sábado, março 01, 2014

Plátanos de Colares 2014

Colares tem de novo a presença da "Estradas de Portugal",  em mais uma intervenção nos centenários Plátanos. Ainda temos presente os resultados dessas intervenções nos últimos anos. Esta intervenção que começou na última sexta-feira, irá continuar, pelo que já se consegue perceber pelo estado do Plátano da foto, o resultado da intervenção não augura nada de bom para os Plátanos e para a imagem  ambiental de Colares.
Foto em 1/03/2014

-Na recta entre a Ribeira de Sintra e a ponte redonda, surgiram  vários Plátanos marcadas com "L" e "X" ,indicação para mais agressivas intervenções no património arbóreo de Sintra.

Exemplo do resultado da intervenção da "Estradas de Portugal"  nos Plátanos da Várzea de Colares em 2013



http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/04/varzea-de-colares-primavera-2013.html

5 comentários:

Graça Sampaio disse...

Mesmo assim, a beleza mantém-se...

Anónimo disse...

Qual a utilidade dos enorme plátanos? Gostaria que me conseguissem explicar. Tenho um plátano gigante junto à minha residência e tirando a sujidade (folhas e pó amarelo)provocada em grande parte do ano e o perigo em dias de vento, não vejo qual a sua "utilidade". Em diversos locais podemos ver plátanos com dimensões razoáveis, visto serem alvo de manutenção/poda ao longo dos anos, estes nossos centenários foram deixados crescer livremente.

Anónimo disse...

Completamente de acordo. As árvores devem ser cuidadas e mantidas com uma dimensão que não permita causar danos ás casas e carros. Se abatidas devem ser substituidas por outras bem escolhidas e adaptadas aos locais onde são plantadas.

pedro macieira disse...

"As árvores devem ser cuidadas e mantidas com uma dimensão que não permita causar danos às casas e carros", completamente de acordo.
No caso actual de Colares, os plátanos que são centenários, mais antigos que os habitantes actuais daquela artéria -deveriam ser tratados como peças de património de Colares e de Sintra.Os plátanos em causa foram utilizados nesta região como árvores ornamentais, com vários objectivos - no caso para embelezamento do local, o Hotel Eden era um local muito frequentado e o cenário do local teve sempre os plátanos.As podas camarárias ou rolagens são práticas que colocam em causa o estado fitosanitário das árvores, provocando fácil acesso de fungos, que causam o apodrecimento e obrigam a abates precoces.Outro aspecto e agora já poderei afirmar pois é o que aconteceu, destroiem a estrutura natural da árvore - e estamos a falar de árvores robustas centenárias, destruindo todo o cenário ambiental do local.

A eliminação de árvores, ou podas agressivas, como o que voltou a acontecer, não têm em consideração não só as boas práticas, mas tem um fundamento economicista, pois os custos de manutenção futuros baixam, pois a árvore depois destas intervenções nunca mais terão copas e adoecem com mais facilidade, obrigando a abate - o que resolve às entidades Camarárias e "Estradas de Portugal.EP", alguns dos problemas na gestão urbana, no convivio com árvores -deixando de haver queixas e custos na resolução das situações, que são a contrapartida daquilo que as árvores nos dão.
Cumprimentos

pedro macieira disse...

Excerto de um texto sobre o abate e más praticas sobre as árvores que também subscrevi em 2010:

"As Associações e cidadãos signatários consideram que o estado fitossanitário e a estabilidade biomecânica das árvores existentes no espaço público urbano devem ser periodicamente avaliados. A existência de danos nas copas, nos troncos ou nas raízes deve ser tratada com técnicas de arboricultura que restabeleçam a vitalidade das árvores afectadas ou minimizem os danos a elas causados, promovendo a segurança de pessoas e bens e prolongando o período de vida dos exemplares. A decisão de abate de uma árvore, enquanto bem público e elemento fundamental do ambiente urbano que é, deverá ser sempre um último recurso, a ponderar de forma fundamentada e criteriosa.
Os signatários consideram que é urgente melhorar as práticas de gestão das árvores no espaço público e, sempre que o abate de uma árvore seja inevitável, deve ser efectuada a sua substituição e implementadas medidas de compensação adequadas. Qualquer substituição deverá seguir sempre critérios rigorosos, na escolha da espécie mais adequada ao local onde irá ser plantada. É este o perfil de actuação que se espera da Estradas de Portugal e de entidades públicas com atribuições na conservação do património arbóreo público como é o caso das Autarquias Locais."