhor Cunha e Costa (talvez mãe?) que morava numa quinta a seguir à Pensão Santa Margarida, que hoje é um Museu, não sei bem de quê!
O senhor Cunha e Costa morreu sem deixar descendência, todo o recheio da casa foi vendido em Leilão nos anos 70 na Sociedade União Sintrense, sendo o Leiloeiro o então presidente da direcção, o meu querido e saudoso amigo Avelino de Sousa Gil, que era um verdadeiro expert, o produto desse leilão reverteu para a Misericórdia e, uma pequena percentagem para a Sociedade União Sintrense, que serviu de depósito dos bens e, onde se realizou durante um fim de semana o leilão.

Fatyly disse...

Muito interessante este artigo bem como o comentário de Cainhas.

Quando reparo nas vestes desse tempo, penso sempre que não daria conta do recado em termos de "lavagens" minha nossa...uma trabalheira infindável:)

Bom domingo

Anónimo disse...

Eu tenho um pequeno opúsculo (que contém algumas fotografias do interior e dos jardins) referente a um - **Leilão da "Casa Museu", em Sintra, (Colecção particular existente na casa conhecida por Palácio Valmôr) na Rua Gil Vicente Nº.7, realizado em 21 de Fevereiro de 1953 por Soares & Mendonça**-, casa que, presumo, estará nas imediações daquela a que se refere o Senhor Caínhas no comentário anterior.
Dado que não é mencionado no referido opúsculo qualquer nome de proprietário do imóvel e recheio, eu pergunto ao senhor Caínhas se possui alguma informação sobre este assunto.
emília reis

Caínhas disse...

Acho que entendi a questão da Senhora Emília Reis.
O palácio Valmor, não era da mesma família.
A quinta dos Cunha e Costa, tem ligação com a Rua Gil Vicente, mas é mesmo ao fim da Rua do lado esquerdo, faz confluência com o Largo Latino Coelho.
O Palácio Valmor, fica logo a seguir ao Antigo Hotel Costa, hoje o Turismo.
Foi em 1928 o Colégio-Liceu de Sintra, segundo o Jornal Sintra Regional de 25/12/1928, e reza assim:
-Com o fim de melhorar as suas instalações, o Colégio-Liceu de Sintra,estabelecimento modelar de ensino que dia a dia vai firmando os seus créditos, vai instalar-se na Casa Valmor no bairro da Vila.
IN-SINTRA REGIONAL 25/12/1928.

Ainda sobre este local, acrescentar, que até 1954 a escola primária pública da Vila-Velha era dada onde se situa hoje a PIRIQUITA II, a partir de 7 de Outubro de 1955, passou para o Palácio Valmor, até ser feita uma nova na Rua Sotto Mayor (salvo erro nos anos 70).
Nunca conheci ninguém que morasse ali antes daquilo ser escola.
Eu sei as datas porque passei por elas, fiz a 1ª e 2ªclasses na actual PIRIQUITA II, e na 3º classe passei para o Valmor.
O Leilão que a senhora refere no ano de 1953, bate certo a casa foi toda esvaziada para dar lugar à escola que teve inicio em 1955, mas devia ser espólio ou dos Viscondes Valmor ou dos donos do Liceu referido. Quando nós entrámos não havia nada mais que as carteiras (novas) e os quadros de ardósia.
Tinha umas casas cuja serventia era feita pelas escadas junto à antiga cocheira do José Lima, onde foi a Sede dos Escuteiros de Portugal.

Anónimo disse...

Agradeço ao Senhor Caínhas a informação contida no seu comentário.
Uma vez que conheceu a casa e, presumo, os jardins, então vou enviar o "opúsculo", que tem fotografias, para o "Rio das Maçãs" e, se o Pedro Macieira entender publicá-lo talvez alguma luz se possa fazer sobre, pelo menos a casa.
ereis