sexta-feira, junho 10, 2011

Gaivotas da Praia da Adraga

GaivotasAdraga09062011
Sempre me fascinaram as gaivotas. Não tanto pelo seu andar que por vezes apresenta ar meio desengonçado. Antes pelas suas cores, pela sua forma. Sobretudo pelo seu sábio planar assombroso com que, de forma hábil, aproveitam a brisa e os ventos para - quase sem esforço quase sem mexerem asas - subirem em altura até serem quase pontos no infinito, e com elas nos elevarem os olhos no azul denso.
Ver-vos voar no voo planado e lento de quem segura o vento e o leva em suas asas. O equilibrio instável da vida na hora da decisão e do futuro. O corpo quedo e parado, goza o sabor do vento. Apenas de vez em vez leve torção do pescoço ou o flectir ligeiro das asas largas. Tudo fácil, exacto, metódico; tudo executado no instante certo e preciso.
E a olhar-vos me fiquei e fui nas asas que não tenho, mas me oferecestes na imaginação que toma, e leva. E o corpo, em ascese, levita nas asas que me dais e me transportam ao azul de outro Sul.

*Do prefácio de"Gaivotas" de José Ribeiro Ferreira

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Fotos de Gaivotas na Praia da Adraga em 09-06-2011

4 comentários:

Dona Sra. Urtigão disse...

Essas são como as daqui.

Fatyly disse...

Gostei imenso do texto e das fotos. De facto gosto imenso de as ver, mas elas não devem gostar de mim, julgam que sou algum alvo a abater porque quase sempre levo com "uma descarga". Porque será?

Quando as vejo a sobrevoarem e voltas e aos montes...fujo:):):)

pedro macieira disse...

Dona Sra.Urtigão,
Não só a lingua é comum, mas também esta espécie das gaivotas...
Um abraço

pedro macieira disse...

Fatyly,
O texto é exactamente o que penso das gaivotas. São os meus modelos favoritos para fotografar desde sempre.
Um abraço